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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Soluções para saídas de carro sem choro

Antes de tudo: eu não especialista em bebês. Sou apenas mãe de três que aprende com mil e uma tentativas, acerta quando erra e erra quando acerta. E preciso fazer uma confissão de blogueira: estou particularmente cansada das fórmulas mágicas e posts com guias e soluções para problemas da maternidade. Primeiro, porque eu estou cansada das pessoas verem a maternidade como um problema e segundo porque estou numa premissa louca aqui em casa de que "tudo é fase, tudo vai passar", inclusive todas as coisas lindas que nossos filhos fazem ou têm para nos ensinar. Por isso, estou aproveitando mais e tentando sofrer menos. Mas, eu tenho uma amiga que estava passando por isso, dos choros no carro. Eu já passei por isso e passo ainda com o Francisco, então, resolvi colocar no papel, ou melhor, no computador, algumas coisas que funcionam bem por aqui na esperança de que ajude alguém por aí.

Untitled Meninas lendo, Francisco reclamando e lá vamos nós em mais uma ida pra escola

Outra coisa: às vezes os bebês choram no carro. Às vezes choram muito. Mas é uma fase e, sim, vai passar. As meninas choraram muito quando eram pequenas. O Francisco chorava todos os dias quando eu ia buscar as meninas na escola nas primeiras semanas. Chorava tanto que eu chorava junto. Hoje em dia, no auge dos seus 11 meses, ele reclama toda vez que a gente coloca ele na cadeirinha. E muitas vezes chora porque não quer estar ali. É claro, a gente não pode achar que é colocar a criança ali e ela fica quietinha olhando pro teto, né? Aí eu acabei tentando um milhão de coisas para tentar fazer esses passeios de carro menos aterrorizantes pra eles e pra gente. E sem uso de celulares, dvds ou outras tecnologias. Então, vamos para algumas pequenas soluções que podem ajudar e amenizar essa coisa chata que é ficar sentado na cadeirinha ver todo o movimento lá fora passar. Aí vai:

- Comida é tudo. Se o bebê for mais novinho é sempre bom dar um mamá antes de sair. Amamente e depois saia de casa. É uma estratégia que eu uso até hoje com o Francisco. E para os bebês mais "velhos" leve um lanchinho. Serve alguma fruta ou o bom biscoito de polvilho. Aqui em casa quando o Francisco começa a reclamar no carro, até as meninas já sabem "mamãe, tem biscoito pra ele?". E elas vão lá e dão na mão dele. Aliás, aqui em casa eu nunca saio de mãos vazias. Eu posso esquecer fralda, lencinho, roupa, mas tem sempre algo que eles possam comer na minha bolsa.

- Brinquedo é bom. Com as meninas tinha época que meu carro virou um armário de brinquedos ambulantes. Cada hora era uma coisa pra ver se distraía. Ia tirando da bolsa e dando na mão delas. Com o Chico vale o mesmo, às vezes é uma capinha de celular, uma garrafa de água vazia, o que tiver por perto, e funciona. Com as meninas agora o novo vício são livros. Elas ficam "lendo" as histórias e contando do jeito delas.

- No desespero, pare o carro. Seja pra amamentar ou pegar um brinquedo que caiu. Vale consolar também. Mas quase nunca isso deu certo por aqui. Eles continuaram chorando. O jeito é cantar música pra ver se acalma todo mundo e ir pra casa o mais rápido possível.

- Não desista. A única forma do bebê se acostumar com o carro é continuar andando de carro. Não desanime para sair. É só uma fase e vai passar. Pode ser hoje ou pode ser amanhã. Além disso, tente o que você achar que seu bebê ou filho vá gostar. E assim a gente, como ser natural e mãe que é, vai fazendo a vida acontecer. 


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Chapada dos Veadeiros com Crianças

Semana passada resolvemos nos aventurar na nossa primeira viagem como pais de três! Fomos para a Chapada dos Veadeiros porque era o lugar mais próximo de Brasília e eu e o Marco não conhecíamos. E foi ótimo! Estávamos precisando de uma mudança de ambiente e desestressar um pouco. Meus pais foram com a gente, o que ajudou bastante. E fizemos uma trilha sozinhos com os três, que foi dificilmente maravilhosa e nos fez sentir super pais depois.
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Achei pouca coisa sobre o lugar e dicas para ir com crianças antes de ir, contei mais com o boca a boca e o conselho de amigos, por isso resolvi fazer um mini guia aqui com a nossa experiência. Aí vai:

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Como chegar lá

São três horas e meia de viagem até São Jorge, onde ficamos. A boa notícia é que eles acabaram de asfaltar o trecho entre Alto Paraíso e São Jorge, então a estrada está ótima. De Brasília é pegar a estrada em direção à Planaltina, depois São Gabriel e Alto Paraíso.

Para entreter duas meninas de dois anos levamos livros novos, comida de sobra e um CD com músicas do Frozen. Nada de dvd, tablets ou coisa do tipo (porque a gente não tem, se não teria usado, eu acho). Elas não dormiram nada! Nem na ida, nem na volta. E foi tranquilo até. Francisco dormiu quase toda a viagem, na ida mamou quando a gente parou num posto e na volta reclamou um pouco, por isso parei no acostamento para amamentar um pouco e depois seguimos viagem.

Na ida, a Maria fez cocô na calcinha, por sorte, enquanto estávamos no posto então rolou uma sessão lava jato na pia mesmo. E na volta, no mesmo posto aliás, o Francisco fez cocô e vazou tudo. Coisas de quem tem muito filho, tem sempre um pra limpar.

O que levar

Não dá pra levar tudo óbvio. Além das roupas, protetor solar, remédios, chapéu (que eu esqueci) e repelente (que é só para crianças com mais de dois anos, portanto Francisco não usou), tem que pensar em dois aspectos: entretenimento e comida. Levei uma bolsa com brinquedos e livrinhos novos que comprei pra viagem, pouca coisa, um pra cada só. E o computador com alguns DVDs que foi a salvação para os dias que todos acordavam 6h30 e o café da manhã do hotel era só 8h e também não queria perturbar os outros hóspedes. Então teve sessão de cinema na minha cama com lanchinhos.

 Entretenimento necessário

Levamos muita comida. Levei uns quatro litros de suco, uva, tomatinho, peta, pãozinho, um saco de maçã, um saco de tangerina e meus pais levaram também. Fiquei pensando que talvez nos passeios o lanche não fosse ser fácil (mas até que foi) e a coisa do café da manhã e a viagem de carro. Por isso, aproveitem a viagem de carro para levar de tudo.

IMG_9357 Lanchinho na cachoeira

Vale levar ou compra por lá: remédio contra os mosquitos. No nosso quarto tinha uns 50 mosquitos na primeira noite, só um remédio muito potente funcionou. A Pousada tinha uns mais simples e velho. Por sorte, ninguém ficou super picado.

Onde ficar

Pesquisei vários lugares para ficar e acabamos optando pela Pousada Casa das Flores é um lugar charmoso, tranquilo e um dos poucos hotéis com ar-condicionado da Chapada, por isso voto vencido em casa. É bem legal pra casais pelo clima mais "romântico", mas comporta muito bem famílias. E a gente optou por meia-pensão então jantava no hotel, como o nosso quarto era do lado do restaurante, as crianças dormiram cedo e nós ficamos ali pertinho e a cada 15 minutos íamos no quarto pra ver se estava tudo bem. Grande vantagem!

Também me indicaram o Poço Encantado e a Pousada Casa Rosa, acho que vale a pena dar uma conferida.

O que fazer

Cachoeira! Como não? A Chapada é cheia de pontos com trilhas para cachoeiras e rios, alguns são mais complicados, mas tem muitas opções para ir com crianças também (a depender do seu espírito aventureiro). Peguei algumas indicações de amigos e no hotel e fomos em duas, já que um passeio por dia foi mais do que suficiente.

Vale das Pedras

Fica a uns 9 km de São Jorge, bem pertinho, mas a estrada de terra até lá não tá tão legal, principalmente no quesito placas, mas é tranquilo. Tem uma ponte suspensa na entrada da fazenda que já foi uma aventura por si só. Lá tem uma prainha de pedras bem tranquila que foi onde levamos as meninas, mas tem um circuito com mais cachoeiras também. Além disso, tem um restaurante pequeno rodeado por galinhas, pintinhos e plantas que foi bem legal pras meninas, comemos uma comidinha caseira e gostosa feita ali na hora só pra gente, valeu muita a pena. Acho que nesse dia dava até para irmos em outro lugar de tarde também, mas acabamos ficando na piscina do hotel mesmo.

IMG_9365 Francisco curtindo muito
IMG_9350 Meus quatro companheiros IMG_9387 Minha mãe se superando passando na ponte bamba IMG_9371 Bella na Fazenda IMG_9375 Almoço bem simples e ótimo no Vale das Pedras, peixe e suco de morango IMG_9378 Sempre juntas

Vale da Lua

É um dos locais mais conhecidos da Chapada e tem uma formação rochosa que lembra a da Lua, quando contamos isso pras meninas elas ficaram enlouquecidas para conhecer, e acho que por isso vale a pena ir com as crianças. Meus pais não quiseram ir, então nos aventuramos os dois sozinhos com os três. Chegando lá as meninas quiseram ir no colo, é claro. Então, a Bella foi no sling comigo, fizemos um sling improvisado com canga pro Marco carregar o Fran-Chico e ele ainda levou a Maria no outro braço. Na parte das pedras, que é mais complicado, conseguimos convencer ela a ir andando e foi tranquilo.

IMG_9395 Conhecendo as pedras
 
Pena que não deu pra fazer foto de todo mundo  Até pedirmos pra alguém tirar IMG_9398
O sling improvisado do Fran-Chico Untitled Cantando "Livre Estou"

Piscina

Chegamos na piscina 3, que uma amiga indicou pra gente, e o lugar era ótimo pra crianças mesmo, tinha uma prainha legal com água que dava no pé delas. E fica a dica: levem chinelo para andar nas pedrinhas sem se incomodar pros adultos e pros pequenos. Água gostosa e ainda tinha uma moça super simpática vendendo açaí no isopor. Tava bem cheio, mas não insuportável, deu até para estender minha toalha de piquenique e fazer um lanche.

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A piscina 
IMG_9399 Marco e Maria
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A Bella se apossou da toalha do Francisco no passeio todo

A parte chata é que assim que eu cheguei lá uma abelha picou o meu dedo e imediatamente começou a ficar inchado e a mão inteira foi ficando enorme. Mas relaxei porque a gente tinha acabado de chegar. Então, tentei aproveitar apesar da dor e do incômodo.

A volta foi um pouco mais complicado. Era uma subida e já estávamos todos cansados. O jeito foi ir andando e parando. Francisco dormiu, mas as meninas estavam empolgadas, cantando o caminho inteiro, o que deu um certo ânimo.

No fim, eu e o Marco chegamos exaustos no carro, mas com aquele sorriso no rosto de "conseguimos"! O que foi ótimo pra gente, acho que estávamos precisando desse momento "super pais". E saí de lá louca para voltar.

Também vale a pena: Lokinhas (não fomos porque no hotel disseram que estava muito seco por lá), Praia do Jatobá (acho que poderíamos ter ido a tarde depois do Vale das Pedras), Rio da Lua, Poço Encantado (desvantagem é que fica a 50 km de São Jorge) e São Bento (o acesso é super fácil mas me falaram que enche muito).

Já estamos empolgadíssmos programando a volta!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Andar e descobrir o mundo

Estou há séculos querendo escrever este post, mas tem aquele problema da minha vida, conhecido como falta de tempo, segue, porém, agora vai! E preparem-se para todo um testemunho adiante! Queria compartilhar como foi a experiência de andar da Maria e Isabella porque resolvi seguir um caminho diferente e talvez pudesse inspirar outras pessoas que estão na mesma situação, mas para escrever sobre isso preciso começar do começo. Com duas bebês para cuidar, all alone, eu me descobri uma mãe prática. Me inspirei em outras mães de gêmeos que encontrava pela net e que cuidavam sozinhas dos filhos, especialmente o instagram (minha fonte inesgotável de tudo), e acabei desenvolvendo meu próprio método de praticidade e mobilidade, sem querer querendo. E acabei me identificando muito com método Montessori (para quem não conhece explicações aqui) e descobri que estava seguindo a mesma linha de pensamento sem saber o que era.

Por causa da loucura de cuidar das duas ao mesmo tempo e ter atenção redobrada acabei deixando as meninas livres para descobrir o mundo e incentivei uma certa independência delas. Primeiro, com uns cinco meses, coloquei um tapete de pvc e um edredom macio em cima no meio da sala e comecei deixar as duas brincarem ali. Assim, comecei a perder o medo de ficar com as duas sozinhas por mais de meia hora e percebi que era possível controlar a situação. Foi tipo uma luz, gente, uma coisa maravilhosa! Com seis meses, elas começaram a sentar e foi a glória! Super esperei por esse momento! Então, deixava as duas no chão brincando, ficava do lado delas o tempo inteiro no começo, mas depois fui me arriscando a sair para ir na cozinha, sentava na mesa da sala para costurar (ah, seu eu soubesse o que viria depois, teria feito muito mais coisa nessa época).

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Com seis meses, quase sete, explorando o chão da casa da vovó

IMG_0723 Maria e Bella, ô saudade dessa fase!

IMG_0937 Explorando a casa

IMG_1140 Brincando com uma casa feita de caixa de papelão

Pois bem, depois, veio a parte de "querer levantar". Nessa época, eu ainda tinha babá e ela falava: "olha, a Maria não quer ficar sentada não, ela quer ficar em pé", lá ia ela e levantava a Maria. E eu, instintivamente, dizia "não, negativo, se ela quiser levantar ela vai ter que aprender sozinha, porque se as duas quiserem que a gente fique levantando toda hora, como eu faço?". Um tempo depois eu encontrei o método Montessori e esse blog sobre o método pra gêmeos e lá estava: "nunca levante um bebê", um post sobre como era importante deixar o bebê desenvolver suas próprias habilidades motoras e ganhar força muscular e segurança na coluna. Achei isso super importante e acho que por isso hoje as meninas são tão seguras e firmes. 

Com sete meses Isabella começou a engatinhar, ela primeiro ia se arrastando até que pegou o jeito, sozinha, sem nenhuma intervenção, e, umas duas semanas depois, foi a vez da Maria e aí todo mundo falou "ah, acabou seu sossego". E, de fato, elas ficaram bem ativas, mas não achei esse bicho de sete cabeças. Segredo? Sala livre pra elas explorarem como quiserem. Fechava o acesso ao corredor com uma cadeira e coloquei uma grade na porta da cozinha. E tudo que estava alcance delas podia ser tocado, o que não podia eu dizia "não", mas poucas coisas tinham esse sentindo justamente pra eu não ter que ficar o dia inteiro repetindo o tal do "não". Até hoje tudo o que elas podem pegar está ao alcance delas e elas amam pegar os livros em cima da estante e jogar no chão! É claro que quando eu vou na casa de outra pessoa é meio caótico, aí rola uma overdose de "não" de fato. Mas aqui também rola, elas descobriram a tomada do aquário, por exemplo, e eu passei uma semana dizendo "não, pode, vocês vão matar o peixinhos do papai, não, não, não". Foi terrível, mas depois de uma semana elas esqueceram, de vez em quando lembram, olham pra mim com cara de quem sabe que está fazendo coisa errada e basta alguns avisos que elas esquecem.

Quando elas começaram a ficar em pé e se arrastar pelos móveis e eu não interferia em nada, ficava só perto para evitar acidentes e, sim, rolaram muitas quedas. Foi tipo uma semana de muito choro em dobro, toda hora alguém caia, eu ia lá e consolava e elas voltavam a brincar, mas ninguém ficou sequer com um roxo. O engraçado é que aí começaram a aparecer duas personalidades bem diferentes: Maria caía e raramente chorava, em pouco tempo ela se recuperava e estava de volta na mesma posição. Já a Isabella chorava bastante e eis que nascia uma pequena rainha do drama, como eu coloquei aqui antes, com direito a mão no rosto e tudo (mas já passou, viu? foi mesmo uma daquelas fases). Outra coisa: Maria era um pouco mais corajosa, a Bella ficava com medo de se abaixar, ela levantava e ficava um tempão na mesma posição e não sabia como sair. Aí chorava para pedir socorro. No começo, eu ajudava, depois fui mostrando pra ela como se abaixava até que eu deixei de atendê-la umas duas vezes e ela aprendeu.

E veio a questão de andar. Eu via os pais segurando os bebês com as duas mãos de um lado pro outro, geralmente reclamando de dor nas costas, e pensava que aquela não tinha como ser uma opção pra mim.  Será que eu ia ter que ficar o dia inteiro inclinada? Definitivamente não. Como eu ia fazer, gente? Pensava nisso direto. Eu sabia que elas iriam andar de alguma forma, mas aquele não era o jeito. E tinha aquele pânico que as pessoas gostam de espalhar pra todo mundo que tem um bebê que acaba de andar: "xi, quando andar você não vai ter mais sossego! É o caos". Bem, escutei isso quando elas engatinharam e não foi tão ruim assim, mas tinha um pouco de medo sim. Então, não tinha pressa nenhuma de que elas andassem.

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Maria no corredor do nosso prédio

IMG_3343 Maria e Isabella. Uma corre e a outra engatinha. Foto tirada no mês passado.

O jeito foi continuar com o meu método de deixá-las livres com um pouco de incentivo. Elas se movimentavam bem de um lugar para o outro e com uns dez meses eu comecei a colocar brinquedos em cima do sofá, da cadeira e da poltrona para que elas se movimentassem e fizesse uma espécie de circuito. E aí rolava uma passinho, um apoio prolongado. Até que a Maria começou a pedir apoio, levantava a mãozinha e tudo. Segurava uma mão só e ia andando do lado dela, assim ela ganhava firmeza e segurança para andar sozinha. Ela dava dois, três passos no máximo e isso durou uma semana. Até que no dia 31 de dezembro ela deu oito passos, com 11 meses. Uhu! Depois não parou mais. A Isabella por outro lado, não queria saber de andar e eu respeitei o tempo dela. A gente tentava dar a mão também pra ela, mas ela dava quatro passinhos apoiada e já queria engatinhar. Meu pai e minha mãe tentavam do jeito "tradicional" com ela de vez em quando, mas nada. Até que ela começou a se interessar mais e pedir apoio também e quase dois meses depois da Maria deu os primeiros de muitos passos. Já foi direto, muito mais rápido que a irmã, como eu imaginava. Ela ia mais rápido, porém ainda tinha uma preguicinha.

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Infância em Brasília é viver perto dos cobogós

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Isabella treinando com a vovó

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Andar com um objeto na mão ajuda bastante o equilíbrio, por mais incrível que possa parecer, elas se sentem mais seguras. Portanto, incentive e no lugar de tirar.

O fato é que agora as duas andam pra todos os lados e eu não estou tão doida quanto eu pensava. É claro que às vezes preciso correr atrás delas, mas pego cada uma num braço e lá vamos nós. Maria só anda, Isabella anda, mas ainda engatinha. Sinto também que quando elas estão em lugares estranhos, a tendência é engatinhar ainda. Mas estou doida que elas andem bastante pra poder descer com as duas para uns passeios sem carrinho daqui pra frente, outro mundo, outra fase.

IMG_3688 Isabella e Maria na nossa farra do dia a dia

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Elas pegam o brinquedo na caixa e agora estou ensinando a "guardar"

IMG_3673 Ande, Bella, ande!

PS1: Só para lembrar que não sou especialista de nada, apenas resolvi compartilhar minha experiência para talvez inspirar pessoas da mesma forma que me inspiro na ideia de outras mães.

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Giancarlo fazendo pose com a camiseta do Stormtrooper. Eu posso com isso, gente?

IMG_3643 Almofada!
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Primeira viagem com dois bebês

Fizemos nossa primeira viagem com a Maria e a Isabella em outubro no feriadão, elas tinham acabado de completar 9 meses. Já faz um tempo que este post está nos meus rascunhos, porque tem tanta coisa para escrever, mas é hora de apertar o botão "publicar", minha gente! Viajar com gêmeos é uma aventura louca e divertida, assim como tudo o que acontece na nossa vida desde que elas chegaram por aqui, vamos combinar. Fomos para São Paulo passear um pouco, gastar milhas acumuladas, viajar pra variar e curtir os amigos.

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Nós na Paulista!

Foi uma viagem rápida de dois dias e meio (e também o tempo ideal com bebês, na minha humilde opinião). Ficamos na casa da minha super amiga e comadre, que não tem filhos, e é super corajosa de receber dois bebês assim logo de cara e eu mais ainda por levar as meninas para a casa de um jovem casal sem filhos. Mas deu super certo, minha gente! Pense em dois anfitriões maravilhosos (obrigada Bel e Rodolfo!) e super compreensivos com nossos passeios curtos e nossas idas ao shoppings paulistanos para fugir da garoa insistente. Sem contar nas paradas estratégicas para papinha e nos choros para trocar de roupa e dormir.

As meninas se comportaram super bem, dormiram muito, ficaram cansadas, Maria teve febre uma noite, mas foi tudo ótimo e passou muito rápido. Queremos mais! Como tem muita coisa para contar e dicas para compartilhar, vou dividir o nosso planejamento e experiência em tópicos, aí vai:

Avião

- Na hora de comprar as passagens, o pensamento já foi estratégico. Escolhemos voos com horários perto da hora da soneca das meninas, na esperança de que elas dormissem no avião. Não estava confiante de que isso acontecesse porque elas não estão acostumadas a ficar no nosso colo, quem dirá dormir, mas aconteceu!!! Surtei, comemorei, eu e o Marco nos sentimos os melhores pais do mundo. Ah, as pequenas vitórias.

- Fizemos o check-in online e facilitou muito a nossa vida. Tivemos uma confusão na hora do embarque em Brasília por causa da reserva das meninas e acho que isso salvou nossa vida, como a gente fez o check-in, a gente tinha que embarcar.

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Check-in

- Não nos preocupamos com o assento. Na ida, nos colocaram separados, mas na hora do embarque, o comissário colocou a gente na primeira fila, mas ficamos separados porque pasmem: dois bebês não podem ir na mesma fileira! Pais de gêmeos sofremmmmm. Isso acontece apenas na primeira fileira (considerada preferencial e com mais espaço), se os pais resolverem ir nas outras fileiras dá pra colocar dois bebês juntos. Na volta, fomos direto pra primeira fileira, mas cada um ficou no assento do corredor pra gente poder ficar junto.

Bagagem

- Sabe que até que eu não levei muita coisa? Uma mala pra gente, uma pra elas. Fiz uma lista de tudo o que eu tinha que levar uns dois dias antes e isso ajudou bastante a arrumação. Levei roupa de frio e foi bom porque a gente pegou um friozinho por lá .

- Para não mudar muita coisa na vida das meninas, resolvi levar papinhas congeladas. Não queria que elas comessem apenas a papinha pronta durante a viagem, apesar de ter recorrido à elas duas vezes, para não atrapalhar a alimentação que já vinha bem. Então, fiz as papinhas durante a semana. Coloquei em uma bolsa térmica e levei junto comigo no avião. Foi super tranquilo. Assim que eu cheguei na casa da Bel, coloquei na geladeira e pronto. E a super madrinha ainda comprou umas frutas para as afilhadas, então não precisei me preocupar com as sobremesas e sucos.

- Outra coisa importantíssima na viagem: berços. Como eu ia levar dois berços desmotáveis+carrinho duplo para a viagem? A solução foi super fácil, como o destino foi São Paulo, lugar que tem de tudo neste mundo, achei um lugar para alugar os berços. Foi super em conta e prático! As meninas não estranharam e de novo: dormiram tranquilas a noite toda! E a gente também. Isso não tem preço! Melhor do que ficar todo mundo apertado na mesma cama e ninguém dormir, eu acho.

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Os berços e a brincadeira na casa da dinda

- Levamos o nosso carrinho! Não vivo sem ele não, minha gente! Foi ótimo porque como ele é reclinável, elas dormiram durante os passeios. A companhia aérea ainda deixou a gente ir com ele até a porta do avião e lá alguém vinha pegar e despachava. Fizemos isso na ida e na volta e deu super certo, nenhum arranhão ou dano ao carrinho.

Rotina

- Para deixar a viagem menos estressante para as meninas, mantivemos a rotina em território paulista. Os passeios foram feitos todos de dia e quando ia anoitecendo a gente ia pra casa e fazia o modo operante nossa de cada dia: jantar+banho+mamadeira+dormir. E deu super certo! Elas dormiram a noite toda (com excessão do primeiro dia quando a Maria teve febre, mas acho que ela estava tão cansada que depois da 0h, ela dormiu direto) e acordaram no mesmo horário de sempre.

- Os horários permaneceram, aonde a gente estava, parava para dar a papinha, mamadeira, suco e etc.

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Papinhas pra elas, almoço pra gente!

São Paulo

- Fizemos passeios tranquilos com as meninas. Fomos para o Ibirapuera, passamos na Bienal, andamos pela Avenida Paulista, almoçamos em dois restaurantes maravilhosos que eu super estava afim de ir, tomamos café divino na padaria e batemos perna nos shoppings porque a chuva atrapalhou nossa programaçao ao ar livre, mas foi bom também. E o melhor: curtimos a casa dos nossos amigos, demos muitas risadas, matamos a saudade e deixamos tudo com gosto de quero mais. Que venham as próximas viagens! 

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Pose e pose 

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Com a nossa anfitriã e comadre

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Frio e sono, companheiros constantes da viagem
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Vencendo a falta de acessibilidade

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As gêmeas

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Ver arte? Elas queriam dormir!

Sem título Silêncio

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Dormir e dormir

 Sem título Comemoração atencipada do meu aniversário

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Até mais, San Pablo!