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segunda-feira, 9 de março de 2015

Amamentação, a revanche - parte 2

Quando eu penso em amamentação, logo de cara, lembro de mim mesma, grávida de 30 semanas das meninas, sentada num auditório com outras grávidas assistindo um curso sobre amamentação e pensando: “nossa, quanta técnica, por que tão complicado assim? Na hora, vai no instinto”. E eu saí logo em seguida porque estava meio tonta e queria ir pra casa pouco interessada no assunto. Mas acho que no fundo, no fundo, eu estava é com medo e não queria enxergar a realidade que estava na minha frente. No fundo, eu pensava “tá isso dá certo com um bebê, e eu? Como vou fazer com dois?”. Acho que preferi não torcer por antecipação e deixei para lidar com a situação quando ela acontecesse, e quando ela aconteceu eu queria ter me preparado sim. Então, se você está grávida, prepare-se, leia relatos, pegue uma dica aqui e outra ali. E mais importante: entregue-se para aquele momento. Vai doer, vai ser difícil, mas sim, vale muito a pena. O poder de alimentar e acalentar o próprio filho é toda essa maravilha que dizem por aí mesmo. Aqui vai a segunda parte do meu relato de amamentação do Francisco. O primeiro está aqui. Ainda sinto que preciso escrever de novo o relato de amamentação das meninas que pra mim não foi tão bem sucedido como eu queria, mas foi meu e me ensinou muito até chegar aqui.

Bem, se você leu a primeira parte do relato deve saber que: Francisco não mamou nas primeiras horas de vida, deram complemento na maternidade e, assim que ele foi pro quarto, eu recusei e quando o leite desceu o bico do peito inchou e mudou de formato, então tive que trabalhar a pega de novo. Nesse processo aconteceu algo que é bem comum no começo da amamentação: meu bico rachou e ficou ferido. Pode ser sim que a pega do bebê não esteja tão correta, mas pra mim aquilo era parte do processo, o peito precisa ficar calejado para o bebê e o bebê também estava aprendendo a mamar. Por causa das rachaduras e porque o meu peito é grande, eu ficava segurando- o para o Francisco mamar. Fiquei meses segurando o peito com medo do meu bico rachar de novo, e hoje em dia, quando eu vejo que quando ele suga acaba machucando, eu vou lá e seguro de novo. Mas essa coisa de segurar o peito pra mim foi uma barreira também. Fazia isso com as meninas e com o Chico fiz de novo. Eu queria ser daquelas mulheres que abrem a blusa, tiram o peito com a maior facilidade e o bebê já ia direito no mamilo, achava que eu nunca conseguiria ser daquele jeito. Toda vez que eu tirava a mão, ele perdia a mamada e chorava. Achei posições até que consegui me libertar e, mais importante, relaxar. Entrega, entrega, sempre a entrega.
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Pois bem, passado a fase das rachaduras e, quando eu finalmente estava tranquila, veio a dor. Assim que as mamadas terminavam eu sentia uma dor no peito absurda. Era um incômodo terrível e na minha cabeça eu só pensava “isso não pode ser normal” “mas essa agora? Não tava ficando fácil? Mais essa!”. Fiquei preocupada e pensei em mastite e candidíase. Então, fui correr pra minha rede de apoio, amigas virtuais e presentes, para me tranquilizar. Até que descobri que estava produzindo muito leite. Não chegou a ser uma hiperlactação, mas era quase isso. Assim que o Francisco terminava de mamar o meu peito já começava a encher de novo e por isso doía muito. Muita gente me aconselhou a ordenhar, mas cheguei a conclusão que se fizesse só ia atrapalhar o processo. Minha produção de leite precisava se ajustar às necessidades do meu filho. Fiquei mais de uma semana sofrendo, tomei paracetamol pra dor e uma amiga que conheci no instagram (@riotmom) e que mora na Espanha me ajudou muito e me tranquilizou no whatsapp dizendo “calma, que você sabe que vai passar e tudo vai dar certo”. E bem, passou.

Nesse processo de segunda tentativa na amamentação descobri que a gente tem que ser meio índia também. Deixar o bebê mamar tudo o que ele quer e depois quando ele, finalmente, largar o peito, não sair correndo para fechar o sutiã, deixar um pouco o peito pra fora (não precisa ser na frente dos outros). E, mais importante, dar colo, muito colo. Esse aconchego ajuda na amamentação e muito. Ajuda o leite descer e os hormônios do amor. Então, depois que o Francisco mamava eu não tinha pressa de colocar ele no berço, deixava ele no meu colo um bom tempo. E se ele quisesse mamar de novo, tudo bem. Se ele quisesse mamar meia hora depois, tudo bem também. De repente, eu comecei a ver a amamentação não só como uma forma de alimentar, mas como forma de aconchegar. Esqueci quantos mls saem em uma mamada, se ele tinha mamado há duas horas ou dez minutos atrás. Aliás, intervalo de três horas era algo raro aqui em casa. E hoje em dia no auge dos seus 12 meses, a livre demanda persiste.

 Amamentar não é fácil, ainda que parece que está sendo fácil. É entrega, muita entrega. Tem dias que a gente quer desistir, cansa, mas como vale a pena. É uma coisa muito louca mesmo, uma experiência única. Aqui estamos partindo para o segundo ano de amamentação e eu já sinto saudades. Francisco ainda dorme todos os dias no peito, mama quando quer. Se eu mesma tivesse visto este cenário há três anos atrás ia achar inviável e esquisito, mas hoje em dia sei que não há nada de errado em continuar nessa jornada, pelo contrário, só traz benefícios pra mim e pra ele. E que assim seja, amamente enquanto dure e aproveite.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Introdução Alimentar Instintiva

Então, chegamos na fase de comer. Preciso dizer que a introdução alimentar tem sido a coisa mais diferente da experiência de mãe de segunda viagem, terceiro filho. Muito diferente. Chega dá vontade de apagar todos os post que eu fiz no blog sobre introdução alimentar com as meninas. Acho que fiz várias coisas erradas, mas algumas certas já que elas comem bem no auge dos dois anos e nove meses e são viciadas em frutas. E espero que o Francisco siga o mesmo caminho. Pois bem, não acho que exista fórmula totalmente correta, mas aí vai a minha experiência no momento, meu próprio "método", nem blw, nem o tradicional, mas o instinto puro. E talvez a nossa tentativa agora sirva de inspiração pra alguém.

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Francisco fez seis meses de amamentação exclusiva e em livre demanda, ou seja, peito quando quisesse sem importar o tempo. Dormia bem a noite toda. Ele mostrava interesse pelo que a gente comia, o que sempre é bom sinal. Pensei em começar logo a dar uma papinha pra ele, mas resolvi ir na pediatra primeiro pra ver se ela passava alguma orientação importante que eu não sabia e qual era a linha dela. Porque com as meninas achei que foi muito tradicional. Então, acabei iniciando com seis meses e meio.

Comecei com a fruta. Banana amassada. Ele fez cara feia, normal. Comeu umas cinco colheres e pronto. Depois foi mamão, manga, tudo amassado ou picadinho. E ele ia nas mesmas cinco colheres e cara feia. Fiquei pensando que talvez se eu fosse mãe de primeira viagem ia achar que ele não tinha gostado de nada. Mas continuei dando nos mesmos horários e tal. Com a papinha salgada a mesma coisa.

Na segunda semana fui vendo que estava impossível fazer tudo separado e ele acabava não comendo porque eu não tinha tempo de fazer alguma coisa pra ele. Então, descobri que não precisava ser programado, tudo certinho, panela separada, como eu fiz com as meninas. Ele ia comer o que a gente comia. Então, se as meninas estavam comendo melancia, tapioca ou arroz com feijão. Era isso. E não necessariamente tinha que ser amassado. Foi aí que a Introdução Alimentar Instintiva chegou forte.


Comendo morango

Colocava pedaços de fruta grande e ele comia. Pepino ou cenoura em forma de palito e ele adorou. E a cara feia começou a ir embora e as colheres passaram da linha dos cinco. Sentava ele no cadeirão e dá-lhe um pedaço de banana ou melão. Não tinha mais preocupação com babador ou sujeira. Meu filho estava comendo. Nem sempre ficava ali do lado dele, estava por perto, mas não em cima. Na hora do almoço, geralmente umas 11h30 por aqui, ele já senta com todo mundo, comemos em família. Eu vou comendo meu prato e paro para dar umas colheradas do potinho dele. O conteúdo é quase sempre um legume ou dois no vapor, que nós também estamos comendo, arroz e/ou feijão, varia muito. Hoje, por exemplo, ele comeu peixe (tilápia), com batata amassada no garfo e guacamole. 

Eu não fiz tudo da noite pro dia. Fui introduzindo aos poucos. Umas duas semanas depois das caras feias, ele começou a comer bem e aí acho que exagerei. Num dia ele comeu tapioca, fruta, almoço e fruta e quando chegou de noite vomitou tudo. Depois passou uns dia gorfando meio amarelo, achei que poderia ter sido muita coisa ácida e dei uma maneirada. Agora já comecei a introduzir o jantar também, mas não é todo dia. E se esqueço alguma refeição, tudo bem também.

Acho que com as meninas também rolou uma mudança muito grande na nossa alimentação e com o Francisco isso já estava pronto. Agora nas nossas refeições têm sempre uma opção de legume e verdura. Passamos a consumir mais frutas por causa delas e isso facilitou muito. Acho que a alimentação tem que ser da família toda, temos que criar hábitos e não apenas introduzir alimentos. Dar exemplo é sempre a melhor opção.  Com as meninas também fiz muitas coisas que eu nem sabia que não era legal, tipo dar mucilon e farinha láctea, pra citar alguns.



Deixar a criança sentir e tocar o alimento também é importante. Isso aprendi no meio do caminho com as meninas. A alimentação delas flui muito melhor com uns oito meses quando passei a me desprender a papinha e deixar elas comerem com a mão, e nisso o blw mr ajudou muito, a entender que a criança precisa aprender a mastigar e que engasgar faz parte do processo também, é claro que é preciso estar atento, mas a própria criança tem seu mecanismo de segurança que deve ser trabalhado. Por isso, com as frutas o Francisco tá sempre comendo sozinho. Ele mesmo pega o pedaço e leva a boca. E come. Muito! No almoço e no jantar é que, geralmente, pico ou amasso alguma coisa e dou na colher, ou deixo ele explorar com a mão também. E a coisa do instinto tem dado super certo. Ele come bem e de tudo.

O que importa é que estamos ensinando ele a se alimentar, não apenas comer, e tudo com instinto e amor também. E ainda tem peito. Muito peito. Porque pra mim essa ainda é a principal fonte de alimento dele. Então, às vezes dou o peito antes de dar a comida, por exemplo. Uma meia hora antes, ou logo depois dele comer e tudo bem também. E o menino come. E muito. Amém.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Guia do banho para dois bebês (ou quase isso)

Uma das minhas coisas favoritas para fazer com as meninas é a parte do banho. Não tem coisa melhor do que brincar na água e depois ter duas bebês limpinhas e cheirosas prontas para dormir ou brincar mais um pouquinho. É claro que dá trabalho, mas aqui em casa já está no automático e eu gosto tanto que parece que não cansa. A minha história com o banho das meninas também faz parte da minha história como mãe e acho que quanto menos a gente tem menos medo e mais prazer ao dar banho, mais a criança vai curtir aquele momento. Aqui passamos por muitas fases e recebo muitas mensagens com a frase: "como você faz para dar banho nas duas sozinha?", por isso, resolvi compartilhar tudo aqui. Aviso: texto longo, vamos comigo, gente!

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Ficamos dez dias no hospital quando as meninas nasceram e lá as enfermeiras davam o banho. Então, no primeiro dia em casa chegou a minha vez. Na verdade, chegou a hora do banho e começou toda uma armação para o processo. Estávamos eu, minha mãe, minha sogra e o Marco prontos para a batalha e, eu, já sem pensar, falei: "mãe, dá você o banho". Mas quando ela chegou perto da banheira com a Maria peladinha enrolada na fralda de pano, ela disse: "será que eu vou conseguir, como é mesmo?". Eu , então, ri, não hesitei e falei: "é assim, deixa que eu dou". Naquele momento eu me senti mãe. Eu tinha visto no hospital, sabia dar o banho e essa era minha função.

Eu não comprei aquelas banheiras de pé porque achava um trambolho. Comprei uma daquelas importadas desmontável para colocar na bancada do meu banheiro e também foi super desnecessário, gente! Tá aí uma coisa do enxoval que eu quase não usei. Sabe qual é banheira boa? Aquela de plástico de R$30 que vende no supermercado. Mas, como as meninas eram muito pequenas, a minha sogra teve a ideia de comprar uma bacia rasa, igual a do hospital, e foi uma ótima! Usei no primeiro mês e valeu a pena. Outra boa compra foi a toalha avental que servia para levar as meninas da banheira até o berço onde já tinha uma outra toalha estendida para cada uma.

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Um dos primeiros banhos na Maria com a bacia pequena

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Detalhe da bacia. Como elas eram pequenas, gente!

Também lembro que quando elas tinham um mês/dois meses, na época das crises de choro e cólica, eu ligava pro pediatra, "Doutor, Maria tá chorando há quase uma hora, o que eu faço?", no melhor modo mãe desesperada de primeira viagem, e ele dizia: "Dá um banhozinho nela". E não é que funcionava. Já dei banho 23h nas meninas, gente! Marco queria me matar porque "dava trabalho", mas de fato acalmava horrores! E nos primeiros meses elas ficavam até uma semana sem fazer cocô, quando vinha era aquela coisa, tinha que dar banho e a bacia pequena funcionou muito de madrugada. Mas, quando a bacia ficou pequena ficamos com a banheira de plástico super barata mesmo.

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Banho na Mamá com a toalha avental e a banheira baratinha

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A vez da Bella, eu adorava colocar as duas sentadinhas antes de tirar para enxugar

Como nos primeiros meses o esquema era esse de tomar banho, mamar e dormir. O processo diário era tenso, mas funcionava. Eu dava banho em uma, levava ela para alguém colocar a roupa, trocava a água e pegava a segunda, depois, enquanto alguém colocava a roupa, eu amamentava a primeira. Ou seja, eu dava o banho sempre. Mesmo quando eu tinha babá, fazia isso. Eu gostava de dar banho. Mas ficava exausta, especialmente, na amamentação e aí comecei a delegar um pouco (mas, bem pouco porque continuava controladora freak. Rá!). Já cansaram, gente? Que trabalheira, né? Até eu cansei de relembrar. Socorro.

Depois, quando elas estava com uns três/quatro meses ainda estava com a babá e comecei a dar banho nas duas juntas para facilitar e não ter que trocar água. Então cada uma pegava uma, colocava uma de um lado da banheira dava banho, colocava a toalha avental, tirava e trocava. A louca que eu sou revezava em quem eu dava banho, uma dia na Maria e no outro na Isabella pra ficar justo, né? De noite, o Marco comecou a fazer isso comigo, mas depois a gente descobriu o banho no chuveiro e foi a glória!

IMG_8988 Banho nas duas juntas com cinco meses, o Marco teve que se virar para segurar as duas e eu tirar a foto. Essa é a banheira dobrável em uma das poucas vezes que eu usei.

Eu sempre achei esse negócio de tomar banho com o bebê no chuveiro meio hippie, mas depois que a gente tentou não quis mais outra coisa. É bom demais, a gente fica em contato com o bebê, é um ato de carinho e amor delicioso e também um tempo único para ficar junto do seu filho/a. É claro que quando eles são mais novinhos é preciso alguns cuidados para não deixar cair muito a água no rosto e tal, mas rapidinho Maria e Isabella já estava com a cabeça debaixo do chuveiro e amamando. Neste caso, o esquema era o seguinte. A gente revezava os dias. Exemplo: o Marco ia lá e tomava o banho dele primeiro, depois eu levava uma bebê, e ele dava o banho. Quando ele terminava, gritava "pronto". E eu já ia com a próxima bebê peladinha, passava pro colo dele e ele segurava as duas, então eu pegava quem já tivesse de banho tomado, colocava a fralda e a roupa e depois já ia pegar a próxima e pronto! Acho que para o pai esse contato, aconchego do banho, também é muito importante, por isso a gente revezava. Era sempre uma disputa por quem ia para debaixo do chuveiro!

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Cadê, Maria?

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Momento com mamãe antes de entrar no chuveiro com papai e banheira já aposentada

Quando elas sentaram, foi ótimo porque facilitou muito! Mas, ficar em cima da bancada ficou mais perigoso. Então, passei a colocar a banheira dentro do box e ligar o chuveiro já que elas estava acostumadas com a água caindo na cabeça. Eu entrava dentro do box de roupa e tudo e passava o sabonete nas duas e depois a babá só me ajudava a enxugar e colocar a roupa. Quando eu fiquei sem babá, fazia o mesmo processo sozinha, na primeira semana sofri com o cansaço, mas depois me acostumei. Quando a faxineira estava em casa, chamava ela para olhar uma das duas enquanto eu pegava uma e ia colocar a fralda e etc. Deixava no berço e ia pegar a outra para continuar o processo.

Quando eu estava sozinha esvaziava a banheira, tirava uma rápido e depois saía correndo para pegar a outra ou pegava as duas no colo ao mesmo tempo e colocava no berço . De vez em quando acontecia alguns acidentes com xixi, mas faz parte. Maior trabalho, né? Ufa. Porém, mãe tem que se virar, ser mãe dá trabalho e pronto, vira a página. Meu lema forever and ever.

IMG_0318 Banho sentadas. ô, delícia! Comprei uma outra banheira baratinha maior para caber as duas sentadas


IMG_0332 Interagindo sempre

Aí elas começaram a levantar e querer escalar a banheira e o processo mudou de novo. Comprei dois tapetes infantis na Tok&Stok e comecei a dar banho no box logo. E facilitou muitooooo. Só que elas também não queriam mais ficar no nosso colo no banho à noite, queriam ir pro chão! Então, agora elas são crianças que tomam banho de chuveiro duas vezes por dia. Rá! No banho nortuno, de vez em quando, a gente entra com elas e toma banho junto que também é bom e dá pra matar a saudade.

Sem título Esquema do banho atual: tapete, chuveiro e muitos brinquedos. Em alguns dias elas choram quando a gente pega a toalha porque não querem sair. Pode?

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Elas no banho e eu dentro para passar o sabonete, é óbvio, de vez em quando me molho toda e tudo bem.

O fato é que elas adoram tomar banho, fazem uma farra sem fim com os brinquedos, eu canto música, incentivo as duas a baterem na água e é uma festa só. Continuo com os dois banhos por dia porque é bom demais. Um depois do almoço e pré-soneca da tarde e outro depois do jantar, aí elas brincam mais um pouco com a gente e vão logo dormir. Ah, delícia!

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sobre mamadeiras, independência e separação

Eu sempre tenho milhões de coisas para escrever aqui, assuntos infinitos que passam pela minha cabeça, post imaginários que nunca serão publicados. Queria poder dividir mais, desabafar mais, saber que outra pessoa está passando ou passou pela mesma coisa que eu, compartilhar meus sentimentos com a família e os amigos distantes e até com aqueles que estão perto, mas não são tão presentes. Mas me falta, obviamente, tempo. Cuidar das meninas, da loja e do trabalho infinito da casa não é mole, porém vamos nessa. Hoje eu já tinha um post preparado na minha cabeça, mas aí elas não dormiram muito a soneca do dia e atrapalhou todos os meus planos e faz parte. Então, são 23h e aqui estou eu escrevendo.  Como me falta tempo, vamos fazer deste post três em um, como vocês já devem ter percebido pelo título. Talvez, o texto seja longo, por isso, fiquem comigo até o final, minha gente! Vamos nessa:

Primeiro: separação. No sábado, separamos as meninas pela primeira vez ever. Desde a barriga até um ano depois de estarem fora dela, Maria e Isabella estavam sempre juntas. Eu e Marco conversamos sobre fazer alguns programas separados, pra gente poder ter um tempo com cada uma, mas nunca colocamos em prática e nem tivemos oportunidade porque a gente sempre faz tudo muito junto. Porém, sábado eu tinha que ir na casa da minha mãe pegar um material e ele tinha que ficar em casa para receber o nosso aquário novo, então ele fez a proposta: " Você quer ir com a Bella e eu fico aqui com a Maria? Aí a gente faz o teste". Eu dei um sorriso desconfiado pra ele e disse: "Tá". Peguei a bolsa coloquei duas fraldas, o lencinho, a mamadeira e saí pela porta com a Isabella no colo, sem carrinho, sem quase nada, vamos combinar. Coloquei ela na cadeirinha, sentei no banco, olhei pra atrás, dei um sorriso pra ela e pensei: "gente, que fácil é ter um bebê só, socorro, fala sério". Olhei pra trás no espelhinho, vi uma cadeirinha vazia e comecei a chorar. Louca. Chorei porque senti que estava faltando alguma coisa, porque ter duas bebês é muito difícil e existe uma coisa tão especial nisso que eu não sei explicar. É uma ligação muito forte, é bom demais, é amor em dobro. Chorei porque não consigo imaginar minha vida sem as duas, porque é tudo uma loucura. E enquanto eu escrevo isso ainda choro.

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Eu e Bebella durante a nossa saída

Cheguei na casa da minha mãe chorando e me sentindo a mais doida das pessoas, enquanto tentava dar minha toda minha atenção para a Bella. A gente ficou ali, ela brincou sozinha, quietinha, nada de caos. Achei estranho não ter que ficar olhando para o ambiente inteiro o tempo todo e focar minha atenção em um lugar só. Liguei pro Marco, "só para saber como estavam as coisas". E uma hora depois fui pra casa ainda tentando entender o que era aquele turbilhão de sentimentos que eu estava sentindo. Cheguei em casa abracei a Maria e o Marco, chorei mais um pouquinho. Sei que é importante que cada uma tenha seu tempo individual com a gente e queremos fazer isso mais vezes. O problema, eu acho, é que foi a primeira vez, foi muito estranho pra mim que sempre tive duas bebês ali o tempo inteiro. Foi estranho pro Marco também. Pras meninas? Elas não sentiram nada, se divertiram como teriam se divertido na companhia uma da outra. Vamos ver como será das outras vezes.

E, agora, que venha a independência, então. Eu continuo acreditando nas minhas teorias de maternidade, em especial, na regra: insistência é tudo. Como eu já disse aqui antes, nunca tivemos aquela história "não pegou, não se adaptou, etc", as coisas tinham e tem que dar certo. Eu também continuo acreditando que a mãe (sim, euzinha aqui e muitas de vocês aí) são as principais barreiras para que as coisas com os nossos filhos aconteçam e comecem a fluir. Mas, isso é uma outra discussão, então vamos ao que interessa... Maria e Isabella não pegavam a mamadeira sozinhas, sempre caia das maõzinhas delas, então eu tinha que colocar as duas no carrinho, puxar uma cadeira e segurar a mamadeira até elas terminarem. Eu tentava dar nas mãos delas, mas elas choravam e eu ficava com pena e dava a mamadeira. Eu pensei "bem, estou pagando minha língua, porque essa coisa de pegar a mamadeira sozinha parece que não vai rolar nunca aqui em casa". Até que eu pensei de novo: "estou bloqueando isso porque sou eu que não quero que elas peguem a mamadeira sozinha. Eu gosto de dar a mamadeira pras duas, gosto de pegar no colo e dar a mamadeira antes de dormir e fazer aquele carinho. E se eu não amamento mais, posso pelo menos dá a mamadeira pras duas, certo? Pronto, capricho admitido". Mas aí a vida foi lá e me deu um tapa na cara, como quase sempre acontece na maternidade também, não é minha gente? A necessidade me ensinou, por isso, obrigada, vida!

Na segunda-feira passada, levantei da cama logo depois que o Marco saiu para o trabalho, olhei pro corredor vazio e pensei: "vou ter que ir lá no carro buscar o carrinho para dar a mamadeira pras meninas". Pensei de novo. "Xi, o Marco foi trabalhar com o carro e o carrinho estava no porta-malas". E agora? Não ia fazer ele voltar, então tive que me virar. Coloquei dois travesseiros no chão da sala, deitei as duas e dei a mamadeira. E elas, simplesmente, seguraram a mamadeira! Eu tentava intervir quando elas se mexiam muito, mas percebi que só estava atrapalhando. Resto do dia? Mamadeiras sozinhas!!! Era hora de pular fase e deixar as duas crescerem.Agora, elas estão independentes e eu adorando, confesso. Antes de dormir, então, dou a mamadeira dentro do berço e elas já ficam quietinhas prontas para dormir.


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A cara da Isabella de "tá bom, mamãe, deixa a gente ser independente, tá?"

IMG_3252 Maria e Bella em momento interação entre mamadadas

O que nos leva até as mamadeiras. Não, esta parte anterior não era sobre mamadeiras. O fato é que eu resolvi fazer uma mudança e começar o caminho para que as meninas deixem a mamadeira até os dois anos. Os pediatras americanos que os bebês comecem a "desmamar" da mamadeira entre 12 e 18 meses. Comecei a ler e pesquisar sobre a mamadeira (aqui tem um artigo muito bom) e descobri muitas dicas sobre transição e como começar a mudar este hábito, assim como a chupeta, a mamadeira pode ser prejudicial para a dentição se for usada por muito tempo, e especialistas recomendam começar a transição com um ano, para a criança ir se acostumando e a adaptação ser mais fácil. Não foi meu pediatra que me disse isso ou nada do tipo, só fiquei pensando em o quanto foi difícil pra mim jogar minha mamadeira pela janela direto no lixo do prédio quando eu era pequena em troca de uma boneca com cabelo de lã, e desenvolvi essa teoria por minha conta, minha gente, que fique claro. Então, como diria a minha mãe, que não entendeu muito esse meu conceito já que no Brasil é costume as crianças tomarem a "dedeira" até três, quatro anos, eu "inventei" essa coisa que elas tinham que largar a mamadeira.

Sem títuloAdeus, mamadeira convencional!

Passei a dar o copo de transição pras duas da Nuk, elas estavam acostumadas com as mamadeiras da Chicco desde sempre, mas se eu soubesse antes o que eu sei agora, teria dado a mamadeira da Nuk. Como elas se adaptaram bem ao copinho da Nuk e tomavam suco naquele bico, achei que não teria problema e não tive. Comprei os copos de transição de 300ml e comecei a dar o leite da tarde (que sempre bato com banana ou outra fruta) nesse copo e foi super bem. Também li que era bom ir aos poucos, substituir primeiro as mamadeiras de dia, e por fim a noturna. Mas, senti que elas estavam sugando a mamadeira da Chicco com mais força, já que a NUK (que é indicada para depois dos 12 meses) o furo era maior. Então, mudamos de vez. E acho que o copo é mais leve e mais fácil para elas segurarem. Depois do copo de transição, elas passam para o copo com o canudo, como pequenas adultas e também já estou acostumando as duas a toma água com o copo "normal".

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Mamadeira da Chicco e o detalhe do copo da Nuk

É isso, mamadeiras, independência e separação. Próximo post: duas meninas andantes, aí vamos nós! Aguardem e confiem.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dormir, sempre dormir

Um dos grandes dilemas dos pais de bebês e crianças é o processo de dormir. Uma coisa tão boa, tão fácil de fazer, mas os bebês precisam aprender. Quando eles nascem dormem demais, dormem tanto que a gente precisa acordar pra dar de mamar! Depois começa a luta. Eles lutam tanto contra o sono que parece loucura! Só dormem quando estão exaustos. Aí os pais inventam métodos e técnicas para colocar os pequenos porque vamos combinar: noites bem dormidas deles e nossas são preciosas. Aqui já passamos por muitas fases e falei sobre isso aqui. Elas eram ninadas e reninadas nos primeiros quatro meses, depois começaram a dormir de chupeta, depois foi todo um processo para dormirem sozinhas no berço, até que finalmente encontramos o nosso próprio jeito de fazer as duas dormirem no tapete delas na sala. Bastava colocar a chupeta, abraçar a frandinha, fazer um carinho e elas dormiam no chão, no fofinho do edredom. E depois iam a noite toda. Até que a gente resolveu mexer em time que tá ganhando.

Eu e o Marco conversamos e resolvemos começar a acostumar as duas a dormirem sozinhas no berço já que elas estão crescendo e depois pode ser mais difícil parar com a brincadeira e colocar as duas para dormirem no mesmo lugar que elas fazem bagunça. Passamos uma semana colocando as duas para dormir no berço à noite só, as sonecas continuavam no chão. Continuamos com a nossa rotina: jantar, banho, brincadeira, mamadeira e dormir. Mas, assim que a gente colocava as duas no berço, elas ficavam super agitadas, algumas vezes, um dos dois perdia a paciência e aí o outro vinha e assumia o posto, a gente não deixou as duas chorarem e a minha ideia era ficar lá até as duas dormirem e isso era cansativo, pra nós dois e para elas. No meio do processo, elas também resolveram não dormir de madrugada e ficaram acordadas de 0h até 4h da matina. Ou seja, não estava dando certo.

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Um belo dia gente demorou duas horas para fazer elas dormirem, a vontade era de desistir, até que os dois respiraram, se olharam e começamos a conversar. O que estávamos fazendo de errado? O Marco queria que a gente deixasse chorar, eu não sequer admitia a ideia, achava que a gente tinha que ficar com elas no quarto até elas dormirem. Então, a gente chegou no meio termo, o método "Sabadini Stracquadanio" de fazer dormir, vamos dizer assim. E ficou assim: na hora da soneca ou de dormir (não adianta fazer só uma vez por dia, elas têm que se acostumar com a rotina) levamos pro berço, fazemos carinho, chupeta, fraldinha, boneca e a gente sai do quarto. Se elas choram, reclamam, a gente entra no quarto, faz carinho, coloca chupeta e sai de novo. Deixávamos só a luz do abajur acesa. Fizemos isso por dois dias e deu certo. Elas dormiram sozinhas e quando estavam com muito sono, não demorou nem 15 minutos! Depois, a gente ia lá cobria as duas e apagava a luz.

Sem títuloBella pouco antes de dormir sozinha

É claro que para dar certo uma coisa é essencial: paciência! E os bebês têm que estar com sono. Se não tiver, ele fica brincando um pouco no berço até se aconchegar e dormir. Vi que ficar no quarto também atrapalha as duas, elas ficam agitadas e querem brincar com a gente. Não é fácil, eu e o Marco sofremos horrores nos últimos dias, mas agora estamos vendo o resultado. Elas continuam a se sentir seguras e amparadas com a nossa presença, sabem que se gritarem ou chorarem vamos estar ali, só que estão mais independentes para dormir na hora que estão com vontade. E pra mim, que cuido das duas sozinha, foi muito bom poder ter a liberdade de ir no banheiro fazer um xixi, conseguir fazer a papinha delas sem pressa e, oi?, escrever este longo post tranquilamente. Acho que vai ajudar no meu nível de cansaço também.

Mesmo assim, ainda temos um tropeços. Hoje na hora do almoço, fui colocar as duas para dormir depois do banho, ficaram meia hora no berço e nada. Vi que a Maria tinha feito coco, troquei ela e resolvi dar uma mamadeira pras duas. Depois foi a vez da Bella fazer coco. Troquei e ela dormiu rápido, mas a Maria ficou enloquecida. Jogava a chupeta no chão, ria toda hora que eu deitava ela no berço, cantava, gritava e eu entrava no quarto e saía, entrava e saía. Ela estava me testando, minha gente! Fez isso durante meia hora. Resultado: acordou a Isabella. Fui lá deitei a Maria e ela finalmente dormiu, Isabella conseguiu dormir logo em seguida (aleluia!).

Sem título Maria aprontando

E que venham os próximos capítulos! Só para deixar resgistrado: eu não sou técnica em nada ou especialista, só estou dividino a nossa experiência por aqui na esperança de que ajude alguém também, mas cada um precisa achar seu ritmo. ;)

Ah, sim! Elas continuam a dormir a noite toda. Geralmente de umas 20h30, 21h até as 7h do dia seguinte, isso porque a gente acorda as duas todos os dias, já que Marco sai pra trabalhar às 7h30 e ele me ajuda a dar a mamadeira. Mas durante a madrugada, de vez em sempre, rola um chorinho, a gente vai lá faz um carinho e coloca a chupeta e pronto. E esse horário de verão atrapalhou toda a nossa rotina, mas enfim...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Papinhas e afins - Parte 1

Outro dia, fomos em uma festa de aniversário e enquanto eu e o Marco estávamos dando a papinha das meninas, alguém comentou: "Nossa, como elas comem bem e fácil, abrem até a boca, olha só". Eu e ele nos olhamos e rimos. Não, não é nada fácil, minha gente! É um trabalho constante e diário, como, alías, é normal de cuidar de bebês e ter filhos. Mas não é tão lindo assim, devo dizer. De fato, agora elas comem super bem, ainda tem umas recaídas, mas foi uma luta, suamos bastante para chegar até aqui. Continuo a acreditar: mãe é (ou pelo menos deveria ser) um ser insistente. Por isso, resolvi fazer este longo post sobre uma parte importantíssima da vida das meninas, e minha também.

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Introduzir a "alimentação de gente" para as meninas foi um processo lento e árduo. Já escrevi um pouco sobre isso aqui, mas vamos resumir. Com quatro meses foi a introdução das frutas, preferi investir nos sucos e elas curtiam papinhas de banana e mamão. Com cinco meses foi a vez das papinhas salgadas, fiquei confusa e só dava as papinhas salgadas, cortei as frutas. Louca. Ou dava os legumes em um dia e a fruta no outro. Elas também entraram em uma onda de dormir mais tarde e eu achei que eram gases com a introdução da nova alimentação e, provavelmente, era mesmo. Com seis meses fiz tudo certinho. Comecei uma boa rotina, suco fruta de manhã e papinha na hora do almoço e, às vezes, um suco de tarde. Depois a coisa deslanchou! Foi a vez do colocar o jantar e tudo mudou e ainda muda, mas agora a rotina das meninas está bem definida. Vou entrar nesse assunto na parte 2 deste post.

Queria mesmo é compartilhar algumas dicas que acho que deram certo por aqui e fizeram com que a coisa toda evoluísse para o bem. No entanto, nada aconteceu da noite para o dia, até semana passada eu estava sofrendo durante o almoço com Maria chorando. Tentei de tudo, tudo mesmo, e não sei se foi coincidência, mas comecei a passar o nenê dente antes de dar as papinhas e deu certo. Agora parei e ela continua comendo bem, então acho que foi só uma fase, coisas de bebê.

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Caos e Calma por Isabella

De vez em quando, ainda é difícil, mas a gente começa a perceber melhor as coisas e entender o que elas querem. Portanto, aí estão algumas dicas que me ajudaram muito no processo:

- Primeiro de tudo: prove tudo o que os bebês vão comer, especialmente as frutas. É claro que eu esqueço de fazer isso algumas vezes, e tenho certeza que a babá não faz quando é a vez dela de cozinhar, mas quase sempre eu dou uma provadinha (e vamos combinar que muitas vezes como a sobra da papinha delas, especialmente a de banana com farinha láctea, yummie!).

- Comece bem devagar. No início, fui no tempo delas. Tentava dar as papinhas no intervalo das mamadas e quando elas ficavam irritadas eu não insistia muito não. O poder da insitência comecou mesmo entre os 5 e os 6 meses. Aliás, aí vai a dica n° 3:

- Se o bebê estiver chorando não force a papinha. Acho que ele vai acabar associando o incômodo com a comida e isso não é legal. O que eu fazia e ainda faço: invisto na distração. Tá reclamando? Mostro um briquedinho, meu celular, o controle remoto, faço careta, assim elas se acalmam e comem. Vale também cantar música, pedir para alguém fazer palhaçada do lado. Mas se nada der jeito, é porque elas não estão afim mesmo.

- A hora da papinha deve ser um momento de calma e paciência. Se a gente ficar cheia de ansiedade, os bebês sentem. Tá dificil? Vai na cozinha toma uma água respira e volta. E investe na brincadeira. Outra coisa: aproveite o momento e a experiência de alimentar seu filho ou filha de outra forma. É bom demais!

- Por aqui nada de TV na hora de comer. Eu também não queria associar as duas coisas porque quando a gente resolver almoçar fora não vai ter TV, e aí? Como faz? Confesso que uma vez, em um momento de puro desespero, tentei, mas não adiantou muito não.

- Elas ainda fazem cara feia nas primeiríssimas colheradas, mas depois comem tudo. Vai entender... Portanto, a estrada vai além do que se vê. Use o seu instinto e força na colher!

Acho que é isso. É claro que tudo isso foi a minha experiência, não sou especialista nem nada, mas acho que algumas coisas fizeram a diferença. Já vimos o lado prático de dar papinha, no próximo post, receitinhas, alimentos, truques e formas de servir. Uma coisa pro lado "gourmet" no melhor estilo feito em casa. Rá! Aguardem e confiem.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Comer, comer é o melhor para poder crescer

Há séculos tenho pensado em escrever sobre a nova alimentação das meninas e sempre deixo de lado, mas agora vai! O fato é que Maria e Isabella estão descobrindo o mundo dos alimentos e, devo dizer, que é super divertido e trabalhoso, ao mesmo tempo, como qualquer coisa com criança, aparentemente. Eu confesso que fiquei meio travada para começar a introduzir as papinhas e suco na vida das meninas, como sempre uma mãe e seus complexos atrapalham o desenrolar das coisas, mas agora o negócio deslanchou e não tem mais volta! As bebês estão crescendo!

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Isabella comendo o primeiro biscoito de maisena ever! É óbvio que adorou

Começamos com o eventual suco e a papinha de frutas quando elas tinham quatro meses. O pediatra cortou as frutas ácidas por causa do refluxo, para desespero das avós de plantão que queria dar laranja lima pras netas. O primeiríssimo alimento das meninas foi um suco de pêra. Elas tomaram bem, mas no meio do caminho a gente teve que desenroscar a mamadeira e dar tudo de colher porque o líquido não passava bem no bico. Depois, foi a vez da papinha de banana que elas amaram! É claro que rolou aquela cara feia básica nas primeiras colheradas, mas depois deslanchou. Aí fui ficando nas papinhas de mamão, banana e maçã (que tive que colocar no microondas porque elas não gostaram muito da pura). E nos sucos de melão, pêra, maça e cenoura, tudo sem misturar. Mas dava um dia sim, o outro não, dava quando tinha tempo, nada muito certo. Não levei a sério a coisa não e acho que isso foi um erro. Plus: eu coloquei na minha cabeça que com a nova alimentação elas estavam ficando com gases. Aí já viu, né? Mãe quando fica obsessiva e pega uma verdade pra si, já era. Mas, calma, minha gente, tô me recuperando e tentando fugir disso ao máximo. Flexibilidade e leveza é tudo na vida.

Com cinco meses, elas estavam liberadas para as papinhas salgadas. Fiquei empolgadíssima! Fiz a primeira papinha, mas elas não gostaram muito. Comiam umas cinco colheres e já se irritavam. Continuei tentando, sem obssessão compulsiva, e a cada dia elas comiam mais um pouquinho. Ah, também cortei o sal e elas começaram a comer bem. Mas, por outro lado, esqueci completamente das frutas. E nos primeiros dias dei a papinha sem coar (louca! me senti péssima depois que li as instruções do pediatra e estava lá: refogar, cozinhar e coar)., por isso também acho que elas não gostaram e aí deu mais gases ainda, é claro. Pra piorar, comecei a achar que elas não estavam dormindo bem durante a noite (o dilema de ficar acordada entre 21h e 2h) por causa dessa nova adaptação. E aí me desorganizei toda, uma dia dava comida, outro não, um dia dava suco, no outro só a papinha. Achei essa coisa de alimentação também mais difícil que o peito ou dar mamadeira.

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Maria não ficou de fora! Comeu o biscoito todo.
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Enfim, demorou uns 15 dias para cair a ficha e sair da zona de conforto. Depois conversei com uma amiga minha que também está passando pelo mesmo processo (oi, Liginha!) e ela me deu outra visão da coisa. Ela estava conseguindo fazer o processo certinho. Suco de manhã, papinha salgada e fruta no fim da tarde. Então, vi que eu também conseguia. Comecei a fazer a rotina aqui em casa e parei de ficar empurrando mamadeira e peito nas meninas, e entendi que elas estão crescendo. Compramos até o cadeirão de alimentação!

Agora elas acordam umas 7h, 8h, mamam no peito, tomam mamadeira, e um pouco depois dormem de novo. Para introduzir a nova rotina, pasmem, tive que começar a acordá-las da soneca. Sim, dizem que nunca se deve acordar um bebê, mas eu acordei dois. E elas não ficaram enjoadas! Umas 10h saímos para passear e tomar um suco lá embaixo. Depois elas comem a papinha, tomam banho e ainda traçam uma mamadeira. Dormem mais um pouco, acordam e brincam. Lá pelas 16h eu estou tentando dar uma fruta ou uma vitamina. Depois mais soneca, peito, banho, mamadeira e dormir. Com isso, elas pararam de dormir às 2h. Mas se o dia for muito calmo, elas ficam agitadas à noite. Então, por enquanto a hora de dormir tem sido imprevisível. Vamos ver conforme a rotina começar a fluir. É isso, minha gente. Resolvi tudo isso aqui, porque às vezes, é disso que a gnete precisa, uma luz, a experiência do outro, para dar uma sacudida no nosso caminho. E vamos em frente!

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O Guia do bebê

Sabe aquela coisa do "ah, se as pessoas viessem com manual de instruções...", aparentemente, elas têm sim. Quem nunca se deparou com A Vida do Bebê, aquela verdadeira bíblia azul com uma meninha linda na capa que ensinou dezenas de truques para gerações de mães de primeira viagem? Eu não ia ficar de fora e comprei o tal do manual, afinal, tenho que arrumar alguma coisa para fazer no repouso. E, sinceramente, não sei quase nada de cuidados com recém-nascido. Então, fui ter uma conversa com Dr. Ricardo De Lamare. E que papo muito louco!

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Minha gente, devo que dizer tem muita informação, muita coisa desnecessária e algumas coisas interessantes. Tem coisas bizarras, que eu não sabia, como a possibilidade de sangramento vaginal nas recém-nascidas e até vazamento de leite nas bebê. Tabém ri algumas vezes porque alguns conceitos são bem antiquados, mas não deixam de ser verdade.

Confesso que pulei as cinco páginas que listavam as doenças dos recém-nascidos. Socorro. E vi que, no final, a minha mãe sabia de tudo o que estava escrito ali. Então, não precisava gastar os R$ 30? Não sei, acho que é uma boa opção para tirar uma dúvida ou outra no momento de desespero. E pelo que eu entendi do livro, tudo pode acontecer nos primeiros 10 dias, especialmente na pele do bebê, e 80% é normal. Eu não sabia, por exemplo, dos roxos misteriosos que aparecem no bumbum da criança, apenas uma reação por causa da mistura de raças entre os pais. Não é uma loucura?

Tem duas páginas sobre gêmeos que fala sobre a importância de usar roupas diferentes e incentiver a personalidade de cada um. E até suporta uma teoria do meu marido: deixar cada bebê com um parente diferente quando o casal for viajar. Pode? Como faz? E também fala sobre a amamentação de gêmeos, achei essa parte bem interessante. Ele recomenda que a mãe tome dois litros de leite longa vida por dia. Oi? Eu odeio leite! Mas pode substituir por sucos de fruta. Ufa!

De qualquer forma, ainda não terminei o livro e acho que vou lendo aos poucos. Ainda estou na primeira semana. E dá uma baita ansiedade de colocar toda aquela teoria em prática. Vamos ver o que ainda vem por aí, não é Dr. De Lamare?