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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Briga entre irmãos

Férias em curso, chuva é a previsão de tempo constante na capital federal e eis que esses dias em casa com três pequenos uma dilema vem à tona: as brigas. Se ter irmãos é bom pelo companheirismo, por criar cumplicidade, por ter amigos constantes e brincadeiras infinitas, por outro lado toda relação traz conflito e essa pode ser uma constante em família. Como eu já entrei na maternidade sendo mãe de irmãos, essa também foi um constante pra mim.

Quando as meninas eram bebês eu logo fui percebendo e aprendendo que quando elas disputavam um brinquedo ou espaço o melhor a fazer era deixar as duas se resolverem, só tinha interferência quando o bicho pegava mesmo. Depois elas foram crescendo e fomos tentando resolver os conflitos com o diálogo, incentivando uma a dizer pra outra que "não tinha gostado daquilo" ou que disse "não" quando achasse necessário. Quando existem duas pessoas e duas opiniões e vontades diferentes, o conflito é inevitável. Com três mais ainda. Então, quando eles começaram a se bater e brigar muito nesse início de ano eu me assustei um pouco.




Como toda fase diferente que chega por aqui, no começo foi no grito mesmo. Era uma tal de "chega de brigar", "não faz isso", "para", etc. Depois comecei a respirar fundo e perceber que estava tendo a mesma atitude que eles ou que talvez a atitude deles fosse reflexo da minha (e não é assim sempre um pouco com nossos filhos) e que se eu estourasse também não ia ajudar em anda. Então, tanto eu quanto o Marco nos alinhamos e começamos a tratar a briga de outra forma. Conversando e tentando estabelecer o diálogo, Parece fácil assim escrito em quatro palavras, mas é difícil, minha gente! Muito. De certa forma, você começa a avaliar a sua atitude em relação às suas frustrações também. Complexo, né? Mas, aos poucos, fomos incentivando eles a resolver, expressar o que estavam sentindo no lugar de bater. "Não precisa bater, você não gostou que ele pegou seu brinquedo, então fala pra ele, Se ele não te devolver, me chama que a gente tenta resolver, ok?". É claro que para o Francisco era mais difícil entender, mas eu vejo que ele vai muito no ritmo das coisas, então quando elas acalmaram, ele também ficou mais tranquilo.



Teve outra coisa que acho que ajudou no processo foi explicar que irmãos são amigos, pra sempre. Era uma coisa que a minha mãe fazia comigo e funcionou muito vide que eu fiquei grudada no meu irmão hahahahaha Elas sempre se chamam de melhores amigas, mas também começaram a entender que o Francisco ia ser sempre o melhor amigo delas. Com uma semana, as brigas diminuíram e a coisa fluiu melhor. Brigam menos, entendam, mas ainda brigam, Porque isso é normal. Em alguns momentos, me permito a olhar de longe e tentar deixar eles resolverem, às vezes vou junto e tento o diálogo, e às vezes perco a paciência também porque não sou de ferro, Até por isso, entendo que eles também não são.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Sobre ensinar, aprender e entender

Como pais, acredito que aprendemos constantemente a lidar não só com as frustrações deles, mas com as nossas também, diariamente. Seja quando eles caem num embate daquele de moder, bater e/ou puxar o cabelo, e nós que queremos ensinar que não pode brigar, nem gritar daquele jeito com o outro acabamos acometidos por uma raiva daquela situação, acabamos gritando também e tendo que respirar umas dez vezes para conversar e ensinar, administrar os conflitos. Desapegar de tantos conceitos pré-concebidos, idéias e regras é muito difícil, um exercício diário que tentamos fazer por aqui.





Hoje saímos para andar de bicicleta com as meninas até a biblioteca. Cada uma com a sua, Francisco no carrinho. A Maria andando super bem. A Bella ainda não conseguia fazer a volta completa no pedal, vai até metade, volta e vai até metade de novo. Uma coisa natural e que a Maria fazia também até um dia ver alguém andando de bicicleta e fez. Mas hoje a Bella foi ficando pra atrás e a Maria voando na frente. Então, a gente tentou ajudar ela a fazer, e percebemos que ela estava se frustando ão consegui fazer e a gente também porque não conseguia passar aquilo pra ela. Até que, no auge dos seus 3 anos e 10 meses, ela diz: 

- "Mamãe, eu quero fazer do meu jeito".

Eu e o Marco nos entreolhamos e sorrimos. Aquela frase veio do nada, mas não era surpresa pra gente já que tentamos passar justamente isso pra ela: autonomia. Uma coisa que a escola dela também prega, não existe jeito certo ou errado, existe o seu jeito. O jeito dela. Eu percebi que uma parte bem forte de mim também queria continuar a ensinar ele a fazer a volta completa, queria insistir. E foi assim no longo caminho até a biblioteca. A tal da meia volta cansou  logo, ainda tentei explicar pra ela como fazia mais uma vez, ela fazia a meia volta e me perguntava: "mamãe, eu tô fazendo?". "Não, Bella, ainda não". Até que ela desistiu da bicicleta. Eu e Marco fomos quase num embate entre essa nossa mania de querer que as crianças façam o "certo" e deixar ela ser, vez ou outra escapava um "tenta de novo?" e até um "você não quer mais a bicicleta?". Mesmo tendo consciência de tudo aquilo, não forçar foi difícil. Ainda na ida ela desistiu da bicicleta. E o Marco teve que carregar ela nas costas, e no meio a Bella queria só a mão dele, reclamou várias vezes que estava cansada. Mas tentamos respeitar o momento, acima de tudo. O tempo dela, o jeito dela. Precisamos perceber também, que nossos filhos são únicos e diferentes (algo que a gente sempre soube aqui mesmo tendo duas "iguais", mas que a vida vive nos mostrando). Como pais, podemos guiar o caminho, mas não comandar a direção. Aprendemos todos os dias a nos desapegar e viver de outros jeitos também. 






quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Soluções para saídas de carro sem choro

Antes de tudo: eu não especialista em bebês. Sou apenas mãe de três que aprende com mil e uma tentativas, acerta quando erra e erra quando acerta. E preciso fazer uma confissão de blogueira: estou particularmente cansada das fórmulas mágicas e posts com guias e soluções para problemas da maternidade. Primeiro, porque eu estou cansada das pessoas verem a maternidade como um problema e segundo porque estou numa premissa louca aqui em casa de que "tudo é fase, tudo vai passar", inclusive todas as coisas lindas que nossos filhos fazem ou têm para nos ensinar. Por isso, estou aproveitando mais e tentando sofrer menos. Mas, eu tenho uma amiga que estava passando por isso, dos choros no carro. Eu já passei por isso e passo ainda com o Francisco, então, resolvi colocar no papel, ou melhor, no computador, algumas coisas que funcionam bem por aqui na esperança de que ajude alguém por aí.

Untitled Meninas lendo, Francisco reclamando e lá vamos nós em mais uma ida pra escola

Outra coisa: às vezes os bebês choram no carro. Às vezes choram muito. Mas é uma fase e, sim, vai passar. As meninas choraram muito quando eram pequenas. O Francisco chorava todos os dias quando eu ia buscar as meninas na escola nas primeiras semanas. Chorava tanto que eu chorava junto. Hoje em dia, no auge dos seus 11 meses, ele reclama toda vez que a gente coloca ele na cadeirinha. E muitas vezes chora porque não quer estar ali. É claro, a gente não pode achar que é colocar a criança ali e ela fica quietinha olhando pro teto, né? Aí eu acabei tentando um milhão de coisas para tentar fazer esses passeios de carro menos aterrorizantes pra eles e pra gente. E sem uso de celulares, dvds ou outras tecnologias. Então, vamos para algumas pequenas soluções que podem ajudar e amenizar essa coisa chata que é ficar sentado na cadeirinha ver todo o movimento lá fora passar. Aí vai:

- Comida é tudo. Se o bebê for mais novinho é sempre bom dar um mamá antes de sair. Amamente e depois saia de casa. É uma estratégia que eu uso até hoje com o Francisco. E para os bebês mais "velhos" leve um lanchinho. Serve alguma fruta ou o bom biscoito de polvilho. Aqui em casa quando o Francisco começa a reclamar no carro, até as meninas já sabem "mamãe, tem biscoito pra ele?". E elas vão lá e dão na mão dele. Aliás, aqui em casa eu nunca saio de mãos vazias. Eu posso esquecer fralda, lencinho, roupa, mas tem sempre algo que eles possam comer na minha bolsa.

- Brinquedo é bom. Com as meninas tinha época que meu carro virou um armário de brinquedos ambulantes. Cada hora era uma coisa pra ver se distraía. Ia tirando da bolsa e dando na mão delas. Com o Chico vale o mesmo, às vezes é uma capinha de celular, uma garrafa de água vazia, o que tiver por perto, e funciona. Com as meninas agora o novo vício são livros. Elas ficam "lendo" as histórias e contando do jeito delas.

- No desespero, pare o carro. Seja pra amamentar ou pegar um brinquedo que caiu. Vale consolar também. Mas quase nunca isso deu certo por aqui. Eles continuaram chorando. O jeito é cantar música pra ver se acalma todo mundo e ir pra casa o mais rápido possível.

- Não desista. A única forma do bebê se acostumar com o carro é continuar andando de carro. Não desanime para sair. É só uma fase e vai passar. Pode ser hoje ou pode ser amanhã. Além disso, tente o que você achar que seu bebê ou filho vá gostar. E assim a gente, como ser natural e mãe que é, vai fazendo a vida acontecer. 


domingo, 11 de maio de 2014

Todo dia é dia das mães

Na escola das meninas não teve comemoração dos Dias das mães. Lá eles não celebram datas comemorativas, especialmente as comercias, por uma questão de linha de pensamento e um mérito que eu não vou discutir aqui, mas eu não achei ruim. Acho que no meio de todas essas homenagens carregadas com rosas e desenhos, existe um realidade mascarada que a gente esquece. A vida real da mãe que está ali na luta todos os dias, e essa é muito mais perto do meu coração agora do que um simples cartão com um "eu te amo, mamãe". Ser mãe é um constante aprendizado e teste de amor, todos os dias. É claro que tem aqueles abraços apertados que fazem a gente sentir um frio bom na barriga, mas também existe a escolha diária de se entregar para um ser, no meu caso, seres, cada vez que você levanta da cama e o seu caminho começa a fazer parte do deles também. A sua vida ganha um novo significado, guiar, educar e amar. Amar incondicionalmente com garra, com força, que muitas vezes exige que você supere tudo, até você mesma, para poder usufruir deste amor.

Ontem, em uma das piores noites da minha vida como mãe, enquanto eu fazia carinho na cabeça da Bella no escuro do quarto delas, fiquei pensando no significado todo desse Dia das mães, e em como eu não estava me sentindo iluminada, mas derrotada pela rotina, tentando buscar ar no meio de uma confusão que às vezes parece não ter fim. Tudo o que eu queria era que a paz e felicidade reinasse, como todas as mães, mas o caos parecia insistir. No meu primeiro Dia das mães como mãe de três, cartões, mensagens e homenagens piegas não vão significar nada, porque mais uma vez eu precisei me superar. Como toda mãe, eu estou tentando desesperadamente. E no fim, pensei em todas as mudanças que a minha família tá passando nesse último mês e poxa, eu podia falar: eu tenho uma família e sabe o quê? Como sempre é só uma fase, e tudo dá certo no final.


Nesse Dia das mães, eu desejo não só pra mim, mas para todas as outras mães, que a gente se cobre menos, sofra menos (pelo amor de Dios) e aproveite mais, não queira que tudo seja perfeito, não fique se comparando com os outros, abrace um pouco o caos, aprenda a ceder, respire fundo quantas vezes for necessário no dia e perceba, por fim, a sorte de fazer parte dessa loucura toda chamada maternidade. *Foto Quitandoca

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A espera de um bebê

Eu já escrevi isso aqui no blog, mas preciso ser repetitiva: essa gravidez tem sido transformadora pra mim. Assim como o nascimento das meninas, mas no caso delas de uma forma muito menos consciente, esta foi uma oportunidade de superar medos, rever conceitos, superar e me descobrir de novo. Nem acabou ainda e já sinto falta, mas tenho certeza que o bebê vai continuar me ensinando muito, assim como as irmãs. Pois bem, chegaram as últimas semanas da gravidez e com ela veio a ansiedade. O desejo de ver o bebê bateu forte, claro, é quase fisiológico e completamente normal sentir isso. Mas como lidar com isso? Na minha primeira gravidez não senti isso porque as meninas nasceram com 34 semanas, então foi algo totalmente novo.


Isso xadrex é minha barriga ;)

No começo da semana, eu comecei a sentir contrações ritmadas, 10 em 10 minutos.  Pensei: "eba, será que o bebê já vem?". Mas sabia que provavelmente eram os tais dos pródomos. Mandei mensagem pro médico, doula, avisei marido e ainda liguei pro meu pai pra ele comprar uma última coisa da lista que estavam faltando. Meninas estavam dormindo, então, fui arrumar as gavetas da cômoda do bebê para não ficar pensando no assunto. Depois elas acordaram, recebemos uma visita e no fim da tarde as contrações já tinham passado. Ahhhhhhh. Mas o ciclo da ansiedade já tinha se instalado. Família ficou em polvorosa e eu e o Marco ficamos com aquele pensamento: será que é amanhã? Podia, mas também pode ser na semana que vem ou na outra ainda. Não há controle,  minha gente! Mas não interessa, a ansiedade bateu forte e tinha vindo pra ficar.

Então, teve que rolar um processo. Não queria fazer mais nada, manter compromissos, fazer coisas, só esperar o bebê. e isso não estava dando certo Conversei com a minha doula e com o Marco e, comecei a ver as coisas de modo diferente. A primeira coisa foi perceber que são raríssimos os casos em que o bebê nasce com menos de 40 semanas (leia-se: de parto normal). Me apeguei, de novo, ao lema "vivendo um dia de cada vez", fui fazer uma sessão de acupuntura para melhorar as dores no ciático e marcar um encontro com os amiguinhos das meninas. Coloquei na minha cabeça um novo prazo, perto da minha lua, e se não tiver chego até lá, crio um novo prazo. E, milagrosamente, parei de acordar e pensar: "será que vai ser hoje?". Fui fazendo essas pequenas coisas e consegui me libertar. Pode parecer simples mas não é, pode parecer difícil, mas é totalmente possível. E lá fui eu aprendendo mais uma vez.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Indiretas do bem

Hoje fui fazer mais um ultrassom para ver bebê número 3. Antes mesmo de começar a médica já foi falando: "não mudou de ideia sobre não saber o sexo, não?". E durante o resto do exame ela ficou me jogando indiretas sobre o sexo do bebê. Pode produção? Pode? Na hora em que ela foi medir o fêmur fechei o olho, tudo direitinho. Ela fez umas piadas e quando acabou o exame me deu uma impressão do perfil como um agradinho, mas sem antes fazer uma brincadeira: "tá aqui a foto da genitália, hahahaha". Pode? Pode?

Ok, bebê tá lindo, ótimo, coisa fofa ver um ser só mexendo dentro do útero e enxergar detalhes que pareciam impossíveis na gravidez das meninas. Mas quando cheguei no estacionamento fiquei super irritada com a médica porque lembrei das coisas que ela tinha me falado e das pistas que ela tinha "jogado no ar". Na mesma hora liguei pro Marco e ele já falou: "ah, então deixa, amor. Vamos ver isso logo e fica todo mundo feliz (a.k.a a nossa família). A sociedade venceu". O quê? A sociedade não pode vencer, minha gente! Fiquei com uma raiva enorme naquele momento. Enorme!

Sem título

Se primeiro fiquei irritada, depois fiquei bem chateada. Conversei com uma amiga que passou pelo processo, mas o sentimento de desânimo se instalou. Fiquei triste por não poder conseguir fazer o que eu estava sonhando com essa gravidez. Eu sei que isso é ser mãe, um constante aprendizado de não ter o controle, mas me senti meio derrotada, coloquei a culpa em mim também por projetar essas coisas e por ter deixado essa "pressão da sociedade" me afetar. Passei o resto da tarde, triste, sem paciência com as meninas, chorando de vez em quando. Mas, quando o Marco chegou, conversamos e veio aquela sensação de alívio no peito.

Primeiro, independente dessas indiretas da médica, vamos continuar no mesmo caminho. Saber o sexo do bebê, ou não, não é o mais importante, apenas o bebê e ponto. Que, aliás, foi nosso objetivo desde sempre, aproveitar a jornada, não criar expectativas, deixar o desconhecido acontecer. Mas eu me incomodei tanto com essa pressão "menino ou menina", "por que tem que ser tão difícil pra gente fazer alguma coisa diferente" e etc, que acabei me deixando levar e talvez tenha levado muito a sério essas indiretas da médica. Talvez tenham sido apenas expressões, uma forma de brincar, me provocar, que eu acabei pegando pra mim. E, ok, vamos parar de dar tanta importância para algo tão simples, perto do grande quadro. Porque o que importa, amigas grávidas, é sempre o que vem depois do nascimento. É todo uma vida que vai nascer e se desenvolver diante dos seus olhos, não importa se você quis fazer um exame de sangue para saber o que você está esperando, se fez um enxoval completo ou não. Não há como esperar  ou se preparar pelo que vai acontecer quando você tiver seu bebê nos braços, a vida, simplesmente, acontece.

Por isso, vamos continuar na surpresa, no mistério, nada de indiretas ou diretas no próximo exame. Afinal, essas são as escolhas que fizemos pra nós, a direção que queremos seguir e a forma que queremos receber esse bebê na nossa família. E tudo bem. Revelações em um final de fevereiro ou começo de março bem pertinho da gente.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Grávida e reclamona

O post Grávida e Charlatona teve tantos comentários que acho que vou fazer uma série "Grávida e ..." qualquer adjetivo. Talvez não, porque grávida é assim mesmo, confusa, mas vamos ao que interessa:

Eu acho que uma vez que você recebe aquele teste positivo, começa a aparecer dentro de você uma fonte infinita de reclamação, que preciso te alertar, amiga, não vai embora! Porque mãe reclama, é natural. E eu tenho muito medo de ser uma mãe reclamona, confesso. Aliás, estava achando que eu estava fazendo isso demais no instagram, ultimamente. Porque vejo tanta gente reclamando do filho doente, do caos, do trânsito, da criança que não dorme, da rotina, que o filho não come... e aí vai. E vamos combinar: quem nunca, né?  Enquanto, por outro lado, tem outras mães que o mundo é lindo e perfeito, posta fotos maravilhosas do filho brincando de forma lúdica e educativa, super arrumado, com a roupa mais linda, comendo sozinho sem bagunça, sem estresse. E olha aí, às vezes, eu acho que me encaixo nos dois. Mas, não queria estar totalmente em nenhum dos dois lados.

É claro que eu ando mais reclamona, estou mais cansada e isso já é motivo suficiente. E mãe tem todo direito de reclamar. Mas eu fiquei pensando mesmo sobre isso depois que vi o comentário de uma pessoa, que gosta de ler blogs de maternidade (inclusive este) falando que as blogueiras "pareciam viver num mundo perfeito, que a realidade era muito diferente", E eu comecei a pensar: será que eu passo isso? Será que não é melhor eu mostar mais a vida como ela é? E foi o que eu acho que estava tentando fazer. Pois bem, daí eu me tornei a reclamona.

Sem título

Ontem foi um daqueles dias difíceis. Maria queria colo o tempo inteiro, é claro, ainda um pouco doente. Elas mexendo em tudo, ignorando os meus nãos, dormiram pouco, as duas brigando por quem iria mexer na mangueira. E, sim, as meninas que comem super bem e de tudo, me fizeram perder a paciência no almoço com constantes choros de sono e bagunça. Até que a Maria para e vomita todo o salmão com abóbora no meu colo. Pequeno caos nosso de alguns dias. Não tão perfeito assim, de fato.

Eu tenho uma conhecida que adorava falar sobre a vida perfeita de mãe dela e como o filho era maravilhoso e não dava trabalho, menino bonzinho mesmo, não parecia dar problema. Era tudo sempre tão bem, que eu no auge da loucura com duas meninas com poucos meses, me perguntava, como pode? Como ela consegue ser tão segura assim? Não tem problema? Eu também via outros blogs e pensava "nossa, mas ela consegue amamentar tão maravilhosamente e os filhos dela são tão politicamente corretos, por que eu não consigo?". Até que um dia aquela conhecida me mostrou que nem tudo eram flores depois que vi ela passar por uma crise, e conheci outras blogueiras que passavam exatamente pelo que eu passava e vi que a tal da perfeição não existia.

A verdade é que todas nós passamos por momentos difíceis, todos os dias. Às vezes, os dias são mais bonitos e em outros mais cinzas. Há dias que a gente se tranca no banheiro e chora um pouquinho, perde a paciência, desanima, se sente a pior mãe do mundo. E quem não sente isso só pode estar passando por um problema grave ou estar muito distante da maternidade. E, é por causa desse caos que bate na porta de vez em quando, a gente reclama. Às vezes, para desabafar, mas quase sempre para não se sentir sozinha. E, sim, todo mundo sabe, que os dias tranquilos vem muito bem. E a gente sente a felicidade no peito, o amor infinito e, quase sempre, chora um pouquinho também.



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Momento para pausa - criança doente

Sabe aquela coisa que a sua avó dizia "que com criança as coisas mudam muito rápido" e você custava acreditar? Então, acontece que é verdade.

Acordei ontem desanimada, cansada, com vontade de ir pra minha casa, que nunca fica pronta, e tudo só piorou quando vi que a Maria estava começando a ficar gripada, com nariz escorrendo e um pouco de febre. Há uns dois dias, ela não dormia direito, primeiro achamos que era dente, depois só uma fase mesmo, mas era isso, gripe. Ela acordou 6h30, dei a vitamina, remédio e as duas voltaram a dormir de novo, depois acordaram. Nesse meio tempo, pra completar, eu tive um enjoo forte e vomitei todo o meu café da manhã, pensei que talvez fosse emocional, estresse puro, vontade de colocar algumas coisas para fora, já que eu não tinha isso há um bom tempo.

Sem título

Depois seguimos com a nossa manhã, resolvi passear com elas de carrinho até o mercado, comprei suco e água de coco, brincamos um pouco lá fora, almoço foi meio caótico, banho e soneca. Elas dormiram bastante e eu consegui descansar, mas quando acordaram levei um susto. Maria mal conseguia abrir o olho e estava pelando de febre. Nem consegui medir direito, mas deu mais de 39°. Olhei pra Bella e falei: "você vai ter que ajudar a mamãe a cuidar da Maria, ok?" E tive a ilusão de que ela entendeu. Tirei ela do berço e levei a Maria pro banheiro para molhar o rosto e limpar o nariz que estava escorrendo. Fui na cozinha e dei água de coco pras duas, elas tomaram dois copos!

Deixei a Maria no chão um pouco e ela começou a tremer. Peguei no colo e nada de parar de tremer, entrei em um mini desespero e liguei pro Marco já chorando. "Vamos ter que levar na emergência agora!". Ele meio descrédulo (homens!), mas disse que vinha pra casa e corri com ela pro chuveiro. Bella veio atrás e foi a primeira a entrar no banho. Se divertiu horrores enquanto a irmã chorava e eu junto! Depois, enrolei ela na toalha e coloquei em cima da cama da minha sogra. E ela ficou lá quietinha, tremendo, vi que era frio e cobri. Na minha cabeça, pensei, se ela tiver convulsão o que eu faço mesmo? Liguei pro Marco de novo pra garantir o procedimento (que tem explicadinho aqui). Peguei a Bella e deitei ela do lado da irmã (foto acima). Corri pra cozinha e bati uma vitamina pras duas, acho que fiz em um minuto. Depois elas ficaram ali deitadinhas. Bella fez carinho na irmã e chamou ela de neném. A tremedeira foi passando e eu ficando mais tranquila. Meu pai me ligou no meio de tudo e eu comecei a chorar compulsivamente no telefone, deixando ele super preocupado, mas depois disse: "tá tudo bem agora, pai, desabafei".

Fomos pra emergência, sintomas: nariz escorrendo com meleca verde, olhinhos inchados com remela verde, chiado no peito e febre. Fizemos o raio-x e ela quietinha no meu colo o tempo inteiro, enquanto Marco passeava com a Bella. Diagnóstico: o médico olha pro exame e diz: "Ela tem bactérias no pulmão". E eu, a louca: "bactérias, doutor? Eu nunca ouvi falar disso". E ele me olha com a cara mais estranha do mundo. "Ah, tá é pneumonia! Abafa, doutor, não estou pensando direito". Socorro. Sim, pneumonia bacteriana da noite pro dia. Me deu uma dó da minha menina, como eu imagino que todas as mães sentem quando os filhos estão doentes. Primeira vez que ela teve febre alta ou qualquer doença qualquer, eu sei que eu sou sortuda, mas ainda sim sofrendo, aqueles olhinhos vermelhos e pequenos, me matam. Por isso, momento para pausa e cuidar da cria. E torcer, como todos as mães de gêmeos que passam por isso, para que a Bella não pegue também. E, sim, as coisas com criança mudam muito rápido, melhor sempre é levar logo pro médico. Conselho de avó também.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Quero colo

Estamos em umas semanas loucas por aqui, não bastasse, grávida com duas meninas de 1 ano e 7 meses para cuidar, mas, como já disse no último post, saímos de casa porque estão fazendo uma reforma no prédio e fomos ficar na casa da minha sogra, que está viajando. Já fui pra lá e a Bella estava com uma febre baixa constante, que só passou depois de cinco dias. Durante esse tempo, ela ficou mais manhosa, queria colo e tudo bem. No dia seguinte, quando a febre passou e chegou o fim de semana, ela queria colo o tempo INTEIRO. Chorava, se jogava no chão, levantava os bracinhos, aprendeu a falar "colo". E eu e o Marco com mil coisas para fazer, tentávamos explicar que não dava pra ter colo aquela hora, pegava um pouquinho, conversava, depois chão de novo, e ela chorava, ficamos no embate quase que uma manhã inteira. O que fazer quando a criança só que colo?

Então, encontrei a resposta mais simples e direta: dá! Eu comecei a pensar no absurdo que era recusar aquele carinho, a cabecinha no meu ombro porque eu tinha mil coisas para fazer ou porque eu não queria dar atenção pra ela e deixar a Maria de lado. Eu percebi que a melhor coisa que eu poderia fazer era dar meu colo pra ela. Mesmo que canse, e quando cansa, eu sento com ela no meu colo, e fica tudo bem. Porque talvez ele, o colo, seja mais escasso daqui pra frente mesmo, porque ela vai crescer, porque ele vem com um carinho no meu rosto, pequenos bracinhos no meu pescoços ou uma mãozinha que insiste em passar pelo meu braço, porque ela quer meu aconchego e isso deveria bastar.

Sem título

As meninas nunca foram muito de colo. Como eu me acostumei a dividir entre as duas sozinhas, o jeito era me virar como podia, por isso ficaram muito no carrinho, no chão, soltas. Depois, com um ano elas não queriam mais dividir meu colo, queriam exclusividade. Agora, há uns dois dias eu me libertei dessa coisa de "dar mais atenção para uma do que pra outra" porque sei que vou ter minha oportunidade com a Maria e foi justamente o que aconteceu hoje. Agora, ela pede colo também. As duas. E eu dou, me viro como posso. Divido com o Marco quando ele chega em casa e agora vim pra casa da minha mãe e ela também ajuda. Hoje, por uns minutinhos, as duas vieram para o meu colo, enquanto eu estava sentada no sofá e me abraçaram apertado. Tudo o que eu fiz foi agradecer, com os olhos cheios de lágrimas, um dos melhores dilemas que a maternidade me deu.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Desconhecido, mas nem tanto

Eram 10h30 da manhã e a consulta da segunda ecografia do bebê número 3 (a famosa morfológica) estava atrasada. Me bateu um enjoo, uma fome, mas resolvi ignorar e assistir a TV que insistia em continuar em um canal brega na sala da recepção. Chamaram meu nome e lá fui eu ver meu bebê. Ele aparece na tela grande, lindo, coração batendo forte, dois bracinhos, duas perninhas, perfil perfeito. A médica pergunta se eu fiz a sexagem fetal (exame de sangue que faz você descobrir o sexo do bebê a partir da 8° semana, que eu fiz, inclusive, na gravidez das meninas). Eu digo "não, eu não quero saber o sexo, hein doutora?". E ela me fala com cara de assusta: "então, me avisa sempre antes de gente começar, viu? Me avisa!". O-K. (Preciso fazer um post sobre essa escolha maluca que quase ninguém entende, aguardem e confiem).

Me bate uma calma quando faço aquele exame, sei que vai estar tudo bem. Eu me sentia assim com as meninas, mas sempre existia aquele medo que os médicos colocavam na gente de que uma poderia estar se alimentando mais do que a outra porque elas dividiam a placenta e a gravidez de risco, etc. Mas aquele sentimento, o mesmo que eu sinto agora, estava lá. Ao mesmo tempo, me sinto estranha por ver só um bebê dentro de mim naquela tela enorme. Ele lá sozinho, com tanto espaço. É bizarro, eu sei, mas é o que eu sinto. É totalmente diferente, mas a emoção é a mesma. Tudo 100% com o exame, vou esperar a impressão na recepção de novo.

Sem título
Olá, eu sou bebê número 3!

A grávida que estava depois de mim é atendida, sai do exame e nada do meu chegar. Vou reclamar, fico um pouco irritada com o atraso, fico pensando que está chegando a hora do almoço das meninas e pedi para o meu sogro e minha sogra ficarem com elas e sei que o horário deles é limitado também, então não consigo relaxar. Aparentemente, a médica esqueceu de colocar uma coisa no exame, mas "já já fica pronto".

A grávida do meu lado recebe o resultado dela com a foto em 4D do bebê e fica toda feliz. "Ai, é a cara do pai! Vou tirar foto e mandar pra todo mundo. Mãe é besta mesmo, né?". Olhei pra ela e sorri. Pensei: "primeiro filho, com certeza!". Sei o que ela está sentindo, mas não consigo me identificar com ela. Será que fiquei cínica demais? Prática demais? Primeiro, porque eu não gosto da ideia dessas ultras 3D, 4D, acho que não dá pra ver o bebê direito e não vejo graça em ver o bebê antes dele nascer, super entendo quem faz, mas não é a minha. Segundo, será que eu não estou curtindo o momento? Será que esse atraso e o fato da minha cabeça estar em casa com as meninas não me deixa curtir o momento como deveria? Terceiro, não consigo me identificar porque eu não criei expectativas ainda e também não quero me prender a elas.

Outro dia estávamos nós quarto brincando no chão, antes das meninas dormirem, e eu pensei: "eu conheço tanto minhas filhas, essa família, como é bom!". E aí me bateu uma coisa: "E o bebê? Como é que ele vai se encaixar nesse quadro perfeito?". Estou numa fase tão boa e tranquila com as meninas, que por alguns momentos não consegui pensar em qualquer coisa diferente daquilo. E esse bebê tão desejado, tão querido, como ele vai ficar entre nós? E aí percebi uma coisa: bateu o medo do desconhecido. De como será nossa vida como cinco. E sabe o quê? Tudo bem. Eu tenho direito de ter o frio na barriga e gosto dele.

Eu tenho não criar expectativas, mas elas existem, e às vezes, não há como evitá-las. Pode ser que elas venham quando os pais querem ver o rosto do bebê para ver com quem ele vai se parecer ou em pensar em como o novo bebê vai encaixar na família. Pois que venham outras possibilidades e, finalmente, a realidade, quando ela, lindamente, acontecer.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Limites, birras e independência

Eis que chega mais uma fase difícil. E eu achando que a coisa ia ficar fácil, minha gente! "Ha-ha-ha" a maternidade rindo na minha cara. Semana passada foi bem difícil aqui em casa, que eu não sei nem por onde começar. Olhando de fora, eu diria que Maria e Isabella testaram meus limites, choraram quando foram contrariadas, se jogaram no chão, sapatearam, deram risada quando eu dizia "não", não pararam quietas um minuto e eu estava pronta para jogar a toalha. Por que está tão difícil assim? Pode desistir e colocar essas meninas na creche? Tamanho foi meu desespero que eu deixei as duas verem televisão. "Ha-ha-ha" maternidade rindo na minha cara de novo. Mas não durou nem cinco minutos, me senti péssima demais para ir adiante e apertei o off no controle remoto.


Sem título

Sim, foi uma loucura. Mas, olhando de dentro, eu vejo que a causa de tudo isso, adivinha de quem é? De quem? De quem? Minha, off course. É sempre culpa da mãe. Era a primeira semana normal depois das férias do marido e eu precisava me acostumar com a nova rotina e elas também. Eu precisava me acostumar com nós três de novo e nossas tardes em casa sem ter uma atividade ou passeio todo dia. E sem a ajuda de mais uma pessoa. E aí eu comecei a ficar agoniada com alguma coisa que eu não sabia o que era, um aperto no peito, aquela vontade de fazer alguma coisa e não conseguir. Mesmo que fosse arrumar a bagunça do armário. Eu estava incomodada e com a cabeça cheia de pensamentos, sem cessar. E veio as mil e uma comparações com a situação de outras mães, com outros bebês e aquela velha coisa de "cuidar de um bebê só é fácil, dois é o caos", que nunca é bonito.

Solução? Desabafar com o marido, conversar com a mãe, filtrar os pensamentos e tentar entender o que estava acontecendo. Me acalmei e parei de desejar que esta fase acabasse logo. Depois resolvi focar na solução dessas birras e manhas e no aumento da minha paciência. Li alguns livros também para ajudar. Tinha um livro aqui em casa, "Infância: A Idade Sagrada", da Evânia Reichert, que ganhei ainda na época que era jornalista na área de saúde e resolvi abrir de vez. Descobri o óbvio e que já sabia: de que crianças nessa idade estão apenas querendo dizer ao mundo "ei, estou aqui e tenho minhas vontades!" Na verdade, elas sempre tiveram. Antes, se estavam com fome, choravam e recebiam o peito. Agora elas podem verbalizar e mostrar o que querem e o quanto ficam contrariada quando não querem. E nós colocamos limites. "Opa, antes era só chorar que eu recebia o que queria e agora tudo é não? Como assim?" Uma coisa que eu já fazia e ajudou muito foi deixar as meninas terem mais independência, o que nem sempre é fácil. Como me disse uma amiga citando outra amiga: "ser didático, cansa!"

Pois bem, resumindo que eu li no livro, essa é uma idade de reconhecimento de si e super importante para o desenvolvimento da pessoa que o seu filho vai ser no futuro. Ser desobediente nessa idade é saudável, porém a criança precisa saber o que é certo e o que errado. É importante colocar limites, mas poucos. Sim, isso mesmo, poucos. Não adianta passar o dia inteiro falando "não, não, não". O "não" é importante, mas também é legal deixar a criança ter suas experiências próprias e enteder seus limites também. Com essa idade, até uns dois anos, elas não assimilam tanto as ordens, por isso a gente tem que ficar repetindo como doida, mas entedem restrições. Exemplo: Maria e Isabella adoram brincar com a porta do quarto. Elas abrem e fecham, dão risada, quando a outra aparece e depois some de novo. Vou ficar eu como a louca: "não pode brincar com a porta, sai daí", se para elas é divertido e depois vai ter todo um chororô desnecessário? Se eu ficar ali supervisionando e segurando a porta também, não vejo problema. Agora é claro que se elas vão brincar com a tomada ou as gavetas da cômoda, eu corto, sem gritar ou brigar, dou outra opção e elas logo esquecem. Ainda que volta e meia tentem brincar com aquilo de novo.

Outra coisa que eu percebi é que eu estava travando um embate com elas na hora das birras, e o livro também fala sobre isso. Faz sentindo ficar discutindo com uma criança de 1 ano? Oi? Mas eu estava. "Não pode fazer isso porque blá, blá, blá. Chega e para de chorar e etc". Tudo no meio da crise. Alguém me escutou? Óbvio que não, elas não assimilam naquele momento. Explique o que é errado antes ou depois do chororô. Preferencialmente, antes. Na hora do chororô, não foque muito sua atenção naquilo, o que é diferente de ignorar, ok? Console, explique, e partimos para outra brincadeira.

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Não sou especialista ou coisa do tipo, vamos combinar, estou apenas compartilhando o que tem dado certo por aqui e percebi como pequenas coisas fazem a diferença no nosso dia a dia. Apesar das dificuldades de ter duas meninas com oito molares nascendo no total (quatro cada), essa semana já foi bem diferente e mais tranquilo porque eu mudei. Dar atenção, amor, carinho é essencial. Esqueça os tapinhas, os gritos, os apertos. Aquela coisa de seja firme, sem perder a ternura. Eu nunca pensei que ia passar apertos com birras, mas isso faz parte de ser criança, de crescer. Todas as mães passam pelo mesmo, o que as diferencia é como tratamos o problema. No fundo, não existe criança "geniosa", "birrenta" ou "difícil", na minha opinão, são apenas crianças querendo mostrar pra que vieram ao mundo e o nosso papel está justamente em guiá-las rumo à vida, e sempre existe uma forma melhor de fazer isso.

Mudando completamente de assunto... Para quem é de Brasília, no domingo, 19 de maio, vou estar no Bazar PicNik com produtos lindos e descolados da Família Moderna. E tudo com desconto! Quem puder passa lá para dar um oi para gente e ver duas meninas se divertirem no jardim!

Flyer para Instagram. PicNik 19.05

domingo, 14 de abril de 2013

Adaptação

Criar, cuidar e educar um filho não é tarefa fácil, e isso a gente já sabe, né? Mas, deixa eu contar um segredo, minha gente: não é impossível. Tem dias que a gente acha que não vai dar conta, mas, olha a surpresa: tudo dá certo no final. Muita gente me pergunta, recebo e-mails, escuto comentários na rua, do tipo: "como você cuida de duas meninas sozinha? como você dá conta? nossa deve ser uma trabalheira, hein? e etc, etc, etc". Eu devo dizer que eu também não sei como eu dou conta, eu simplesmente dou. Eu simplementes cuido e isso é ser mãe, não é? A gente faz sem pensar, a gente faz pensando, a gente se joga. E o melhor, a gente se adapta.

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Outro dia estava conversando com uma amiga, ela prestes a ter o segundo filho, eu pensando no terceiro, as duas divagando como a vida seria diferente com mais um. E ela disse uma coisa certa: do mesmo jeito que a gente fez antes, quando não tinha ideia do que estava fazendo com um bebê novo nos braços, a gente faz de novo. Tudo é possível, está aí a maravilha da maternidade. A gente se vira e se adapta, enfrenta o desconhecido de frente, como deveria ser.

Ser mãe é fazer dar certo. E como eu sempre disse aqui: insistir e escolher suas batalhas. Cada mãe escolhe seu caminho, suas armas, faz acontecer do seu jeito. Eu já passei várias fases com as meninas e cada dia continua sendo uma novidade, uma nova adaptação. Acabamos de passar pela enloquecedora fase de começar a andar e pegar em tudo e agora elas estão começando a entender o "não" e impôr suas vontades com muito choro, ô glória, só que não.

Há uns dois dias atrás, Isabella testou minha paciência e do Marco com um choro dramático e inconstante, queria colo o tempo todo e esqueceu como era dormir sozinha no berço. Eu pensei que talvez fosse um resfriado, depois os molares nascendo, a nova rotina de ter o pai em casa e a infâme birra. Não consegui chegar a nenhuma conclusão, só que ela estava me tirando do sério, cheguei a ignorar algumas vezes e fiquei chateada por isso e porque eu não sabia o que fazer. Respirei fundo e pensei: "não sei o que é, mas tem que dar certo". Então resolvi fazer diferente, manter a calma, dar atenção, abraçar, conversar com ela, explicar a situação e, é claro, tudo ficou na paz de novo.

Desde do início dessa louca aventura eu tenho tentando me superar e fazer o que este novo papel me fez ser: mãe. Se é para cuidar, então porque ficar lutando contra isso? Ter filho é trabalhoso e ponto. Vamos nessa!

Outra coisa que também comentam muito e recebo e-mails é sobre a decisão de parar de trabalhar e me dedicar totalmente a maternidade. O que eu posso dizer é minha experiência: definitivamente a melhor coisa que eu já fiz na vida! E da, mesma forma, a gente tem que fazer acontecer, mudar o esquema familiar, se adaptar a um novo orçamento, um novo estilo de vida. E tudo o que eu posso dizer é que vale a pena, nunca fui tão feliz e vejo o peso da minha decisão todos os dias nas minhas filhas e como elas são. No começo, eu achava que o grande dilema era a questão financeira, que muitas mães não podiam largar seus empregos (e ainda acho que isso existe, é claro), mas conheço mães que trabalham porque querem, o salário é sim para pagar creche ou babá, e tudo bem também. Cada um tem suas escolhas e batalhas. Espero não ter que falar sobre esse assunto pela 50° vez no blog, afinal é algo pessoa, quem quer ficar em casa com os filhos consegue, quem quer continuar trabalhando também. E digo e repito: adapta-se, faz dar certo. Se não dá, tente outro caminho, faça outra escolha. O importante é nunca deixar de tentar. E ser feliz no final

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mãe em estado de alerta

Essa semana foi uma loucura, pra variar. Aqui nunca tem monotonia, minha gente! Pois bem, fiquei estressada e ainda mais cansada nesses últimos dias porque vou participar de uma feira amanhã e não tinha estoque! Deixei tudo pra última hora e precisei costurar loucamente essa semana. Mas aí notei que fiquei sem paciência com as meninas porque queria fazer as coisas pra Loja. Somou-se o cansaço e por isso queria alguém para vir me dar uma ajuda por pelo menos uma horinha, só para brincar com elas um pouquinho e não encontrava. Aí caí em uma nóia de me sentir sozinha, excluída da sociedade por ter duas bebê e comecei me comparar com outras pessoas, o que nunca é uma boa ideia.

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Foi uma bola de neve combinada com uma semana que Maria e Isabella resolveram subir no sofá e não mais entender os meus comandos de "não" quando iam puxar a tomada do aquário. Quando a gente acha que finalmente vai ficar fácil cuidar dos bebês aí elas começam a se tornar "toddlers" (não sei qual a tradução pra isso em português) e você percebe que é a hora da educação de verdade. Então, respirei fundo e contei com a boa vontade da minha mãe e da minha sogra que conseguiram vir aqui por algumas horinhas e que já fez toda a diferença na minha vida de mãe . Nada como umas horinhas de "sossego" para mudar a perspectiva.

O fato é que eu fiquei numa onda negativa no começo da semana porque aquela coisa "eu nunca tenho descanso ou tempo pra mim, por que as outras mães podem e eu não posso?". Resposta: porque eu fiz uma escolha. Eu escolhi ficar em casa e cuidar das meninas. É difícil, mas não é impossível. Acho que os questionamentos vieram porque existiu um conflito. A costura, que era algo prazeroso, se tornou uma coisa estressante, fiquei sem tempo pra nada e fiquei em uma desorganização sem fim com encomendas, loja virtual e produtos pra feira. Eu preciso repensar toda essa história de empreendedora para não atrapalhar meu foco principal: ser mãe. Tem muita gente que comenta comigo: "nossa, eu não sei como você consegue". Eu preciso confessar que eu também não sei, mas estou desesperadamente tentando porque a maternidade é isso. Eu não gosto daqueles clichês que surgem volta e meia nos facebooks da vida com uma fotinha de bebê e a frase: "eu sou a melhor mãe que eu posso ser". Eu acho que melhor é pouco, no fundo, estamos sempre tentando superar tudo, seja qual for nosso caminho, estamos sempre tentado ser muito melhor do que melhor, porque não existem limites.

Mas existe sim uma feira que eu trabalhei muito pra participar! Portanto, compareçam e passem lá para conhecer a gente. Vou estar amanhã, na 201 Norte, ao lado do Balaio Café, de 9 às 16h! Venham  dizer um "oi", gente! Domingo, repensaremos tudo, aguardem cenas do próximo capítulo!

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Talvez não participe mais de feiras este ano, portanto, aproveitem!

Gente, não sei se este post faz algum sentido, mas estou sem tempo até pra pensar! Aliás, deveria estar costurando e não desabafando aqui. Vamos nessa!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ser ou não ser, escolher e tantas questões

Nos últimos dias eu tenho pensado muito sobre o universo da maternidade e, de novo, sobre aquela coisa de competição constante que parece existir entre as mães. Por que todo mundo não se dá bem, gente? Mais importante tenho pensado no meu comportamento social neste novo meio que eu convivo. Eu me sinto uma estranha no ninho, uma excluída entre os mais populares do colégio, para falar a verdade, e por isso e por minha culpa também tem sido difícil achar afinidades. Vamos começar: eu tenho duas bebês idênticas (motivo suficiente para não me identificarem como do grupo), eu fico em casa e cuido das meninas, eu não tenho babá ou que lidar com a creche, eu não deixo minhas filhas assistirem televisão (o que inclui um certo pavor de Galinha Pintadinha), eu quero ter um terceiro filho e uma última que eu descobri recentemente, minhas bebês dormem a noite toda, por isso, minha vida é mais fácil.

Eu confesso que tenho ficado incomodada com encontros com mães desconhecidas num shopping ou parquinho, por exemplo, que querem bater um papo casual com outra pessoa que está passando o mesmo que ela. Eu não consigo mais ter aquela vontade de conversar para dividir uma coisa com outra pessoa, eu já vejo aquela mãe como uma inimiga, que não vai ter nada para me acrescentar, que vai pensar de uma forma totalmente diferente da minha. E, claro, o problema não está com os outros, está comigo. Eu me transformei em uma inimiga. Eu julgo o comportamento de outros pais, dou sugestão e conselhos achando que eu sou a pessoa mais certa do mundo, a dona da verdade e isso é muito errado. Pronto, culpada!

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Mas eu não quero mais ser assim. Passei os últimos dias tentando mudar isso e descobri que sim, nem todo mundo vai agir como eu, mas todas querem o mesmo que eu, querem apenas ser felizes ao lado da família. A maternidade é uma questão de escolha, cada uma segue o caminho que achar melhor. Acho que não é uma questão de "o que dá certo pro meu filho, pode não dá certo pro seu", mas uma questão de qual batalha lutar, qual decisão tomar e no que você vai insistir. E no meio disso tudo, de todas essas diferenças, a gente encontra outras pessoas que estão indo na mesma direção. Mas isso também não quer dizer que a gente não pode ser ajudar, se apoiar. Eu me questiono muito também sobre o que eu escrevo no blog, se as minhas experiências "valem" alguma coisa ou não. Se o que eu compartilho aqui vai fazer diferença ou não. E eu também já tenho resposta pra isso: não importa. O que importa são as pessoas que eu acabo conhecendo aqui e que me fazem não sentir tão diferente, tão sozinha. Pronto, coloquei pra fora, desabafei (sim pra isso também serve esse blog) Agora podem todas por favor se mudar pro meu prédio e serem minhas vizinhas, de preferência.

PS: Eu juro que eu queria que esse blog fosse mais inspirador, como tantos outros são pra mim, mais alegre, mais "cool" e sem tantos dilemas. Porém, esta é a vida moderna, no entanto, vou tentar deixar as coisas mais leves, como geralmente são nos dias normais, por aqui.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mãe moderna?

Às vezes, eu fico me perguntando se eu sou mesmo uma mãe moderna. Pra começar, eu fui contra a maré e, ao contrário da maioria das mães do século XXI, eu eliminei o dilema carreira versus família e resolvi ficar em casa cuidando das meninas. Eu entendo o que muitas mães devem sofrer com essa divisão, mas não senti isso completamente. Mas, com algumas exceções, eu vejo que a maternidade moderna está sempre ligada à uma certa ansiedade, difícil de explicar. Não é raro eu escutar alguém comentando sobre a maternidade como um problema, uma luta constante e sem fim contra um não sei o quê, o quanto a vida muda para melhor ou para pior (qualquer um vale nessas situações e muitas vezes os dois ao mesmo tempo), o quanto os problemas entre os casais aparecem e etc. E neste fim de semana, uma avó fez um comentário perto de mim que não saiu da minha cabeça: "a minha filha está enloquecendo com a menina dela, tem um ano e meio. Ela não sabe mais o que fazer, a criança dá um trabalho, apronta todas, pense num problema, ela até disse que se soubesse que era assim não teria tido."


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Uma coisa que eu aprendi nos 10 meses que estou nessa aventura é que ser mãe é um ato de entrega. Ninguém é mãe simplesmente porque pariu. Como eu já disse antes aqui, ser mãe é um processo. Ser mãe é se entregar, deixar de ser um pouco você por outra pessoa, ou duas, como no meu caso. Acho que por isso sofri tanto nos primeiros meses de vida das meninas, porque precisava entender que eu não era mais "eu" e precisava estar ali para elas. Às vezes, a entrega é mais dura, mais sofrida, como foi comigo. Eu confesso que às vezes vejo a minha cunhada com meu sobrinho de dois meses tão tranquila, saindo, levando ele à restaurantes e etc, e eu lembro dessa minha fase e penso: "ô Deus, que diferença!" Mas, no meu caso eram duas, e eu ainda estava passando por esse processo de aceitação. E aprendi também que cada um tem seu caminho, seu processo. E depois que eu me libertei do "eu", foi e continua sendo maravilhoso, sem dilemas, sem tanto sofrimento. É claro que tenho meus altos e baixos, no começo me questionei muito sobre a minha vida, as mudanças, mas depois que eu me coloquei disponível para as meninas, nada mais de culpa ou de luta.

Às vezes, a entrega não precisa ser total como eu fiz, mas ainda sim é difícil aceitar que ela existe. É difícil aceitar que você não vai conseguir ir e vir com a mesma facilidade de antes, que a liberdade de se fazer o que quer, e na hora que se quer, não é mesma, que a vida social fica nula, que cuidar de você mesma é luxo. E acho que as mães modernas lutam muito contra isso, contra essas mudanças. E não precisa ser assim. Talvez se a mãe daquela menina que eu citei no início deste post aceitasse sua "nova condição" e tirasse proveito da situação de ver uma nova pessoa ser formada e crescer, não teria sido tão sofrido assim, não batesse arrependimento.

A gente está acostumada com uma vida agitada, trabalho que toma conta de tudo, aquisições e consumos momentâneos e de repente, pá! Peraí, dá uma desacelerada que o bebê chegou. Por isso, tem que pensar bem antes de entrar nessa, minha gente, porque tudo muda mesmo. Existem mães que conseguem pular a parte da entrega (confesso que não sei como), deixam o controle de lado, delegam suas tarefas e vivem bem. Acho que talvez, elas sejam as verdadeiras mães modernas. Talvez vivam com a culpa, talvez não. Eu escolhi um caminho diferente e não me arrependo.

Não sou a mãe perfeita, muito menos moderna. Sou apenas e somente mãe. E eu posso dizer que aqui não tem culpa nenhuma. Não esqueci de mim, mas prefiro pensar em nós, sempre. Eu, ele e elas. E deixa eu contar um segredo: quando a gente se entrega, quando a gente deixa de lado o "eu", vê o quanto vale a pena e enxerga o que realmente importa na vida, o que é felicidade. Afinal, o que você veio fazer aqui neste mundo moderno? IMG_9801 *Encontrei essas fotos no meu computador. Elas tinham 5 ou 6 meses... como cresceram, meu Deus!!! Pode surtar agora MODE ON!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dormir, sempre dormir

Um dos grandes dilemas dos pais de bebês e crianças é o processo de dormir. Uma coisa tão boa, tão fácil de fazer, mas os bebês precisam aprender. Quando eles nascem dormem demais, dormem tanto que a gente precisa acordar pra dar de mamar! Depois começa a luta. Eles lutam tanto contra o sono que parece loucura! Só dormem quando estão exaustos. Aí os pais inventam métodos e técnicas para colocar os pequenos porque vamos combinar: noites bem dormidas deles e nossas são preciosas. Aqui já passamos por muitas fases e falei sobre isso aqui. Elas eram ninadas e reninadas nos primeiros quatro meses, depois começaram a dormir de chupeta, depois foi todo um processo para dormirem sozinhas no berço, até que finalmente encontramos o nosso próprio jeito de fazer as duas dormirem no tapete delas na sala. Bastava colocar a chupeta, abraçar a frandinha, fazer um carinho e elas dormiam no chão, no fofinho do edredom. E depois iam a noite toda. Até que a gente resolveu mexer em time que tá ganhando.

Eu e o Marco conversamos e resolvemos começar a acostumar as duas a dormirem sozinhas no berço já que elas estão crescendo e depois pode ser mais difícil parar com a brincadeira e colocar as duas para dormirem no mesmo lugar que elas fazem bagunça. Passamos uma semana colocando as duas para dormir no berço à noite só, as sonecas continuavam no chão. Continuamos com a nossa rotina: jantar, banho, brincadeira, mamadeira e dormir. Mas, assim que a gente colocava as duas no berço, elas ficavam super agitadas, algumas vezes, um dos dois perdia a paciência e aí o outro vinha e assumia o posto, a gente não deixou as duas chorarem e a minha ideia era ficar lá até as duas dormirem e isso era cansativo, pra nós dois e para elas. No meio do processo, elas também resolveram não dormir de madrugada e ficaram acordadas de 0h até 4h da matina. Ou seja, não estava dando certo.

Sem título

Um belo dia gente demorou duas horas para fazer elas dormirem, a vontade era de desistir, até que os dois respiraram, se olharam e começamos a conversar. O que estávamos fazendo de errado? O Marco queria que a gente deixasse chorar, eu não sequer admitia a ideia, achava que a gente tinha que ficar com elas no quarto até elas dormirem. Então, a gente chegou no meio termo, o método "Sabadini Stracquadanio" de fazer dormir, vamos dizer assim. E ficou assim: na hora da soneca ou de dormir (não adianta fazer só uma vez por dia, elas têm que se acostumar com a rotina) levamos pro berço, fazemos carinho, chupeta, fraldinha, boneca e a gente sai do quarto. Se elas choram, reclamam, a gente entra no quarto, faz carinho, coloca chupeta e sai de novo. Deixávamos só a luz do abajur acesa. Fizemos isso por dois dias e deu certo. Elas dormiram sozinhas e quando estavam com muito sono, não demorou nem 15 minutos! Depois, a gente ia lá cobria as duas e apagava a luz.

Sem títuloBella pouco antes de dormir sozinha

É claro que para dar certo uma coisa é essencial: paciência! E os bebês têm que estar com sono. Se não tiver, ele fica brincando um pouco no berço até se aconchegar e dormir. Vi que ficar no quarto também atrapalha as duas, elas ficam agitadas e querem brincar com a gente. Não é fácil, eu e o Marco sofremos horrores nos últimos dias, mas agora estamos vendo o resultado. Elas continuam a se sentir seguras e amparadas com a nossa presença, sabem que se gritarem ou chorarem vamos estar ali, só que estão mais independentes para dormir na hora que estão com vontade. E pra mim, que cuido das duas sozinha, foi muito bom poder ter a liberdade de ir no banheiro fazer um xixi, conseguir fazer a papinha delas sem pressa e, oi?, escrever este longo post tranquilamente. Acho que vai ajudar no meu nível de cansaço também.

Mesmo assim, ainda temos um tropeços. Hoje na hora do almoço, fui colocar as duas para dormir depois do banho, ficaram meia hora no berço e nada. Vi que a Maria tinha feito coco, troquei ela e resolvi dar uma mamadeira pras duas. Depois foi a vez da Bella fazer coco. Troquei e ela dormiu rápido, mas a Maria ficou enloquecida. Jogava a chupeta no chão, ria toda hora que eu deitava ela no berço, cantava, gritava e eu entrava no quarto e saía, entrava e saía. Ela estava me testando, minha gente! Fez isso durante meia hora. Resultado: acordou a Isabella. Fui lá deitei a Maria e ela finalmente dormiu, Isabella conseguiu dormir logo em seguida (aleluia!).

Sem título Maria aprontando

E que venham os próximos capítulos! Só para deixar resgistrado: eu não sou técnica em nada ou especialista, só estou dividino a nossa experiência por aqui na esperança de que ajude alguém também, mas cada um precisa achar seu ritmo. ;)

Ah, sim! Elas continuam a dormir a noite toda. Geralmente de umas 20h30, 21h até as 7h do dia seguinte, isso porque a gente acorda as duas todos os dias, já que Marco sai pra trabalhar às 7h30 e ele me ajuda a dar a mamadeira. Mas durante a madrugada, de vez em sempre, rola um chorinho, a gente vai lá faz um carinho e coloca a chupeta e pronto. E esse horário de verão atrapalhou toda a nossa rotina, mas enfim...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mompetition - parte 2

Estão sentindo que o clima de sequência tá pegando nessa blog, né? Mas, como a gente faz se os assuntos são inacabáveis? Então, vamos mais uma vez para o tal da "mompetition", ou a famosa competição entre as mães.

Eu queria entender por que existe tanta divergência e discussão entre as mães, afinal, estamos todas no mesmo barco, no mesmo time, mesma categoria. Mas, existe. Eu tenho pensando muito sobre criação, escolhas e sobre as frases prontas que envolvem esse assunto como "cada um sabe o que é melhor para o seu filho". Leio muito os posts da Anne no Super Duper e tenho me identificado com muita coisa e ela me faz pensar muito sobre essa loucura que é ter que ser mãe. Acho que sim, cada mãe tem seu método, tem suas escolhas. Eu, por exemplo, deixo Maria e Isabella lamberem o chão, talvez alguém ache isso um absurdo, nojento, etc, mas eu acho que faz bem para imunidade delas. Então, não existe certo e errado na maternidade? Existe sim. Dar um hambúrguer pra um bebê é certo? Não, mas tem mãe que dá "pra experimentar, tadinho". Mas, se ela acha que é certo não tem problema? Tem problema sim. Existem milhões de exemplos como esse de dar fast food para um bebê, e eu posso citar vários que eu faço e que outras mães achem errado. "Mas, minha gente, tô confusa, o que é certo e o que é errado?" Rá, só você? Olá, bem-vinda ao mundo moderno.


Sem título Caminhos


Existe o certo e existe o errado, e olha que coisa, eles dependem do ponto de vista. Chega uma mãe orgulhosa com uma pequisa feita na Espanha que natação é péssimo para bebês porque aumenta o risco de bronquite e outra apresenta uma pesquisa de Harvard dizendo completamente o oposto. E agora, quem está certo? Acho que o que está errado é o foco. Maternidade é uma questão de decisão. Se eu quiser colocar minhas filhas na natação e alguém vier falar que faz mal, eu vou escutar e usar a minha melhor expressão do "é mesmo?" e depois ir lá fazer minha matrícula. Eu acho que o que está faltando no mundo moderno é assumir escolhas. E, principalmente, saber voltar atrás quando a sua decisão estiver no caminho errado. Esse sempre foi um dos meus grandes medos antes de ser mãe, ficar cega e achar que eu estou sempre certa. E ainda bem, que eu consigo enxergar quando eu fiz uma merda daquelas e reformular tudo.

Ontem, me mostraram uma discussão afoita sobre amamentação. Li os argumentos, concordei com alguns e a coisa estava ficando acalorosa. Uma amiga que não conseguiu amamentar exclusivamente, que como eu deu o peito e complementou na mamadeira, participava também da troca de opiniões sobre o desafio de amamentar. Cada uma ali tomou uma decisão e estava defendendo seu ponto de vista. Quem estava certo ou errado? Nem ideia, minha gente! Sinceramente? Eu nunca gostei de debate, pra quê ficar discutindo, com raiva do argumento do outro? E outra coisa? Em vez de gastar a energia debatendo, por que não ajudando o outro? Não sei porque a gente insiste em ficar contra o outro. Sim, a gente julga a decisão do outro, mas precisa tentar compreender, e amparar quando for "requisitado". Ou seja, quando outra amiga vier conversar com você. Porque esses conselhos de graça do tipo "você tem que fazer isso", "com meu filho só dá certo assim", a gente dispensa.

Ah, o mundo moderno! Acho que hoje em dia a gente analisa muuuuitoooo tudo. Informação é bom, mas quando é demais atrapalha. Minha mãe me deu um conselho quando as meninas nasceram e acho que é isso: "viva o dia de hoje". Tudo o que eu quero agora é aproveitar o máximo essa fase ótima com Maria e Bella e deixar de lado todas essas neuras, dilemas, polêmicas. As decisões são importantes, mas elas não são definitivas. Por aqui, a culpa não passa mais. E eu não quero ver as outras mães como concorrentes, mas como amigas, que podem me fazer enxergar outros ângulos, recorrer a outros caminhos. Concordo com tudo, não? Julgo? Sim. Mas, como eu, está todo mundo aprendendo e seguindo em frente.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Mompetion

Como uma boa mãe moderna, a internet é uma grande aliada da minha vida "muito louca tentando acertar o passo das coisas". Eu encontrei nesse mundo virtual muitas inspirações, descartei muitas dúvidas, fiz amigos, resolvi problemas e achei novas soluções. Mas, ultimamente, eu tenho sentindo que a rede mundial de computadores também tem um lado negro da força. Deixa eu desabafar, minha gente: às vezes, os blogs fazem a gente se sentir mal. Não basta a gente se bater todo dia achando que é uma péssima mãe, que só faz as coisas erradas, a internet também pode fazer isso por você.
Na semana passada, eu me peguei me sentindo assim.

Você amamentou seu filho lindamente e exclusivamente até os seis meses e tem pavor de mamadeira? Parabéns, eu não consegui. Você usa sling e acha que essa é a solução para todos os seus problemas? Maravilha, eu tenho duas bebês e elas não cabem em uma canga com argola. Você listou todos os contras contra um pouco de açúcar para uma criança com menos de dois anos? Ops, deveria ter lido isso antes de dar um biscoito maisena pras meninas. Você teve um parto normal maravilhoso dos seus sonhos? Eu e outras milhões de brasileiras não. Tá certo, minha gente, não me entendam mal. A recalcada sou eu. Cada um tem o direito de escrever sobre o que quer e como quer, e acho super válido incentivar coisas boas e positivas. Mas, às vezes, a gente esquece que tem alguém do outro lado lendo tudo aquilo. 

E quem não conseguiu amamentar o filho? Acontece. É menos mãe por isso? Não. Mas parece que a gente só vê todo mundo "tem que amamentar, tem que amamentar, porque é o mais puro ato de amor, blá, blá, blá". Mas, e todo o sacrifício e tranformação que você tá passando a favor do filho, tá lá não? Eu dou o peito para as meninas até hoje e, não sei por quê, às vezes, me sinto mal por não ter tentando mais um pouco a coisa do exclusivo e não ter dispensado a mamadeira. A pressão é dos outros, do mundo, dos parentes, nossa e agora até da internet?

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Tudo isso me fez pensar sobre o blog e o que eu escrevo aqui. E me deu um desânimozinho. Será que eu faço outras mães se sentirem mal? Talvez sim. E é exatamente por isso, que quer queria esclarecer: estou aqui, como você, ainda tentando não me afogar nesse mar que é a maternidade. Eu faço o que eu posso para dar o melhor começo de vida que Maria e Isabella poderiam ter. Erro muito? Pra caramba! As coisas são do jeito que eu queria que fossem? Raramente. Mas estou aqui tentando como louca! Ser mãe é ser insistente, como eu disse aqui, claro, mas também é saber parar e dizer, o que vale a pena pra mim e para as minhas filhas? Escolham suas batalhas. É a amamentação? É o sling? É a chupeta? É a alimentação perfeita? Então, se joga!

Eu sinto que muita gente vive em constante competição com outras mães, a famosa "mompetion". É aquele história: "por que o fulaninho faz isso e isso e isso", "ah, mas o meu não faz isso, faz é o aquilo outro, que é ainda melhor". E se o seu não faz nada? Não entre na paranoia dos outros, se tá rolando isso com alguém, não vale a pena nem continuar com o papo. Quando eu converso com outras mães, o que é não acontece com tanta frequência assim ultimamente, porque tenho poucas amigas mães, sempre tento aprender alguma coisa, pegar dicas, desabafar, do que ficar na constante comparação e competição. Acho que como eu já tenho duas filhas para ficar comparando (o que é super errado, tá aí a prova de que eu não sou guia para ninguém), não entro na onda da mompetition.

A verdade é que não existe a mãe perfeita, afinal, qual a graça de acertar tudo sempre? Eu não viveria minhas pequenas aventuras com as meninas, nem iria descobrir a maternidade do jeito que acontece agora. Não sei se existe fórmula certa, acho que existem caminhos e cada um escolhe o que quer seguir, o que eu espero é saber quando eu estou fazendo a coisa errada, não quero ficar cega para receber uma outra opinião ou ver uma nova solução. Eu ainda estou meio de mal com a internet e também um pouco com essa função de blogueira. Eu consigo muito ajuda com outros blogs e sempre achei que poderia fazer o mesmo pelos outros por aqui. O blog também fez com que eu conhecesse outras histórias e muita gente legal, acho que por isso vale a pena continuar. Acho que é isso, minha gente, só um desabafinho. Voltaremos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Um bom sono de bebê

O sono do bebê é outro desafio para os pais, especialmente, para os de primeira viagem. Eu não sei vocês, mas aqui em casa nos últimos meses, o grande "dilema" na vida de Maria e Isabella foi dormir. No primeiro mês, é aquela coisa "eles só dormem". Eles não querem acordar para mamar, não querer muito espaço ou ser incomodados, só gostam do aconchego e vivem no sono bom. Até que os bebês começam a crescer e tudo muda. 

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Com uns dois meses, começamos o processo de ninar. Como as duas tinham refluxo não dava para colocar logo no berço, e acho que essa ideia também não passou pela minha cabeça. O pouco que eu sabia é que o bebê precisava do colo, daquela canção de ninar para dormir. Então, era isso que eu fazia com as meninas. Lembrando de tudo agora (aliás, parece que foi há muito tempo),  só consigo me ver com o Marco na sala de casa madrugada a dentro com uma no colo de cada um. Como o leite voltava, muitas vezes a gente ninava as duas com elas em pé. Quando elas choravam ou estavam incomodadas, a gente começava a caminhar rápido dentro de casa, pareciámos uns loucos, e o pior que dava certo.

O processo de dormir do bebê também inclui o pouco sono dos pais. Não adianta, minha gente, até os três meses eles não vão dormir de noite ou de madrugada, conforme-se. E não tem aquela coisa de trocar a noite pelo dia, (como está acontecendo agora com a gente), o bebê vai acordar de três em três horas para mamar. Uma dica boa é já acostumar o bebê a saber o que é dia o que é noite desde essa fase. De dia, eu sempre deixei a cortina bem aberta para entrar bastante luz no quarto e quando anoitecia não deixava nem o abajur aceso na hora das duas dormirem, só o escurinho.

E bem, que chegaram os três meses, e elas começaram a dormir bem durante a noite. Começou com cinco, seis horas seguidas e teve um dia que chegou a 11 horas seguidas de puro sono! É claro que no meu caso são duas, então a gente tem que ter sorte das duas combinarem de dormirem tanto. O máximo foi esse a Maria dormiu 11 horas e a Isabella 9, então não posso reclamar. Com gêmeos, também é engraçado perceber que um bebê é sempre mais preguiçoso, mais tranquilo para dormir.

Mas, se com três meses, veio a felicidade de dormir mais, veio também a complicação do sono. De repente, começou uma luta para dormir. A gente ninava, as duas morrendo de sono, e nada de dormir. No começo, achamos que era o refluxo de novo, mas depois notei que era um incomodo. E aí veio aquela outra pré-concepção "bebês choram para dormir", será que as minhas eram assim? Sim. Procurei milhões de coisas na internet, métodos e teorias, e descobri que os bebês simplesmente não sabem dormir, eles precisam aprender a fazer isso também. Por isso, ninar era importante.

Com quatro meses, a luta para dormir continuava. Era uma embalação de bebê sem fim. Sério, ficava o dia inteiro embalando essas meninas, minha gente. No fim do dia, estava com dor nas costas e acabada psicologicamente. Será que eu estava forçando minhas filhas a dormir? Quanto tempo eu ia aguentar esse ritmo de pegar no colo e com elas cada vez mais pesadas? E toda vez ia ser aquele chororô para dormir? Passei algumas semanas com esse dilema, de novo, li bastante, debati com o Marco e resolvemos colocar elas para dormir no berço. Relutei contra isso porque ainda queria ter aquele aconhego, aquela coisa boa de colocar o bebê para ninar, mas como o processo virou uma luta, comecei a repensar. E com duas bebês, comecei a aprender, que a gente tem que se adaptar.

E então veio a chupeta, não vou contar aqui como foi o processo porque é preciso todo um post para contar isso. Vamos pular a fase. Elas pegaram a chupeta com quatro meses e aí foi a glória. A chupeta ajudou bastante porque elas perceberam que era hora de dormir. Elas conseguiam relaxar e parar de lutar contra o sono. De repente, começaram a dormir nos passeios de carrinho e nas voltas de carro. A chupeta só aparecia na hora de dormir e logo depois que elas adormeciam a gente tirava a chupeta.

Com quase cinco meses, depois de muito choro e aceitação da minha parte (eu falo que as mães que atrapalham as coisas), foi hora de colocar para dormir no berço. Não queria usar os polêmicos métodos de deixar chorar, então resolvemos bolar nosso jeito próprio de colocar as meninas para dormir. Foi um processo talvez um pouco maus demorado, mas deu certo. Primeiro, a gente resolveu parar de ninar e colocar as duas para dormir no nosso colo, mas sem balanço. Foi importante esperar que elas tivessem sono, não tentar forçar. Quando elas começavam a coçar o olho ou bocejar, era a hora. Se esperar muito também elas ficam irritadas e é pior. A gente sentava no sofá, colocava a chupeta, dava o aconchego e esperava elas dormirem. Funcionou um dia. Na verdade, a Maria aceitou bem, já a Isabella... Ela começava a chorar e aí era complicado. Primeiro, porque eu não queria o processo do chororô e lá estava ele. Depois de uns minutos elas pegava a chupeta e dormia. Mas no final do segundo dia, não estava adiantando. No meio do desespero, o Marco colocou ela no berço para ela se acalmar e puf, a menina dormiu. Descobrimos que a Bella é mais independente e ela mostrou pra gente que era hora de ir em frente.

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Aí começou um novo processo (aguentem firme que está acabando, o texto, porque o processo não acaba nunca). A rotina era mamar, arrotar, brincar até a hora que elas começassem a reclamar de sono e colocar no berço. Ao contrário dos métodos clássicos, não saímos do quarto. Colocamos um baquinho do lado de cada berço e esperávamos elas dormirem. Caia a chupeta, a gente colocava de volta. A Maria dormia fácil, mas a Bella se mexia, lutava contro o sono até conseguir dormir. No meio do caminho, a gente resolveu que se passasse 15 minutos e elas não estivessem dormindo, era porque não estavam com sono, por isso, a gente voltava para sala e brincava mais um pouco. No fim de uma semana, ficou fácil. Quando elas estavam realmente cansadas dormiam, era só colocar no berço, dar a chupeta e uma fraldinha para abraçar, que elas dormiam. Às vezes, logo de cara, às vezes demorava um pouco mais, porém sem estresse pra gente e pra elas.

Mas, depois tudo mudou de novo, quando a gente resolveu montar uma área para elas bricarem na sala. Coloquei um tapete no chão com um edredon em cima para elas brincarem à vontade, foi maravilhoso! Elas brincam e depois adormecem ali mesmo! Aí é só colocar no berço.

A inconstância agora é na rotina do sono. Depois dos três meses, elas dormiam à noite toda, acordavam de madrugada de vez em quando. Com quatro meses, dormiam cedo por volta das 19h, 20h, e acordavam umas 4h ou 5h da manhã. Agora com cinco, tá tudo uma bagunça. Desde sábado, elas não querem mais dormir à noite, de madrugada sim (aleluia!). Elas tomam banho umas 20h, brincam um pouco, dormem às 22h, e uma hora depois acordam e ficam acesas até às 2h da manhã. Com isso, eu e o Marco estamos acabados. Depois elas dormem até umas 8h da manhã e dormem bem o dia todo. Já tentei deixar elas acordadas de dia, mas não adianta, elas dormem. Então, é isso, a saga continua. Nunca pensei que ia ter meninas tão baladeiras. Agora, chega que esse texto tá enormeee!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Um passo de cada vez

Estava procurando umas fotos dos meus avós para colocar no quatro das meninas e achei meu certificado da maternidade. Tinha até esquecido dele. Meu pai me deu este papel amarelo com meu pequeno pé impresso com outros documentos quando eu saí de casa e me casei. E ele ficou ali escondido. Foi tão engraçado encontrá-lo de novo e agora ler todas informações de forma diferente, com outros olhos.

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Há 30 anos, meu pai e minha mãe correram para o Hospital da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, na madrugada, depois que a bolsa dela estourou. Foi um longo trabalho de parto, sem dilatação e eu cheguei de cesária! Na verdade, eu nasci ali por acidente. Meu pai é militar (deu para perceber) e eles moravam em Natal. Porém, ele ficou com tuberculose enquanto a minha mãe estava grávida e existia um hospital em Itatiaia. A minha mãe ficou na casa da mãe dela em Resende e eu segui a tradição da família de nascer naquela pequena cidade perto da Via Dutra.

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Olha só! Minha mãe estava com 39 semanas. Eu nasci com 3.9kg e 51 cm.

E as dicas de antigamente? Dar água entre as mamadas? Não existe mais e pode tirar o bebê da amamentação. Merthiolate no umbigo? Também acho que não se usa.

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Daqui a pouco é a vez das meninas receberem o "diploma". A ansiedade está batendo e estou tentando me manter calma no meio da confusão. O segredo é um passo de cada vez. Tem muito palpite e ruído cercando a gente, e o negócio é ter paciência. Hoje até me perguntaram: "Gêmeos? E quando você vai tirar?" Oi? Eu não vou tirar ninguém, elas é que vão sair! Não aguento mais perguntas tipo: "e você acha que vai até quando?". Eu levo tudo numa boa, sei que as pessoas não falam por mal, faz parte do bláblá, mas, às vezes, irrita.

Outra coisa: nunca vi tanta gente ter medo de dois bebês! A palavra "gêmeos" parece que desperta um alerta vermelho em algumas pessoas. Sim, vai dar trabalho e muito. Mas será que eu estou sendo muito ingênua? São dois bebês, e isso, pra mim, é sinônimo da mais pura felicidade que eu esperando descobrir nos próximos meses. Enquanto isso, aproveitamos a jornada e crescemos junto com ela.