segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Reforma com criança! Oi?

Sabe aquela lista de coisas você quer para sua vida? Eu fiz quando tinha uns 23 anos. Sério. Eu escrevi que eu queria um marido roqueiro guitarrista e olha ele aí, casar e ter filhos antes dos 30, escrever um livro e cá estamos. Mais tinha um outro item da lista, totalmente possível, que eu ainda não tinha conseguido: ter uma casa com piso de madeira. Quando a gente mudou para o nosso apartamento, que é do meu sogro e da minha sogra, fizemos uma boa reforma, mas por falta de dinheiro deixamos o piso de lado. Ficou o piso de cerâmica gelado, branco e terrível. Depois quando eu estava grávida pensei em fazer, mas ia gastar tanto com o enxoval que deixei de lado mais uma vez. Agora, com as meninas a ponto de engatinhar, resolvi mudar logo. Fazer reforma com duas bebês de 7 meses? Sim! É com a gente mesmo. E sim, o caos chegou.

Resolvemos colocar piso flutuante de madeira nos quartos e na sala. A preparação até que foi fácil. Pegamos uma dúzia de caixas no supermercado e em uma noite, com a ajuda do meu pai e da minha mãe, depois que as meninas já tinham ido dormir, começamos a empacotar os livros das prateleiras e as louças que estavam expostas. Os móveis têm que ficar livres para serem arrastados na hora da instalação. Não poderíamos ficar em casa por causa da poeira, então o que fazer? Fui para a casa da minha mãe! Foi uma verdadeira mudança! Para o casal: uma mala. Para as meninas: uma mala, duas bolsas, uma caixa de brinquedos, um tapete para brincar, uma brinquedo fun gym, uma sacola de mamadeiras e afins, um carrinho, dois berços desmontáveis e uma banheira. Afe!

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Depois foi aquela coisa: Maria ficou resfriada, nariz escorrendo e com febre. Dois dias depois, foi a vez da Isabella. Uma dia depois, fui eu! A reforma iria durar dois dias, mas durou quatro. A rotina mudou um pouco, elas tiveram pequenas crises durante a noite porque o nariz estava entupido e elas não conseguiam dormir direito. Mas mesmo assim conseguimos comemorar os 7 meses e o primeiro dia dos pais do Marco. Maria dançou com a minha mãe e Bebella tá quase engatinhando.

Ah, sim! Também acho que estão surgindo os primeiros dentes! E dessa vez o pediatra confirmou minha teoria. Maria ficou numa manha uns dois dias, chorando à toa, sem querer comer direito a papinha. Hoje foi a vez da Bella. Será, será, será? Ou estou ficando com duas garotas manhosas? Espero que não, venha logo dente!

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Sem títuloSem título Ainda estou gripada, cansada e etc, mas amanhã vamos para casa curtir um piso lindo e maravilhoso. Próximo item da lista que precisa ser realizado: conhecer Paris! Aguardem!

Quem quiser ver mais as pequenas aventuras da Família Moderna estou todo dia no vício do Instagram: @tatisabadini! Me sigam lá!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Faça Você Mesmo - Mural de inspiração

Pessoa mãe e dona de casa "fica inventando moda", como diria minha avó. Estava precisando urgente de um "mural de anotações/ quadro de recados/ lugar de ver coisas bonitas para inspirar criação" e fui comprar um de cortiça, mas estava caro demais para o meu bolso de pessoa desempregada. Então, tive uma ideia em um desses passeios pela quadra com as meninas. Fui tentar fazer um sozinha e deu certo! Fiquei tão empolgada que resolvi postar aqui o meu primeiro (de muitos, sim, senhora!) projeto "faça você mesmo", ou como diria os americanos, DIY - Do it yourself.

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IMG_0128 Para fazer um mural lindo e maravilhoso você vai precisar:

- 01 folha de isopor grossa
- 01 metro de tecido bonito
- cola de isopor
- tachinhas
- tesoura

E solamente esto! Fácil demais! Eu tinha um tecido florido lá em casa, só passei na papelaria da minha quadra para comprar o isopor, a cola e as tachinhas. Depois, mão na massa!

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A ideia é, basicamente, cobrir o isopor com um tecido. Eu comecei passando tecido para não deixar nenhum amassado ou dobra aparente. Depois, coloquei o isopor em cima do pano e deixe um espaço de quatro dedos de cada lado do retângulo antes de cortar o tecido.

IMG_9513 Você não precisa cobrir todo o isopor, o acabamento da parte de trás pode ter apenas dois dedos de tecido.

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Use as tachinhas para "prender" o tecido no verso do isopor. Passe a cola aos poucos e vá retirando as tachinhas.

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Nas pontas, corte o excesso de tecido para fazer o acabamento.
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Depois de colar tudo, está pronto! Para colocar na parede basta, literalmente, enfiar o isopor em dois pregos. E é só decorar com fotos, recados, recortes, o que você quiser.

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Ainda preciso arrumar meu espaço de trabalho, mas inspiração não falta!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Loja da Família Moderna

Quando a gente entra firme e forte no mundo dos bebês descobre milhões de possibilidades, e não só de caminhos, aventuras, técnicas ou coisas do tipo, mas de objetos, coisinhas e fofurices prontas para ser consumidas e adquiridas. Antes e depois da chegada das meninas eu comecei a explorar produtos que eu não conhecia, coloquei em prática todas as lições do temido enxoval e, por incrível que pareça, passei a querer produzir. Ao lado da minha super mãe crafteira, conseguimos bolar alguns produtos descolados e que ajudam bastante no dia a dia da vida dos jovens pais. E, por que não, dividir com todo mundo? Portanto, minha gente, eis o meu projeto enquanto mãe empreendedora: a Loja da Família Moderna!

www.familiamoderna.tanlup.com/

Por enquanto, coloquei alguns produtos de uma série de invenções da nossa cabeça maluca. Primeiro,um dos itens mais usados aqui em casa ultimamente: o babador. Selecionamos tecidos diferentes e importados, além de preferir os modelos de alça, não por acaso, tenho duas bebês aqui que adoram puxar e até comer os babadores, e os de velcro simplesmente não param com as meninas.

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Também fizemos panos de boca moderninhos para ajudar na limpeza de qualquer bagunça dos pequenos. Confesso que tinha vários panos de boca, mas não usei muito no começo, mas agora com a questão da papinha ajuda muito!

E também fiz umas presilhas de passarinho com feltro para as meninas porque não tinha achado nada parecido por aí. Quem me conhece sabe que eu amo compulsivamente passarinhos!

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É claro que todos os produtos passaram pelo teste de qualidade Maria e Isabella. Tudo feito com carinho e de forma artesanal. Espero que vocês gostem! Ah, e não deixem de fazer sugestões. E para quem quiser dar de presente, todos os produtos têm uma embalagem especial!

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Mais uma coisa: hoje eu estou lá no blog Gente Míuda, da Bruna, mãe de dois meninos idênticos, que também já deixou um depoimento por aqui. Fiz um relato sobre os primeiros três meses da maternidade e o nosso primeiro susto como pais, quando Isabella engasgou e ficou sem respirar. Um trauma já superado que eu não tinha contado por aqui. Quem puder passa lá, é só clicar aqui

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Uma mãe moderna e feliz

Eu estou vivendo um momento muito feliz na vida. De verdade. E preciso confessar isso, mesmo que eu tenha um baita medo de admitir e a sorte ir embora. A cada dia que passa eu vejo que a calma está mais presente no meu coração e tudo é culpa, não só da Maria e da Bella, mas da transformação que eu passei para chegar até aqui. E acredito que muito seja fruto de tudo que eu aprendi nos últimos seis meses e das escolhas que eu fiz. Não sei direito quanto tempo isso vai durar, mas estou tentando aproveitar muito.

IMG_9338 (800x533) Eu e Bella

Para começar, tomei a decisão de ficar em casa e ser mãe. Acho que foi uma das melhores escolhas que eu fiz na vida. O grande dilema das mães modernas é conseguir viver constantemente entre trabalho e maternidade. E eu imagino o quanto deve ser difícil voltar para o emprego e entrar na rotina normal com tanta mudança que acontece na vida da gente. Depois que acabou a minha liçenca-maternidade de apenas quatro meses, vi que não tinha condições de deixar as meninas e sair para viver o mundo de verdade. Foi uma decisão pensanda desde a gravidez e a gente se programou para isso. Guardei dinheiro para tentar me manter pelo menos no primeiro ano de vida delas e cortei alguns gastos. Também fiz as contas e vimos que não era financeiramente viável, deixá-las na creche ou contratar duas babás. Eu, literalmente, iria trabalhar para pagar outras pessoas para cuidarem das minhas filhas. Sem contar com o fator emocional de ficar longe e não poder acompanhar de perto esses momentos tão importantes na vida delas. Foi difícil, me deu um frio na barriga, mas virei mãe e dona de casa.

Antes mesmo de engravidar, eu já estava inquieta com o rumo da minha vida e as minhas escolhas. Amava meu trabalho, gostava de escrever, conhecer outros assuntos, mas vivia estressada, em crise, tensa com cada notícia, chegava em casa tarde, enfim... A vida moderna nossa de cada dia. Quando engravidei fui obrigada a repensar tudo. Como iria conciliar a maternidade com o meu trabalho? O que será que eu poderia fazer para poder trabalhar em casa, ter a minha satisfação profissional e ainda sim ficar perto das meninas? Fórmula mágica, cadê você? Bem, eu ainda estou tentando descobrir, minha gente. Pensei em vários projetos, já fiz cupcakes uma vez e pensei em voltar a trabalhar com isso, mas, por enquanto, vou tentar outra coisa, que já já vou revelar aqui. Também estou tentando fazer alguns frilas de casa, agora que as meninas estão maiores.

O fato é que eu, finalmente, estou aproveitando ser mãe. Cuidar das meninas está cada vez mais fácil e todo aquele estresse do começo e aquela coisa "o que será que elas têm e o que eu faço agora, meu Deus?" passou. É claro, que ainda tenho dias de mau humor e momentos de ansiedade, mas nada demais. Sim, tudo o que eu faço gira em torno delas, se eu resolver ir ali na esquina tenho que pensar nas duas e não tenho mais liberdade de ir e vir, mas até isso não me incomoda mais. Não sei como vai ficar minha vida profissional, nem como vou estar daqui um ano, mas, sinceramente, não estou preocupada. Vivo um dia de cada vez e estou tentando implementar um projeto aos poucos, sem a pressa ou o estresse normal nosso da vida moderna.

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Maria!!!

Acordo todos os dias pronta para a nossa rotina de sempre. Peito, mamadeira, suquinho, soninho, passeio, papinha, banho, soninho e assim vai. Acho que eu só percebi o quanto estava estressada com a minha vida de antes agora. Eu vejo o povo doido reclamando na fila de supermercado, brigando com o vendedor da padaria, as pessoas sempre com pressa e eu lá tranquila, e até me acho estranha. Agora, adoro passear com as duas pela nossa quadra e dizer "bom dia" para os velhinhos, encontrar com os vizinhos no corredor e bater papo. Caminhar pelo bairro e descobrir um banco novo, uma lojinha nova, comprar verduras na banquinha do verdureiro, brincar, descobrir coisas novas e ainda ter um tempo para mim. É, a vida é boa. Sempre que fico muito feliz tenho medo de tudo dar errado, confesso, mas desta vez, vou tentar aproveitar. Porque la vita è Bella e Maria.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Mompetion

Como uma boa mãe moderna, a internet é uma grande aliada da minha vida "muito louca tentando acertar o passo das coisas". Eu encontrei nesse mundo virtual muitas inspirações, descartei muitas dúvidas, fiz amigos, resolvi problemas e achei novas soluções. Mas, ultimamente, eu tenho sentindo que a rede mundial de computadores também tem um lado negro da força. Deixa eu desabafar, minha gente: às vezes, os blogs fazem a gente se sentir mal. Não basta a gente se bater todo dia achando que é uma péssima mãe, que só faz as coisas erradas, a internet também pode fazer isso por você.
Na semana passada, eu me peguei me sentindo assim.

Você amamentou seu filho lindamente e exclusivamente até os seis meses e tem pavor de mamadeira? Parabéns, eu não consegui. Você usa sling e acha que essa é a solução para todos os seus problemas? Maravilha, eu tenho duas bebês e elas não cabem em uma canga com argola. Você listou todos os contras contra um pouco de açúcar para uma criança com menos de dois anos? Ops, deveria ter lido isso antes de dar um biscoito maisena pras meninas. Você teve um parto normal maravilhoso dos seus sonhos? Eu e outras milhões de brasileiras não. Tá certo, minha gente, não me entendam mal. A recalcada sou eu. Cada um tem o direito de escrever sobre o que quer e como quer, e acho super válido incentivar coisas boas e positivas. Mas, às vezes, a gente esquece que tem alguém do outro lado lendo tudo aquilo. 

E quem não conseguiu amamentar o filho? Acontece. É menos mãe por isso? Não. Mas parece que a gente só vê todo mundo "tem que amamentar, tem que amamentar, porque é o mais puro ato de amor, blá, blá, blá". Mas, e todo o sacrifício e tranformação que você tá passando a favor do filho, tá lá não? Eu dou o peito para as meninas até hoje e, não sei por quê, às vezes, me sinto mal por não ter tentando mais um pouco a coisa do exclusivo e não ter dispensado a mamadeira. A pressão é dos outros, do mundo, dos parentes, nossa e agora até da internet?

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Tudo isso me fez pensar sobre o blog e o que eu escrevo aqui. E me deu um desânimozinho. Será que eu faço outras mães se sentirem mal? Talvez sim. E é exatamente por isso, que quer queria esclarecer: estou aqui, como você, ainda tentando não me afogar nesse mar que é a maternidade. Eu faço o que eu posso para dar o melhor começo de vida que Maria e Isabella poderiam ter. Erro muito? Pra caramba! As coisas são do jeito que eu queria que fossem? Raramente. Mas estou aqui tentando como louca! Ser mãe é ser insistente, como eu disse aqui, claro, mas também é saber parar e dizer, o que vale a pena pra mim e para as minhas filhas? Escolham suas batalhas. É a amamentação? É o sling? É a chupeta? É a alimentação perfeita? Então, se joga!

Eu sinto que muita gente vive em constante competição com outras mães, a famosa "mompetion". É aquele história: "por que o fulaninho faz isso e isso e isso", "ah, mas o meu não faz isso, faz é o aquilo outro, que é ainda melhor". E se o seu não faz nada? Não entre na paranoia dos outros, se tá rolando isso com alguém, não vale a pena nem continuar com o papo. Quando eu converso com outras mães, o que é não acontece com tanta frequência assim ultimamente, porque tenho poucas amigas mães, sempre tento aprender alguma coisa, pegar dicas, desabafar, do que ficar na constante comparação e competição. Acho que como eu já tenho duas filhas para ficar comparando (o que é super errado, tá aí a prova de que eu não sou guia para ninguém), não entro na onda da mompetition.

A verdade é que não existe a mãe perfeita, afinal, qual a graça de acertar tudo sempre? Eu não viveria minhas pequenas aventuras com as meninas, nem iria descobrir a maternidade do jeito que acontece agora. Não sei se existe fórmula certa, acho que existem caminhos e cada um escolhe o que quer seguir, o que eu espero é saber quando eu estou fazendo a coisa errada, não quero ficar cega para receber uma outra opinião ou ver uma nova solução. Eu ainda estou meio de mal com a internet e também um pouco com essa função de blogueira. Eu consigo muito ajuda com outros blogs e sempre achei que poderia fazer o mesmo pelos outros por aqui. O blog também fez com que eu conhecesse outras histórias e muita gente legal, acho que por isso vale a pena continuar. Acho que é isso, minha gente, só um desabafinho. Voltaremos.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Maria e Isabella - 6 meses

Na terça-feira, Maria e Isabella completaram 6 meses de vida! Eu chorei de emoção umas três vezes durante o dia toda vez que eu olhava para as duas e lembrava por tudo o que a gente passou para chegar aqui. O melhor foi pensar em tudo o que ainda está por vir! O futuro é todo nosso. Portanto, é preciso aproveitar o hoje e curtir muito minhas bebês que já já elas vão fazer um ano e vão virar crianças.

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É muito louco ver uma pessoa crescer e se desenvolver, cada dia uma conquista, uma nova descoberta. Imagina, então, duas! Com seis meses, Maria e Isabella acontecem! - Elas adoram ficar de bruços e explorar o ambiente com os olhos e com as mãos. Ah, sim, e nada é legal se elas não puderem colocar na boca. Fase oral forever. - Já ensaiam o engatinhar. Adoram ficar de bruços e se mexem muito. Parece até que querem voar. Também colocam a bundinha pra cima, no que parece ser uma tentativa de levantar e se movimentar. Ah, crescer é difícil. Dá um trabalho. - Não querem mais ficar tão deitadas. Elas ficam sentadinhas com o nosso apoio. Mas conseguem a independência na hora de sentar por uns 10 segundos até cair para o lado. De novo, crescer é difícil. - A alimentação vai bem e elas agora comem com vontade as papinhas, nada mais de cara feia! E sim, ainda mamam no peito! Quem diria que eu iria chegar até aqui amamentando. Mas, não largam a mamadeira, é claro. - Depois das incostâncias e de trocar a noite pelo dia, elas dormen super bem durante a noite. Viva! Às vezes, acordam de madrugada e a gente vai lá faz um carinho, bota a chupeta e elas voltam a dormir. Devo dizer, minha gente, ter bebê que dorme a noite toda é vida.


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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Invenções da família moderna

Bem, já estabelecemos que criança tem que ter uma certa rotina (vide os próximos posts abaixo), mas devo confessar que eu odeio rotina. Então, como faz? Não gosto de fazer tudo igual, dia após dia, aliás, pouca gente gosta, né? Quando se é mãe full-time e dona de casa é muito fácil cair no abismo da mesmice, desânimo, depressão e etc do "todo dia ela faz tudo sempre igual...", como diria Chico Buarque. Então, é preciso um pouco de criatividade e um pingo de disposição para sair da inêrcia. Eu estou sempre tentando fazer uma coisa diferente com as meninas, sair um pouco, passar por um caminho diferente nos passeios matinais. E quando não dá para sair, invento alguma coisa. Coloco em uma posição diferente, brinco no chão, faço sessão de fotos, enfim. Mesmo com duas crianças é possível cair na monotonia da rotina. Aí vai algumas das nossas invenções ultimamente:

Sentadas no balde

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Minha mãe fazia isso comigo, me colocava sentanda no balde protegida por almofadas. Eu brincava com as bonecas e as panelas enquanto ela cozinhava. Tentamos colocar as duas na banheira desse jeito, mas não deu muito certo porque elas ficavam se batendo, mas valeu a farra. É claro que não recomendamos deixar o bebê sozinho nessas experiências.

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Farra no chão

O tapete já virou item essencial aqui de casa. Estamos com elas lá o tempo inteiro. Elas brincam e dormem no tapete. Uma beleza!

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Meninas tecnológicas

Baixei alguns aplicativos para bebês no iPad para testar, mas elas não ficaram tão interessadas não.

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Apertamento de irmã

Acontece muito por aqui. Estou sempre incentivando o contato das duas e devo dizer que é uma delícia! Mas a gente tem que controlar, porque, de vez em quando, rola um bate cabeça ou um aperto mais bem dado.

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Olha a cara da Maria de que sabe que está fazendo a coisa errada

terça-feira, 3 de julho de 2012

Comer, comer é o melhor para poder crescer

Há séculos tenho pensado em escrever sobre a nova alimentação das meninas e sempre deixo de lado, mas agora vai! O fato é que Maria e Isabella estão descobrindo o mundo dos alimentos e, devo dizer, que é super divertido e trabalhoso, ao mesmo tempo, como qualquer coisa com criança, aparentemente. Eu confesso que fiquei meio travada para começar a introduzir as papinhas e suco na vida das meninas, como sempre uma mãe e seus complexos atrapalham o desenrolar das coisas, mas agora o negócio deslanchou e não tem mais volta! As bebês estão crescendo!

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Isabella comendo o primeiro biscoito de maisena ever! É óbvio que adorou

Começamos com o eventual suco e a papinha de frutas quando elas tinham quatro meses. O pediatra cortou as frutas ácidas por causa do refluxo, para desespero das avós de plantão que queria dar laranja lima pras netas. O primeiríssimo alimento das meninas foi um suco de pêra. Elas tomaram bem, mas no meio do caminho a gente teve que desenroscar a mamadeira e dar tudo de colher porque o líquido não passava bem no bico. Depois, foi a vez da papinha de banana que elas amaram! É claro que rolou aquela cara feia básica nas primeiras colheradas, mas depois deslanchou. Aí fui ficando nas papinhas de mamão, banana e maçã (que tive que colocar no microondas porque elas não gostaram muito da pura). E nos sucos de melão, pêra, maça e cenoura, tudo sem misturar. Mas dava um dia sim, o outro não, dava quando tinha tempo, nada muito certo. Não levei a sério a coisa não e acho que isso foi um erro. Plus: eu coloquei na minha cabeça que com a nova alimentação elas estavam ficando com gases. Aí já viu, né? Mãe quando fica obsessiva e pega uma verdade pra si, já era. Mas, calma, minha gente, tô me recuperando e tentando fugir disso ao máximo. Flexibilidade e leveza é tudo na vida.

Com cinco meses, elas estavam liberadas para as papinhas salgadas. Fiquei empolgadíssima! Fiz a primeira papinha, mas elas não gostaram muito. Comiam umas cinco colheres e já se irritavam. Continuei tentando, sem obssessão compulsiva, e a cada dia elas comiam mais um pouquinho. Ah, também cortei o sal e elas começaram a comer bem. Mas, por outro lado, esqueci completamente das frutas. E nos primeiros dias dei a papinha sem coar (louca! me senti péssima depois que li as instruções do pediatra e estava lá: refogar, cozinhar e coar)., por isso também acho que elas não gostaram e aí deu mais gases ainda, é claro. Pra piorar, comecei a achar que elas não estavam dormindo bem durante a noite (o dilema de ficar acordada entre 21h e 2h) por causa dessa nova adaptação. E aí me desorganizei toda, uma dia dava comida, outro não, um dia dava suco, no outro só a papinha. Achei essa coisa de alimentação também mais difícil que o peito ou dar mamadeira.

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Maria não ficou de fora! Comeu o biscoito todo.
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Enfim, demorou uns 15 dias para cair a ficha e sair da zona de conforto. Depois conversei com uma amiga minha que também está passando pelo mesmo processo (oi, Liginha!) e ela me deu outra visão da coisa. Ela estava conseguindo fazer o processo certinho. Suco de manhã, papinha salgada e fruta no fim da tarde. Então, vi que eu também conseguia. Comecei a fazer a rotina aqui em casa e parei de ficar empurrando mamadeira e peito nas meninas, e entendi que elas estão crescendo. Compramos até o cadeirão de alimentação!

Agora elas acordam umas 7h, 8h, mamam no peito, tomam mamadeira, e um pouco depois dormem de novo. Para introduzir a nova rotina, pasmem, tive que começar a acordá-las da soneca. Sim, dizem que nunca se deve acordar um bebê, mas eu acordei dois. E elas não ficaram enjoadas! Umas 10h saímos para passear e tomar um suco lá embaixo. Depois elas comem a papinha, tomam banho e ainda traçam uma mamadeira. Dormem mais um pouco, acordam e brincam. Lá pelas 16h eu estou tentando dar uma fruta ou uma vitamina. Depois mais soneca, peito, banho, mamadeira e dormir. Com isso, elas pararam de dormir às 2h. Mas se o dia for muito calmo, elas ficam agitadas à noite. Então, por enquanto a hora de dormir tem sido imprevisível. Vamos ver conforme a rotina começar a fluir. É isso, minha gente. Resolvi tudo isso aqui, porque às vezes, é disso que a gnete precisa, uma luz, a experiência do outro, para dar uma sacudida no nosso caminho. E vamos em frente!

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

A maternidade e o poder da insistência

Desde que o mundo chegou, sorriu pra mim e falou "hey, você é mãe", eu desenvolvi uma teoria, um tanto polêmica, mas que eu tenho conseguido colocar em prática. Ser mãe é desenvolver o poder da insistência. Acho que a gente consegue tudo na criação de um filho com um pouco de paciência, muito trabalho (olha ele aí outra vez) e persistência. Aqui em casa (pelo menos por enquanto) não tem aquela coisa de "não pega de jeito nenhum" ou "elas não se adaptaram". Com esses poucos meses de experiência na maternidade, eu comecei a perceber uma coisa, e sei que tem muita gente que vai dizer o contrário, mas mãe consegue tudo.

Eu acho que eu sou um pouco "old school"como mãe. Desde que me entendo por gente, eu queria criar minhas filhas sem muita frescura e sempre confiei mais no jeito tradicional de educar. E eu descobri que com um pouco de confiança na sua própria técnica e o dom da persistência a gente consegue ir em frente. Primeiro, existe rotina sim. É claro que não é aquela coisa rígida, "de 9h30 da manhã dá papinha, 10h30 dorme, 11h30 acorda e mama". E cada semana os bebês trazem uma novidade no cardápio. Mas existe um padrão de coisas. Um passeio, um banho de manhã e outro à noite, uma mamadeira antes de dormir e etc. Mas isso também não quer dizer que você possa mudar ou se adaptar. Porém, fazer rotina dá um trabalho danado e tem que se organizar, mesmo se desorganizando.

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Eu, Maria e Isabella no nosso passeio matinal, que está começando a fazer parte da nossa rotina.

 Eu consegui colocar a minha teoria do poder da insistência em prática com a chupeta. A primeira vez que a gente experimentou a chupeta nas meninas, foi quando elas tinham 1 mês. Lembro que minha mãe colocou a chupeta na boca da Maria e eu comecei a chorar desesperadamente. Na minha cabeça eu estava enganando minhas filhas e se elas estavam sugando alguma coisa que não fosse meu peito é porque estavam com fome. Mas aí elas começaram a querer chupar o dedo. O Marco chupou o dedo durante muito tempo e eu tinha medo delas puxarem o pai nesse aspecto. Depois, eu tentei a chupeta algumas vezes, mas elas sempre colocavam pra fora e eu não insistia. Aí vinha a sogra e falava "tem criança que não pega chupeta de jeito nenhum, não adianta" ou "ih, acho que elas gostam de um dedinho" (adoro minha sogra, mas quem é mãe entende que alguns comentários matam a gente)! E, quando eu olhava lá estava o dedo na boca, pronto, virou questão de honra.

Com quatro meses, resolvi insistir. Depois das mamadas, na hora de dormir, tentava colocar a chupeta. Se elas colocavam pra fora, eu ia lá e colocava de novo. Se elas ficavam irritadas, deixava quieto, mas depois de um tempinho tentava de novo. Apesar da vontade, eu ainda tinha um pouco de trava com a chupeta, não tinha certeza se queria que elas pegassem a dita cuja e ficava pensando em como seria depois para tirar, então a babá foi essencial nessa hora. Ela ajudou na insistência. Quando eu vi a Maria já tinha se adaptado, foi aí que eu pensei Isabella não pode ficar fora dessa e insisti mais um pouquinho. Bastaram dois dias e a chupeta firmou. E foi ótimo.

A teoria da insitência se repetiu e ainda se repete. E se eu pensar bem, ela começou com a amamentação. Diversas vezes eu sofri achando que elas não queriam mais o peito. Elas lutavam contra o peito, não pegavam, eu ficava triste, mas desisitia? Não. Queria aquilo mais que tudo. Na próxima mamada lá estava eu, de novo, pronta para dar de mamar. Lembro que um dia a Maria ficou o dia todo sem mamar no peito, mas quando chegou à noite, ofereci de novo e ela aceitou. Aqui estamos nós com quase 6 meses e elas ainda mamam no peito.

Com uns dois meses, por exemplo, elas passaram a chorar toda vez que a gente saia de carro. Deixei de sair? Não. Só ficava igual uma louca cantando musiquinhas até acalmar as duas e elas dormirem. Era chato, estressante, mas não desistia.Também teve a fase que elas não gostavam de andar de carrinho. Saia e quando elas reclamavam, eu parava, confortava e andava de novo. Não tive problemas com as papinhas e as frutas. É claro que elas sempre fazem cara feia nas primeiras duas colheradas, mas depois riem à toa. Elas não gostaram da papinha salgada no começo. Então, tirei um pouco o sal e dava o quanto elas comiam. Só cinco colheres? Não tem problema. No dia seguinte, elas comem mais.

É claro que não vamos confundir insistência com forçar. O que eu quero dizer é que é preciso paciência e muito esforço por parte dos pais para não desistir logo de cara. Como eu disse em outras ocasiões aqui no blog, ter filho dá trabalho e exige muito da gente mesmo. Também acho que os pais têm todo direito de escolher suas batalhas, se fazer o seu filho comer bem é importante pra você, então invista nisso, insista. Dar chupeta não é, então não tente.

A nossa influência é muito grande sobre o que um bebê quer ou não quer. Mais um exemplo: quando as meninas estavam com refluxo, o pediatra passou o leite de soja pra elas porque achava que poderia ser intolerância lactose. Eu não queria dar aquele leite, o cheiro era ruim e eu achava que o problema delas não tinha nada a ver com o leite. Quando a gente foi dar o leite, é obvio que elas não gostaram muito. Ou eu também coloquei na minha cabeça que elas não gostaram, porque eu não insisti. Mas e se elas fosse alérgicas e só pudessem tomar esse leite? Ia ter que funcionar.

A necessidade faz tudo ter um jeito. Como diria Raul Seixas, tente outra vezzzzz. Não sou especialista ou coisa do tipo, só estou expressando a minha opinão e falando o que funcinou pra mim. Tem milhões de especialistas por aí (é só procurar no Google) que dizem que para um bebê ou criança se adaptar a qualquer coisa é preciso pelo menos uma semana de tentativas. Não tá afim, não vale a pena, tá com preguiça? Então, parte para a próxima. Mas, quem quer e procura, acha, inclusive uma boa solução.

Agora deixa eu ir lá insistir um pouquinho, deixar as meninas menos baladeiras e reprogramar toda uma rotina porque estamos, oficialmente, trocando a noite pelo dia! Sou uma mãe zumbi.