segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ser ou não ser, escolher e tantas questões

Nos últimos dias eu tenho pensado muito sobre o universo da maternidade e, de novo, sobre aquela coisa de competição constante que parece existir entre as mães. Por que todo mundo não se dá bem, gente? Mais importante tenho pensado no meu comportamento social neste novo meio que eu convivo. Eu me sinto uma estranha no ninho, uma excluída entre os mais populares do colégio, para falar a verdade, e por isso e por minha culpa também tem sido difícil achar afinidades. Vamos começar: eu tenho duas bebês idênticas (motivo suficiente para não me identificarem como do grupo), eu fico em casa e cuido das meninas, eu não tenho babá ou que lidar com a creche, eu não deixo minhas filhas assistirem televisão (o que inclui um certo pavor de Galinha Pintadinha), eu quero ter um terceiro filho e uma última que eu descobri recentemente, minhas bebês dormem a noite toda, por isso, minha vida é mais fácil.

Eu confesso que tenho ficado incomodada com encontros com mães desconhecidas num shopping ou parquinho, por exemplo, que querem bater um papo casual com outra pessoa que está passando o mesmo que ela. Eu não consigo mais ter aquela vontade de conversar para dividir uma coisa com outra pessoa, eu já vejo aquela mãe como uma inimiga, que não vai ter nada para me acrescentar, que vai pensar de uma forma totalmente diferente da minha. E, claro, o problema não está com os outros, está comigo. Eu me transformei em uma inimiga. Eu julgo o comportamento de outros pais, dou sugestão e conselhos achando que eu sou a pessoa mais certa do mundo, a dona da verdade e isso é muito errado. Pronto, culpada!

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Mas eu não quero mais ser assim. Passei os últimos dias tentando mudar isso e descobri que sim, nem todo mundo vai agir como eu, mas todas querem o mesmo que eu, querem apenas ser felizes ao lado da família. A maternidade é uma questão de escolha, cada uma segue o caminho que achar melhor. Acho que não é uma questão de "o que dá certo pro meu filho, pode não dá certo pro seu", mas uma questão de qual batalha lutar, qual decisão tomar e no que você vai insistir. E no meio disso tudo, de todas essas diferenças, a gente encontra outras pessoas que estão indo na mesma direção. Mas isso também não quer dizer que a gente não pode ser ajudar, se apoiar. Eu me questiono muito também sobre o que eu escrevo no blog, se as minhas experiências "valem" alguma coisa ou não. Se o que eu compartilho aqui vai fazer diferença ou não. E eu também já tenho resposta pra isso: não importa. O que importa são as pessoas que eu acabo conhecendo aqui e que me fazem não sentir tão diferente, tão sozinha. Pronto, coloquei pra fora, desabafei (sim pra isso também serve esse blog) Agora podem todas por favor se mudar pro meu prédio e serem minhas vizinhas, de preferência.

PS: Eu juro que eu queria que esse blog fosse mais inspirador, como tantos outros são pra mim, mais alegre, mais "cool" e sem tantos dilemas. Porém, esta é a vida moderna, no entanto, vou tentar deixar as coisas mais leves, como geralmente são nos dias normais, por aqui.

14 comentários:

  1. Nossa fiquei hiper sem graca agora....lembrei que qdo Tiago foi na casa da sua mae...e como ele estava euforico demais o que iria "acalma-lo" mesmo pq ele estava "chegando" no Brasil e era td novo....entao pensei que seria a Galinha pintadinha a solucao....so sorry.
    Eu nao tinha ideia que Galinha pintadinha era um suplicio pra vc e pras meninas....eu nao gosto da Galinha pintadinha mas foi ela que me dava oportunidade de ir ao banheiro muito vezes....
    Desculpe o transtorno que fiz vc passar e sua família qdo Tiago foi na casa de sua mae...

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  2. Oie,cada um tem um jeito de lidar com a maternidade né!Eu também fico em casa e muitas vezes, me sinto assim como você fora do ninho em relação as outras mães,também acho que sou a dona da razão!rs...Relaxa,não tem como ser perfeita!
    O seu blog traz sim bastante conhecimento e faz parte da minha leitura diária e tenho certeza que muitas outras pessoas acompanham!Beijos

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  3. Olá Tati, não nos conhecemos, mas acompanho seu blog há um tempo já. Cheguei aqui por outro blog, de fotografia, em que as fotos dos seu parto apareceram. Vim aqui, gostei e fiquei. Rs. Desde então tenho vindo sempre que há uma postagem nova.

    Você não me conhece e eu nunca comentei por aqui, mas resolvi me manifestar. Sei lá, senti a necessidade de dar apoio, de dizer que de certa forma concordo com você... E não digo somente com relação às escolhas que você fez/faz na maternidade e na maternagem das suas meninas, mas numa coisa mais profunda,às vezes mais difícil de sustentar, que é aquilo que você é na sua essência...

    Querida, confie no seu taco. Ele é bom e está dando certo. Mais do que a coragem de não deixar suas filhas assistirem televisão, acho que você teve a (gigantesca) coragem de ser você mesma, de seguir aquilo que acredita e de confiar em si mesma. Vai dar certo? Quem sabe? Só o tempo pra dizer,né? (embora eu acredite que tem tudo pra dar...).

    Tem uma frase que eu ouvi de um amigo num momento desses em que vi que estava sozinha simplesmente por ter a coragem de ser eu mesma. É do Leminski e fala assim: "Isso de ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além".E é exatamente isso que eu tenho para te dizer: quem é que sabe o caminho "certo"?Quem é que que domina os resultados que teremos no futuro?Ninguém, então melhor olhar para si mesmo, ter coragem de se assumir, ser fiel aos seus instintos e fazer o SEU CAMINHO.

    Só lamento dizer que esse caminho é solitário mesmo, as vezes a gente acha outros andarilhos como nós por ai e vai fazendo amizade, mas, na maior parte do tempo, a gente fica meio só mesmo...

    Só queria te dizer para não desistir... Não abra mão de si mesma, daquilo que acha certo, daquilo que acredita. Haters gonna hate e "discordantes" vão discordar... Continue no seu caminho, que ele causa muita admiração em uns "andarilhos" por ai. Se servir para alguma coisa, gostaria de dizer que admiro muito sua caminhada. :)

    Por fim, só queria te dar um conselho dado pela minha analista outro dia: sinceridade não é para todo mundo. É para poucos. As vezes, o melhor concordar, sorrir e seguir a vida.
    :)

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  5. Tati, você é uma linda com a sua forma sincera de querer fazer melhor o seu/nosso mundo de cada dia e do futuro. Sim, porque acredito muito que construímos isso com mais arte quando começamos pelo nosso lar, pelo nosso parceiro, nossa cria, nosso trabalho, seja ele dentro ou fora de casa e por aí vai...
    Na minha opinião, o essencial é a gente procurar colocar vida, intensidade, cores, inteligência nas coisas que decide fazer. É ter escolhas conscientes, erguidas sobre opções esclarecidas. Lembro das nossas conversas de leve no início da sua gestação quando fui puxar papo porque vi exatamente isso, disposição em viver algo baseado em informações verdadeiras, seguras e saudáveis.
    Sinceramente não enxergo que sua vida seja mais fácil, penso que é sim, bem mais difícil, na família moderna, escolher trabalhar só em casa, cuidar dos filhos com exclusividade, abdicar da televisão e ter que criar outras formas de estimular o lazer, o aprendizado, e o crescimento pessoal de cada membro, incluindo você mesma.
    Mas enfim, sua conclusão é linda também. A diversidade mundo afora mostra o quão criativos podem ser os humanos, mesmo quando só seguem a massa, ou o caminho mais "prático". Não se sinta culpada ou absolvida, somos todas mulheres inspiradas para um mundo maluco melhor!
    (eita me empolguei!)
    Tati Freitas.

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  6. Concordo com vc, te admiro muito por todas as suas lutas e confesso que não são todas que saem da sua zona de conforto e buscam realmente o que é melhor para sua família. Esse mundo maternidade é totalmente novo pra mim, como sei que foi pra você há um tempo atrás e a gente vai galgando degrau por degrau na busca do que a gente acha que pode ser melhor para nossa família. Adoro o seu blog e cada post dele e me inspiro muito em tudo o que você escreve. Abraço
    Heleniana

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  7. oi! Adoro a leitura do blog e acho que essas questões e reflexões cotidianas são muito importantes e raras. Estou me preparando para engravidar e já me sinto sozinha, sinto algo semelhante ao que você sente...ao começar a me planejar com 1 ano de antecedência, cuidar da saúde, me preocupar com o acompanhamento do pre-natal, parto, com as finanças, com meu casamento, tudo isso ANTES de engravidar, já me sinto louca e sozinha. Mas sigo fazendo o que acredito e aposto e ter textos interessantes para ler e refletir junto é muito bom! Um abraço carinhoso!

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  8. Eu acompanho muito o seu blog, e por várias vezes mudei as coisas aqui em casa com a ajuda do seu blog, na alimentação principalmente, fiz para eles várias coisas que vi por aqui.
    Felizmente as pessoas são diferentes, o mundo seria muito chato se todos fossem iguais, eu leio vários blogs e dificilmente julgo alguma mãe, cada história é única.
    Eu queria muito ficar em casa e cuidar só dos meus filhos, só que não dá de vez em quando preciso trabalhar, necessidade mesmo, só que eles ficam esses poucos dias muito bem cuidados com pessoas de inteira confiança, e tenho certeza que ninguém vai me substituir, não me sinto "menos" mãe porque meus filhos tem outras pessoas que podem ajudar a cuidar.
    Em relação a galinha pintadinha, aqui rola, não todos os dias, aliás a festinha de 1 ano foi com esse tema, do jeitinho deles eles acompanham as músicas e os gestos, eu imaginei que eles nem iam se ligar quando chegassem na festa, mas foi emocionante, quando eles chegaram e viram todo aquele "circo" montado para eles, os olhinhos brilhavam, as pessoas na hora entenderam o motivo da escolha do tema.
    Já me chamaram de maluca porque eu tenho livros infantis e leio para eles, mas acho importante e eles gostam, mexem nos livros, prestam atenção na história...
    Não se penalize tanto você é uma ótima mãe, suas filhas são lindas, eu adoro seu blog, muitas vezes não concordando. Ainda bem que a gente vive em um país democrático, hahaha.
    Beijos nas três.

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  9. Oi Tati! Achei seu blog ONTEM nas minhas buscas sobre REFLUXO e já virei fã! Rs
    Fã porque me identifiquei c sua forma sincera de escrever e desabafar sobre o cotidiano da vida de uma mãe c seu ou seus (rs) bebês. Me sinto muito só nesse universo em que a "mompetion" impera! A maioria das maes que eu cv faz parecer que tudo é muito facil, meu bebe é tranquilo, cuidar de bebe é tranquilo, dorme a noite toda desde os 2 meses, nao chora muito, nao tem refluxo, nao tve colica, nao nino para dormir, come de tudo. Aff.. Me sinto um peixe fora dagua e ate constrangida em desabafar!
    E cá nas minhas buscas encontro seu blog: APAIXONANTE! Lindas as gêmeas e vc mais ainda!
    Já li todos os posts ate os 7 meses enqt meu bebe dormia ontem e hj ja acordei querendo ler mais.
    Portanto saiba que seu blog foi muito util pra mim, uma terapia :)
    Meu bebe tem 4 meses c refluxo e sou aquela mar cansada que vc encobtrou no consultorio dizebdo que o bb chorava ate! O meu ja foi ate intitulado pelas mompetions de "chorao" :(
    Mas ontem lendo os posts vc me deu uma força muito grande dizendo p vivernos cada dia e aproveitarmos c eles pois o tempo passa. Estou apredendo a conviver c isso e curtit ao maximo meu bebe!
    Vou continuar acompanhando o blog e ja estou te seguindo no instagram :)
    Mil bjs p vc e essas bonecas lindas.
    Lidia

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  10. Acho que nunca tinha comentado aqui, mas esse não deu para deixar passar: super te entendo!
    Acho que o fato de encontrar tantas mães que pensam diferente e tanta gente olhando com cara de ET que a gente desanima mesmo de uma interação social. Há um tempo atrás eu tinha desistido. Todas eram "too much" para mim. Ou era tudo pode ou nada pode. Já fui (muito) julgada por exemplo por meu filho ter começado a comer papinha de fruta com três meses. A cara de horror das pessoa me fez sentir a pior mãe do universo, mas depois pensei que se oi, a pediatra disse que era pra fazer isso e se ele estava com dez meses e muito bem obrigada as esquisitas ali eram elas me julgando. Então um beijo, vamos ser felizes!
    E aí acabai encontrando outras mães no meu conceito de normalidade. Que não curtem a galinha da Maggi repaginada e que fazem simplesmente o que julgam ser melhor pros filhos e pronto!
    Você (nós, um monte de nós) não estamos sozinhas!! (e suas meninas estão cada dia mais lindas!)

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  11. mto interessante minha cara tati.
    acho que o dia que voce parar de escrever ou mesmo de expor como realmente as coisas são, não sei que farei da minha vida! #amelodramática
    ahsiuhsauihasuihuias

    bom, ja te confessei o quanto tens me ajudado e sim, eu amaria ir para o seu prédio ser sua vizinha. hahaha
    afinal, meu marido fica um pouco aflito de pensar que vamos morar em um apartamento com duas crianças cheias de energia.
    afinal pq eu tb preciso de espaço pro meu projeto que eh semelhante ao seu.
    e tambem pq eu pretendo ficar em casa com meus bebes se tudo der certo, e há de dar! ate pq vc me ajuda mto a criar forças pra td q há de vir!

    ainda não cheguei no mesmo momento que vc, mas tb me senti uma monstra no início da gestação, talvez por estar mostrando meus pensamentos, por decidir algumas coisas e as pessoas me julgarem nas decisóes e opinioes que elas acham ser loucura. isso eh desde parto hahaha imagina de criaçao! deve ser pipocado informacoes de opinioes e nao deve ser facil

    mas forcas. vc esta fazendo o certo, pq essa eh sua escolha.
    e como qualquer um, podes ver mais tarde que talvez fizesse algumas coisas diferentes, mas o que foi feito, nao deiou de ser a decisao certa, pois foi o que vc julgou ser o mellhor pra vc e sua familia.

    beijos!!
    lindissima a foto , na pontinha do pé :)

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  12. Oi Tati! Sempre dou uma passadinha pelo seu blog! Moro em Brasília, tenho um filho de 1 aninho e descobri o manual da familia moderna quando nós estávamos no comecinho da gestação! Hoje deu vontade mesmo de comentar, de falar para vc o quanto seu blog é importante para mim e tantas outras mães que passam por aqui! Páro de me sentir sozinha quando leio o que vc escreve, me identificando com diversas situações, dilemas, angustias...Interrompi minhas atividades para cuidar do Lucas e também me sinto dona da razão quando ele é o assunto! Ninguém mais do que eu saberá o que é melhor pra ele e ponto! Gosto da forma como vc expõe todos os lados da maternidade, e não só o gostoso e o diivertido! Continue com posts assim, reais!!! Beijos!

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  13. Primeiro... que foto linda! É a Maria ou a Isabella? Linda de viver. Não sei se você esperava receber tantos comentários no seu post/desabafo, e eu nem gosto de ficar comentando muito, porque eu detesto incomodar. Mas o fato é que no momento em que você fez um blog você sabia que isso poderia acontecer, muitas pessoas concordam ou discordam do que é postado.

    Enfim, eu só queria ser mais uma a deixar bem claro que você faz parte da minha vida e da maneira como encaro a maternidade e seus dilemas. Apesar de já ser mais experiente que você... hahahaha (minha filha completa 4 anos semana que vem), e já ter passado por muitos dilemas que escreveu, eu aprendo muito com o que você escreve e me sinto menos sozinha quando venho aqui e vejo que mais alguém além de mim sofre, tem dúvidas e vive intensamente tudo que esta aventura proporciona.

    Então é isso. Só queria que soubesse que não está tão sozinha assim. E que se eu mudasse para o seu prédio você adoraria ou odiaria... hahahah. Na verdade acho que adoraria. Minha filha provavelmente não iria querer sair da sua casa e de perto das suas bebês. Digamos que ela é uma criança muitooooooooooooo comunicativa.

    Um beijo em você e nessas belezuras... e uma dica: tenta levar as coisas mais numa boa ;) Acho que não existe certo ou errado nessa jornada. Cada um faz da maneira que julga ser o melhor para os seus filhos e sua família!

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