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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Roteiro Paris com as crianças

Último post de Paris! Sim! Hora de fechar o ciclo!

Nosso roteiro para Paris com as crianças não é o melhor e nem é tão perfeito. Mas é nosso, foi ótimo e o possível com três com menos de três (e meio). Também não vou conseguir fazer um roteiro super detalhado, com milhões de dicas porque não consegui anotar muita coisa durante os passeios, mas dá pra compartilhar um pouco do que vimos e o que vivemos. Tivemos ótimas surpresas e poucas decepções pelo caminho, ainda bem. Confesso que escrever esse roteiro só me faz querer voltar para França de novo e viver tudo novamente. Mas, enquanto a gente não pode, sonha e escreve! Outra coisa, o melhor da viagem não foi apenas conhecer os principais pontos turísticos de Paris, mas viver Paris, explorar a cidade, descobrir novos caminhos, parar na padaria da esquina, no parquinho escondido na rua de trás e isso só indo e vivendo. Mas, enquanto a gente não vai viver, vem comigo:

Torre Eiffel + Parquinho Champ de Mars
Realmente existe uma coisa mágica em torno da Torre Eiffel, que não sei explicar. Esse foi nosso primeiro passeio e como não chegar em Paris e ir correndo pra lá? Fomos só no dia seguinte da nossa chegada, é verdade, mas foi nosso primeiro destino. Se você quiser ter a melhor visão da Torre vá de metrô e desça na estação Trocadero. Quando chegamos lá as três crianças estava dormindo, mas quando você sai da estação de metrô, vira a esquina e dá de cara com a Torre é demais. Meus olhos se encheram de lágrimas, não sei o que me deu, parece que não tinha aquele mar de gente tentando tirar foto, nem os imigrantes vendendo mini-torres, éramos só nós e ela.
Depois fomos descendo até chegar aos pés da Torre, comemos um sanduíche, as crianças acordaram e fomos andando mais no parque Champ de Mars, onde ficam vários parquinhos legais. Alguns brinquedos são pagos, mas o que domina são os parques equipados com os melhores escorregas e escaladas. A maioria deles frequentada por crianças francesas que moram na região. A única coisa ruim do passeio foi uma criança que tacou um carrinho de madeira na cabeça da Isabella e isso deu uma travada nelas, mas faz parte. Ficamos tanto tempo nesse parquinho que quando vimos já passava das 18h e era hora de ir pra casa.


Parquinho na Champ de Mars, bem perto da torrs





Champs Elisée + Arco do Triunfo
Acabamos indo na Champs em um dia que nossa programação era o Jardin Luxemburgo, mas estava chovendo. Descemos no Grand Palais e ficamos totalmente perdidos naquela confusão de chuva e para onde vamos. Compramos um guarda-chuva no metrô e fomos subindo a avenida.
Já contei aqui a nossa saga do banheiro na Champs que terminou com a Maria gritando “minha vagina tá doendo” enquanto eu corria com ela no colo. Fomos lá para ir especificamente na Dinsey Store e não me arrisquei em ir em nenhuma outra loja com os três, todo mundo cansado, imagina a loucura. Vale a pena ir na loja sim, tem muita coisa legal pra comprar, mesmo sendo em euro, e eu acho que fiquei mais empolgada que as meninas. Elas logo pegaram uma Anna e uma Elsa cada e já estavam prontas para irem embora, eu é que queria ver tudo kkkkkk. Então, depois de passar uma hora na loja, subimos a avenida toda até o Arco do Triunfo, tiramos foto, pegamos o metrô e fomos pra casa exaustos com uma conclusão: Champs Elisée mais ou menos.




Versailles
Para chegar em Versailles é preciso fazer uma combinação de metrô + trem, mas é uma viagem tranquila para fazer com as crianças e elas se divertiram bastante no caminho vendo as paradas e as casinhas fofas. Fomos para passar o dia todo, antes de ir passamos no mercado, na padaria e carregados de comida partimos. Chegando lá você fica meio louco com a quantidade de gente e tamanho da fila, mas calma! Hahahahaha O que aconteceu com a gente super mal informado sobre a situação turística foi o seguinte: o Marco já fechou a cara quando viu o tamanho da fila. A gente não tinha comprado ingresso então fui no centro de informações, mas antes todo mundo queria ir no banheiro então levei os três comigo e deixei o Marco sozinha pra ver se ele dava uma respirada. Cheguei lá uma fila enorme pro banheiro também. Eu com Francisco no mochilik, uma menina em cada mão, não pensei duas vezes: passei pela fila e entrei no banheiro sem olhar pra atrás. Depois tentei ir no balcão de informações mas com os três e uma pequena fila foi impossível. Vi que tinha uns auto-atendimentos então deixei eles com o Marco e fui comprar. Entrei na fila e mandei o Marco ir dar uma volta para ver se aquela era a fila do jardim mesmo. E não era! Ficamos uns 15 minutos na fila à toa. E ainda comprei o ingresso errado. Para comprar o ingresso pros jardins só vá direto pra lá. Então, morri em 30 euros nessa brincadeira de não saber. Não fomos no palácio porque é um passeio longo, não pode levar carrinho e acho que as meninas não iam curtir.
O Jardim de Versailles é maravilhoso e passamos o dia todo lá. Tomamos uma taça de vinho e as meninas um chocolate quente no restaurante. Depois fomos ver o lago e só escutei o choro da Bella de longe e o cabelo dela todo molhado e já sabia. Olhei pro Marco e perguntei: “ que aconteceu? Ela caiu no lago?”. E ele riu e fez sim com a cabeça. Ela escorregou no deck e o Marco conseguiu pegar ela pelas pernas mesmo segurando Francisco no colo. Não basta ser pai, tem que ser um pouco ninja. Para animar todo mundo tomamos um sorvete e Francisco aproveitou e experimentou um pela primeira vez também.
Resolvemos alugar umas bicicletas lá para conhecer o resto do Jardim que é enorme depois de ver que eles tinha reboque também. Mas demos mole mais uma vez e não levamos cadeado para entrar nas outras atrações. Mas já valeu. Amei Versailles e as meninas também. A volta foi super tranquila e rápida.

No trem a caminho do castelo

Chegada e oencontro com a multidão


Lanchinho perto do lago

Imitando a Bela

Nossas bicicletas

Pausa para ver os animais



Notre Dame/Sena + Pompidou + Marais
Passamos nesses quatro lugares pelo menos duas vezes porque viajar com criança é assim, às vezes o reteiro muda no meio de caminho. Primeiro fomos conhecer o Centre George Pompidou mas ficamos só na parte de fora, o que já vale muito a pena, porque vamos confessar não queria pagar caro para entrar e eles não curtirem nada. As meninas adoraram correr pelas esculturas e aproveitamos e almoçamos um sanduíche por ali mesmo em um dia parisiense bem frio para o mês de maio. Nos perdemos nas ruas lá perto e fiquei super frustada porque queria comer uma éclair de uma confeitaria e tinha esquecido o mapa em casa. Mas encontramos com o cuidador da nossa casa da Airbnb lá e ele acabou não só levando a gente na loja como mostrando todo o bairro de Marais pra nós. Ele é lindo e cheio de lojas, restaurantes e docerias fofas. Conseguimos ir em algumas e comemos um doce delicioso no meio do caminho. No fim do passeio já estávamos em Notre Dame.
Também não entramos na Notre Dame, mas ficamos nas redondezas. Bem do lado da igreja tem um parquinho pequeno, comemos nossa éclair lá, e depois passeamos pelas margens do Sena. De lá andamos até Hotel De Ville que é a prefeitura de Paris, andamos de carrousel e fomos numa super loja de departamente que fica lá perto e que agora não lembro o nome que vale muito a pena. Não só pelo banheiro, mas pelos cinco andares de loja com tudo lindo! Compramos só um brinquedo pras crianças, no entanto. Isso é viajar com orçamento apertado hahahahaha

Complexo aquático do Pompidou. É claro que elas enfiaram a mão nessa água fria várias vezes


Em uma confeitaria no Marais

Parquinho do lado da Notre Dame

Nos jardins entre Notre Dame e o Sena

Parada no Hotel de Ville

Meninas amaram os cadeados, queriam abrir todos!




Jardim Tulliers
Outro lugar que acabamos indo duas vezes. Na primeira vez, chegamos e fizemos um piquenique, mas choveu e tivemos que ir embora. Como achei o lugar maravilhoso, quis voltar. Na segunda vez, comemos em um restaurante lá e foi ótimo também.
O parque está cheio de parquinhos e espaços verdes lindos, além disso fica perto de uma orla linda do Sena e do Museu D’Orsay, que também não entramos só passamos por lá, está na minha lista da próxima visita.
Tem um parte de pula-pula e outra de brinquedos lindos para as crianças. Detalhe que as meninas quiseram subir no mais alto, no meio do caminho a Bella desistiu e ficou chorando horrores. Parou o parquinho inteiro e a fila no brinquedo pra eu subir e tirar ela de lá, faz parte.  
Ah, atenção para os piqueniques. Não é todo lugar que é permitido estender a tolha. Mas todo o parque tem bancos lindos para sentar, o mais famoso deles (cadeira verde que está por todos os lados) já se tornou marca do parque e se espreguiçar à vontade.


Descansando na beira do lago

Maria achou uma poça de lama para o meu desespero

No parquinho do parque


La Villette
A La Villette é um complexo com museus e lá tem a cidade da ciência, das crianças e da música. Tem um museu grande de ciência com a famosa Géode, que na verdade é uma sala de cinema, e uma parte com parquinhos bem legais, mas pra gente foi meio que uma decepção. Quando fomos estava um vento frio de lascar, o lugar era longe e meio esquisito e ficamos meio que sem saber o que fazer. Chegamos no meio das excursões dos colégios, e logo depois do almoço os parquinhos ficaram mais vazios e as meninas aproveitaram um pouco, no meio do caminho, quando fomos no parquinho mais legal, choveu e resolvemos ir pra casa. Mas acho que vale a pena sim, especialmente, pros maiores que puderem ir nos museus. 







Aclimmation
O Jardim da Aclimmation foi uma das melhores surpresas da viagem. Coloquei no roteiro mas não tinha ideia do que íamos encontrar. O parque é um pouco afastado, fica ao lado do famoso bosque de Bois de Boulogne, mas tem uma estrutura sensacional para crianças. Pagamos 50 euros pelo ingresso para nós cinco e tenho certeza que elas se divertiram tanto quanto se fôssemos pra Disney. O lugar é enorme, cheio de parquinhos e brinquedos, tem animais soltos pelo local como coelhos e pavões, e a cada caminhada era uma descoberta. Fomos numa segunda e estava bem vazio e só fomos embora na hora que o parque fechou. Recomendo mil vezes.


Trenzinho e água que sai do chão? Pense em duas meninas felizes!


Parquinho nível máximo, No chão nada de areia: serragem

Nosso carrinho duplo em local especial no trem

Brinquedos de parque

Francisco, o sentador de bancos






 

Aguardem agora o post da nossa aventura em Montpellier

terça-feira, 30 de junho de 2015

Paris com as crianças: "sobre viver"

Ah, Pariiii! Que saudades eu já estou da viagem, de comer pão francês de verdade todo dia, do frio, de andar, andar e andar, das aventuras do metrô, do parquinho. Tantas saudades que tá até difícil escrever sobre essa viagem, preciso fazer um post sobre todos os lugares que visitamos, mas antes queria contar um pouco sobre como foi nossa rotina por lá e como “vivemos” ou “sobrevivemos” nos oito dias que ficamos com Maria. Bella (3 anos) e Francisco (1 ano) na capital francesa. Então, senta, pega um café, que lá vem história e muitas fotos:


Paris até na chuva e eu com toda a farofa que usávamos para nossos passeios, faltou uma super mochicla que estava nas costas do Marco enquanto ele tirava essa foto



O Apartamento e a rotina
A vantagem de alugar um apartamento é poder ter liberdade, fácil acesso à uma cozinha, além de viver um pouco como se você morasse naquele lugar. Alugamos no Airbnb, e já contei aqui que achei ótima a experiência. Ficamos num lugar mais afastado, no 20° distrito, e assim conseguimos passear tranquilamente pelo bairro com tudo perto, supermercado, padaria, farmácia, quitanda, loja de queijo, loja de vinho. Metrô pertíssimo. Foi muito bom. E todas as pessoas foram simpáticas e pacientes com a gente.

O apartamento era um duplex, então a escada foi um ponto de tensão pra gente, mas sobrevivemos. Francisco caiu algumas vezes e inclusive ganhou um roxinho na testa numa dessas aventuras dele no auge do seu momento de exploração com um ano. Na parte de cima, tinha uma cama de casal e na parte de baixo um sofá-cama enorme. Para evitar contratempos, eu dormi na parte de cima com o Chico e o Marco dormiu com as meninas na parte de baixo. Pra elas foi ótimo, não acordaram nem pra fazer xixi. Pra mim, foi uma rotina de voltar a dar de mamar pro Francisco muitas vezes durante à noite, mas também foi tranquilo.

Depois que conseguimos nos ajustar ao fuso-horário, acordávamos umas 9h e aí começava o processo de arrumação para sair. Tomávamos café, olhávamos o caminho do metrô para o lugar que a gente queria ir, colocava o FranChico no mochilik, mais carrinho duplo e mochila, lá íamos todos explorar Paris, por volta de umas 11h. Geralmente, voltávamos umas 20h pra casa, o tempo passava voando.

A tal da escada 

Bagunça de mala e brinquedos e uma parede roxa

Jantar servido

Minha cama e do Chico

Adorava abrir a janela de manhã e ver essa vista

O corredor do prédio. Encontre um menino camuflado

Prontos para sair para mais um passeio


Comer, comer
No caminho até o metrô para ir pro nosso passeio, a gente passava no mercado, na quitanda ou na padaria para comprar comida para um piquenique, mas sempre íamos comendo no caminho ou dentro do metrô. Então, o almoço era uma fruta (ou várias) com pão, basicamente. Mas, preparem-se: as frutas são caras, entrei no modo estou de férias e “quem converte não se diverte” e haja framboesa e morango! E, quase sempre, quando a gente chegava no lugar que ia visitar comprava alguma coisa por lá: sanduíche, crepe ou as famosas gaufres (waffles).

Arriscamos ir em restaurantes duas vezes. Se aqui no Brasil já é difícil sair com três crianças pequenas, imagina na França. E gastar muito para comer correndo ou pela metade não estava nos nossos planos. Mas, no primeiro dia fomos no Hippopotamus, uma rede que é bem kids friendly, apesar dos pratos não serem nem um pouco saudáveis, ao meu ver. Eram 15h, o restaurante estava vazio e fomos super bem atendidos, foi tranquilo até. Quando fomos no Jardin Tulliers também fomos num dos restaurantes de lá e a comida foi ótima e o comportamento das crianças também nos primeiros vinte minutos, mas depois Maria saiu correndo, viu uma poça de “lama”, que não verdade era areia, e foi a atração pros turistas pulando e se molhando toda lá, com a Bella imitando logo em seguida.

Além das frutas e do pão (croissant, mais conhecido por aqui como “pão macio”, era o preferido das meninas), algumas vezes usamos aquelas máquinas de comida no metrô para nos salvar de um momento de desespero ou fome extrema e compramos o que os franceses chamam de “compote” ou compotas de frutas que vem num saco para chupar. Toda criança francesa adora aquilo é impressionante, e existem versões sem açúcar.

O jantar eu fazia no apartamento. Geralmente, uma massa. Mas também comemos pizza comprada no mercado, salada com pão, e um risoto de uma loja de comida italiana que tinha perto do nosso apartamento. Também compramos uma carne no mercado um dia e só, porque ô coisa cara. Depois que as crianças dormiam, eu e o Marco íamos comer frios, queijos e outras deliciosas gordices com vinho e conversávamos (baixo pra não acordar ninguém) sobre o dia e o que íamos fazer no dia seguinte.

Maria e Bella comendo nutella pela primeira vez na vida

Piquenique no Jardim Tulieres
Foi uma viagem de muitas primeiras vezes para as crianças, aqui comendo éclair ao lado da Notre Dame

Em vários parques de Paris você encontra esses "bebedouros" com água pronta para beber

Pausa para um chocolate quente (outro primeiro) em Versailles

FranChico tomando sorvete pela primeira vez também
Suco de maçã o nosso favorito na viagem

Prato do dia em um restaurante no Jardim Tulliers

Comprando pão na padaria da esquina
Nosso jantar/piquenique no chão depois que todos dormiam

Quitanda nossa de quase todo dia
Francisco se acabando no pão francês, de verdade


Para se locomover
Nas idas e vindas do aeroporto usamos táxi. Chegamos pelo Orly e a corrida até o apartamento saiu por volta de 50 euros. E depois quando fomos pegar o avião para Montpellier usamos o Uber, que é maravilhoso e pedimos um carro grande, quase uma van, que coube as malas, os três carrinhos e nós cinco com conforto. Vale muito a pena.

Em Paris, metrô é vida. Vale a pena baixar o app oficial do metrô, o RATP. Ele tem a versão em inglês que é bem mais fácil de entender, “Visit Paris by Metro”, que ajudou bastante. Em dois dias já estávamos craques nas linhas. Mas, tivemos que nos adaptar a coisa de subir e descer de escada com o carrinho. Usamos o simples com cada uma das meninas e o Francisco no mochilik comigo e o duplo com elas. E o nosso bom e velho duplo foi a melhor escolha. Ensinamos pras duas que tinha que descer toda ver que tivesse uma escada e o Marco carregava o carrinho sozinho fácil. É claro que rolaram muitos “eu não quero descer”, “não quero ir de escada”, até elas se acostumarem, mas depois elas entraram no ritmo e curtiam muito o metrô todos os dias. Teve um dia que pegamos ônibus, mas foi esquisito, cheio de gente esquisita e lugares estranhos, porque estávamos longe do centro, então não achei muito seguro, mas no fim deu certo.

Temos uma história memorável no metrô. Um belo dia, no meio da viagem, quando achamos que já estávamos craque nas idas e vindas do metrô, fomos entrar num vagão e eu fui primeiro com o Francisco no sling e o Marco veio atrás com o carrinho com as meninas, como sempre fazíamos, mas aí começou a descer e entrar muita gente e o carrinho foi ficando pra atrás, quando eu vi que o Marco não ia conseguir subir tentei descer, mas já fiquei presa na porta e alguém me puxou pra dentro. Olhei pra cara do Marco e só deu tempo dele dizer “me encontra na próxima” e depois vi o desespero das meninas, que tadinhas, choravam gritando “mamãe”, chega doeu o coração. Ainda fiquei na dúvida se ele queria dizer na próxima estação ou na estação que a gente deveria descer, mas como imaginei que as meninas estavam assustadas desci na seguinte e esperei. Deu certo. Mas foi um susto e tanto. Depois disso, o Marco sempre entrava primeiro e muitas vezes esperávamos o próximo quando o carro do metrô estava muito cheio.

Resolvemos andar de Batobus também um dia para conhecer a cidade pelo Sena, mas não foi a experiência que a gente imaginava, talvez porque fomos em uma hora crítica em que todos estavam com sono. Eles ficaram inquietos e não paravam no barco acabamos descendo em outro ponto que já conhecíamos e indo pra casa de metrô depois. Tá aí um passeio para fazer quando eles estiverem um pouco mais velhos, eu acho.

No mais, andamos muito, o melhor jeito de conhecer uma cidade. No meio do caminho encontramos boas surpresas e muitos parquinhos.

No trem a caminho de Versailles

Da janela

Em uma estação qualquer de metrô

Essa cena se repetiu muitas vezes durante o dia

No Batobus

Dentro de um vagão do metrô milagrosamente vazio


Cadê o banheiro?
Banheiros, como eu previa, foram a parte mais chata da viagem.  Paris tem banheiros públicos e grande parte das atrações também, então não tivemos que buscar alternativas (ou seja, fazer no matinho). No entanto, a vontade delas surgia, às vezes, nas piores horas e nem sempre o banheiro estava tão disponível assim. E umas duas vezes eu fui com os três no banheiro (Francisco no sling) e foi o caos, do nível meninas pegando em tudo e se esfregando no chão, pelo menos um de três chorando e eu gritando com todo mundo. Até que pensei um pouco e passei a deixar o Francisco com o Marco mesmo que ele chorasse porque queria ficar comigo. Na Torre Eiffel tem um banheiro público e gratuito meio escondido (atrás das bilheterias), mas ótimo e super limpo. Aliás, eu chamei de “banheiro nazi” porque os fiscais dão bronca nos turistas e quando eu saí do box com as duas, tinha uma italiana se olhando no espelho e passando batom e já chegou uma senhora da limpeza gritando em francês “saí, saí, que eu quero limpar” ou algo do tipo hahahaha Eu só lavei as mãos das meninas e corri de lá também.

No dia que fomos na Disney Store na Champs Elysée também ficamos procurando banheiro. Achei um daqueles públicos luxuosos que custam 2,5 euros e estava uma fila, as meninas começaram a fazer uma bagunça louca e eu sem paciência alguma pois o nosso passeio tinha sido estragado pela chuva (coisas que acontecem quando se viaja: frustações), eu peguei as duas pelo braço e saí dizendo que ninguém ia mais no banheiro. Quando finalmente chegamos na loja elas esqueceram do xixi e ficaram encantadas com tudo e aí só fomos lembrar do banheiro meia hora depois. Perguntei pra vendedora (que era portuguesa, aliás) e ela disse que lá não tinha banheiro (como pode?), que eu fosse no restaurante ao lado. E pensei: mas vou assim na cara de pau? Saí com as duas andando e de repente Maria começa a gritar: “tá doendo, mamãe!”. “Tá doendo o quê, meu amor?”. “Minha vagina”. Em poucos segundos, ela estava gritando pela Champs Elysée: “minha vagina tá doendo”. E chorando. Me deu uma dó e eu como boa mãe desesperada depois de entrar até na Zara pra ver se tinha banheiro, resolvi ir direto pro restaurante mesmo. Entrei como se fosse uma cliente com uma menina no colo e outra na mão e desci a escada sem olhar pra atrás. Problema resolvido e depois voltamos pra loja prontas para levar Anna e Elsa pra casa.

Fila para o banheiro públio auto-limpante

Nossa entourage no palácio da Maria Antonieta


Paris hoje e sempre
Acho que aprendemos muito com a viagem e as crianças, especialmente Maria e Isabella, também. Foi muito bom sair da zona de conforto e enfrentar alguns desconhecidos. Testamos nossa paciência muitas vezes, aprendemos a respirar fundo e respeitar o tempo deles. Quando voltamos pra casa (depois da difícil tarefa de se acostumar como o fuso-horário), a mudança era notável, parece que a nossa rotina ficou mais leve e mais fácil. Meninas pedem para voltarmos e acho que vamos fazer isso sempre que puder e sempre que o sonho deixar.



Eu e FranChico apagado no nosso essencial Mochilik da www.petliksling.com.br



Uma dica para pais que viajam com crianças pequenas:
Não deixem de pesquisar muito sobre a cidade e como ela funciona antes de ir. Organize-se, faça um roteiro, leia blogs e veja depoimentos na internet.
Aqui o post com as dicas para viajar com três pequenos 
E também dois links que eu li bastante antes de viajar para Paris, especificamente: