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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Chapada dos Veadeiros com Crianças

Semana passada resolvemos nos aventurar na nossa primeira viagem como pais de três! Fomos para a Chapada dos Veadeiros porque era o lugar mais próximo de Brasília e eu e o Marco não conhecíamos. E foi ótimo! Estávamos precisando de uma mudança de ambiente e desestressar um pouco. Meus pais foram com a gente, o que ajudou bastante. E fizemos uma trilha sozinhos com os três, que foi dificilmente maravilhosa e nos fez sentir super pais depois.
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Achei pouca coisa sobre o lugar e dicas para ir com crianças antes de ir, contei mais com o boca a boca e o conselho de amigos, por isso resolvi fazer um mini guia aqui com a nossa experiência. Aí vai:

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Como chegar lá

São três horas e meia de viagem até São Jorge, onde ficamos. A boa notícia é que eles acabaram de asfaltar o trecho entre Alto Paraíso e São Jorge, então a estrada está ótima. De Brasília é pegar a estrada em direção à Planaltina, depois São Gabriel e Alto Paraíso.

Para entreter duas meninas de dois anos levamos livros novos, comida de sobra e um CD com músicas do Frozen. Nada de dvd, tablets ou coisa do tipo (porque a gente não tem, se não teria usado, eu acho). Elas não dormiram nada! Nem na ida, nem na volta. E foi tranquilo até. Francisco dormiu quase toda a viagem, na ida mamou quando a gente parou num posto e na volta reclamou um pouco, por isso parei no acostamento para amamentar um pouco e depois seguimos viagem.

Na ida, a Maria fez cocô na calcinha, por sorte, enquanto estávamos no posto então rolou uma sessão lava jato na pia mesmo. E na volta, no mesmo posto aliás, o Francisco fez cocô e vazou tudo. Coisas de quem tem muito filho, tem sempre um pra limpar.

O que levar

Não dá pra levar tudo óbvio. Além das roupas, protetor solar, remédios, chapéu (que eu esqueci) e repelente (que é só para crianças com mais de dois anos, portanto Francisco não usou), tem que pensar em dois aspectos: entretenimento e comida. Levei uma bolsa com brinquedos e livrinhos novos que comprei pra viagem, pouca coisa, um pra cada só. E o computador com alguns DVDs que foi a salvação para os dias que todos acordavam 6h30 e o café da manhã do hotel era só 8h e também não queria perturbar os outros hóspedes. Então teve sessão de cinema na minha cama com lanchinhos.

 Entretenimento necessário

Levamos muita comida. Levei uns quatro litros de suco, uva, tomatinho, peta, pãozinho, um saco de maçã, um saco de tangerina e meus pais levaram também. Fiquei pensando que talvez nos passeios o lanche não fosse ser fácil (mas até que foi) e a coisa do café da manhã e a viagem de carro. Por isso, aproveitem a viagem de carro para levar de tudo.

IMG_9357 Lanchinho na cachoeira

Vale levar ou compra por lá: remédio contra os mosquitos. No nosso quarto tinha uns 50 mosquitos na primeira noite, só um remédio muito potente funcionou. A Pousada tinha uns mais simples e velho. Por sorte, ninguém ficou super picado.

Onde ficar

Pesquisei vários lugares para ficar e acabamos optando pela Pousada Casa das Flores é um lugar charmoso, tranquilo e um dos poucos hotéis com ar-condicionado da Chapada, por isso voto vencido em casa. É bem legal pra casais pelo clima mais "romântico", mas comporta muito bem famílias. E a gente optou por meia-pensão então jantava no hotel, como o nosso quarto era do lado do restaurante, as crianças dormiram cedo e nós ficamos ali pertinho e a cada 15 minutos íamos no quarto pra ver se estava tudo bem. Grande vantagem!

Também me indicaram o Poço Encantado e a Pousada Casa Rosa, acho que vale a pena dar uma conferida.

O que fazer

Cachoeira! Como não? A Chapada é cheia de pontos com trilhas para cachoeiras e rios, alguns são mais complicados, mas tem muitas opções para ir com crianças também (a depender do seu espírito aventureiro). Peguei algumas indicações de amigos e no hotel e fomos em duas, já que um passeio por dia foi mais do que suficiente.

Vale das Pedras

Fica a uns 9 km de São Jorge, bem pertinho, mas a estrada de terra até lá não tá tão legal, principalmente no quesito placas, mas é tranquilo. Tem uma ponte suspensa na entrada da fazenda que já foi uma aventura por si só. Lá tem uma prainha de pedras bem tranquila que foi onde levamos as meninas, mas tem um circuito com mais cachoeiras também. Além disso, tem um restaurante pequeno rodeado por galinhas, pintinhos e plantas que foi bem legal pras meninas, comemos uma comidinha caseira e gostosa feita ali na hora só pra gente, valeu muita a pena. Acho que nesse dia dava até para irmos em outro lugar de tarde também, mas acabamos ficando na piscina do hotel mesmo.

IMG_9365 Francisco curtindo muito
IMG_9350 Meus quatro companheiros IMG_9387 Minha mãe se superando passando na ponte bamba IMG_9371 Bella na Fazenda IMG_9375 Almoço bem simples e ótimo no Vale das Pedras, peixe e suco de morango IMG_9378 Sempre juntas

Vale da Lua

É um dos locais mais conhecidos da Chapada e tem uma formação rochosa que lembra a da Lua, quando contamos isso pras meninas elas ficaram enlouquecidas para conhecer, e acho que por isso vale a pena ir com as crianças. Meus pais não quiseram ir, então nos aventuramos os dois sozinhos com os três. Chegando lá as meninas quiseram ir no colo, é claro. Então, a Bella foi no sling comigo, fizemos um sling improvisado com canga pro Marco carregar o Fran-Chico e ele ainda levou a Maria no outro braço. Na parte das pedras, que é mais complicado, conseguimos convencer ela a ir andando e foi tranquilo.

IMG_9395 Conhecendo as pedras
 
Pena que não deu pra fazer foto de todo mundo  Até pedirmos pra alguém tirar IMG_9398
O sling improvisado do Fran-Chico Untitled Cantando "Livre Estou"

Piscina

Chegamos na piscina 3, que uma amiga indicou pra gente, e o lugar era ótimo pra crianças mesmo, tinha uma prainha legal com água que dava no pé delas. E fica a dica: levem chinelo para andar nas pedrinhas sem se incomodar pros adultos e pros pequenos. Água gostosa e ainda tinha uma moça super simpática vendendo açaí no isopor. Tava bem cheio, mas não insuportável, deu até para estender minha toalha de piquenique e fazer um lanche.

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A piscina 
IMG_9399 Marco e Maria
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A Bella se apossou da toalha do Francisco no passeio todo

A parte chata é que assim que eu cheguei lá uma abelha picou o meu dedo e imediatamente começou a ficar inchado e a mão inteira foi ficando enorme. Mas relaxei porque a gente tinha acabado de chegar. Então, tentei aproveitar apesar da dor e do incômodo.

A volta foi um pouco mais complicado. Era uma subida e já estávamos todos cansados. O jeito foi ir andando e parando. Francisco dormiu, mas as meninas estavam empolgadas, cantando o caminho inteiro, o que deu um certo ânimo.

No fim, eu e o Marco chegamos exaustos no carro, mas com aquele sorriso no rosto de "conseguimos"! O que foi ótimo pra gente, acho que estávamos precisando desse momento "super pais". E saí de lá louca para voltar.

Também vale a pena: Lokinhas (não fomos porque no hotel disseram que estava muito seco por lá), Praia do Jatobá (acho que poderíamos ter ido a tarde depois do Vale das Pedras), Rio da Lua, Poço Encantado (desvantagem é que fica a 50 km de São Jorge) e São Bento (o acesso é super fácil mas me falaram que enche muito).

Já estamos empolgadíssmos programando a volta!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Mais amor, por favor

No fim de semana passado, fizemos uma viagem em família para um hotel que fica a duas horas de Brasília. No primeiro dia, tentamos relaxar, curtir a piscina e sabíamos que a rotina não ia ser a mesma, mas como foi difícil abrir mão dela. Fizemos a viagem depois do almoço pra elas dormirem no carro, a Maria dormiu o percurso todo e a Bella metade.  Quando chegou à noite foi caótico, elas não pararam durante o jantar, a gente comeu super rápido e fomos pro quarto com as duas. No caminho até lá, nos perguntamos: qual vai ser estratégia pra dormir? Não sabíamos. Colocamos elas no berço desmontável, ligamos a TV, desligamos a luz e esperamos. Dez e meia da noite e ninguém tinha dormido! As duas super agitadas. Eu e o Marco ficamos super estressados, questionando a todo o tempo o que estávamos fazendo, foi o C-A-O-S pra gente.

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Dia seguinte, resolvemos fazer diferente. Finalmente, nos livramos da rotina, brincamos, fomos pra piscina e resolvemos ir almoçar na cidade. Bella dormiu um pouco antes do almoço e depois não quis saber de soneca quando voltámos pro hotel, enquanto Maria manteve o horário certinho. Deixei o Marco e ela dormindo no quarto (sim, às vezes é preciso deixar os maridos dormirem, minha gente!). E fui pra rede com a Isabella na tentativa de fazer ela descansar e dormir de novo. Ficamos lá uma meia hora, ela não dormiu, mas ficamos de preguicinha, cantando, balançando, foi muito bom. Depois, mais piscina e brincadeira. Meus pais ficaram com elas e a gente foi na cidade jantar, voltamos correndo bem na hora de dormir delas. Demos um banho, colocamos o pijama e fizemos diferente. Deitamos com as duas na cama, cada um abraçado com uma e eu falei: "Agora, vamos dormir". Cantei primeiro a música de sempre: "tá na hora de dormir, não espere mamãe mandar..", depois outras músicas. Elas foram se aninhando, quando ficavam agitadas, a gente ia lá e abraçava mais forte. Bella, já com o olho fechado, pegou a fraldinha, colocou no rosto e disse: "achei!", depois dormiu, puft! Elas lutam até o último minuto!

Colocamos as duas no berço, super orgulhosos do nosso modo diferente de ver as coisas. Ligamos a TV, e depois conversamos baixinho sobre o nosso dia, o que tinha dado certo, o que não, que coisa legal elas fizeram, como a gente faz todas as noites. E percebemos, que mesmo que a gente tenha que ser firme, impor limites, ter horário, educar, a gente também não pode esquecer da ternura. Parece simples, mas na correria do dia a dia, e de manter rotina e de "fazer as coisas darem certo", a gente esquece do básico. Eu sempre achei que meu maior defeito como mãe era não se maleável com a nossa programação, e acho que neste fim de semana, me libertei disso. Como a gente aprende com os filhos e como o nosso comportamento e influencia o deles. Também percebi que, às vezes, as minhas mini-crianças precisam de colo, de aconchego. Parece óbvio, mas podemos nos perder pelo caminho. Que bom que sempre há chance de voltar atrás e escolher o rumo certo.

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Minha Bebellinha
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Maria empolgadíssima com o picolé de uva (uma vez ou outra não tem problema, né? ass: mãe controladora)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Um domingo qualquer

Quando as meninas eram novinhas, uns dois, três, quatro meses, sempre aos domingos vivíamos o caos aqui nesta casa moderna. Não sei o que acontecia, mas justamente nestes fins da semana, elas choravam mais, ficavam irritadas, dormiam pouco e a gente não conseguia fazer nada. É claro que não era sempre, mas quase sempre. Eu lembro de um dia que já eram 11h da manhã, e eu e o Marco não tínhamos conseguido nem tomar café, já estávamos exaustos, só com bebê no colo. Ontem, o dia começou a trilhar para este lado mais obscuro, depois de muito tempo sem a gente saber o que era esse tipo de caos. As duas queriam colo, Isabella com febre, a gente deitou na cama com as duas, tentou relaxar, mas na hora de começar com as nossas atividades normais, todo mundo querendo colo. A gente deu atenção, brincou um pouco e aí eu falei: "mamãe, vai fazer almoço". Quem deixou? Choro, reclamações e colo. Marco me olhou com uma cara e falou: "nossa, parece aqueles domingo antigos". E aí eu percebi uma coisa, nós não somos mais aquele casal inexperiente e pais desesperados de primeira viagem sem controle da situação. O domingo pode parecer igual, mas nem de perto somos os mesmos. E, foi quando eu percebi, o quanto mudamos.

Sem título Sem título Brincadeira no corredor

Solução? Coloca todo mundo no carrinho para um passeio. O Marco foi com elas e eu fiquei em casa cozinhando, tranquila. Fiz um kibe de peixe delicioso da Rita Lobo, verduras refogadas com tomate para acompanhar e quando eles voltaram já estava tudo pronto e as duas mais calmas. Continuamos com a programação normal de almoço, banho e soneca. Mas na hora de dormir, Bella chorou muito e só conseguiu dormir no meu colo, e toda vez que colocava ela no berço, ela chorava, tadinha. Então, ficamos na minha cama abraçadas e uma hora depois ela acordou chorando e acordou a Maria e lá fomos nós para uma longa tarde.

Sem título Sem título Almoço e aconchego

E no lugar do caos, que deveria ter sido com sono interrompido e pouco descanso, começamos a brincar com as duas, depois elas pediram para deitar no berço, descansaram, mas não dormiram. Voltamos pra sala e elas comeram uva. Depois fiz um guacamole pra mim e pro Marco e elas detonaram. Fiz biscoitinho e elas ajudaram a cortar. Banho, jantar e cinco minutos antes do jogo do Brasil já estavam dormindo. Fim de domingo.

Sem título Sem título Comendo guacamole

Tenho pensado muito nos meus defeitos como mãe e percebi que muitas vezes sou escrava da rotina, então estou aprendendo a me libertar dela. Se não dá certo uma coisa, tenta outra. Ainda acho importante que os horários de almoço e dormir se mantenham, mas se alguma coisa muda no meio do caminho, estou tentando seguir em outras direções também. Porque um dos grandes poderes dos pais modernos é esse: adaptar-se. Seja com a rotina, uma novo desafio, um outro filho, um novo trabalho, uma nova fase. O importante é seguir em frente.

Sem título Sem título Anda e vai!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Guia do banho para dois bebês (ou quase isso)

Uma das minhas coisas favoritas para fazer com as meninas é a parte do banho. Não tem coisa melhor do que brincar na água e depois ter duas bebês limpinhas e cheirosas prontas para dormir ou brincar mais um pouquinho. É claro que dá trabalho, mas aqui em casa já está no automático e eu gosto tanto que parece que não cansa. A minha história com o banho das meninas também faz parte da minha história como mãe e acho que quanto menos a gente tem menos medo e mais prazer ao dar banho, mais a criança vai curtir aquele momento. Aqui passamos por muitas fases e recebo muitas mensagens com a frase: "como você faz para dar banho nas duas sozinha?", por isso, resolvi compartilhar tudo aqui. Aviso: texto longo, vamos comigo, gente!

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Ficamos dez dias no hospital quando as meninas nasceram e lá as enfermeiras davam o banho. Então, no primeiro dia em casa chegou a minha vez. Na verdade, chegou a hora do banho e começou toda uma armação para o processo. Estávamos eu, minha mãe, minha sogra e o Marco prontos para a batalha e, eu, já sem pensar, falei: "mãe, dá você o banho". Mas quando ela chegou perto da banheira com a Maria peladinha enrolada na fralda de pano, ela disse: "será que eu vou conseguir, como é mesmo?". Eu , então, ri, não hesitei e falei: "é assim, deixa que eu dou". Naquele momento eu me senti mãe. Eu tinha visto no hospital, sabia dar o banho e essa era minha função.

Eu não comprei aquelas banheiras de pé porque achava um trambolho. Comprei uma daquelas importadas desmontável para colocar na bancada do meu banheiro e também foi super desnecessário, gente! Tá aí uma coisa do enxoval que eu quase não usei. Sabe qual é banheira boa? Aquela de plástico de R$30 que vende no supermercado. Mas, como as meninas eram muito pequenas, a minha sogra teve a ideia de comprar uma bacia rasa, igual a do hospital, e foi uma ótima! Usei no primeiro mês e valeu a pena. Outra boa compra foi a toalha avental que servia para levar as meninas da banheira até o berço onde já tinha uma outra toalha estendida para cada uma.

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Um dos primeiros banhos na Maria com a bacia pequena

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Detalhe da bacia. Como elas eram pequenas, gente!

Também lembro que quando elas tinham um mês/dois meses, na época das crises de choro e cólica, eu ligava pro pediatra, "Doutor, Maria tá chorando há quase uma hora, o que eu faço?", no melhor modo mãe desesperada de primeira viagem, e ele dizia: "Dá um banhozinho nela". E não é que funcionava. Já dei banho 23h nas meninas, gente! Marco queria me matar porque "dava trabalho", mas de fato acalmava horrores! E nos primeiros meses elas ficavam até uma semana sem fazer cocô, quando vinha era aquela coisa, tinha que dar banho e a bacia pequena funcionou muito de madrugada. Mas, quando a bacia ficou pequena ficamos com a banheira de plástico super barata mesmo.

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Banho na Mamá com a toalha avental e a banheira baratinha

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A vez da Bella, eu adorava colocar as duas sentadinhas antes de tirar para enxugar

Como nos primeiros meses o esquema era esse de tomar banho, mamar e dormir. O processo diário era tenso, mas funcionava. Eu dava banho em uma, levava ela para alguém colocar a roupa, trocava a água e pegava a segunda, depois, enquanto alguém colocava a roupa, eu amamentava a primeira. Ou seja, eu dava o banho sempre. Mesmo quando eu tinha babá, fazia isso. Eu gostava de dar banho. Mas ficava exausta, especialmente, na amamentação e aí comecei a delegar um pouco (mas, bem pouco porque continuava controladora freak. Rá!). Já cansaram, gente? Que trabalheira, né? Até eu cansei de relembrar. Socorro.

Depois, quando elas estava com uns três/quatro meses ainda estava com a babá e comecei a dar banho nas duas juntas para facilitar e não ter que trocar água. Então cada uma pegava uma, colocava uma de um lado da banheira dava banho, colocava a toalha avental, tirava e trocava. A louca que eu sou revezava em quem eu dava banho, uma dia na Maria e no outro na Isabella pra ficar justo, né? De noite, o Marco comecou a fazer isso comigo, mas depois a gente descobriu o banho no chuveiro e foi a glória!

IMG_8988 Banho nas duas juntas com cinco meses, o Marco teve que se virar para segurar as duas e eu tirar a foto. Essa é a banheira dobrável em uma das poucas vezes que eu usei.

Eu sempre achei esse negócio de tomar banho com o bebê no chuveiro meio hippie, mas depois que a gente tentou não quis mais outra coisa. É bom demais, a gente fica em contato com o bebê, é um ato de carinho e amor delicioso e também um tempo único para ficar junto do seu filho/a. É claro que quando eles são mais novinhos é preciso alguns cuidados para não deixar cair muito a água no rosto e tal, mas rapidinho Maria e Isabella já estava com a cabeça debaixo do chuveiro e amamando. Neste caso, o esquema era o seguinte. A gente revezava os dias. Exemplo: o Marco ia lá e tomava o banho dele primeiro, depois eu levava uma bebê, e ele dava o banho. Quando ele terminava, gritava "pronto". E eu já ia com a próxima bebê peladinha, passava pro colo dele e ele segurava as duas, então eu pegava quem já tivesse de banho tomado, colocava a fralda e a roupa e depois já ia pegar a próxima e pronto! Acho que para o pai esse contato, aconchego do banho, também é muito importante, por isso a gente revezava. Era sempre uma disputa por quem ia para debaixo do chuveiro!

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Cadê, Maria?

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Momento com mamãe antes de entrar no chuveiro com papai e banheira já aposentada

Quando elas sentaram, foi ótimo porque facilitou muito! Mas, ficar em cima da bancada ficou mais perigoso. Então, passei a colocar a banheira dentro do box e ligar o chuveiro já que elas estava acostumadas com a água caindo na cabeça. Eu entrava dentro do box de roupa e tudo e passava o sabonete nas duas e depois a babá só me ajudava a enxugar e colocar a roupa. Quando eu fiquei sem babá, fazia o mesmo processo sozinha, na primeira semana sofri com o cansaço, mas depois me acostumei. Quando a faxineira estava em casa, chamava ela para olhar uma das duas enquanto eu pegava uma e ia colocar a fralda e etc. Deixava no berço e ia pegar a outra para continuar o processo.

Quando eu estava sozinha esvaziava a banheira, tirava uma rápido e depois saía correndo para pegar a outra ou pegava as duas no colo ao mesmo tempo e colocava no berço . De vez em quando acontecia alguns acidentes com xixi, mas faz parte. Maior trabalho, né? Ufa. Porém, mãe tem que se virar, ser mãe dá trabalho e pronto, vira a página. Meu lema forever and ever.

IMG_0318 Banho sentadas. ô, delícia! Comprei uma outra banheira baratinha maior para caber as duas sentadas


IMG_0332 Interagindo sempre

Aí elas começaram a levantar e querer escalar a banheira e o processo mudou de novo. Comprei dois tapetes infantis na Tok&Stok e comecei a dar banho no box logo. E facilitou muitooooo. Só que elas também não queriam mais ficar no nosso colo no banho à noite, queriam ir pro chão! Então, agora elas são crianças que tomam banho de chuveiro duas vezes por dia. Rá! No banho nortuno, de vez em quando, a gente entra com elas e toma banho junto que também é bom e dá pra matar a saudade.

Sem título Esquema do banho atual: tapete, chuveiro e muitos brinquedos. Em alguns dias elas choram quando a gente pega a toalha porque não querem sair. Pode?

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Elas no banho e eu dentro para passar o sabonete, é óbvio, de vez em quando me molho toda e tudo bem.

O fato é que elas adoram tomar banho, fazem uma farra sem fim com os brinquedos, eu canto música, incentivo as duas a baterem na água e é uma festa só. Continuo com os dois banhos por dia porque é bom demais. Um depois do almoço e pré-soneca da tarde e outro depois do jantar, aí elas brincam mais um pouco com a gente e vão logo dormir. Ah, delícia!

Não deixem de participar do Sorteio do Kit da Loja da Família Moderna, gente! Vai até domingo a inscrição e anúncio dos vencedores na segunda-feira! Detalhes no post aí embaixo!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Maria e Isabella - 1 ano e dois meses

Eu acabei de perceber que não fiz o post sobre os 12 meses das meninas e, confesso, que fiquei aliviada quando acabou essa coisa de ter que fazer posts e updates todos os meses. Ufa! Mas ao mesmo tempo, quando releio os posts lembro de tudo o que passamos e aí dá vontade de ter escrito mais para não esquecer. Porque sim, a gente esquece um pouco das coisas que ficaram para atrás. Pois bem, agora preciso então escrever sobre o que tem acontecido nos últimos meses desde que Maria e Isabella completaram 1 ano de vida e, nossa, como aconteceu coisa! Aliás, parece que elas deram uma acelerada e não devem parar "ever". Acho que agora é muito mais dífícil sim (por que a gente reclama da época de bebê? Ô, tempo bom que não volta nunca mais, gente!), porque é chegada, de fato, a hora de educar, de impôr limites, de guiar aquele pequeno ser para o caminho do bem. É claro que parece que ficou mais fácil cuidar de duas ao mesmo tempo, porém é mil vezes mais desafiador. Mas vamos lá:

IMG_3974 Delícia de fase

IMG_3970 Maria e Bella

Com 14 meses de vida completados, eu olho pras minhas meninas e vejo duas personalidades completamente diferentes, pra começar. Maria é a mais aventureira, independente e adora uma farra. Isabella é mais sociável, mais meiga e adora um chamego. Eu fico impressionada o quanto elas me entendem, o quanto o desenvolvimento transparece. Aprenderam a subir na poltrona num dia e 48 horas depois já sabiam subir e descer com a maior facilidade. Sem tombos graves (cada uma caiu uma só vez), sem traumas (só o meu, claro, que fiquei apavorada no início achando que elas iriam cair), muita paciência de ficar ali do lado delas e explicar qual era o melhor jeito de descer, no lugar de pegar no colo e tirar.

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Feliz

Elas já tentam falar alguma coisa e eu incentivo conversando muito com elas e repetindo tudo. Incentivo as duas a escolherem a própria roupa (ainda que no fim a decisão seja minha), mas o engraçado é que elas quase sempre escolhem as roupas que são delas mesmo e que estão acostumadas a usar. Me ajudam a guardar os brinquedos nem que seja por 30 segundos e adoram sentar no nosso colo para ler historinhas antes de dormir.

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Me pega!

Com mais de um ano elas estão prontas para gastar energia e querem brincar, querem algo novo todos os dias, ainda que adorem o antigo também, e eu tenho não só manter a rotina como inventar coisas novas para a gente fazer todo dia. Faz sentido? Mas acho que sempre tentei fazer isso, já que ficava em casa com elas, tentava sempre fazer alguma coisa diferente, nem que fosse "enfeitar" as duas para ficar em casa, isso desde os dois meses.

IMG_3976 Minha invenção outro dia: edredon no chão para deitar e rolar

IMG_3989 Duas pequenas meninas grandes

Agora nem tudo são flores e não pense você que ninguém dá trabalho, chora, esperneia e que às vezes eu quero sair correndo pela porta. Porque com 1 ano também é a hora que os bebês dizem "eu sou um ser que tem vontades e não quero fazer tudo o que você quer que eu faça, ok?". Mais do que natural. Porém rolam as birras, as manhas, os tantrums (como dizem os americanos), mas eu prefiro chamar de "mini crise". Acho que isso começou por aqui quando elas tinham uns 10 meses. E eu tenho tentando contornar desde então com muita paciência e dose extra de amor ainda que a vontade seja de arrancar os cabelos.

Continuo na minha filosofia de insistência, então, se alguém não quer sentar no carrinho e faz escândalo, respiro fundo e coloco do mesmo jeito. Dou um brinquedinho pra distrair, dou tempo e volto a insistir e dá certo. Distrair, aliás, é um verbo muito usado nessa fase, vale um post dele mesmo no futuro. E quando começa muito choro é porque elas estão ou com sono ou com fome. Então, tento compreeder as crises e me colocar no lugar delas também, sem perder as estribeiras. A Luíza, do Potencial Gestante, fez um post lindo sobre isso esses dias, cliquem aqui pra ver. Super entendo agora os outros pais quando as crianças tem uma crise de choro em local público, só não entendo os pais que resolvem ignorar o fato ou se descontrolam na raiva.

IMG_3998 Briga por causa de um brinquedo tem todo dia. Quanto menos a gente se mete, melhor, elas se entendem e não rola tanto choro

IMG_3995 Psicodélicas

O engraçado é que a Maria tinha mais mini crises até o mês passado. Este mês Isabella está vencendo no quadro de medalhas e vou dizer uma coisa: ela é muito mais dramática que a irmã. E eu achando que a Maria é que ia me dar trabalho, ah, como as coisas mudam com crianças, essas fases, essas fases. Parece que elas mudam de personalidade de tempo em tempo também, uma com a outra eu digo. Isso desde que nasceram. Da noite pro dia Maria ficou super calma e obediente e agora é a vez da Bella se rebelar. Mas ainda sim, acho as duas bem calminhas, sei que tudo isso faz parte do crescimento e que venham as nossas outras aventuras.

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Bella preguiça

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Pessoal, hoje é o último dia de inscrição na Troca Moderna de Livros, a chance da gente presentear outras crianças com livros infantis e conhecer outras pessoas neste solitário mundo da maternidade.

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Para se inscrever, deixe seu email em um comentário neste post. Lá também tem todos os detalhes. Quem já se inscreveu prepare-se para receber uma mensagem amanhã! Obrigada a todos pela participação!

Gostaram dos bodies que as meninas estão usando? Tem lá na Loja da Família Moderna em uma versão para bebês no tamanho de 3 a 6 meses! Corram que fiz poucas peças!


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