terça-feira, 19 de novembro de 2013

Preparação para o desfralde

Eu sempre fui uma pessoa super empolgada para o desfralde, na minha cabeça era o último "desafio" de bebê das meninas (mas não, ainda tem a chupeta rá-rá-rá). Também queria me livrar logo das fraldas e quem tem gêmeos sabe bem do que eu estou falando. Estava empolgada, mas não li nada sobre nada o assunto, uma coisa aqui ou outra ali, conversei com a minha mãe e não com o pediatra e agi da forma que eu aprendi que tem dado certo por aqui: no instinto.

Primeira regra do desfralde, queridas leitoras, você tem que estar preparada para ele e mais do que o seu bebê, ou no meu caso, bebês. Você tem que estar preparada para dizer "tchau pra fralda". E, vou te dizer, limpar xixi e cocô do chão, é fichinha perto disso. Você tem que se libertar da facilidade fraldística (adoro inventar palavras!), saber que vai rolar xixi e cocô no chão, no seu sofá novo e talvez naquele livro lindo que elas adoram. Depois que você se convence, já tá fácil, fácil. Aqui está acontecendo assim:

Pré-desfralde: eu sempre deixei as meninas ficarem sem fraldas em ocasiões especiais, tipo no quintal da casa da minha mãe ou quando iam pra piscina (de plástico, né, gente?), sem medo de acidentes e às vezes eles aconteciam. Aí quando fiquei um tempo na casa da minha sogra na reforma aqui de casa, elas tinham 1 ano e meio, deixei alguns dias e não brigava quando elas faziam xixi no chão ou qualquer outro lugar, era sempre um: "eba, xixi, xixi, xixi!". Mas ainda não senti que era hora, apesar da minha mãe ter me contado que eu desfraldei com 1 ano e meio, algo que acho que aconteceu com quase todas as crianças da época devido a fralda de pano, confere? No meu caso, é a quantidade de fralda, a conta no final de cada compra de mês e o fato de que tem um bebê chegando por aí.

Também deixava elas irem no banheiro comigo, acho que instintivamente e por falta de opção. Mamãe, vai fazer xixi, vamos lá? E elas iam e olhavam todo o processo. Também comprei dois penicos mais ou menos com 16 meses pra elas irem se acostumando, mas elas nunca ficavam ou faziam nele.

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Durante o treinamento

São duas: Eu sempre reparei que a Maria era mais aberta ao desfralde, levava mais numa boa a coisa de fazer xixi e não se incomodar, queria tirar a fralda e etc, já a Bella não. Aí, há um mês mais ou menos eu tentei colocar as duas no penico e a Bella adorou e chegou a fazer xixi dentro dele! Era o sinal que eu estava precisando. Era hora!

Desfralde, enfim: Eu comecei aos poucos, e de novo, no instinto. Deixava elas sem fralda só à tarde, quando acordavam da soneca. No primeiro dia, rolaram muitos xixis no chão e um cocô. Dá-lhe pano pra limpar tudo. Mas nada no penico. Eu tinha um medo de que elas não aceitassem sentar no penico. Mas tirei o tapete da sala, coloquei os penicos lá, dei livrinho, suco pra elas comerem sentadas e deu certo! Também tem um livro do Patinho Usa Penico que eu já falei aqui, elas já liam há alguma tempo e foi bom pra usar como referência.

E quando faziam xixi no chão elas colocavam a mão, batiam o pé como se fosse a poça de chuva mais legal do mundo! Eu falei que tem que desapegar huahuahua. No segundo dia, eu senti que elas estavam avisando antes de fazer. Mas eu senti que já estava começando a brigar: "faz no penico, filha, no chão não". Aí parei um dia, voltei no outro. Depois esfriou em Brasília, aí elas ficaram doentes e eu meio que parei. Me deu preguiça, cansaço de grávida de ficar limpando, desânimo achando que ia demorar demais. E resolvi fazer a partir do dia 1 de dezembro, depois de uma feira que eu estou organizando.

Aí hoje de manhã, eu olho pra Maria e ela já tinha tirado o short e a fralda. Como? A Bella, é claro, pediu pra tirar também. E resolvi deixar. Que história é essa de preguiça, Tatiana? E a insistência? Pois bem, hoje elas me disseram que estavam prontas, de fato. Resolvi deixar o dia inteiro sem fralda, só coloquei na soneca. Fizeram xixi no chão a primeira vez, depois quando a Maria começou a fazer, coloquei (sem alarde) o penico na frente dela e o xixi caiu lá dentro, depois fomos fazer o ritual de jogar o dito cujo na privada e dar tchau. Acho que isso empolgou as duas porque em um determinado momento eu mesma fui fazer xixi e quando voltei na sala, a Bella tinha feito xixi no penico e a Maria metade. Fiquei super empolgada! Durante o almoço, a Bella pediu pra fazer xixi e eu coloquei ela no penico e ela fez! Que alegria! Lavamos a mão e ela continuamos com o almoço. De tarde, ela fez xixi no penico mais duas vezes, mas depois fez no meu sofá novo!!!! A Maria avisou, mas não deu tempo do penico. Acho que ela ficou um pouco travada, mas fez cocô no tapete. Sério, pra quem tem cachorro vai ser fácil, minha gente! E estou realmente considerando fralda de pano pro terceirinho depois dessa. Vamos ver amanhã. Mas acho que não tem mais volta. É hora de crescer!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Contagem Materna - 23 semanas

Eis que passamos da metade da gravidez e agora o tempo está passando rápido. Talvez até demais. Confesso que não vejo a hora de parir e conhecer o bebê, mas ao mesmo tempo quero aproveitar esta gravidez, tomar meu tempo, curtir um pouco as meninas e nossos dias de "só nós três", por que não? A barriga está crescendo e o bebê mexendo muito, mais durante à noite, mas de dia em alguns momentos ainda esqueço que estou grávida. Como pode?

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Estou oficialmente sofrendo de gravidices, nome que eu coloquei às loucuras deste período na vida da mulher, em especial, aqueles de esquecimento. Derrubo tudo o que está na minha mão, já queimei o almoço quatro vezes na semana passada e começo a fazer uma coisa e depois não sei o que era. Já Ou guardo as coisas nos lugares errados e outro dia, depois de varrer a sala, me peguei jogando a sujeira da pá no tanque em vez do lixo. Ops. Já quebrei copo, derrubei um pote de azeitona e cortei o pé, derrubei prato na hora de secar e ontem levei um tombo no banheiro enquanto estava dando banho nas meninas que me deu um susto, mas só machuquei o joelho. Aleluia! Minha mãe diz que é cansaço, talvez, eu digo: gravidices! Ah, sim, troquei as meninas pela primeira vez! Vesti Maria de Isabella e Isabella de Maria e demorei uns 10 minutos para perceber que estava chamando uma de outra e vice-versa. Como pode?

Também comecei a sentir minhas primeiras contrações de treinamento. Sim, descobri o que é isso agora. Só agora. Como ninguém me explicou isso na primeira gravidez? Sempre quando eu sentia a barriga ficar dura com elas, ligava pra minha médica e ela me chamava no consultório para examinar, mandava repouso e etc. E eu me sentia muito insegura. Agora, sei que é normal e até gosto, quer dizer que meu corpo está se preparando bem pro parto. E não sinto mais do que quatro por dia, bem esporadicamente, o que é super normal para a segunda gravidez. Cansaço, tô te sentindo, amigo! Outro dia fui andando com as meninas nos Correios, ou seja, empurrando elas no carrinho e fiquei exausta! Fomos num evento ao ar livre no fim de semana e dá-lhe pés inchados. Mas ainda sim, bem de boa quando comparado à um gravidez gemelar, ainda que ter duas meninas para cuidar aumente bem os incômodos.

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Barriguinha de um, eu sempre quis saber como era ;)

Pensamos em nomes, muitos nomes. Pra mim, essa é a parte mais difícil do processo de ter filho. Sério. Dar um nome para um ser. Queria tanto ser daquelas pessoas que já sabem o nome antes mesmo de ficar grávida, mas não sou. Temos um par de nomes para menino e outro para menina que mudam a cada mês. Mas, acho que estamos chegando lá. E, é claro, só vamos decidir depois de olhar pra cara dele ou dela e suspirar de amores. 

E tem a coisa do enxoval do bebê que muita gente tem me perguntado. Vou fazer um post sobre como fazer um enxoval unissex, porque tem sido até uma parte divertida, mas por enquanto acho que já tenho tudo para os primeiros meses. Só faltam alguns detalhes como toalhas e as mantas, que eu e minha mãe vamos fazer, é claro. E tem o quarto. Que está em processo de formatação há mais de um mês porque tive que desfazer meu escritório para ele poder ser feito e produzido. Neste fim de semana, meu super pai veio aqui e pintou uma das paredes e tentamos colocar algumas coisas em ordem. No meio tempo estou tentando arrumar o resto da casa e fazer algumas mudanças no quarto das meninas. Arrumar a casa parece não ter fim. Aguardem!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Darth Vader X Mickey

Estou há dias com este post na cabeça e agora está na hora de escrever. E não consigo pensar em outra coisa a não ser: o caminho do meio. No fim da escola e começo da faculdade, eu era a menina que adorava ler sobre a revolução cubana, mas morria de vontade de ir pros EUA e morar lá. Então, adorava todas aquelas ideais de esquerda, mas consumismo era aquela coisa linda. Nunca me senti parte de nenhum grupo. Na minha infância vivi em muitas cidades pelo interior do Brasil e tinha aquela coisa e morar em vila, brincar com os vizinhos, subir em árvores, etc. Fui no cinema pela primeira vez com 10 anos ver Lua de Cristal (aquele mesmo com a Xuxa), não porque meus pais não queriam que eu fosse antes, mas porque foi quando finalmente abriu um cinema na cidade. Mas assistia muita televisão e filme em casa. Se comer jabuticaba no pé era uma delícia, uma das minhas memórias de infância era passar no Bob's uma vez por ano nas nossas viagens de férias na serra que ligava o Rio até Resende, cidade onde minha avó morava e onde eu nasci. Mas, onde vamos com isso? Bem, até aqui. Com as meninas crescendo eu fico pensando até onde vai o consumismo nesse mundo moderno em que vivemos. Que caminho do meio é esse que elas podem seguir em um mundo onde acessibilidade é mais fácil que jogar bola na esquina, onde galinhas pintadinhas azuis estão por toda parte e onde os pais que cresceram com uma vontade enorme de ir pra Disney com 15 anos (o que inclui euzinha aqui, que nunca fui, aliás) agora tem dinheiro para realizar esse sonho quantas vezes quiserem em uma vida toda.

Sem título Bella e Maria

As meninas estão quase com dois anos e eu sinto que elas se interessam cada vez mais por coisas. Sim, coisas. Objetos, pessoas, coisas que antes na vida de bebê delas passava batido, mas agora chama a atenção. Entre elas, a televisão. Eu já falei aqui que não acho legal ou necessário que um bebê assista TV, DVD ou vídeo na internet e é um assunto que sempre dá polêmica (aqui ou no instagram @familiamoderna), mas eu sempre pensei que o tempo gasto vendo desenho era um tempo perdido, em que elas podiam estar brincando e desenvolvendo a coordenação motora, a comunicação, em especial. etc, etc. Por isso, aqui nunca rolou, mas não, não criei minhas filhas numa bolha, blá, blá, blá. Eu assistia TV na frente delas, elas adoravam a música de abertura de Big Bang Theory, por exemplo, paravam pra ver e depois já voltavam a brincar. Mas, há uns meses, comecei a deixar as duas verem alguns videos na internet. Primeiro de músicas que a gente gostava, depois de músicas voltadas pra crianças. E há uns dois meses, comecei a mostrar alguns desenhos na TV e elas ficaram, de fato, interessadas. Nesse tempo todo, eu usei meu filtro de mãe, nada de desenhos bilíngues, coisas complexas, etc. E, ainda sim, assistimos pouquíssima TV, e eu sempre junto das duas.

Aí outro dia estava na casa da minha mãe e ela colocou na tal da Casa do Mickey Mouse, como elas têm uma Minnie e um brinquedo de encaixe com os personagens, reconheceram na hora. E quando acabou ficaram pedindo mais! Apontando pro controle e etc. O quê? Olha, eu quebrando a cara aí. Sim, acho bonitinho que elas tenha identificado o Mickey e mostrado interesse em alguma coisa, mas até que ponto a gente deve incentivar isso? Vamos comprar tudo do Mickey, fazer a festa de aniversário do tema, comprar roupa, pijama, biquíni, maçã do Mickey mostrar o desenho de novo, de novo e de novo? Todas as coisas que são quase instintivas para os pais nos dias de hoje. E não vejo problema nenhum elas se identificarem com uma animação, personagem, Mas meu instinto diz outra coisa: bora encontrar o equilíbrio no meio dessa coisa toda? Nem totalmente sem, nem tanto? Caminho do meio, minha gente. Elas sabem que é a Branca de Neve e a Cinderella, ganharam bonecas, tem os livros, mas não é só isso que elas brincam e nem existe uma obsessão por trás. Acho que também isso depende muito dos pais e dos gostos dos pais, por isso voltamos de novo: caminho do meio.

Sem título Sim, a gente sai na rua de pijama, aliás

E como a maternidade é cheia de contradições, entra o Darth Vader nessa história. Meu marido é fã de Star Wars. Então, achei um livrinho infantil, em inglês porque não tem edição em português, que brinca com a coisa do Darth Vader ser o pai do Luke e da Leia. É esse aqui.

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Comprei no Ebay :)

As meninas amaram o livro (acho que muito por influência nossa) e eu lia pra elas com a minha interpretação, não como estava no livro. Depois ganharam outro livro do Star Wars e sempre apontavam pro "Dati Veider". Aí a gente foi no mercado e tinha um boneco do homem vestido de preto que a gente colocou no carrinho para dar de presente de Natal pro nosso sobrinho, mas foi aquela coisa "Dati Veider, Dati Veider, Dati Veider" e a gente acabou comprando pra elas mesmo. E ele faz sucesso desde então. Veja bem. Darth Vader é um vilão na história (calma, é isso mesmo que você lembrava), mas pra elas não, e é a gente incentiva que elas brinquem com ele. Não deixa de ser um personagem comercial, não deixa de ser um consumismo. Pensamos em fazer a festa delas de Star Wars, inclusive. Mas existe uma diferença aí: controle. Primeiro, Darth Vader não está por todas as partes, não tem desenho, aparece de vez em quando em uma festa ou brinquedo de um primo/tio mais velho. E é um personagem criado por nós. O Darth Vader pai da Leia e do Luke.

O fato é que sempre temos que procurar um caminho do meio. Não ficar alheio ao que acontece ao nosso redor, o que faz parte da nossa cultura e coisas que talvez a gente não goste, mas nossos filhos vão ter contato eventualmente. E qual direção você quer guiá-lo, porque sim, essa é nossa responsabilidade. Ensinar, incentivar a escolha é nossa responsabilidade e não da escola, do amigo, do desenho, da história. Ainda acho cedo, por exemplo, pras meninas verem filmes da Disney, por exemplo, ainda que eu tenha meus favoritos (Mulan, é o meu favorito de todos os tempos, aliás). Primeiro porque elas não vão entender, segundo porque acho muito complexo. Não estou falando que minhas ideias são certas e quem gosta da Galinha Pintadinha, por exemplo, é errado. Só acho que é preciso equilíbrio, compartilhando o que está dando certo pra gente e ainda sim tentando aprender. Acho que tudo tem seu tempo e como eu me agarro a ele, como eu quero que minhas meninas sejam apenas meninas, que gostem de ler seus livros, brincar na rua, descobrir parquinhos e falar pelos cotovelos. E, sim, que vivam num mundo de fantasia também, afinal sonhar faz parte da vida.

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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Indiretas do bem

Hoje fui fazer mais um ultrassom para ver bebê número 3. Antes mesmo de começar a médica já foi falando: "não mudou de ideia sobre não saber o sexo, não?". E durante o resto do exame ela ficou me jogando indiretas sobre o sexo do bebê. Pode produção? Pode? Na hora em que ela foi medir o fêmur fechei o olho, tudo direitinho. Ela fez umas piadas e quando acabou o exame me deu uma impressão do perfil como um agradinho, mas sem antes fazer uma brincadeira: "tá aqui a foto da genitália, hahahaha". Pode? Pode?

Ok, bebê tá lindo, ótimo, coisa fofa ver um ser só mexendo dentro do útero e enxergar detalhes que pareciam impossíveis na gravidez das meninas. Mas quando cheguei no estacionamento fiquei super irritada com a médica porque lembrei das coisas que ela tinha me falado e das pistas que ela tinha "jogado no ar". Na mesma hora liguei pro Marco e ele já falou: "ah, então deixa, amor. Vamos ver isso logo e fica todo mundo feliz (a.k.a a nossa família). A sociedade venceu". O quê? A sociedade não pode vencer, minha gente! Fiquei com uma raiva enorme naquele momento. Enorme!

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Se primeiro fiquei irritada, depois fiquei bem chateada. Conversei com uma amiga que passou pelo processo, mas o sentimento de desânimo se instalou. Fiquei triste por não poder conseguir fazer o que eu estava sonhando com essa gravidez. Eu sei que isso é ser mãe, um constante aprendizado de não ter o controle, mas me senti meio derrotada, coloquei a culpa em mim também por projetar essas coisas e por ter deixado essa "pressão da sociedade" me afetar. Passei o resto da tarde, triste, sem paciência com as meninas, chorando de vez em quando. Mas, quando o Marco chegou, conversamos e veio aquela sensação de alívio no peito.

Primeiro, independente dessas indiretas da médica, vamos continuar no mesmo caminho. Saber o sexo do bebê, ou não, não é o mais importante, apenas o bebê e ponto. Que, aliás, foi nosso objetivo desde sempre, aproveitar a jornada, não criar expectativas, deixar o desconhecido acontecer. Mas eu me incomodei tanto com essa pressão "menino ou menina", "por que tem que ser tão difícil pra gente fazer alguma coisa diferente" e etc, que acabei me deixando levar e talvez tenha levado muito a sério essas indiretas da médica. Talvez tenham sido apenas expressões, uma forma de brincar, me provocar, que eu acabei pegando pra mim. E, ok, vamos parar de dar tanta importância para algo tão simples, perto do grande quadro. Porque o que importa, amigas grávidas, é sempre o que vem depois do nascimento. É todo uma vida que vai nascer e se desenvolver diante dos seus olhos, não importa se você quis fazer um exame de sangue para saber o que você está esperando, se fez um enxoval completo ou não. Não há como esperar  ou se preparar pelo que vai acontecer quando você tiver seu bebê nos braços, a vida, simplesmente, acontece.

Por isso, vamos continuar na surpresa, no mistério, nada de indiretas ou diretas no próximo exame. Afinal, essas são as escolhas que fizemos pra nós, a direção que queremos seguir e a forma que queremos receber esse bebê na nossa família. E tudo bem. Revelações em um final de fevereiro ou começo de março bem pertinho da gente.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Família Moderna apresenta: calças!

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Entre tantas tentativas com a máquina de costura e uma vontade enorme de fazer alguma coisa diferente para duas meninas espertas que eu insistia que deveriam se vestir mais "descoladas", surgiu uma nova forma de me expressar, um jeito novo de colocar as minhas ideias em prática e a vontade de fazer algo. Algo original, algo que seguisse contra a corrente, algo que fosse meu. Então, quando eu achei que não tinha tempo pra nada, comprei uma máquina com o dinheiro do meu último salário como pessoa trabalhadora e, entre uma dormida e outra das bebês, comecei a costurar. Aprendi que as minhas ideias tinham que respeitar o ritmo da minha nova vida e que eu não ia conseguir fazer tudo o que eu queria, afinal, minha prioridade são e sempre serão elas. Por isso, resolvi levar a Loja da Família Moderna para outro rumo, poucos produtos, mas exclusivos. Estoque pequeno, qualidade grande. Fui atrás do que eu achava que faltava, e sempre pensando no que eu queria pra mim, obviamente. E resolvi investir mantas de flanela fofinhas e aconchegantes pro bebê com uma estampa de chevron, E, agora, quis colocar outra ideia em prática que também acho difícil de achar: calças leggins! Fui atrás de estampas diferentes e um material leve e resistente, 100% algodão, perfeito para crianças ativas como as minhas, que adoram deitar no chão ou jogar areia pra cima, mas sem perder o estilo. E, eis, o resultado:

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Maria e Bella, minhas modelos infinitas de calça legging poá lindo e caveirinha

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Bella

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Maria

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Bento lindo de calça legging bigode

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Achei!

Foram meses de pensar, pensar, tentar, pensar, até produzir e aqui estamos nós. Espero que outras mães, tias, dindas e avós gostem destes queridos produtos modernos da mesma forma que eu. E deixem comentários, sugestões e ideias por aqui. E sim, nada disso teria acontecido sem o apoio da minha família e de tanta gente que já passou pelo blog ou poucas feiras que eu participei e que comprou aqueles primeiros babadores até as últimas mantas de chevron.  E vamos nessa!

Não deixem de visitar www.lojadafamiliamoderna.com (sim, agora temos domínio!)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sobre não saber o sexo do bebê

Quem passa frequentemente por aqui já deve saber que a gente decidiu não descobrir o sexo do bebê número três. Queremos viver a experiência de saber apenas no nascimento e ouvir aquelas mágicas palavras: "é uma menina" ou "é um menino, não temos preferência ou queremos criar expectativa logo. É claro que temos curiosidade, como qualquer pessoa, mas tem sido um processo transformador e de grande aprendizado, seguir por esse caminho pouco convencional em tempos modernos de ultrassom 4D, por isso resolvi comentar sobre o assunto aqui. Não foi uma decisão fácil (para as outras pessoas, especialmente, diga-se de passagem) e nem foi uma coisa de agora, foi algo pensado muito antes da gente sequer cogitar uma segunda gravidez de verdade. E, sim, nós fomos de um extremo ao outro, se na gravidez das meninas eu fiz um exame de sangue para saber o sexo, dessa vez nada.

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Pra mim, tudo começou quando recebi um email de uma italiana que mora no Canadá, mas que já tinha morado no Brasil, e tinha lido meu blog, a Lara. A gente começou a trocar emails e ela comentou sobre não saber o sexo do bebê, algo muito comum em outros países, mas que em terras brasileiras parece impossível ser feito, "como aguentar a curiosidade?", "como fazer o enxoval?". Isso porque as nossas mães não tinham essa chance e o nascimento era sempre uma surpresa. Mas as coisas mudaram e isso é ótimo. E também agora temos escolhas, chances de fazer de outro jeito, e o meu jeito é voltar um pouco para atrás. A Lara me escreveu sobre o assunto e gostei tanto do texto que acabei fazendo um post sobre isso aqui. Apesar da minha curiosidade absurda, e totalmente compreensível como mãe de primeira viagem e de duas, as coisas que ela escreveu me tocaram e aquilo não saiu da minha cabeça.

Depois, cheguei a comentar com o Marco algumas vezes sobre não querer saber o sexo do próximo bebê, caso eu ficasse grávida de novo, e ele falava "acho que deve ser legal mesmo". Mas acredito que ele ainda estava em estado de negação sobre qualquer possibilidade de um outro filho. hahahahaha Aí a Lu, do blog Potencial Gestante, ficou grávida e começamos a conversar sobre isso e ela decidiu não saber. Adorei poder ver a experiência dela de perto como amiga e aí que eu me decidi mesmo.

Quando fiquei grávida agora fui falando logo: "então, não queremos saber o sexo". Pausa para todo mundo ir à loucura. "O queeeee?" "Como assim?" "Tem certeza?" "Mas, e o enxoval?". Achamos divertido a curiosidade no começo. Nossos pais insistiram um monte, queriam ir junto no exame de ultrassom, pediram mil vezes. Mas estávamos decididos. Depois, começou a ficar chato. "Por que? Como? Vocês não estão curiosos?". Sem falar na coisa de "é um menino", 96% das pessoas falando que era um menino, tem que ser um menino, se for um menino não vale. Ah, as grávidas e sua lista infinita de palpites. Isso já estava me incomodando, do nível que se eu fizesse um ultrassom e fosse um menino, eu nem ia curtir tanto, mais um motivo para surpresa. Esse era um assunto, um processo que estava me deixando nervosa já e eu estava a ponto de desistir, ceder logo à pressão e vamos nessa.

Há duas semanas fui fazer o exame. Antes de entrar penso: "Será que não é melhor saber logo? Vamos matar a curiosidade de todo mundo e acabou!". Entro na sala e descubro que marquei o exame errado, tem que fazer outro mês que vem, blá, blá, blá. Antes da médica passar o gelzinho falo: "Doutora, eu não quero saber o sexo, hein?". Ela diz que lembra e me questiona mais uma vez porque não quero saber mesmo, etc. "Mas, seu marido não tá curioso?". Até tu, Brutus? Na hora que ela passa perto das pernas e vai medir o fêmur, ela pede pra que eu feche os olhos. E eu penso: "que situação ridícula, eu de olho fechado aqui, mas bora nessa!". Até que acaba o exame, bebê lindo, livre, leve e solto dentro daquele marzão que é o útero (eu sempre tenho essa impressão porque com as meninas parecia uma luta por espaço sem fim). Ufa. Resisti à tentação e não vi. O Marco também foi um grande incentivador para que a gente continuasse firme.

Alguns dias depois, a gente conversa sobre o assunto e decidi esperar até o próximo exame. Depois, eu recebo por email um relato de um VBAC (parto normal após cesárea) e os pais não sabiam qual era o sexo do bebê, no fim, quando o ele nasce, o pai cheio de lágrimas nos olhos, olha pra esposa e diz: "É o Francisco". E aí, eu me lembrei porque fiz essa escolha. E não tive mais dúvidas. Que venha a melhor surpresa das nossas vidas, e eu vou estar pronta para recebê-la de braços abertos.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Receitinha - Bolo delícia de agrião

Ah, a rede mundial de computadores e suas peripécias! Depois do bolo sucesso de beterraba, que uma amiga me mandou todinho por mensagem pelo Facebbok, eu agora encontrei uma receita de bolo delícia de agrião (sim, eu coloco adjetivos nos bolos). Postei a receita no instagram (segue a gente no @familiamoderna) e uma seguidora super querida compartilhou essa receita comigo. Estou sempre buscando opções saudáveis de lanche e sobremesa pras meninas porque confesso que fujo dos doces por aqui. Não é nem questão de "pode ou não pode comer", mas de criar um hábito saudável, pensando em um futuro distante, simples assim.

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 Maria oferecendo um pedaço de bolo pro neném hoje de manhã

Finalmente, fiz o bolo nesse fim de semana, mas especificamente ontem, e hoje quase não tem mais nada! Até o marido aprovou dessa vez. Dá um pouco mais de trabalho porque tem que bater as claras, então,  tive que tirar a batedeira do fundo do armário, mas vale a pena. Fica muito gostoso mesmo e, o melhor, é saudável! Aí vai:

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Bolo delícia de agrião

1/2 maço de agrião
3/4 de xícara de óleo
4 gemas
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento
4 claras em neve
2 xícaras de açúcar

Antes de tudo: separe as claras das gemas, reserve as duas e já bata as claras na batedeira para facilitar sua vida. Bata o agrião (lavadinho e verdinho), as gemas e o óleo no liquidificador, coloque em uma tigela, acrescente a farinha, o açúcar, o fermento e, por último, as claras em neve. Vai a dica: misture as claras delicadamente com uma colher de pau ou pau duro (piadas à parte) e não com um fouet, se não o bolo perde sua fofura. Depois você já sabe a reza: forma de furo untada margarina e farinha (aqui uso azeite), forno pré-aquecido 180°, 40 minutos.

Quando tirei o bolo da forma não ficou lindo, por isso não tirei foto, mas acho que é porque tive que fazer uma pausa para ir ao mercado comprar farinha e dar almoço pras meninas, então a clara desandou. Mas, o sabor.... Delícia mesmo. Ah, não deixem de curtir a página do blog no Facebook

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

DIY - Faça você mesmo - Guirlanda de Papel de Caveira (e uma festinha de Halloween)

Eu acho que eu nunca fiz uma festa de fantasias ou Halloween, exceto no meu aniversário de 9 anos quando meus pais fizeram o tema de "Punk" e fizeram todo mundo ir vestido de preto e foi um sucesso total! (Depois se perguntam porque eu sou diferente hahahahaha) Mas resolvi fazer uma comemoração pequena de aniversário na semana passada e eu e minha mãe resolvemos abraçar o dia das bruxas. Deu um pouco de trabalho, choveu enquanto a gente arrumava tudo, queria ter feito mais coisas, queria ter tirado mais fotos, porém, a gente, com certeza, se divertiu!

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Para a festa, resolvi fazer um enfeite de caveirinha (aquele lá em cima da janela) e resolvi compartilhar aqui. Ah, sim, me vesti de Frida pra quem tá se perguntando ;)

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Você só precisa de uma cartolina preta, tesoura, canta, paciência e uma máquina de costura. O resultado vale a pena! Comecei desenhando uma caveira no papel, me inspirei nesse tutorial e desenho aqui aqui. Depois, cortei e comecei a fazer o traço da cabeça na cartolina.

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Para facilitar o trabalho dobrei a cartolina para cortar dois de uma vez só.

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Depois, desenhei os olhos e a boca em cada caveirinha.

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E cortei um por um!

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Agora é hora de ter paciência e cortar tudo! No fim, deu 54 caveirinhas.

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Tudo cortado? Hora de fazer a guirlanda na máquina de costura. É só, literalmente, costurar o papel.

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Coloque o ponto da costura bem largo, na minha máquina usei 0,5 que é o máximo, assim fica mais fácil. Deixe um pedaço grande de linha sobrando e depois vá passando as caveirinhas na máquina e deixe um bom espaço entre elas também, não se preocupe que a linha vai seguir seu curso.

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E para inspirar outros loucos pelo Halloween, aqui vão algumas fotos da festa:

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Bella pedindo mais suco da Quitanda Fácil. Tinha duas opções: cenoura com limão e abóbora, mamão e maracujá!

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Bella, Bento e Maria

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Fiz meu famoso ponche: 1 garrafa de espumante, 1 de guaraná, gelo e frutas vermelhas

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Canudinhos de caveiras comprados na loja de festa e aranhas de plástico por todos os lados coladas com cola jeans

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Síndrome do Segundo/Terceiro filho

Eu tenho pensando um pouco (não muito) sobre como esse bebê vai ser, como ele vai se encaixar na nossa família. Quando ele vier para os meus braços, eu não vou ser aquela mesma mulher, que com um misto de felicidade e medo, que pegou primeiro uma menina na UTI Neonatal, olhou, admirou, viu cada detalhe e tentou colocar no peito; depois pegou a outra, olhou, admirou, viu cada detalhe, ficou impressionada com a semelhança com a irmã e tentou colocar no peito. Eu vou ser outra, a situação vai ser outra, mas o amor vai ser o mesmo, disso eu não tenho dúvidas. A felicidade que já existe vai respirar ainda mais fundo e eu vou saber aproveitá-la. Ah, se vou. Mas ainda que o medo seja diferente, bem diferente, ele existe.

E eu não tenho medo de "não dar conta do recado" ou de "como eu vou fazer para cuidar de três crianças". Sei que tudo vai dar certo e a gente sempre dá um jeito. Mas tem uma coisa que eu tenho medo sim, tenho medo desse bebê cair na inércia. Ponto (não, pronto), falei. Eu tenho medo dele cair nesse ditado de que o terceiro filho "tem sorte ou sobrevive". É uma coisa que eu reparo que acontece com o segundo/terceiro filho, a gente deixa fluir porque sabe que ele vai crescer, vai comer eventualmente, um dia dorme a noite toda, e tudo isso é verdade. Tudo bem, realmente, a gente aprende muita coisa com o primeiro, no meu caso, as primeiras. Mas, eu tenho medo de não me esforçar tanto. De não ser mais a mãe insistente, que tenta, faz dá certo, que me fez chegar até aqui. E aí a coisa desandar mesmo. Faz sentido? Sou psica? Fico super me analisando, essa sou eu, e acho que toda mãe deveria ser assim também, não ficar pensando só no que os outros podem ou fazem errado, mas no que a gente faz ou pode fazer errado também. Por isso, não quero deixar de me esforçar por esse bebê.

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É claro que as coisas vão ser diferentes, a gravidez já está sendo bem diferente. Como eu disse, não sou mais a mesma e tudo o que passei com a Maria e a Bella me fizeram o que eu sou hoje. Mas não quero me perder no caminho e preciso me lembrar disso. Quero continuar sendo a mãe prática que as meninas me ensinaram a ser, sem deixar de ser disciplinada, sem deixar de insistir. Portanto, venha bebêzinho que estamos te esperando, para passar por mais um desconhecido com gostinho familiar. Parar deixar a felicidade ainda mais completa, transbordando como tem que ser.

Eu também escrevi um post sobre que tipo de mãe eu queria ser quando estava grávida das meninas. Sabe que até que eu não me desviei tanto das minhas ideias originais? ;)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Receitinha - Batata "frita" de forno

Eu tenho um certo preconceito com batata frita. Tipo aquela coisa de que alguém conseguiu transformar um vegetal em algo nada saudável, gorduroso e frito. E acho que definitivamente não é comida para criança, bebê, então, socorro. Mas, calma, eu tenho culpa no cartório, eu deixei as meninas comerem batata frita uma vez, quando a gente viajou para o interior de Goiás e não tinha nenhuma outra opção de aperitivo na casa que não fosse isso ou linguiça e a comida ia demorar 40 minutos, e eu não tinha levado nada pra elas comerem. Então, pedimos um suco e uma porção de batata. Ok, não precisam me julgar porque já faço isso todos os dias ;).

Mas, sabe, grávida? Então, outro dia me deu vontade de comer batata frita, mas caseira. E isso existe? Eu tinha visto em algum blog há anos atrás, mas tentei inventar a minha própria receita, vide também a falta de tempo para fazer uma busca no google (a coisa aqui tá tensa, mas conto depois!).  É rápido, fácil (meu tipo de receita!) e fica uma delícia. E as crianças podem comer à vontade. Mas, não, não fica igual a tal da batata frita gordurosa, pra mim, fica ainda melhor!

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Delícia!
Então vamos lá:

Você vai precisar de:
- 3 batatas médias
- sal, açafrão e azeite a gosto.

Cortei as batatas em tira e coloquei pra cozinhar na água com sal. Bastou ferver e deixei alguns minutos. A batata tem que ficar cozinha, porém al-dente. Esse ponto é super importante porque fiz da primeira vez e cozinhou demais, ainda ficou bom, mas não ficou "batata frita". Depois, escorri a batata e coloquei em uma travessa coberta com papel alumínio e joguei mais um pouco de sal, açafrão (pouco menos de uma colher de sobremesa) e reguei com azeite.
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Batata temperada pronta para "fritar"!

É só colocar no forno alto e esperar ela ficar mais crocante. Se você quiser ainda pode colocar as batatas em um papel-toalha para deixar ainda mais seca, mas nem fiz isso. 

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Produto final

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Bella e Maria comendo batata frita de lanche da tarde