terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sobre não saber o sexo do bebê

Quem passa frequentemente por aqui já deve saber que a gente decidiu não descobrir o sexo do bebê número três. Queremos viver a experiência de saber apenas no nascimento e ouvir aquelas mágicas palavras: "é uma menina" ou "é um menino, não temos preferência ou queremos criar expectativa logo. É claro que temos curiosidade, como qualquer pessoa, mas tem sido um processo transformador e de grande aprendizado, seguir por esse caminho pouco convencional em tempos modernos de ultrassom 4D, por isso resolvi comentar sobre o assunto aqui. Não foi uma decisão fácil (para as outras pessoas, especialmente, diga-se de passagem) e nem foi uma coisa de agora, foi algo pensado muito antes da gente sequer cogitar uma segunda gravidez de verdade. E, sim, nós fomos de um extremo ao outro, se na gravidez das meninas eu fiz um exame de sangue para saber o sexo, dessa vez nada.

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Pra mim, tudo começou quando recebi um email de uma italiana que mora no Canadá, mas que já tinha morado no Brasil, e tinha lido meu blog, a Lara. A gente começou a trocar emails e ela comentou sobre não saber o sexo do bebê, algo muito comum em outros países, mas que em terras brasileiras parece impossível ser feito, "como aguentar a curiosidade?", "como fazer o enxoval?". Isso porque as nossas mães não tinham essa chance e o nascimento era sempre uma surpresa. Mas as coisas mudaram e isso é ótimo. E também agora temos escolhas, chances de fazer de outro jeito, e o meu jeito é voltar um pouco para atrás. A Lara me escreveu sobre o assunto e gostei tanto do texto que acabei fazendo um post sobre isso aqui. Apesar da minha curiosidade absurda, e totalmente compreensível como mãe de primeira viagem e de duas, as coisas que ela escreveu me tocaram e aquilo não saiu da minha cabeça.

Depois, cheguei a comentar com o Marco algumas vezes sobre não querer saber o sexo do próximo bebê, caso eu ficasse grávida de novo, e ele falava "acho que deve ser legal mesmo". Mas acredito que ele ainda estava em estado de negação sobre qualquer possibilidade de um outro filho. hahahahaha Aí a Lu, do blog Potencial Gestante, ficou grávida e começamos a conversar sobre isso e ela decidiu não saber. Adorei poder ver a experiência dela de perto como amiga e aí que eu me decidi mesmo.

Quando fiquei grávida agora fui falando logo: "então, não queremos saber o sexo". Pausa para todo mundo ir à loucura. "O queeeee?" "Como assim?" "Tem certeza?" "Mas, e o enxoval?". Achamos divertido a curiosidade no começo. Nossos pais insistiram um monte, queriam ir junto no exame de ultrassom, pediram mil vezes. Mas estávamos decididos. Depois, começou a ficar chato. "Por que? Como? Vocês não estão curiosos?". Sem falar na coisa de "é um menino", 96% das pessoas falando que era um menino, tem que ser um menino, se for um menino não vale. Ah, as grávidas e sua lista infinita de palpites. Isso já estava me incomodando, do nível que se eu fizesse um ultrassom e fosse um menino, eu nem ia curtir tanto, mais um motivo para surpresa. Esse era um assunto, um processo que estava me deixando nervosa já e eu estava a ponto de desistir, ceder logo à pressão e vamos nessa.

Há duas semanas fui fazer o exame. Antes de entrar penso: "Será que não é melhor saber logo? Vamos matar a curiosidade de todo mundo e acabou!". Entro na sala e descubro que marquei o exame errado, tem que fazer outro mês que vem, blá, blá, blá. Antes da médica passar o gelzinho falo: "Doutora, eu não quero saber o sexo, hein?". Ela diz que lembra e me questiona mais uma vez porque não quero saber mesmo, etc. "Mas, seu marido não tá curioso?". Até tu, Brutus? Na hora que ela passa perto das pernas e vai medir o fêmur, ela pede pra que eu feche os olhos. E eu penso: "que situação ridícula, eu de olho fechado aqui, mas bora nessa!". Até que acaba o exame, bebê lindo, livre, leve e solto dentro daquele marzão que é o útero (eu sempre tenho essa impressão porque com as meninas parecia uma luta por espaço sem fim). Ufa. Resisti à tentação e não vi. O Marco também foi um grande incentivador para que a gente continuasse firme.

Alguns dias depois, a gente conversa sobre o assunto e decidi esperar até o próximo exame. Depois, eu recebo por email um relato de um VBAC (parto normal após cesárea) e os pais não sabiam qual era o sexo do bebê, no fim, quando o ele nasce, o pai cheio de lágrimas nos olhos, olha pra esposa e diz: "É o Francisco". E aí, eu me lembrei porque fiz essa escolha. E não tive mais dúvidas. Que venha a melhor surpresa das nossas vidas, e eu vou estar pronta para recebê-la de braços abertos.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Receitinha - Bolo delícia de agrião

Ah, a rede mundial de computadores e suas peripécias! Depois do bolo sucesso de beterraba, que uma amiga me mandou todinho por mensagem pelo Facebbok, eu agora encontrei uma receita de bolo delícia de agrião (sim, eu coloco adjetivos nos bolos). Postei a receita no instagram (segue a gente no @familiamoderna) e uma seguidora super querida compartilhou essa receita comigo. Estou sempre buscando opções saudáveis de lanche e sobremesa pras meninas porque confesso que fujo dos doces por aqui. Não é nem questão de "pode ou não pode comer", mas de criar um hábito saudável, pensando em um futuro distante, simples assim.

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 Maria oferecendo um pedaço de bolo pro neném hoje de manhã

Finalmente, fiz o bolo nesse fim de semana, mas especificamente ontem, e hoje quase não tem mais nada! Até o marido aprovou dessa vez. Dá um pouco mais de trabalho porque tem que bater as claras, então,  tive que tirar a batedeira do fundo do armário, mas vale a pena. Fica muito gostoso mesmo e, o melhor, é saudável! Aí vai:

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Bolo delícia de agrião

1/2 maço de agrião
3/4 de xícara de óleo
4 gemas
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento
4 claras em neve
2 xícaras de açúcar

Antes de tudo: separe as claras das gemas, reserve as duas e já bata as claras na batedeira para facilitar sua vida. Bata o agrião (lavadinho e verdinho), as gemas e o óleo no liquidificador, coloque em uma tigela, acrescente a farinha, o açúcar, o fermento e, por último, as claras em neve. Vai a dica: misture as claras delicadamente com uma colher de pau ou pau duro (piadas à parte) e não com um fouet, se não o bolo perde sua fofura. Depois você já sabe a reza: forma de furo untada margarina e farinha (aqui uso azeite), forno pré-aquecido 180°, 40 minutos.

Quando tirei o bolo da forma não ficou lindo, por isso não tirei foto, mas acho que é porque tive que fazer uma pausa para ir ao mercado comprar farinha e dar almoço pras meninas, então a clara desandou. Mas, o sabor.... Delícia mesmo. Ah, não deixem de curtir a página do blog no Facebook

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

DIY - Faça você mesmo - Guirlanda de Papel de Caveira (e uma festinha de Halloween)

Eu acho que eu nunca fiz uma festa de fantasias ou Halloween, exceto no meu aniversário de 9 anos quando meus pais fizeram o tema de "Punk" e fizeram todo mundo ir vestido de preto e foi um sucesso total! (Depois se perguntam porque eu sou diferente hahahahaha) Mas resolvi fazer uma comemoração pequena de aniversário na semana passada e eu e minha mãe resolvemos abraçar o dia das bruxas. Deu um pouco de trabalho, choveu enquanto a gente arrumava tudo, queria ter feito mais coisas, queria ter tirado mais fotos, porém, a gente, com certeza, se divertiu!

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Para a festa, resolvi fazer um enfeite de caveirinha (aquele lá em cima da janela) e resolvi compartilhar aqui. Ah, sim, me vesti de Frida pra quem tá se perguntando ;)

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Você só precisa de uma cartolina preta, tesoura, canta, paciência e uma máquina de costura. O resultado vale a pena! Comecei desenhando uma caveira no papel, me inspirei nesse tutorial e desenho aqui aqui. Depois, cortei e comecei a fazer o traço da cabeça na cartolina.

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Para facilitar o trabalho dobrei a cartolina para cortar dois de uma vez só.

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Depois, desenhei os olhos e a boca em cada caveirinha.

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E cortei um por um!

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Agora é hora de ter paciência e cortar tudo! No fim, deu 54 caveirinhas.

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Tudo cortado? Hora de fazer a guirlanda na máquina de costura. É só, literalmente, costurar o papel.

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Coloque o ponto da costura bem largo, na minha máquina usei 0,5 que é o máximo, assim fica mais fácil. Deixe um pedaço grande de linha sobrando e depois vá passando as caveirinhas na máquina e deixe um bom espaço entre elas também, não se preocupe que a linha vai seguir seu curso.

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E para inspirar outros loucos pelo Halloween, aqui vão algumas fotos da festa:

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Bella pedindo mais suco da Quitanda Fácil. Tinha duas opções: cenoura com limão e abóbora, mamão e maracujá!

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Bella, Bento e Maria

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Fiz meu famoso ponche: 1 garrafa de espumante, 1 de guaraná, gelo e frutas vermelhas

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Canudinhos de caveiras comprados na loja de festa e aranhas de plástico por todos os lados coladas com cola jeans

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Síndrome do Segundo/Terceiro filho

Eu tenho pensando um pouco (não muito) sobre como esse bebê vai ser, como ele vai se encaixar na nossa família. Quando ele vier para os meus braços, eu não vou ser aquela mesma mulher, que com um misto de felicidade e medo, que pegou primeiro uma menina na UTI Neonatal, olhou, admirou, viu cada detalhe e tentou colocar no peito; depois pegou a outra, olhou, admirou, viu cada detalhe, ficou impressionada com a semelhança com a irmã e tentou colocar no peito. Eu vou ser outra, a situação vai ser outra, mas o amor vai ser o mesmo, disso eu não tenho dúvidas. A felicidade que já existe vai respirar ainda mais fundo e eu vou saber aproveitá-la. Ah, se vou. Mas ainda que o medo seja diferente, bem diferente, ele existe.

E eu não tenho medo de "não dar conta do recado" ou de "como eu vou fazer para cuidar de três crianças". Sei que tudo vai dar certo e a gente sempre dá um jeito. Mas tem uma coisa que eu tenho medo sim, tenho medo desse bebê cair na inércia. Ponto (não, pronto), falei. Eu tenho medo dele cair nesse ditado de que o terceiro filho "tem sorte ou sobrevive". É uma coisa que eu reparo que acontece com o segundo/terceiro filho, a gente deixa fluir porque sabe que ele vai crescer, vai comer eventualmente, um dia dorme a noite toda, e tudo isso é verdade. Tudo bem, realmente, a gente aprende muita coisa com o primeiro, no meu caso, as primeiras. Mas, eu tenho medo de não me esforçar tanto. De não ser mais a mãe insistente, que tenta, faz dá certo, que me fez chegar até aqui. E aí a coisa desandar mesmo. Faz sentido? Sou psica? Fico super me analisando, essa sou eu, e acho que toda mãe deveria ser assim também, não ficar pensando só no que os outros podem ou fazem errado, mas no que a gente faz ou pode fazer errado também. Por isso, não quero deixar de me esforçar por esse bebê.

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É claro que as coisas vão ser diferentes, a gravidez já está sendo bem diferente. Como eu disse, não sou mais a mesma e tudo o que passei com a Maria e a Bella me fizeram o que eu sou hoje. Mas não quero me perder no caminho e preciso me lembrar disso. Quero continuar sendo a mãe prática que as meninas me ensinaram a ser, sem deixar de ser disciplinada, sem deixar de insistir. Portanto, venha bebêzinho que estamos te esperando, para passar por mais um desconhecido com gostinho familiar. Parar deixar a felicidade ainda mais completa, transbordando como tem que ser.

Eu também escrevi um post sobre que tipo de mãe eu queria ser quando estava grávida das meninas. Sabe que até que eu não me desviei tanto das minhas ideias originais? ;)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Receitinha - Batata "frita" de forno

Eu tenho um certo preconceito com batata frita. Tipo aquela coisa de que alguém conseguiu transformar um vegetal em algo nada saudável, gorduroso e frito. E acho que definitivamente não é comida para criança, bebê, então, socorro. Mas, calma, eu tenho culpa no cartório, eu deixei as meninas comerem batata frita uma vez, quando a gente viajou para o interior de Goiás e não tinha nenhuma outra opção de aperitivo na casa que não fosse isso ou linguiça e a comida ia demorar 40 minutos, e eu não tinha levado nada pra elas comerem. Então, pedimos um suco e uma porção de batata. Ok, não precisam me julgar porque já faço isso todos os dias ;).

Mas, sabe, grávida? Então, outro dia me deu vontade de comer batata frita, mas caseira. E isso existe? Eu tinha visto em algum blog há anos atrás, mas tentei inventar a minha própria receita, vide também a falta de tempo para fazer uma busca no google (a coisa aqui tá tensa, mas conto depois!).  É rápido, fácil (meu tipo de receita!) e fica uma delícia. E as crianças podem comer à vontade. Mas, não, não fica igual a tal da batata frita gordurosa, pra mim, fica ainda melhor!

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Delícia!
Então vamos lá:

Você vai precisar de:
- 3 batatas médias
- sal, açafrão e azeite a gosto.

Cortei as batatas em tira e coloquei pra cozinhar na água com sal. Bastou ferver e deixei alguns minutos. A batata tem que ficar cozinha, porém al-dente. Esse ponto é super importante porque fiz da primeira vez e cozinhou demais, ainda ficou bom, mas não ficou "batata frita". Depois, escorri a batata e coloquei em uma travessa coberta com papel alumínio e joguei mais um pouco de sal, açafrão (pouco menos de uma colher de sobremesa) e reguei com azeite.
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Batata temperada pronta para "fritar"!

É só colocar no forno alto e esperar ela ficar mais crocante. Se você quiser ainda pode colocar as batatas em um papel-toalha para deixar ainda mais seca, mas nem fiz isso. 

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Produto final

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Bella e Maria comendo batata frita de lanche da tarde

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Transição do berço para a cama

Sim, nós conseguimos! E, olha, não foi aquele bicho de sete cabeças que eu esperava, foi até tranquilo!

Mas, antes de ir aos detalhes, queria dizer que o esquema de um sono de um bebê, quem dirá dois, é muito pessoal e varia de família pra família. Não existe fórmula ou encanto, mas uma dica aqui e outra ali, uma experiência legal ou outra melhor, e você precisa criar seu próprio método/técnica/rotina que funcione pra você e pro seu bebê. Eu acredito em insistência, persistência e que é possível guiar/educar uma criança da forma que você escolher, como eu disse, aqui em casa nunca teve aquela coisa "ah, não se adaptou", "não teve jeito" "não quer de jeito nenhum", eu sempre me virei pras coisas simplesmente darem certo quando eu queria que elas dessem certo e elas sempre precisaram dar certo. Então, é criar um objetivo e partir pro abraço!

Outra coisa (calma, que já vem o post!): passamos por diversas fases de dormir aqui: primeiro, fiz o que eu achava que era feito com todo bebê e ninei. Ninei horrores. Aí com uns quatro meses pensei: como vou ninar as duas sozinha? E tentei colocar no berço. Ficava fazendo carinho nas duas dentro do berço e era super cansativo, elas lutavam contra o sono do mesmo jeito. E foi quando me rendi a chupeta. Sim, elas começaram a chupar chupeta com quatro meses. Aí no meio do caminho, consegui fazer as duas dormirem na sala, no edredom que a gente colocou no chão pra elas brincarem, era dar a chupeta, carinho e elas dormiam. Lutavam também, mas era uma forma de um dos dois (eu ou o Marco) fazer as duas dormirem sozinhos, enquanto o outro podia jantar, arrumar a casa, fazer outra coisa, etc. Depois, resolvemos mudar tudo quando elas tinham uns 10 meses e passamos pelo processo de colocar as duas para dormirem sozinhas no berço. E foi assim até agora.

Decidimos colocar as duas na caminha porque achamos que estava na hora. Simples assim. Elas não tentavam escalar ou pular o berço, mas mostravam alguns sinais. Se antes acordavam e ficavam no berço brincando com os brinquedos enquanto eu tomava café (eu sei, era maravilhoso e eu aproveitei muito!), já não curtiam tanto. E o nosso método de colocar no berço à noite pra dormir, dava certo, mas em alguns dias elas ficavam agitadas e demoravam mais de uma hora pra dormir. E eu queria que elas tivessem a liberdade de ir e vir, quando acordasse fossem brincar ou me procurar no quarto. Se quisessem deitar na cama e ficar de preguiça que fossem, enfim. Aproveitamos que íamos voltar pra casa depois da reforma e compramos a caminha.

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O processo todo durou três dias, mas para o sucesso mesmo foi um total de cinco, porque tivemos que fazer uma pausa no meio quando achámos que a obra estava pronta e não estava. Vamos lá:

Primeiro dia:  Elas viram a caminha e adoraram! Deitaram e rolaram em cima, também não sei se era felicidade de voltar pra casa. Chegamos no começo da noite, já tinha dado o jantar na casa da minha mãe, mas continuamos com a rotina: banho e um pouco de brincadeira, 20h hora de dormir. Resolvemos ir deitar com as duas na cama. Esse era o novo método. Pra facilitar a transição. Cada um deitou com uma, lemos um livrinho, depois apagamos a luz. Tentei cantar uma música, mas estava com tosse e não deu. Elas ficaram um pouco agitadas, queriam levantar e a gente deitava de novo e falava "agora, chega tá na hora de dormir". O tempo inteiro fiquei com vontade de falar com o Marco: "será que isso vai dar certo?". Foi um tal de "deita, tá na hora de dormir, chega". Até que uma hora depois, dormiram. E dormiram a noite toda. Uma hora alguém chorou e o Marco foi lá, colocou a chupeta, e elas voltaram a dormir numa boa.

Segundo dia: Não fizemos a soneca porque almoçamos fora e elas já vieram dormindo no carro. Mas à noite foi o mesmo processo e a gente começou a questionar se estava fazendo a coisa certa e mais importante: como eu ia fazer pra colocar as duas pra dormir sozinha durante a semana? E quando o bebê nascesse e eu estivesse amamentando? Tinha que ser um trabalho para um só. Marco começou a questionar se era a hora mesmo e a gente não deveria montar o berço de novo (eu sei, exagerado!). Eu disse que não. Agora não há como voltar atrás.

Pausa para a reforma: ficamos mais nove dias fora de casa e de volta para um berço desmontável na casa da minha mãe.

Terceiro dia: Viemos pra casa de noite de novo. Como já tinham jantando foi banho, brincar e dormir. Deixamos ficar até um pouco mais tarde porque elas estavam empolgadas com a casa. Na hora de dormir, lemos um livrinho, deitamos juntos e apagamos a luz. Pense em duas meninas agitadas! Eu e o Marco já perdemos a paciência porque estávamos cansado e começamos a discutir no meio se aquilo era o jeito certo. Alerta de parent fail pra nós. Mas aí continuamos com o ", deita, tá na hora de dormir, chega", e pasmem: Bella dormiu 1 hora e meia depois, Maria quase duas horas! Era hora de mudar de plano, mas ainda não sabíamos qual e estávamos com muito sono e cansaço para pensar em qualquer coisa.

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Bella e Maria

Quarto dia: De novo, saímos para almoçar e não testamos a soneca. À noite, baixou uma confiança no Marco que ele disse: "deixa comigo, vou tentar sozinho, se elas ficarem muito agitadas, te chamo". A nossa ideia era sentar entre os dois berços e ir acalmando as duas, fazendo carinho, até que elas dormissem. E foi isso que ele fez. Uma hora depois, ele sai do quarto todo orgulhoso! "Rá, já posso até escrever um livro!". Posso? hahahahaha Acho que no fim deitar com as duas mais estava incomodando e agitando do que outra coisa. Respiramos aliviados por um dos dois, sozinho, conseguir fazer elas dormirem.

Quinto dia: É meu dia de testar o método e a soneca da tarde fica por minha conta. Deito as duas cada uma na sua cama cantando "tá na hora de dormir", sento no meio, começo cantar as músicas que costumavam embalar as duas quando ainda eram bebêszitas. Elas dão sinal de que vão levantar e se agitar e eu coloco as duas deitadas e falo firme: "chega, tá na hora de domir". Bella pega na minha mãe e dorme cinco minutos depois. Maria fica um pouco agitada ainda, deito ela mais umas duas vezes, até que ela dorme. Eu olho pras duas e meu olho fica marejado de tanto amor. Que mané berço o quê! Ponto positivo pra caminha: ensinar seu filho a dormir, a descansar como tem que ser, se sentindo seguro, sabendo que tem hora pra tudo "hora de dormir", mas rodeado de carinho. Saio do quarto vinte minutos depois cheia de orgulho, e tira uns cinco minutos aí que eu fiquei lá só olhando pras duas e pensando na vida. À noite, a mesma coisa. Marco demora 40 minutos para colocar as duas pra dormir.

Os restos dos dias continuam na mesma. Alguns dias demoram menos, outros mais. É claro que antes, só colocando as duas no berço e saindo do quarto, tínhamos mais tempo e liberdade. Mas não sentimos falta disso. Estamos gostando do processo de colocar as duas pra dormir e nós dois descobrimos no meio do caminho o quanto é importante sentir que você está ensinando algo tão valioso e, aparentemente, simples pra uma criança: dormir. Assim, a gente também tem a chance de ter um momento de carinho com as duas e descobre como cada uma lida com a situação. Bella gosta de virar pro lado, deixar o olhar pro nada e  fechar os olhinhos de uma vez, enquanto a Maria vira, vira até que para e vai fechando os olhos lentamente.

A única desvantagem da cama até o momento é que elas têm acordado mais cedo. Se antes acordava às 8h, agora acordam 7h30, 8h. E a gente tem que levantar logo junto também para fazer café pras duas, arrumar a vida logo. Porque com a caminha cortamos a mamadeira da manhã. Elas agora tomam café com a gente e depois lá pra umas 9h faço uma vitamina ou um smoothie pras duas tomarem no copo de vidro com canudinho. Quando estou com pressa ou vou sair, ainda uso o copo de transição, mas mamadeira é coisa do passado por aqui. Mas essa coisa de acordar logo e mais cedo não é de todo mal porque dá oportunidade do Marco ficar mais tempo com elas antes de sair pro trabalho e quando bebê número 3 nascer é bem provável que esse seja o horário de acordar por aqui.

E a gente vai mudando e se adaptando ao fato de que elas estão crescendo. Próximos objetivos: tchau chupeta e desfralde. Aguardem e confiem.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Receitinha - Bolo de Beterraba

Hoje eu acordei com vontade de comer bolo de beterraba, coisa de grávida, vai entender. Aí eu pensei em dar uma googlada para achar a receita, mas entrei no facebook e lembrei de pedir para a pessoa certa, a querida Noelle, do blog Mastigando. Ela me passou a receita rapidinho e lá fui em com computador na mão pra cozinha correndo antes que as meninas acordassem da soneca e eu me enrolasse. É uma receita fácil, rápida, daquelas de liquidificador que eu adoro e ficou pronto a tempo do lanche da tarde. E dá pra substituir a beterraba por cenoura também. Aí vai:

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Bolo de Beterraba Vapt-Vupt


3 beterrabas pequenas ou 2 cenouras médias em pedaços
1 xícara e 3/4 de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
4 ovos médios ou 3 grandes
3/4 de xícara de óleo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 pitada de sal

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma com furo central de 24cm de diâmetro. Bata todos os ingredientes no liquidificador, colocando os líquidos embaixo. Asse por 45-50 minutos e faça o teste do palito.

* Dá pra substituir o açúcar por mascavo, aqui não tinha, então desencanei um pouco.
* Achei que o bolo ia ficar rosinha, mas ficou laranja! Acho que da próxima vez vou colocar um pouco de corante (sou louca?) é que eu estava pensando em um bolo de beterraba vermelho. Tipo red velvet!
* Uma cobertura de chocolate ou de cream cheese ia bem nesse bolo! Mas, como fiz pras meninas, ficou saudável, também não desencanei tanto.

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Selo de aprovação da Maria com dedinho pra cima!

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Falei pra Bella: "dá um sorriso pra foto!" e ela obedeceu!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Contagem Materna - 18 semanas e 2 dias

O que dizer sobre esta gravidez agora que estamos com mais de quatro meses? A verdade é que não sei. Bebê começou a se mexer aqui no começo da semana passada, barriga está crescendo, corpo se ajustando, mas muitas vezes, confesso, até esqueço que estou grávida. A vida está acontecendo rápido demais, enquanto outra pulsa e se desenvolve dentro de mim. Não ligo pra qualquer dorzinha, ainda que canse e eu sinta no fim do dia, às vezes, algumas dores por segurar as meninas no colo. A barriga está crescendo e crescendo, uma belezura, e vai médico, exame, Maria, Isabella, escolha de nomes, organização de casa e quarto, transição das meninas e, no meio de tudo isso, o tempo passa e nos leva mais perto para o momento em que seremos uma família de cinco.

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Fiz a foto com 17 semanas, vamos fingir que é 18, minha gente!

Tenho percebido uma coisa bem diferente nesta gravidez que é como parece que meu corpo está super preparado pras as transformações que passa e ainda vai passar. A começar pelos peitos. Encheram rápido, ficaram cheios de veias aparentes, e o mamilo já está mais dolorido, pra fora e grosso,eu tenho os chamados mamilos planos, o que também foi uma dificuldade para começar a amamentação das meninas, mas dessa vez parece que ele está quase pronto. Tenho feito umas massagens simples depois do banho, nada mais é do que que apertar os mamilos de cima pra baixo e de lado, dando umas puxadinhas, exercício que já pode ser feito depois das 12 semanas. Não fiz nada disso, na primeira vez, e como queria ter feito! Mas acho que minha cabeça já está totalmente pronta para amamentar, já sei o que esperar e isso ajuda bastante.

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Cortei a franja e milagrosamente fiz a unha! Ah, as pequenas conquistas de uma mãe.

Fui no médico Plano B na semana passada com o marido, na esperança que eu não me sentisse tão charlatona e que eu estivesse mais aberta para uma possível conexão. A consulta durou os mesmos dez minutos. Tudo bem? Tudo ótimo! Alguma dúvida? Não, tudo tranquilo. Ah, se toda grávida fosse assim, ele ainda me disse. A única coisa diferente foi que eu resolvi falar pra ele que não queria saber o sexo do bebê e não queria fazer nenhum ultrassom que não fosse necessário, o que ele disse "ótimo, o resto é mais pra ver o bebê mesmo e saber o sexo. Mas por que vocês não querem saber mesmo? Só por curiosidade", e ele olhou pra gente com a cara mais desconfiada do mundo. O marido explicou, fizemos piada e no final ele me deu dois pedidos de exame, o do ultrassom morfológico e um outro "caso eu quisesse fazer antes e sentisse saudade de ver o bebê". O quê? Mas eu não acabei de falar que eu não queria fazer muitos exames e ele ainda está tentando me fazer sentir culpada? Abafa, Tatiana! E lá fomos nós embora com dois pedidos de exames na mão, mas só vou fazer um, óbvio.

Tenho ficado menos obsessiva com a história de parto. Há umas semanas atrás eu pensava nele todos os dias, sério, gente! Aí comecei a ler um livro sobre VBAC e fiquei naquela loucura toda, até que finalmente dei uma parada,  parei de ler relatos, ganhei confiança nas informações que descobri e enjoei do assunto. Ufa! Mas acho que já já volto. Coisas de grávida, veremos.

Em outro assunto... Quem ainda quiser ter uma manta de flanela linda de chevron, corre lá no Loja da Família Moderna, gente! Último estoque antes de novembro e tenho poucas unidades. Aproveitem!

Olha que lindo o Heitor, feliz clientes da Loja, com a manta dele!

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O poder de um parquinho

Hoje fomos matar saudades do parquinho da nossa quadra, enquanto o Marco resolvia coisas da obra. Ficamos ali só nós três (e meio), como se a nossa rotina tivesse voltado e eu lembrei o quanto eu gostava de fazer aquele pequeno passeio cotidiano com as meninas. Acho que não tem experiência melhor pras crianças, a partir dos 12 meses, do que o parquinho. Elas correm, sobem, descem, escalam, cavam, rolam, desenvolvem a coordenação motora e as habilidades físicas, comem um pouco de areia e ganham vitamina S, entram em contato com o mundo, mesmo que ele seja pequeno e cercado. 

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Quando a gente fica em casa, às vezes, se sente enclausurado e as crianças também começam a ficar agitadas e impacientes, então, nada melhor do que poder correr ao ar livre. A liberdade de correr pra lá e pra cá, sem contar no fortalecimento do andar no meio do processo de pisar na areia! Como não virar fanática pelo parquinho? Eu sei que tem gente que não gosta, que suja, faz bagunça, reclama que o parquinho é velho, longe de casa, pode causar acidentes, etc, etc. Mas é preciso desapegar e tem outra: para o seu filho gostar de parquinho, você tem que gostar também, sentar na areia, ficar suja, brincar junto, não ter frescura. É claro que eu surtava um pouco quando elas comiam areia, mas nem tanto, sabia que fazia parte do descobrimento. E poder brincar, deixar as crianças serem crianças, sem didático por trás, sem ficar parado em frente à uma tela, brincar, simples assim.
 
Sem título Com 1 ano e dois meses no parquinho Sem título
Como cresceram, gente!
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Sempre ficava de olho e atenta aos brinquedos no parquinho, ainda que tivesse que correr de um lado pro outra atrás de uma, e depois da outra. Às vezes, Maria queria escorregador e Bella balanço, então, me virava. Talvez por isso, ensinei logo as duas a subirem a escada do escorrega, a segurar firme no balanço e a escalar o labirinto, vulgo trepa-trepa. O parquinho também fez parte de alguns ensinamentos como a "hora de ir embora", que sempre teve aviso prévio, e a ajudar mamãe a catar os brinquedos, que elas não faziam direito no começo, mas agora colocam tudo na sacola junto comigo. 

E em alguns momentos de paz, eu sentava no chão e observava as duas brincando, às vezes juntas, quase sempre cada uma no seu canto, e chorava um pouquinho, por poder curtir aquele momento repetidamente.

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Hoje pude ver o quanto as meninas cresceram ali naquele nosso quadrado colorido. Se antes a diversão era comer folhas e destruir castelos que a mamãe construía, agora é colocar areia no balde e escalar o labirinto, sentir a textura da árvore e das plantas. É jogar a cabeça pra atrás no balanço e curtir o vento no rosto, correr atrás dos passarinhos, dar tchau pro tio jardineiro, cantar músicas. E, de novo, curtir o momento. Afinal, o que mais importa?
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Parto meu - Relato de parto da Clara - VBAC

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Quem conhece o blog sabe que não só estou grávida novamente, como também estou procurando um VBAC ( do inglês, Vaginal Birth After Cesarean), ou seja, um parto normal depois de uma cesariana. Descobri até que um parto normal depois de um cirúrgico tem menos risco para mãe e bebê do que uma cesárea repetida (leia mais aqui). Tenho estudado, lido muito, conversado com outras pessoas que passaram pelo mesmo processo e, feito uma coisa que acho que faz toda a diferença: procurado suporte dos profissionais certos.

Desde que comecei a série "Parto Meu", que tem justamente a ideia de incentivar outras mulheres e mostrar relatos diferentes de parto, tinha procurado uma pessoa para contar uma história de VBAC e lembrei da Aninha Masi do Look Bebê, já que acompanhei o final da gravidez dela pelo instagram e lembro bem do dia que a Clara nasceu. Ela também é mãe da fofa da Bruna, teve uma cesárea, pensou em fazer diferente da segunda vez, mas não se aprofundou muito no assunto. No entanto, escolheu o profissional certo e deixou as coisas fluírem. Aí vai a história dela:  

A primeira vez que soube que um parto normal após cesárea era possível foi assistindo ao trailer do filme o Renascimento do Parto, e logo vi alguns relatos de parto da Anne Rammi, Pri Perlatti e Lia Savaris. Me interessei e procurei um médico a favor do PN, mesmo não acreditando muito que eu teria um. Durante a gravidez fui me convencendo a ter um Parto Normal por influência do médico e cada vez mais essa vontade aumentando. Assisti a videos de parto, li alguns relatos, mas mesmo assim hoje eu sei que não me empoderei o suficiente. Meu VBAC aconteceu porque era pra acontecer, mas foi rápido e sem muito apoio. Me senti despreparada e só acreditei que estava de fato em trabalho de parto quando cheguei na maternidade pela segunda vez no dia com 7cm de dilatação. Também não me preparei para o pós-parto e fiquei um pouco incomodada com os pontos da episio. Normal, né?! Se eu fosse ter outro parto, com certeza seria outro vaginal, mas curtindo cada dorzinha, cada segundo, e escolhendo como seria, sem ter que ser submetida a procedimentos padrões. Fico muito feliz de poder passar essa experiência adiante e encorajar outras pessoas a tentarem o parto vaginal.

Durante a madrugada, lá pelas cinco da manhã, acordei com dor lombar e um pouco de cólica, que pareciam gases. Comi, rolei na cama, comi de novo e umas duas horas depois, finalmente, dormi. Acordei novamente por volta das nove da manhã e o desconforto na lombar continuava. Confesso que nessas duas horas acordada de madrugada eu comecei a pesquisar sobre o trabalho de parto, e se havia relação com a dor lombar que eu estava tendo, mas como não sentia mudança nas contrações, achei que não devia ser “nada”. Tomei um banho e desci (no prédio mesmo) pra fazer a drenagem às 10h. Tive algumas contrações durante, mas nada que me incomodasse… Voltei pra casa e fiquei no sofá com a Bru. Mandei mensagem pro médico, que pediu que eu tomasse buscopan simples, e caso não passasse a sensação de cólica, era pra ir pro hospital. Como eu não tinha o remédio em casa, achei que podia esperar a hora da escolinha e assim sair uma vez só.

Na hora do almoço senti algumas contrações, mas não marquei o tempo entre elas, apesar de ver que estavam próximas. Troquei a Bru pra escola por volta das 13h, arrumei a mochila e fui levá-la. Comecei a perceber as contrações bem frequentes enquanto levava a Bru na escola, mas calma, fica na esquina de casa! É só atravessar a rua! Bom, chegando lá entrei, mas como eu não sabia ainda onde era a salinha dela (não estava definido ainda) fiquei no parquinho no meio esperando aparecer uma bendita alma que me encaminhasse. Pedi pra uma menina, que sumiu. E eu sentindo algumas contrações.

Depois uma outra “tia” apareceu e eu falei com ela, toda nervosa e comecei a chorar. Falei que não sabia onde era pra deixar ela, que eu estava com contração e não aparecia ninguém pra me ajudar. Ela veio na hora, pegou a Bru e fomos em direção a sala. A Bru não gostou muito e pulou no meu pescoço. Agarrou com força e começou a chorar. Não queria me deixar de jeito nenhum, queria voltar pro parquinho, mas a tia da sala dela pegou, e disse que era pra eu ir daquele jeito mesmo, senão ela não pararia. Conclusão: saí chorando litros, e querendo sentar pra marcar as contrações.

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Barriga no dia do parto

O Bre (marido) ainda não sabia que estavam freqüentes assim. Sentei na salinha de espera na porta da escola, tomei uns cinco copos d’água… chegou depois das 14h, passamos em casa pra ele pegar meu RG e fomos pra maternidade. Tomei o buscopan no carro, umas 14:40h. Lei de Murphy, preocupada em marcar as contrações não falei pro marido o caminho certo do hospital, e erramos. Hahaha Pense no arrependimento d e ter tomado tanta água! A cada contração, pressionava minha bexiga que parecia que ia explodir. Ele me perguntou umas duas vezes se eu não queria fazer xixi na rua!

Na maternidade fui direto pro banheiro… Ufa que alivio. Já passava das 15h. Em seguida, subimos para o andar do centro obstétrico. Cardiotoco: 3 a 4 contrações em 10 minutos! A enfermeira também fez o toque e ligou para o médico. Disse que eu estava em pródromos, com 3, quase 4 contrações em 10 minutos, mas sem dilatação. Apesar do colo fechado, tinha uma polpa. Ele perguntou se eu queria esperar, e com a minha resposta afirmativa, ele receitou inibina de 8/8h e repouso. Cama mesmo. Saímos de lá umas 16:30, comprei a inibina e tomei 17h. Marido pegou a Bru na escolar e viemos pra casa…. Acho que o efeito do buscopan já está acabando pois as contrações continuam doloridas. (Ele estava viajando e eu queria esperar que ele voltasse de viagem no dia 14.) Como ainda não havia dilatação achei que realmente o remédio fosse resolver.

Chegando em casa fui ao banheiro com dor de barriga. Ao limpar vi que tinha sangrado “o colo”. Como a enfermeira já tinha avisado não dei muita importância. Fui muito inocente nessa hora, pois no vaso tb tinha uma “melequinha” com sangue e acho que era o meu tampão!(Conversando com o meu marido no dia seguinte ao parto, chegamos a conclusão que o toque da enfermeira deu uma adiantada no processo.) Tomei a inibina as 17h, mas as contrações não paravam. Lemos na bula que demorava uma hora pra fazer efeito… Passou uma hora, uma hora e meia e nada delas acabarem. Nessa hora eu já estava novamente registrando as contrações em um aplicativo chamado Baby Bump Pro. Eu achava ainda que estavam piores pelo fato de ter passado o efeito do buscopan que tomei duas da tarde, mas na verdade as contrações estavam aumentando (e eu me iludindo).

Quando deu 19h, dei um ‘print’ do app de contrações e mandei pro médico. Perguntei se ele gostaria de me passar o telefone de uma das medicas que ele deixou aqui de sobreaviso, e quanto tempo demorava para a inibina fazer efeito, pois as contrações estavam mais fortes. Senti mais um pouco de dor de barriga. Entrei no banho para tentar relaxar um pouco, sentei e deixei a água quente correr nas costas. Não enchi a banheira pra não adiantar ainda mais o processo. Minha sogra chegou em casa e depois que me viu achou q a barriga tinha descido. Durante o banho vieram umas 3 contrações mais fortes e vendo minhas pausas na conversa e a cara de dor, ela disse: “Ihhh, minha filha, não sei não!!! Acho melhor voltar pro hospital". Às 20h o medico respondeu a mensagem: “Por favor, o tel dela é xxxx-xxxx. Mas volte para o Einstein!!!” Penseeeee… Gritei o marido e disse que o medico havia mandado voltar pro hospital. Começamos a juntar as coisas e acreditem, fechar as malas! Ainda não estavam prontas.

Entre uma contração e outra me vestia, separava as coisas, e o marido correndo de um lado pro outro pegando as coisas. Fui fazer a mala da Clara e tinha até que sentar quando vinham as contrações. Enquanto isso minha sogra fazia a mala da Bru, pois achamos que eu podia ficar internada e ela precisar ir dormir na minha sogra. Depois de fecharmos tudo, saímos novamente rumo à maternidade. As lembrancinhas? Ficaram pra trás. Ninguém tinha cabeça pra lembrar desses detalhes! Hehehe Do carro, ligamos para a médica que pediu que assim que chegássemos e eu fosse examinada, que fizesse o toque e ligasse pra ela avisando. O meu médico já tinha ligado pra ela! A cada contração no carro eu me esticava… “enfiava” o pé no assoalho como se enfiasse o pé no freio, sabe??! E segurava forte o puxador que tem na lateral em cima da cabeça (não lembro o nome!).

Chegando no hospital, me ofereceram a cadeira de rodas, mas preferi ir andando. Em caso de contração, fazia aquela pausa básica e esperava passar. Dei entrada novamente no “pré-parto” e a técnica de enfermagem mediu a pressão, temperatura e tal. Disse que ia chamar a enfermeira. Tic tac tic tac… E nada dela chegar. Dor de barriga, volto eu pro banheiro. Depois deito novamente na maca. Vinha a contração, e eu ia pro banheiro. Dor de barriga chata! Achei que o problema era mesmo dor de barriga. Na hora que vinha a contração, dava aquela cólica de matar, dor de barriga, e passava. Cada vez que vinha eu falava pro Bre: “PQP, cadê essa enfermeira q não vem?! Tá doendoooo, p****! Que falta de consideração!”.

Quando a enfermeira chegou eu estava no banheiro, de novo. Marido disse que eu achava que era dor de barriga. Quando sai do banheiro, mais uma contração e parei na porta. Ela olhou e disse: “isso está com cara de contração, não de dor de barriga!”. Bom, deitei pra ela examinar e colocar o cardiotoco. Diferente do que fiz à tarde (que eu sentia a contração e acompanhava tudo na tela) já não conseguia concentrar em nada além da dor na hora da contração. Enquanto ela colocava as fitas, mais contração. Ela me perguntou se podia fazer o exame de toque enquanto o aparelho registrava as contrações, pra ir adiantando… Disse que sim. Quando ela começou, ela olhou pra gente e disse: “Um, Dois, Três, Quatro… (Começou a abrir os dedos….) SETE!!!! Sete cm de dilatação!!! Acho que ela vai nascer hoje!!!”

Eu não acreditava!!! Eu e o Bre nos olhamos com um sorriso trêmulo no rosto! Um misto de felicidade dela estar quase chegando e um baita susto!!! Ela pediu o telefone da médica e correu pro telefone. A médica disse que ia correndo pra lá. A enfermeira começou a preencher a papelada da internação e na hora das contrações eu pedia pro Bre responder naquele tom super carinhoso: “Uaiii Baby, respondeeeee aí!!!” Hahahaha ou talvez tenha saído um “puta merda” em algum momento. Kkkkkkk A enfermeira saiu da sala para preparar a papelada na recepção e me transferir pra sala de pré-parto 2. Nisso, minha sogra estava com a Bru do lado de fora e escutou: “Prepara a internação dela, ela esta com 7cm e deve nascer logo!!!” Tadinhaaaaa. Minha sogra não sabia se estavam mesmo falando de mim, mas até então não tinha entrado outra grávida ali. Ela ficou em choque! Ligou pra vovó, mãe dela, e contou que achava q ia nascer! Ligou pros meus cunhados também pra correrem pra lá. E ela não podia sair dali porque estava com a Bru.

Fui pra sala de pré-parto 2, colocaram o acesso. Algumas contrações mais tarde, ainda mais fortes, eu desejava que o anestesista chegasse o quanto antes. E nada!!! Aí comecei a sentir um “quentinho” durante a contração. Falei pro Bre chamar a enfermeira e avisei que sentia um liquidozinho saindo durante a contração.Ela pediu pra fazer outro toque, e claro, permiti. Abre dedo, abre dedo e escuto: “Dilatação Total!! Dilatação total, mas a bolsa está integra e bem fina. Não vou mexer pra esperar sua medica. Vou te passar pra sala de parto. Marido, vai se trocar!!”. Lá foi ele se trocar em outro andar! Cada contração mais forte que vinha eu pensava: “Será que ele volta a tempo??! Ufa, ele voltou. Hehe e nada da médica.

Contração vinha e a dor aumentava. Eu perguntava pro Bre onde estava a m**** do anestesista. Até aí já tinham ligado umas três vezes pra medica, coitada. Eu só queria um remédio pra dor, só isso! Mas como a analgesia é feita pelo anestesista, a enfermeira disse que eu tinha q esperar eles chegarem. Ok, não tinha jeito. Não faço idéia de quanto tempo tinha de intervalo entre as contrações, mas não era muito. A dor intensa durava cerca de 1 minuto ou 1 minuto e meio, e logo depois vinha outra. Tinha uma médica “perambulando” o centro obstétrico esperando uma sala, como eu estava sem medica, ela resolveu sentar com o livrinho dela na minha sala, caso precisassem dela. Ufa!!!

Cinco minutos depois chegou outra médica, a plantonista do hospital, e dispensou a primeira. Pedi o anestesista plantonista também, mas nada dele. Dez e meia, no meio de uma contração, minha bolsa se rompeu. Escutei o ploft, senti o líquido saindo e avisei a enfermeira. Ela pegou as perneiras da maca pra me posicionar para o parto. Cada contração dessa me dava vontade de fazer o número dois. Eu já sabia que acontecia isso e achava nojento, mas na hora essa é a ultima preocupação que temos. Quando vinha a contração, eu já avisava. E a medica e enfermeiras fofas falavam, “Não se preocupa, a gente limpa”. Recolhiam na hora, lixo e pronto.

A sala de parto parecia um estádio de futebol. Cada hora aparecia um! Eu era a “gravida que chegou com 7cm de dilatação” ou “gravida que chegou com 7cm de dilatação, está com dilatação total e a médica ainda não chegou!”. Enfermeira entrando e saindo, a troca das medicas, e de repente eu vejo do lado de fora…. a equipe de filmagem! Anestesista, nada! Médica, nada. Hahaha eu já tinha certeza q ia fazer o parto com a médica plantonista q estava lá do meu lado. Dilatação total, bolsa rompida, bebê coroando. Veio mais uma contração e eu falei: ” ta empurrando!!!!!” Como se não bastasse a dor, o pro-pé do lado esquerdo estava saindo e ficava no meio do pé! E aquilo me irritandoo!!! hahaha pedi com a gentileza de um elefante: “ou tiram esse negocio do meu pé ou colocam direito.” Estava escapando do pé e coçando, affff. Kkkkk tiraram!

Marido sai da sala de parto e vejo lá fora o anestesista plantonista… Pensei: ufaaaa! Ele chegou!! Descobri DOIS dias depois que o marido achou ele muito novinho e não deixou ele entrar naquela hora!!!!!!!!!!!!!!!!! Pensem se a minha vontade era de esganar ele ou não.Hahaha E ele perguntou pro medico quando ele havia se formado!!! Que vergonha!!!

Ligaram pra médica e ela estava estacionando o carro. Mais uma contração e senti empurrar muito forte! Quem chega??!! A linda da Dra Clarissa e o marido, que era o segundo obstetra. Troca mais uma vez os médicos da sala. Eu ja estava posicionada, Clarinha coroando e ela perguntou se eu queria anestesia. Perguntou: “Vamos dar?!! Melhor né?!” E eu disse: “Sim, se der tempo, vamos! Mas não sei se dá”. E ela: há então ok! Vamos anestesiar ela…. E eu disse: aiiiiiii, ta vindo outraaaaaa!!!

Depois que a bolsa rompeu era impossível não fazer força junto com a contração. É quase involuntário. Conforme o bebe empurra, você também quer empurrar e forçar pra ele sair. Passada a contração, a medica perguntou de novo: vamos dar anestesia? Então, tá! Posiciona ela, gente. Vamos lá. E veio outra, e a Clarinha estava quase lá! Não dava tempo! O Breno estava atrás de mim e via a cabecinha coroando!!! E ele disse: “Não, vai assim mesmo!!!” Hahahah “Olha lá está saindo!!!!”. A médica disse: “É, não vai dar tempo mesmo. Vou fazer um cortezinho pra ajudar aqui, tá?! Ana, vai ser na próxima hein!!” No meio da contração ela deu uma anestesia local de xilocaína pra fazer a episiotomia e em seguida, o corte. Eu olhava pro lado e o mocinho da foto (ou era o do vídeo?) estava olhando com uma cara de pânico pra mim com contração. Kkkkkk

Na hora que veio a contração, veio junto a imensa vontade de empurrar. Eu falava que ia sair, o Bre falava que estava saindo, e a medica falou pra eu continuar fazendo a força. A Clarinha estava com o rosto de lado e não conseguia sair. A médica virou a cabecinha dela pra baixo e mais uma força, saiu a cabeça. Dali a poucos segundos mais uma força e senti saindo os ombros e corpo! Claro que na hora dói, mas não é uma dor aguda como algumas contrações parecidas com cólica, é uma vontade de expulsar mesmo, uma pressão muito grande.

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E ela saiu, linda a cabeluda, às 22:41h. Isso mesmo. Menos de 5 minutos depois que a medica chegou, 11 minutos depois de romper a bolsa, e menos de 1h depois de ser examinada com 7cm de dilatação. Eu saí do parto contando pra minha sogra, cunhados, mãe, que depois que a médica chegou a Clarinha nasceu em mais três contrações.


Logo que nasceu, a medica a colocou no meu colo, ainda sujinha! A coisa mais linda e gostosa. 

Ficou um pouquinho e foi pro bercinho aquecido dentro da sala de parto para ser limpada e avaliada. Recebeu notas 9 e 10 no Teste de Apgar.


IMG_0026 Primeiro encontro da Bru com a Clara