quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O parto ideal

Estar grávida de novo tem sido um processo transformador. Eu tenho descoberto e aprendido tanta coisa sobre mim mesma que eu nem sei explicar. E acho que tudo faz parte do caminho para conhecer o meu bebê. E para parir é preciso se conhecer, desenterrar algumas questões, vencer alguns medos, quase uma terapia, pelo menos é como eu acho que deve ser. E é o que eu tenho feito. Eu não sei se eu cheguei a comentar aqui mas estou fazendo um acompanhamento com uma especialista em parto humanizado, não é exatamente uma doula, mas poderia ser. Aliás, eu super recomendo para qualquer pessoa que queira fazer um parto humanizado, especialmente quem fazer um VBAC, contar com a ajuda de um profissional do tipo, além do médico. Vale muito a pena.

Pois bem, a gente estava conversando outro dia e ela sugeriu que eu escrevesse sobre o meu parto ideal. Não um plano de parto, mas o que eu gostaria que acontecesse no dia em que o bebê fosse nascer. Eu, olhei com a melhor cara de desconfiada pra ela, e disse: "Será que é bom fazer isso? Mas e se não acontecer? Não vou estar criando expectativa?". Resposta simples: não. E depois eu entendi que não era sobre isso, era sobre projetar, planejar, desejar, me inspirar, querer, conhecer o que realmente eu quero. E, às vezes, é preciso colocar tudo isso no papel. Depois eu percebi que na gravidez das meninas eu queria um parto normal, mas não conseguia pensar nele, imaginar muito a cena porque tinha muito medo que ela não acontecesse, porque sabia que não ia ser como queria, tinha medo de idealizar algo que no fundo sabia que não ia acontecer. E só isso já foi uma realização em si: eu queria um parto normal, mas não me preparei pra ele. Procurei uma coisa ou outra mas não fui afundo, não fiz com o profissional certo, não busquei apoio. E, tudo bem, não me culpo por isso. Mas, obviamente, agora é diferente, agora é hora de encarar de frente.

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Então, lá fui eu escrever meu "parto ideal" numa tarde de sábado, marido e meninas dormindo depois do almoço, e eu enfrentei a tela branca do computador. As primeiras fases foram mais difíceis, mas assim que eu comecei a escrever a coisa fluiu e surgiu algo que eu não esperava, a minha expectativa em relação à dor, o que mais uma vez me fez lembrar do parto das meninas e as contrações que eu senti, de quatro em quatro minutos, sentada na maca da sala de cirurgia esperando a médica chegar. Mas foi bom pensar nisso e digerir tudo. E pensar em como eu quero escutar meu corpo, as intervenções que eu NÃO quero ter, a forma como eu imagino que meu bebê nasça. Assim que terminei o texto me senti feliz e aliviada. De noite, mostrei pro Marco e deu ainda mais vontade do dia chegar, mas principalmente de conhecer logo o bebê que é isso que esse caminho vai nos levar, até uma nova vida, a dele e a nossa como família.

Acho que agora não é hora de compartilhar aqui aquele documento com o título "Parto Ideal" que permanece no meu computador e escrevi naquela tarde de sábado, que é algo muito pessoal pra mim ainda. Quem sabe depois que ele, de fato, aconteça venha parar aqui. Mas quis escrever este post para tentar incentivar ou inspirar outras grávidas a fazerem o mesmo. Escreva, imagine como você quer que o dia do seu parto seja, e ele não precisa focar apenas no procedimento, mas em quem você quer que esteja com você, o que você quer fazer, o que quer sentir ou não naquele dia. Não é um planejamento, mas um desejo, um sonho. Depois mostre pro seu marido, sua amiga que vai estar contigo, sua doula e, quem sabe, seu médico. E escreva sua própria história, ainda que não exista controle sobre nada, ainda que o que for acontecer, vai acontecer, você vai saber em que direção seguir.

*Foto do parto das meninas feita pela linda Glau Macedo

** Para quem está participando da Troca Moderna de Livros hoje mais tarde devo enviar os emails com os dados da família que você vai fazer a troca. Aguardem!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Um Natal com duas de quase dois anos

Eu sempre gostei de Natal, mas esse ano, não sei se pela correria, gravidez, etc, não estava nem um pouco empolgada. Mas, eis que surgem duas meninas que não param de falar "Papai Niel", e eu não tinha ideia de que elas iriam gostar tanto de luzes coloridas e enfeites natalinos. Na semana passada, chegou o dia 1 de dezembro e nada da pessoa arrumar a árvore. Aí nós três ficamos doentes e eu resolvi tentar arrumar pelo menos as duas árvores pequenas rosas que são delas. A Bella adorou e me ajudou a colocar as bolinhas, enquanto a Maria puxava a haste e jogava tudo no chão. São idênticas, mas cada uma é de um jeito, mas precisa ser tão diferente? Precisa. Respirei, tive paciência e expliquei pra Maria que não podia, como fazia, etc, sem apontar ainda mais essa separação entre as duas. E deu certo!

IMG_7207 IMG_7198 IMG_7199 IMG_7212 IMG_7216IMG_7218 Bella de cinza. Maria de verde. Um pequeno caos na hora de montar a árvore.

Depois minha mãe veio aqui passar o dia com a gente e começou a montar a árvore enquanto as meninas dormiam a soneca. Quando elas acordaram estava quase tudo pronto. Então, deixamos elas tocar e ajudar no final, brincar de novo com as árvores rosas. Maria tentou destruir algumas, mas de novo paciência. Expliquei várias vezes que não podia fazer aquilo, sem gritar e elas, finalmente, entendeu. Elas ainda tocam nas bolinhas, adoram as luzes, mas não tentam puxar nada. Ufa! Para garantir, usei a mesma estratégia do ano passado e colei a base da árvore com fita dupla super resistente na mesinha.

Segura que lá vem foto das pequenas com nossas três árvores. Quando o bebê nascer, acho que vou aposentar todas elas e, simplesmente, comprar um árvore maior! Meu Deus, como será o nosso próximo Natal? Venha 2014!

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Todos os enfeites artesanais foram feitas pela minha mãe crafteira. Bella de branco. Maria de vermelho.

Noche buena
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Elas são obsessivas com as luzes. Quando a gente vai pra sala tomar café da manhã, alguém já diz: "luz, luz, luz", ou seja, liga o pisca-pisca aí, mamãe. E ele fica ligado o dia todo.


Veja como foi o Natal e as árvores no ano passado aqui.
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E uma dica ótima de como fazer uma árvore de Natal de brinquedo aqui

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E para quem quiser dar um presente de Natal diferente e descolado: tem novos modelos das calças leggins modernas na Loja! Corram que o estoque é limitado! www.lojadafamiliamoderna.com

IMG_7369 Ah, e não se esqueçam de se inscrever na Troca Moderna de Livros no post aí embaixo! É só até amanhã!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Troca Moderna de Livros - Especial de Natal

Quem acompanha o blog há bastante tempo sabe que eu tive uma ideia louca outro dia de fazer uma troca de livros infantis entre mães modernas e que deu super certo! Pois bem, para quem ainda não conhece o projeto nada mais é do que uma  troca de presente divertida, baseadas nos antigos pen-pals da nossa adolescência, como uma forma de conhecer novas pessoas, expandir horizontes.

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A ideia é comprar um livro infantil, escrever um carta, fazer um pacote bonito e enviar para outra família que você não conhece, mas que também está preparando um belo presente para você, e depois quando chegar aquela carta especial você se sentir especial, curiosa, feliz, animada, alegre, tudo junto, como quando a gente recebia carta das amigas antigamente. Não é demais? Estamos na terceira edição e em todas me surpreendo com o processo e com a felicidade que é receber algo feito com tanto carinho por alguém que a gente nem conhece há quilômetros de distância. Se interessou? Já participou e quer de novo? Então, vamos lá porque o nosso tempo é curto até o Natal! Funciona assim:

- Leia atentamente todas as regras básicas e veja se você quer mesmo participar.

- Preencha esse cadastro express com seus dados

- E espera um email com as informações da família moderna que você vai fazer a troca.

Para participar é preciso:

Ter disponibilidade e muito amor pra dar pro outro! Uhu! E é uma brincadeira divertida, mas existe compromisso, e vai ter alguém que vai estar preparando um pacote para você e espera receber o mesmo.

As inscrições acontecem até terça-feira 10/12. Na quarta-feira 11/12, todos vão receber o nome e dos dados da pessoa que você vai receber a troca depois que for feito um sorteio.

É hora de escolher um livro, escrever uma carta contando quem você é e como é sua família (essa parte é super importante pois o objetivo é se conhecer), um cartão de natal é legal (mas não obrigatório) e uma foto dos seus filhos que estão participando.

Cada família, independente dos número de filhos, vai participar com apenas um livro assim fica mais justo e homogêneo. Portanto, se a família que você vai presentear tem dois ou três filhos com idades diferentes, procure um livro que agrade a todos, um clássico infantil, por exemplo. Importante: o livro deve ter um valor entre R$ 20 e R$ 35. Pode mandar dois de R$ 15? Pode! A única restrição são os livros religiosos, melhor deixar de lado. para poder respeitar o espaço e as escolhas de cada um, ok?

Depois envie seu pacote até dia 18/12 assim ele consegue chegar a tempo para o Natal na casa da família moderna que você fez a troca e da sua também. Essa parte é muito importante! Dessa vez, não vou abrir para as leitoras que moram no exterior e que sempre participam porque o tempo é curto, meninas, me enrolei dessa vez. Mas vamos ter outras edições em breve e estou até pensando em fazer um especial "brasileiras mundo afora". Aguardem!



Espero que todos abracem a ideia e participem! Não só sou apaixonada por livros e tento passar isso pras meninas desde sempre, como adoro a ideia de criar um grupo e se conhecer através de cartas, ainda que estejamos em um tempo moderno. Imagine que nossos filhos vão poder  durante muito tempo um livro que foi dado por alguém que era um desconhecido, mas se tornou uma amigo.Fiz muitas amizades bonitas já por conta da troca moderna e espero que quem participou ou vá participar também.

Ah, e para quem tem instagram não esqueçam de compartilhar fotos do processo com o #trocamoderna É tão legal quando a gente recebe o pacote! Felicidade instantânea!

Para quem quiser ver como foi a edição anterior e como introduzir o mundo dos livros pros bebês tem post aqui

Ah, sim! Nós também vamos participar!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Receitinha - Bolo de Chocolate e Abobrinha

Sim, chocolate e abobrinha, você leu certo. Um bolo nutritivo e, sim, gostoso demais! Aqui em casa tá rolando pelo menos um bolinho assado fresquinho por semana, saudáveis e que sejam "ok" para as  meninas, ou seja, sem muito açúcar e sem leite, seja o que já passaram por aqui como o de beterraba ou de agrião, ou alguma receita nova. Uma amiga querida que também é mãe de gêmeos me passou essa receita e eu amei! A ideia é substituir a abobrinha pelo leite e fica realmente uma delícia! E o melhor: não é um bolo super doce. Acho que é uma boa opção também para quem tem crianças mais velhas e que estão começando a ficar mais seletivas porque é uma ótima forma de incluir vegetais na rotina. Aí vai a receita:

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Bolo de Chocolate e Abobrinha

Ingredientes:
2 ovos inteiros
1 xícara de açúcar mascavo
½ xícara de óleo
2 xícaras de abobrinha crua ralada
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de chá de bicarbonato
1 colher de chá de sal
½ xícara de chocolate em pó
1 colher de chá de baunilha
1 colher de sopa de fermento.

Preparo:

1- Bata no liquidificador os ovos, o óleo, o açúcar, a baunilha e a abobrinha. Reserve esta massa.
2- Em uma batedeira misture a massa reservada com a farinha de trigo, o bicarbonato, o sal e  o chocolate em pó. Bata até ficar homogêneo. Em seguida, adicione o fermento e mexa delicadamente com uma colher.
3-Asse em forno médio, pré-aquecido, por 30 minutos.

A fonte original da receita é essa aqui Tem canela, mas eu cortei. ;)

IMG_7136 Maria: "e tem abobrinha? Nem percebi!"

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Para um bom começo de semana

Olá, primeira semana de dezembro! Por aqui estamos resfriadas, eu e meninas, cansada depois de uma semana agitada e cheia de mudanças à vista na nossa família moderna. Estou tentando me organizar, tenho mil coisas para fazer, produtos para colocar na loja, troca moderna de livros, mas preciso de repouso, afinal estou grávida, gente! Muita coisa para fazer, resolver e arrumar, mas aí está todo meu foco no momento, prioridade sempre:



Maria na esquerda, Bella abraçadora e beijoqueira na direita. É amor dobrado que transborda todos os dias. É claro que depois do abraço, rolou um empurrão. Bella caiu, depois Maria saiu correndo do box e caiu também, típico. E acabou-se banho. Vida cotidiana linda e caótica que eu amo tanto, a gente vê por aqui.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

M&M - Momentos Modernos

Para quem ainda não conhece o M&M é  o que atualmente está acontecendo na família moderna. Ou quando eu tenho pouco tempo e muito para escrever!

Nos últimos dias, estou correndo com as coisas da loja e o evento que estou ajudando organizar. Nesses momentos, sempre fico meio estressada porque não dá tempo de fazer nada e acabo deixando as coisas de casa, e consequentemente, as meninas de lado. Acho que esse é um dos grandes problemas das mulheres modernas, tentar conciliar tudo. Sei que a minha situação não se compara à um emprego fixo e que ter a minha flexibilidade é ótimo, mas mesmo assim percebi que não posso perder o foco. Estabelecer prioridades é a regra número 1 e elas estão, obviamente, no topo da lista. Por isso, essa semana estou mais cansada, mas estou tentando costurar, escrever e responder email nas horas vagas, ou seja, nas sonecas e depois que elas dormem à noite. E quando estou com elas, fico com elas somente (tá com eventuais posts no instagram e olhadas no email). Por isso, depois de sábado estarei moída, mas tudo vale a pena! Também é muito legal fazer meu trabalho de costureira e fazer um evento acontecer. É possível fazer tudo, basta ter equilíbrio no caminho.

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Me virando como posso. Eis a melhor forma que eu encontrei para carregar uma das duas no colo

No fim de semana, o marido ficou com as meninas e consegui fazer uma coisa ou outra. Deu até para costurar com elas junto, coisa que eu parei de fazer quando elas fizeram 10 meses, é claro que o trabalho não rende tanto, mas faz parte. Era assim que minha avó e minha mãe faziam antigamente enquanto a gente brincava debaixo da mesa.

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Bella e eu

No meio da confusão toda da semana, também fomos pela primeira vez dentista. Sim, demorei 22 meses para fazer isso e foi ótimo, sinceramente. Elas ganharam nota 10, apesar da chupeta e estão com a dentição perfeita. Eu já escova os dentes das duas e a fato delas não comerem doces e açúcar também ajudou muito.

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Comendo pão e brincando com o kit que elas ganharam do dentista

Dentre as diversões de fazer o evento, além de fazer novas amizades e contatos. Foi brincar de tirar foto com a turma que eu criei do lado da Lu do Potencial Gestante! Pense nas figuras. Eu acho que toda mãe moderna, especialmente as que ficam em casa cuidando das crias, deveriam se juntar com outras que estão no mesmo barco, procurar grupos de parto, amamentação, etc, forçar amizade com outras mães, vale tudo para ter um pouco de vida social! Eu e a Lu estamos nessa há mais de um ano e tentamos nos encontrar sempre, às vezes, umas vez por semana, fazemos programas com todo mundo ou eles vem aqui pra casa passar o dia. A gente conversa, eles brincam é uma delícia! Tente dar o primeiro passo, mesmo que você não seja a pessoa mais sociável do mundo (eu não sou nem um pouco), e tente marcar encontros, piqueniques, parquinhos com outras mães porque esse mundo de "mãe integral" (não gosto dessa expressão) pode ser bem solitário.

Aliás, quem quiser se encontrar com a gente pode ir lá na Ciranda! É sábado, no café Objeto Encontrado, das 14 até as 20h. Eu e a Lu vamos fazer um bate-papo às 17h30 e tem outras palestras super legais rolando! As inscrições já estão abertas. Basta escrever para ciranda@objetoencontrado.com.br

Palestras

E vai ter feirinha com vendedores de produtos modernos lindos. Vale a pena! Espero você lá!

Cartaz A3

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Receitinha - Risotto de Parma, Queijo de cabra e tomilho

As coisas por aqui estão corridas. Tem desfralde, meninas ainda resfriadas e estou tentando correr com as coisas da loja e ainda organizando um evento super legal para famílias modernas (veja mais lá embaixo).  Para quem vai passar um fim de semana light e caseiro como nós aqui, ou melhor, no meu caso, em casa costurando, resolvi compartilhar uma receitinha rápida e fácil. Outro dia foi nosso aniversário de namoro e resolvi fazer um jantar caprichado pro Marco. Tava sem ideia e com preguiça de ir comprar alguma coisa no mercado, olhei pra minha estante de livros e passei os olhos na coleção de livros de receita e lá estava ele, o primeiro livro, que o meu então namorado, me deu no nosso primeiro Natal juntos em 2005, The Naked Chef do Jaime Oliver, versão em inglês mesmo porque acho que na época não tinha em português. E lembrei do primeiro prato que eu cozinhei pro Marco daquele livro, um risotto. Eu estou numa meio enjoada de risottos porque faço bastante pra mim e pras meninas (elas adoram!), mas coincidentemente eu tinha ido no mercado uma semana antes e comprado todos os ingredientes da receita. Fechei o livro e sorri: "parma, queijo de cabra e tomilho é o que teremos pra hoje".

Quando o Marco saiu do quarto, depois de fazer as meninas dormirem, o prato já estava quase pronto. Foi só abrir um vinho e curtir o resto da noite. E essa receita não é só para aniversários de namoro, viu, minha gente? Aqui em casa a regra é fazer um jantar "romântico" por semana e não precisa ser no sábado ou domigo, pode ser na terça, na quarta. Não precisa ter flores ou velas, mas é um jantar mais especial com algum prato que a gente gosta ou só queijos, presunto parma favorito de sempre, pães e um vinho, ou alguma coisa que a gente pediu por telefone. Arrumo a mesa, que quase sempre são dois banquinhos juntos em frente ao sofá da sala, coloco a louça especial dos "convidados" e aproveitamos.  Começamos a fazer isso depois que as meninas passaram a dormir cedo e eu achava que nunca mais na minha vida ia conseguir tomar uma garrafa de vinho inteira, huahuahua, mesmo depois que eu parei de amamentar, tinha medo de não conseguir acordar caso alguém chorasse de madrugada. E também sair pra jantar é sempre um trabalho, tem que pedir pra alguém ficar com as meninas, etc, coisa que a gente deve ter feito só umas três vezes nesses quase dois anos, então, melhor ficar em casa. E agora mesmo grávida, a gente faz os jantares, sem muito vinho, é claro, e muita cerveja sem álcool.

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Então, vamos para receita.

Ingredientes

1 xícara e 1/2 de arroz arbóreo (um bom arroz de risotto, não vale o comum!)
1 bandeja de presunto parma
700 ml de caldo de vegetais
1 cebola picada
azeite
tomilho e queijo de cabra a gosto
bacon em pedaços caso você queria barbarizar como eu!

1° passo:  

Faça a receita básica de risoto  

Coloque em um frigideira ou panela (com fundo largo) 1/2 colher de manteiga e 1 fio de azeite. Frite cebola (a gosto do freguês, eu geralmente coloco um cebola pequena ou meia média). Depois coloque o arroz arbóreo (1 xícara e meia) e deixe ele fritar rapidamente. Quando o grão ficar translúcido (com as pontas transparentes e um aspecto mais dourado, e isso acontece rápido), jogue o vinho branco a gosto. Não tem aquele vinho básico na geladeira? Use cachaça, rum, vodka ou qualquer outro destilado transparente. Eu já testei os três e ficou ótimo!

Deixe o álcool evaporar e depois jogue o caldo (de legumes ou de carne), aquela água com um tablete que você colocou no fogo para ferver, na hora em que estava picando a cebola, até cobrir bem o arroz. Pronto, deixe o arroz cozinhar, não precisa mexer loucamente nessa hora.

Jogue um pouco de tomilho fresco nessa hora, uns cinco raminhos deixa um gosto bom. Se quiser usar bacon, é a hora também de fritar tudo separado em outra frigideira menor. 


2° passo  

Mexa o risotto de vez em quando, mas não freneticamente e vá colocando mais caldo conforme ele for secando. Rale o queijo de cabra no ralador e reserve. 


O toque final  


Eu coloco o caldo no arroz mais umas três vezes e dou uma leve misturada. Quando o arroz estiver quase cozido (o truque é o seguinte: ele fica maior), jogue os complementos, ou seja, o queijo e o bacon. Aí sim, é hora de mexer! Coloque o risotto no prato e salpique mais um pouco de tomilho e coloque as lascas de presunto parma por cima. Aproveite, abra um espumante, e viva!


E para quem for de Brasília e quiser participar de um evento diferente, totalmente voltado para as famílias modernas, vamos pra Ciranda? Vou estar com um stand com produtos da Loja da Família Moderna lá e ainda vou participar de uma palestra/bate-papo com a Luíza Diener do blog Potencial Gestante, vai ser uma espécie de sessão desabafo sobre os dilemas da maternidade moderna. As incrições para a palestra acontecem na terça-feira e para saber mais entre no https://www.facebook.com/cirandabsb 

O evento em si vai ser bem diferente: feira cheia de produtos lindos para famílias modernas, exposição de fotos, palestras sobre parto e alimentação de bebês, além de pula-pula, pipoca, bolinha de sabão em um clima bom e com quitutes saudáveis. 

Aparece lá pra conhecer a gente e ver os produtos modernos! É dia 30/11 no café Objeto Encontrado na 102 Norte de 14 até 20h.

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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Preparação para o desfralde

Eu sempre fui uma pessoa super empolgada para o desfralde, na minha cabeça era o último "desafio" de bebê das meninas (mas não, ainda tem a chupeta rá-rá-rá). Também queria me livrar logo das fraldas e quem tem gêmeos sabe bem do que eu estou falando. Estava empolgada, mas não li nada sobre nada o assunto, uma coisa aqui ou outra ali, conversei com a minha mãe e não com o pediatra e agi da forma que eu aprendi que tem dado certo por aqui: no instinto.

Primeira regra do desfralde, queridas leitoras, você tem que estar preparada para ele e mais do que o seu bebê, ou no meu caso, bebês. Você tem que estar preparada para dizer "tchau pra fralda". E, vou te dizer, limpar xixi e cocô do chão, é fichinha perto disso. Você tem que se libertar da facilidade fraldística (adoro inventar palavras!), saber que vai rolar xixi e cocô no chão, no seu sofá novo e talvez naquele livro lindo que elas adoram. Depois que você se convence, já tá fácil, fácil. Aqui está acontecendo assim:

Pré-desfralde: eu sempre deixei as meninas ficarem sem fraldas em ocasiões especiais, tipo no quintal da casa da minha mãe ou quando iam pra piscina (de plástico, né, gente?), sem medo de acidentes e às vezes eles aconteciam. Aí quando fiquei um tempo na casa da minha sogra na reforma aqui de casa, elas tinham 1 ano e meio, deixei alguns dias e não brigava quando elas faziam xixi no chão ou qualquer outro lugar, era sempre um: "eba, xixi, xixi, xixi!". Mas ainda não senti que era hora, apesar da minha mãe ter me contado que eu desfraldei com 1 ano e meio, algo que acho que aconteceu com quase todas as crianças da época devido a fralda de pano, confere? No meu caso, é a quantidade de fralda, a conta no final de cada compra de mês e o fato de que tem um bebê chegando por aí.

Também deixava elas irem no banheiro comigo, acho que instintivamente e por falta de opção. Mamãe, vai fazer xixi, vamos lá? E elas iam e olhavam todo o processo. Também comprei dois penicos mais ou menos com 16 meses pra elas irem se acostumando, mas elas nunca ficavam ou faziam nele.

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Durante o treinamento

São duas: Eu sempre reparei que a Maria era mais aberta ao desfralde, levava mais numa boa a coisa de fazer xixi e não se incomodar, queria tirar a fralda e etc, já a Bella não. Aí, há um mês mais ou menos eu tentei colocar as duas no penico e a Bella adorou e chegou a fazer xixi dentro dele! Era o sinal que eu estava precisando. Era hora!

Desfralde, enfim: Eu comecei aos poucos, e de novo, no instinto. Deixava elas sem fralda só à tarde, quando acordavam da soneca. No primeiro dia, rolaram muitos xixis no chão e um cocô. Dá-lhe pano pra limpar tudo. Mas nada no penico. Eu tinha um medo de que elas não aceitassem sentar no penico. Mas tirei o tapete da sala, coloquei os penicos lá, dei livrinho, suco pra elas comerem sentadas e deu certo! Também tem um livro do Patinho Usa Penico que eu já falei aqui, elas já liam há alguma tempo e foi bom pra usar como referência.

E quando faziam xixi no chão elas colocavam a mão, batiam o pé como se fosse a poça de chuva mais legal do mundo! Eu falei que tem que desapegar huahuahua. No segundo dia, eu senti que elas estavam avisando antes de fazer. Mas eu senti que já estava começando a brigar: "faz no penico, filha, no chão não". Aí parei um dia, voltei no outro. Depois esfriou em Brasília, aí elas ficaram doentes e eu meio que parei. Me deu preguiça, cansaço de grávida de ficar limpando, desânimo achando que ia demorar demais. E resolvi fazer a partir do dia 1 de dezembro, depois de uma feira que eu estou organizando.

Aí hoje de manhã, eu olho pra Maria e ela já tinha tirado o short e a fralda. Como? A Bella, é claro, pediu pra tirar também. E resolvi deixar. Que história é essa de preguiça, Tatiana? E a insistência? Pois bem, hoje elas me disseram que estavam prontas, de fato. Resolvi deixar o dia inteiro sem fralda, só coloquei na soneca. Fizeram xixi no chão a primeira vez, depois quando a Maria começou a fazer, coloquei (sem alarde) o penico na frente dela e o xixi caiu lá dentro, depois fomos fazer o ritual de jogar o dito cujo na privada e dar tchau. Acho que isso empolgou as duas porque em um determinado momento eu mesma fui fazer xixi e quando voltei na sala, a Bella tinha feito xixi no penico e a Maria metade. Fiquei super empolgada! Durante o almoço, a Bella pediu pra fazer xixi e eu coloquei ela no penico e ela fez! Que alegria! Lavamos a mão e ela continuamos com o almoço. De tarde, ela fez xixi no penico mais duas vezes, mas depois fez no meu sofá novo!!!! A Maria avisou, mas não deu tempo do penico. Acho que ela ficou um pouco travada, mas fez cocô no tapete. Sério, pra quem tem cachorro vai ser fácil, minha gente! E estou realmente considerando fralda de pano pro terceirinho depois dessa. Vamos ver amanhã. Mas acho que não tem mais volta. É hora de crescer!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Contagem Materna - 23 semanas

Eis que passamos da metade da gravidez e agora o tempo está passando rápido. Talvez até demais. Confesso que não vejo a hora de parir e conhecer o bebê, mas ao mesmo tempo quero aproveitar esta gravidez, tomar meu tempo, curtir um pouco as meninas e nossos dias de "só nós três", por que não? A barriga está crescendo e o bebê mexendo muito, mais durante à noite, mas de dia em alguns momentos ainda esqueço que estou grávida. Como pode?

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Estou oficialmente sofrendo de gravidices, nome que eu coloquei às loucuras deste período na vida da mulher, em especial, aqueles de esquecimento. Derrubo tudo o que está na minha mão, já queimei o almoço quatro vezes na semana passada e começo a fazer uma coisa e depois não sei o que era. Já Ou guardo as coisas nos lugares errados e outro dia, depois de varrer a sala, me peguei jogando a sujeira da pá no tanque em vez do lixo. Ops. Já quebrei copo, derrubei um pote de azeitona e cortei o pé, derrubei prato na hora de secar e ontem levei um tombo no banheiro enquanto estava dando banho nas meninas que me deu um susto, mas só machuquei o joelho. Aleluia! Minha mãe diz que é cansaço, talvez, eu digo: gravidices! Ah, sim, troquei as meninas pela primeira vez! Vesti Maria de Isabella e Isabella de Maria e demorei uns 10 minutos para perceber que estava chamando uma de outra e vice-versa. Como pode?

Também comecei a sentir minhas primeiras contrações de treinamento. Sim, descobri o que é isso agora. Só agora. Como ninguém me explicou isso na primeira gravidez? Sempre quando eu sentia a barriga ficar dura com elas, ligava pra minha médica e ela me chamava no consultório para examinar, mandava repouso e etc. E eu me sentia muito insegura. Agora, sei que é normal e até gosto, quer dizer que meu corpo está se preparando bem pro parto. E não sinto mais do que quatro por dia, bem esporadicamente, o que é super normal para a segunda gravidez. Cansaço, tô te sentindo, amigo! Outro dia fui andando com as meninas nos Correios, ou seja, empurrando elas no carrinho e fiquei exausta! Fomos num evento ao ar livre no fim de semana e dá-lhe pés inchados. Mas ainda sim, bem de boa quando comparado à um gravidez gemelar, ainda que ter duas meninas para cuidar aumente bem os incômodos.

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Barriguinha de um, eu sempre quis saber como era ;)

Pensamos em nomes, muitos nomes. Pra mim, essa é a parte mais difícil do processo de ter filho. Sério. Dar um nome para um ser. Queria tanto ser daquelas pessoas que já sabem o nome antes mesmo de ficar grávida, mas não sou. Temos um par de nomes para menino e outro para menina que mudam a cada mês. Mas, acho que estamos chegando lá. E, é claro, só vamos decidir depois de olhar pra cara dele ou dela e suspirar de amores. 

E tem a coisa do enxoval do bebê que muita gente tem me perguntado. Vou fazer um post sobre como fazer um enxoval unissex, porque tem sido até uma parte divertida, mas por enquanto acho que já tenho tudo para os primeiros meses. Só faltam alguns detalhes como toalhas e as mantas, que eu e minha mãe vamos fazer, é claro. E tem o quarto. Que está em processo de formatação há mais de um mês porque tive que desfazer meu escritório para ele poder ser feito e produzido. Neste fim de semana, meu super pai veio aqui e pintou uma das paredes e tentamos colocar algumas coisas em ordem. No meio tempo estou tentando arrumar o resto da casa e fazer algumas mudanças no quarto das meninas. Arrumar a casa parece não ter fim. Aguardem!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Darth Vader X Mickey

Estou há dias com este post na cabeça e agora está na hora de escrever. E não consigo pensar em outra coisa a não ser: o caminho do meio. No fim da escola e começo da faculdade, eu era a menina que adorava ler sobre a revolução cubana, mas morria de vontade de ir pros EUA e morar lá. Então, adorava todas aquelas ideais de esquerda, mas consumismo era aquela coisa linda. Nunca me senti parte de nenhum grupo. Na minha infância vivi em muitas cidades pelo interior do Brasil e tinha aquela coisa e morar em vila, brincar com os vizinhos, subir em árvores, etc. Fui no cinema pela primeira vez com 10 anos ver Lua de Cristal (aquele mesmo com a Xuxa), não porque meus pais não queriam que eu fosse antes, mas porque foi quando finalmente abriu um cinema na cidade. Mas assistia muita televisão e filme em casa. Se comer jabuticaba no pé era uma delícia, uma das minhas memórias de infância era passar no Bob's uma vez por ano nas nossas viagens de férias na serra que ligava o Rio até Resende, cidade onde minha avó morava e onde eu nasci. Mas, onde vamos com isso? Bem, até aqui. Com as meninas crescendo eu fico pensando até onde vai o consumismo nesse mundo moderno em que vivemos. Que caminho do meio é esse que elas podem seguir em um mundo onde acessibilidade é mais fácil que jogar bola na esquina, onde galinhas pintadinhas azuis estão por toda parte e onde os pais que cresceram com uma vontade enorme de ir pra Disney com 15 anos (o que inclui euzinha aqui, que nunca fui, aliás) agora tem dinheiro para realizar esse sonho quantas vezes quiserem em uma vida toda.

Sem título Bella e Maria

As meninas estão quase com dois anos e eu sinto que elas se interessam cada vez mais por coisas. Sim, coisas. Objetos, pessoas, coisas que antes na vida de bebê delas passava batido, mas agora chama a atenção. Entre elas, a televisão. Eu já falei aqui que não acho legal ou necessário que um bebê assista TV, DVD ou vídeo na internet e é um assunto que sempre dá polêmica (aqui ou no instagram @familiamoderna), mas eu sempre pensei que o tempo gasto vendo desenho era um tempo perdido, em que elas podiam estar brincando e desenvolvendo a coordenação motora, a comunicação, em especial. etc, etc. Por isso, aqui nunca rolou, mas não, não criei minhas filhas numa bolha, blá, blá, blá. Eu assistia TV na frente delas, elas adoravam a música de abertura de Big Bang Theory, por exemplo, paravam pra ver e depois já voltavam a brincar. Mas, há uns meses, comecei a deixar as duas verem alguns videos na internet. Primeiro de músicas que a gente gostava, depois de músicas voltadas pra crianças. E há uns dois meses, comecei a mostrar alguns desenhos na TV e elas ficaram, de fato, interessadas. Nesse tempo todo, eu usei meu filtro de mãe, nada de desenhos bilíngues, coisas complexas, etc. E, ainda sim, assistimos pouquíssima TV, e eu sempre junto das duas.

Aí outro dia estava na casa da minha mãe e ela colocou na tal da Casa do Mickey Mouse, como elas têm uma Minnie e um brinquedo de encaixe com os personagens, reconheceram na hora. E quando acabou ficaram pedindo mais! Apontando pro controle e etc. O quê? Olha, eu quebrando a cara aí. Sim, acho bonitinho que elas tenha identificado o Mickey e mostrado interesse em alguma coisa, mas até que ponto a gente deve incentivar isso? Vamos comprar tudo do Mickey, fazer a festa de aniversário do tema, comprar roupa, pijama, biquíni, maçã do Mickey mostrar o desenho de novo, de novo e de novo? Todas as coisas que são quase instintivas para os pais nos dias de hoje. E não vejo problema nenhum elas se identificarem com uma animação, personagem, Mas meu instinto diz outra coisa: bora encontrar o equilíbrio no meio dessa coisa toda? Nem totalmente sem, nem tanto? Caminho do meio, minha gente. Elas sabem que é a Branca de Neve e a Cinderella, ganharam bonecas, tem os livros, mas não é só isso que elas brincam e nem existe uma obsessão por trás. Acho que também isso depende muito dos pais e dos gostos dos pais, por isso voltamos de novo: caminho do meio.

Sem título Sim, a gente sai na rua de pijama, aliás

E como a maternidade é cheia de contradições, entra o Darth Vader nessa história. Meu marido é fã de Star Wars. Então, achei um livrinho infantil, em inglês porque não tem edição em português, que brinca com a coisa do Darth Vader ser o pai do Luke e da Leia. É esse aqui.

Sem título
Comprei no Ebay :)

As meninas amaram o livro (acho que muito por influência nossa) e eu lia pra elas com a minha interpretação, não como estava no livro. Depois ganharam outro livro do Star Wars e sempre apontavam pro "Dati Veider". Aí a gente foi no mercado e tinha um boneco do homem vestido de preto que a gente colocou no carrinho para dar de presente de Natal pro nosso sobrinho, mas foi aquela coisa "Dati Veider, Dati Veider, Dati Veider" e a gente acabou comprando pra elas mesmo. E ele faz sucesso desde então. Veja bem. Darth Vader é um vilão na história (calma, é isso mesmo que você lembrava), mas pra elas não, e é a gente incentiva que elas brinquem com ele. Não deixa de ser um personagem comercial, não deixa de ser um consumismo. Pensamos em fazer a festa delas de Star Wars, inclusive. Mas existe uma diferença aí: controle. Primeiro, Darth Vader não está por todas as partes, não tem desenho, aparece de vez em quando em uma festa ou brinquedo de um primo/tio mais velho. E é um personagem criado por nós. O Darth Vader pai da Leia e do Luke.

O fato é que sempre temos que procurar um caminho do meio. Não ficar alheio ao que acontece ao nosso redor, o que faz parte da nossa cultura e coisas que talvez a gente não goste, mas nossos filhos vão ter contato eventualmente. E qual direção você quer guiá-lo, porque sim, essa é nossa responsabilidade. Ensinar, incentivar a escolha é nossa responsabilidade e não da escola, do amigo, do desenho, da história. Ainda acho cedo, por exemplo, pras meninas verem filmes da Disney, por exemplo, ainda que eu tenha meus favoritos (Mulan, é o meu favorito de todos os tempos, aliás). Primeiro porque elas não vão entender, segundo porque acho muito complexo. Não estou falando que minhas ideias são certas e quem gosta da Galinha Pintadinha, por exemplo, é errado. Só acho que é preciso equilíbrio, compartilhando o que está dando certo pra gente e ainda sim tentando aprender. Acho que tudo tem seu tempo e como eu me agarro a ele, como eu quero que minhas meninas sejam apenas meninas, que gostem de ler seus livros, brincar na rua, descobrir parquinhos e falar pelos cotovelos. E, sim, que vivam num mundo de fantasia também, afinal sonhar faz parte da vida.

Sem título