
Eu e Thiago algum momento dos anos 80
A gente cresceu junto e quando foi chegando a adolescência as brigas foram diminuindo e cresceram as conversas madrugada adentro, os desabafos, o gosto por seriados americanos, a descoberta de bandas, os passeios de carro, os segredos e uma cumplicidade infinita. Quando ele tinha 18 anos e eu 20, fomos morar juntos em Salvador para poder fazer faculdade lá. E foi uma verdadeira aventura! A gente brigou, se divertiu e aprendeu a ser adulto. Enfim, crescemos juntos, como acho que deve ser com irmãos. Se eu pensar bem, ele sempre esteve lá, ainda que tenha vindo depois. E aí está a beleza de ter um irmão, é um amigo infinito, ele sabe como você é, conhece tudo o que você passou e dividiu a vida com você.
É claro que nem todos irmãos são tão amigos assim, por isso acho que a minha mãe teve grande influência nessa relação, a gente também foi "obrigado" a fazer companhia um para outro porque passamos a infância e a adolescência mudando de cidade, mas meus pais sempre incentivaram programas de família, saída juntos e etc. Acho que isso também foi muito importante.
2007 - em trânsito

1996 - em Olinda
Quando eu e o Marco resolvemos ter filhos, pensamos em ter um depois do outro porque a gente queria que eles fossem próximos e aproveitassem mais a companhia um do outro. E o que aconteceu? Vieram duas de uma vez! Hoje, quando eu vejo a Mamá e a Bella juntas, brincando, se descobrindo, parece surreal. Elas sempre serão amigas e vão passar por tudo juntas, talvez muito mais do que eu e o Thiago passamos. E fico muito feliz por isso. Entendo quem quer ter apenas um filho ou quem não quer ter nenhum, acho que para ter filho tem que querer muuuuito mesmo, se não é melhor não ter. Mas, não tem nada melhor nesse mundo do que ter uma companhia na infância e nos momentos mais alegres e difíceis da vida. Me sinto privilegiada por se amiga do meu irmão e agradeço minha mãe por ter incentivado esse laço. E espero que as meninas tenham o mesmo que eu.

2000 - nos EUA
Agora, eu tenho minha família e ele a dele, somos adultos, nada mais de conversa de madrugada, de assistir TV com comentários ácidos, nem descobrir músicas indies por aí. Mas o companheirismo continua intacto. Eu posso contar com ele e ele comigo. E que o amor incondicional perdure com Maria e Isabella, e qualquer outro filho que vier (sim, ainda quero mais!)

2008 - viagem em dupla para Buenos Aires
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