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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Maria e Isabella - 20 meses

V-I-N-T-E meses, dá pra acreditar? Isso quer dizer que, em quatro meses, Maria e Bella estarão completando dois anos de vida. Acho que essa é uma das minhas fases favoritas até o momento, ainda que eu tenha tido em de todas as anteriores. Mas, sério, minha gente, que idade boa! Também não sei se são os hormônios, mas olho  pras duas e meus olhos se enchem de lágrimas quase sempre. Eu sinto a felicidade de perto, o sentido da vida, ali na minha frente. É um momento bom, tranquilo e eu tenho sorte de passar por ele gestando outro bebê dentro de mim.

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Maria e Isabella

Com 1 ano e 8 meses, Maria e Isabella viraram duas papagaias. Se antes eu tinha duas bebês andantes e super ativas, agora eu tenho duas bebês andantes, ativas e falantes. Começaram a repetir tudo o que a gente fala, tudo mesmo. Contam "2,3,4,7 e 10", já conjugaram o verbo abrir falando "abre", quando o objeto estava fechado, e "abriu", depois de aberto, e formam frases do tipo: "tá quente", "colo, mamãe" e "me dá". Gênios. Quem precisa de escola? huahuahuahua Mais do isso tudo, o principal é o fator comunicação. Elas me entendem muito mais, se expressam. E, por mais incrível que possa parecer, acho que por isso as birras diminuíram também, ou a gente que está sabendo lidar melhor com elas, não sei. O fato é que puxões de cabelo, choro compulsivo e as jogadas de corpo no chão são casos isolados que dá pra contar nos dedos. O que é um alívio, por isso, aproveitemos a fase, people! Porque se a gente aprendeu alguma coisa até aqui é: tudo pode mudar o mês que vem.

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Nós quatro! Acho que vai demorar para eu conseguir carregar as duas ao mesmo tempo de novo.

IMG_6430 As meninas do papai
Também é muito nítido agora a personalidade de cada uma, como elas são diferentes como gêmeas idênticas! Como pode? Maria é aventureira, não tem medo de nada, se joga nas situações, ama água e cachorro, enquanto a irmã observa de longe e, às vezes, chora. Bella é a "coqueta", acho a melhor palavra pra defini-la é essa, que em espanhol significa algo como "paqueradora" mas não é bem isso. Ela adora dançar, é mais sociável e faz as melhores carinhas de sorriso para quem quiser brincar com ela. As duas são super carinhosas, unidas e bem-humoradas, tempo ruim com elas só quando há fome e sono envolvidos. No mais continuam comendo de tudo e super bem, ligadas na rotina já apresentando alguns sinais de mudança com pré-desfralde. Semana que vem devemos passá-las pra caminha. Que venham as outras fases!

IMG_6432 Essa foto diz bem sobre a personalidade de cada uma.

IMG_6465 Maria brincando com o cachorro do vizinho da minha sogra

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E vamos em frente! Tenho ficado tão feliz com comentários aqui e emails que recebo que resolvi fazer um sorteio de uma bandeirinha da Loja da Família Moderna no instagram. Para saber mais segue a gente no @familiamoderna.

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E não deixem de curtir a página do blog no Facebook!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Quero colo

Estamos em umas semanas loucas por aqui, não bastasse, grávida com duas meninas de 1 ano e 7 meses para cuidar, mas, como já disse no último post, saímos de casa porque estão fazendo uma reforma no prédio e fomos ficar na casa da minha sogra, que está viajando. Já fui pra lá e a Bella estava com uma febre baixa constante, que só passou depois de cinco dias. Durante esse tempo, ela ficou mais manhosa, queria colo e tudo bem. No dia seguinte, quando a febre passou e chegou o fim de semana, ela queria colo o tempo INTEIRO. Chorava, se jogava no chão, levantava os bracinhos, aprendeu a falar "colo". E eu e o Marco com mil coisas para fazer, tentávamos explicar que não dava pra ter colo aquela hora, pegava um pouquinho, conversava, depois chão de novo, e ela chorava, ficamos no embate quase que uma manhã inteira. O que fazer quando a criança só que colo?

Então, encontrei a resposta mais simples e direta: dá! Eu comecei a pensar no absurdo que era recusar aquele carinho, a cabecinha no meu ombro porque eu tinha mil coisas para fazer ou porque eu não queria dar atenção pra ela e deixar a Maria de lado. Eu percebi que a melhor coisa que eu poderia fazer era dar meu colo pra ela. Mesmo que canse, e quando cansa, eu sento com ela no meu colo, e fica tudo bem. Porque talvez ele, o colo, seja mais escasso daqui pra frente mesmo, porque ela vai crescer, porque ele vem com um carinho no meu rosto, pequenos bracinhos no meu pescoços ou uma mãozinha que insiste em passar pelo meu braço, porque ela quer meu aconchego e isso deveria bastar.

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As meninas nunca foram muito de colo. Como eu me acostumei a dividir entre as duas sozinhas, o jeito era me virar como podia, por isso ficaram muito no carrinho, no chão, soltas. Depois, com um ano elas não queriam mais dividir meu colo, queriam exclusividade. Agora, há uns dois dias eu me libertei dessa coisa de "dar mais atenção para uma do que pra outra" porque sei que vou ter minha oportunidade com a Maria e foi justamente o que aconteceu hoje. Agora, ela pede colo também. As duas. E eu dou, me viro como posso. Divido com o Marco quando ele chega em casa e agora vim pra casa da minha mãe e ela também ajuda. Hoje, por uns minutinhos, as duas vieram para o meu colo, enquanto eu estava sentada no sofá e me abraçaram apertado. Tudo o que eu fiz foi agradecer, com os olhos cheios de lágrimas, um dos melhores dilemas que a maternidade me deu.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Como ensinar um bebê a escovar os dentes

*Primeiro, preciso dizer que não sou dentista ou especialista, nem sequer levei as meninas no dentista ainda (por pura falta de tempo, grana e também não achar que é tão urgente assim), mas sou mãe de duas meninas com personalidades completamente diferentes e resolvi compartilhar a nossa experiência aqui. Então, vamos lá, como ensinar um bebê a escovar os dentes e ainda amar fazer isso:

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Quando Maria e Bella completaram 1 ano e três meses, resolvi comprar um escova de dentes pras duas, afinal os molares tinham acabado de nascer e achei que era hora. Li algumas coisas sobre qual escova comprar, sobre como não precisava usar pasta de dentes ainda, etc. Enfim, pesquisei, mas bem pouco. Fui no mercado e comprei a primeira que achei "legal", a da Oral B. Duas iguais para não dar briga (estou aprendendo).

Primeiro dia, antes do banho: "Vamos escovar os dentes?" Eu pego a Maria no colo, mostro a escova, finjo que estou escovando os meus dentes e quando vou fazer nela, ela abre o bocão, feliz. E consigo escovar um pouco os dentes. Marco pega Bella no colo e tenta fazer a mesma coisa. Mas, ela não abre a boca de jeito nenhum! O pai tenta pacientemente, mas ela começa a ficar irritada, joga a cabeça pra atrás, não quer de jeito nenhum! A gente se olha, e eu falo: "olha, a loucura que é ter gêmeos", os dois riem.

Tentamos mais umas duas vezes e, obviamente, não dá certo, nada faz com que a Bella aceite. Então, precisamos achar uma outra solução, porque acho terrível ter que forçar, já escutei histórias de crianças que choram, esperneiam, detestam, etc, mas os pais continuam a escovar do mesmo jeito. Acho que insistir é importante, ainda é meu lema, mas não a ponto de fazer com que ela odeie escovar os dentes, chore, etc, e que a experiência faça com que as coisas piorem ainda mais e que ela não queria nunca mais passar por aquilo.

Esquecemos a escova por uns dias. Marco vai escovar os dentes e chama as duas. Eu falo: "vamos dar as escovas na mão delas, pra ver se dá certo?". E deu. Elas olham o pai, se divertem, ficam felizes por estar escovando os dentes! Bella ainda faz o movimento no fundo e na frente. Ponto para nós, high-five para comemorar! E olha que coisa: a solução estava justamente em incentivar a autonomia das duas, sem estresse, sem obsessão, como a gente tem feito. Sem subestimar a capacidade dos bebês.

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Bella e Maria felizes

É claro que elas não fazem a escovação perfeita, mas ensinamos pra frente, pra trás, pra cima e pra baixo. Fazemos na frente das duas e elas adoram! Quando eu falo: vamos escovar os dentes? As duas correm de alegria pro banheiro. Nunca imaginei que ia ser tão simples, mas foi. Ufa! Como a experiência foi tão boa pra gente, resolvi compartilhar aqui. E vamos para os próximos desafios! Esse fim de semana tiramos a última mamada das meninas, conto depois a experiência aqui ainda essa semana, aguardem e confiem.

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Bella

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Terceiro filho. Segunda gravidez

Sim, grávida do terceiro filho e, agora, na segunda gravidez. Olá, gestação completamente diferente da primeira, é claro! Eu sou outra, eu já sou mãe, e até os sintomas são diferentes.Tudo novo, mas não tão estranho assim. Por isso, vamos ao resumo do que aconteceu, o que está acontecendo e o que ainda está por vir.

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Nós quatro em um passeio no sábado passado

- Quem lê o blog sabe, obviamente, que queríamos ter outro filho. A nossa ideia era tentar fim deste ano, início do ano que vem. Mas sabe aquelas escapadas que acontecem de vez em quando, e você acha que não vai acontecer nada? Então, bastou uma única vez. Rá. De qualquer forma, ficamos super felizes, um pouco preocupados, é claro (em como a vida vai ser daqui pra frente, a situação financeira, etc), mas felizes demais, a gente sabe que tudo vai dar certo no final. Eu também acho que estava querendo muito ter outro, muito mesmo, quase obsessiva e isso chamou a situação toda.

- Fiz o teste de gravidez em uma quarta-feira qualquer depois de alguns dias de atraso. Marido chegou do trabalho com o teste mais caro da farmácia nas mãos, segundo ele "pra garantir". Demos o jantar das meninas, depois ele foi dar banho nas duas, e resolvi fazer o teste com todo mundo junto. Eles três no box, enquanto eu fazia xixi na fitinha. Deve ter passado uns cinco segundos até as duas faixas ficarem azuis e eu fazer um "hã" alto. "Tô grávida", abri o box e vi a reação do marido, rindo, sem saber o que fazer. "Sério?". "Sério!" e ele grita: "Vocês vão ter um irmãozinho, ou uma irmãzinha!". É claro que elas não entenderam nada e só nos restou um abraço forte pra nós. Eu sentei na privada de novo e percebi que eu tremia um pouquinho. "Meu Deus, estou grávida de novo! Que loucura!". Chorei um pouquinho e ri de alegria.

-  Antes mesmo do teste de gravidez de farmácia dar positivo, já sabia que estava grávida. Peito aumentou logo, me senti inchada, enjoei com cheiros, parte de baixo da barriga firme, e algo dentro de mim sabia, é claro. Na gravidez das meninas, eu também sabia, mas depois de dois testes negativos (inclusive um de sangue) eu não tinha certeza de nada, e estava insegura por ser a primeira vez. Senti muitas cólicas, agora já não. Só um pouco, mas nada que me assustasse. Náusea tá aqui, sim senhor. Então, tento comer logo quando acordo para não dar gás pro enjoo.

- Tenho ficado com muito sono, esse é difícil de combater, e a náusea é constante, ou seja, manhã, tarde, noite. Mas, a vida continua, preciso cuidar da casa e das meninas. As costuras estão mais paradas. Depois do almoço, sempre tento deitar um pouco para descansar, mas não durmo porque tenho medo de perder o sono da noite. Então, tenho dormido umas 22h, o que ajuda. E as meninas acordam entre as 7h e 8h, então é tranquilo. Tento ir com elas no parquinho, sair para caminhar um pouco, o cansaço bate sempre. Tenho pedido ajuda pra minha mãe, às vezes, e ela está tentando vir aqui uma vez por semana. E se a gente fica em casa, acabo ficando no sofá e elas querem atenção, e começam a brigar e o caos chega rápido. Por isso, mãe não pode parar, minha gente!

- É incrível como a segunda gravidez é diferente da primeira. A gente já sabe o que esperar, fica mais segura, não se preocupa tanto, não se impressiona tanto, tem segurança nas escolhas. Estou bem tranquila, sem muitas expectativa, sem muita empolgação com o enxoval (ainda que já tenha comprado a primeira roupinha do novo bebê), mas já baixei um aplicativo no meu celular (o do Baby Center) para acompanhar os dias da gravidez. Sem falar que essa gravidez vai ser completamente diferente porque é uma gestação única e não gemelar. Então, estou empolgada também por existir esse elemento "novo".

- Ah, sim: tenho certeza que é um só. Na gravidez das meninas, o primeiro ultrassom também indicou apenas um embrião, mas fiz com seis semanas, em um clínica genérica. Dessa vez, fiz uma ultrassom em uma clínica especializada em avaliação fetal e já com 8 semanas, o que daria pra identificar bem uma gravidez gemelar. Confesso que fiquei pensando na hora do ultrassom: "Olha, lá ele sozinho no útero, tadinho, tanto espaço pra crescer" e senti falta de algo. Pensávamos na possibilidade de serem gêmeos de novo, ainda que fosse super raro, mas estávamos tranquilos. Mas também queria ter a experiência de uma gestação única.

- Outra coisa diferente: não vamos querer saber o sexo do bebê antes do parto. Para desespero da família, que já está morrendo de curiosidade. Não temos preferência, vamos ficar felizes com um menino ou uma menina, então vamos apostar na surpresa e na emoção de descobrir na hora em que ele ou ela nascer. Enxoval unissex, aí vamos nós!

- Vou tentar um parto natural, ou seja um VBAC (do inglês, vaginal birth after cesarean). Já estava pesquisando antes mesmo de engravidar, procurando médicos, especialistas, teorias, dados científicos, relatos, tudo o que eu tinha direito.

- Mudanças alimentares: já cortei refrigerantes e adoçantes. Mas dessa vez não vou cortar o café, uma xícara de manhã é combustível necessário no momento. Estou enjoada, mas com muitos desejos, coisa que também não tive na gravidez das meninas. Couve, sorvete, queijo, coxinha de camarão, sushi são os mais requisitados no momento.

- Vou fazer a Contagem Materna, com as semanas da gravidez, de novo e postar tudo aqui, é claro!

- Acho muito louco que eu tenho ficado grávida justamente quando as meninas aprenderam a falar "neném". Todo dia a gente repete pra elas: "tem um neném crescendo na barriga da mamãe". Isabella já tentou procurar debaixo do vestido e Maria já fez um carinho na barriga. Não sei se elas entendem, mas a gente ensina.

- Tá bom por hoje, mas tem muito pra dividir daqui pra frente. Aguardem e confiem.

Não posso deixar de gradecer as mensagens lindas que recebi aqui, facebook e instagram! Obrigada a todos pelo carinho e os pensamentos positivos. Chorei com muitos deles, fiquei muito feliz e cheia de amor por aqui. Obrigada, obrigada, obrigada!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Então... mais um!

Temos uma novidade para contar e estava difícil guardar segredo...

_MG_5684 ... bebê n° 3 vem aí!

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...Grávida, 8 semanas, feliz, família grande, sim é um bebê só, frio na barriga e vamos nessa!

_MG_5624 Bella e Maria: oficialmente irmãs mais velhas!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

As confissões do parquinho

Aqui na nossa quadra tem um parquinho com areia, brinquedos de madeira e metal, escorregador, balanço. Não é lá um super parquinho, mas é um parquinho. E ele está sempre vazio. Enquanto eu passava horas ninando as meninas nos braços, quando elas eram pequenas, olhava pela janela e o parquinho: vazio. E cadê as crianças, gente? Estavam todas em um quadrado de concreto com banco e algumas estruturas de exercício." Por que será?",  me perguntava. Mas quando as meninas completaram um ano, lá estava eu empurrando um carrinho duplo até o parquinho, enquanto passava pelas outras crianças com suas babás, e eventuais pais, e sentia que todo mundo estava olhando pra gente. Bem, em pouco tempo, eu descobri que viramos assunto na quadra como as "frequentadoras do parquinho" e a "mãe que cuida das gêmeas sozinha".

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De vez em quando, no entanto, aparece uma criança. O primeiro veio com a babá e era quatro meses mais velho que as meninas. Comecei a conversar com a babá, depois que ela ficou horas no celular, e ela veio logo falando do filho dela. "Eu tenho um menino também. Tá com 11 meses e quem cuida é a minha irmã. Mas ele tá ficando cheio de mania, sabe? Não quer andar porque só fica no colo, é fogo, eu tento mudar, mas como a minha irmã fica o dia inteiro com ele é difícil". Sim, a babá estava reclamando da babá dela. Coisa louca do mundo moderno onde a tercerização da criação faz parte do nosso cotidiano e, muitos, não conseguem fugir dela, enfim...

O menino era quieto, calado, tímido e gostava de jogar areia na cara das meninas. Quando ele fez isso, a babá foi lá e deu um tapa nele. Eu fiquei chocada, mas fiquei na minha. Depois encontramos com ele outros dias e ele não queria dividir brinquedo e ainda batia nas meninas. Resultado: nem as meninas quiseram mais brincar com ele. Quando a gente se encontra no parquinho, cada um fica do seu lado. (Um parênteses: não sei se porque são duas, mas as meninas não ligam quando brincam com os brinquedos delas, e eu vejo que isso é um estresse 80% do tempo nos parquinhos. Socializar também é dividir brinquedos e a única forma de conseguir isso é incentivar o convívio com vizinhos, primos e amiguinhos, não necessariamente na escola. Deixar as crianças se conhecerem e se resolverem e não ficar o tempo inteiro "não faz isso, não faz aquilo", também ajuda muito!)

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Depois veio uma menina de dois anos com a babá. Ela passava pelo parquinho, pedia para entrar e nunca ia. Mas até que um dia ela entrou, brincou com os brinquedos das meninas e emprestou os dela, com muito custo, mas deu certo. A babá boa gente, carinhosa com a menina, pergunta: "você cuida delas sozinha mesmo? como você consegue?". E aquele papo de "conseguindo", etc. E ela ainda completa: "essa fase passa tão rápido, né? É bom mesmo você ficar com elas e são tão novinhas pra entrar na escola. E nessa idade eles sentem falta da mãe, não tem jeito".

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Dia desses, chegou uma menina nova com a babá. Dois anos e meio e poucas vezes no parquinho também. A babá foi logo disparando: "você cuida delas sozinhas, né?", como já soubesse da resposta. Pronto, já sei que virei tema das conversas lá do quadrado de concreto. "Mas você não quis babá porque não confia em ninguém?", disse armada. Eu expliquei que não, que queria ficar com elas, que não valia a pena trabalhar no momento. "Ah, você está certa. Esse momento é tão importante na vida delas. É uma alegria". Enquanto a gente conversava a menina gritava: "Mãe, mãe, mãe, vem aqui". "Mãe, não, meu amor, eu sou titia". E por mais que ela tivesse repetido isso umas cinco vezes, a menina continuava a chamá-la de mãe.

E teve um dia que eu conheci aquela que seria a "babá perfeita". Carinhosa, amorosa, educada, dura sem ser má, uma verdadeira mãe para aquelas duas meninas, de oito e seis anos. Quando começou a conversar comigo no parquinho contou a vida dela toda, ela tem um filho, perdeu outro por conta de um erro médico, e amava tomar conta daquelas meninas. "Mas, sabe? Elas sentem muita falta da mãe. Tem dias que eu saio nove horas da noite de lá e a mãe ainda não chegou. E esses primeiro anos são tão importantes. Eu consegui ficar com os meus o quanto eu pude e foi maravilhoso".

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E por essas conversas, eu sempre volto pra casa, pensando e pensando...

Eu gosto de ir no parquinho porque todo dia é uma novidade, uma história nova, um desabafo ou uma descoberta tanto minha, como das meninas. E assim vamos indo na nossa vida moderna, cada um com suas escolhas, cada um, não importa quem, tentando ser feliz também.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Maria e Isabella - 1 ano e dois meses

Eu acabei de perceber que não fiz o post sobre os 12 meses das meninas e, confesso, que fiquei aliviada quando acabou essa coisa de ter que fazer posts e updates todos os meses. Ufa! Mas ao mesmo tempo, quando releio os posts lembro de tudo o que passamos e aí dá vontade de ter escrito mais para não esquecer. Porque sim, a gente esquece um pouco das coisas que ficaram para atrás. Pois bem, agora preciso então escrever sobre o que tem acontecido nos últimos meses desde que Maria e Isabella completaram 1 ano de vida e, nossa, como aconteceu coisa! Aliás, parece que elas deram uma acelerada e não devem parar "ever". Acho que agora é muito mais dífícil sim (por que a gente reclama da época de bebê? Ô, tempo bom que não volta nunca mais, gente!), porque é chegada, de fato, a hora de educar, de impôr limites, de guiar aquele pequeno ser para o caminho do bem. É claro que parece que ficou mais fácil cuidar de duas ao mesmo tempo, porém é mil vezes mais desafiador. Mas vamos lá:

IMG_3974 Delícia de fase

IMG_3970 Maria e Bella

Com 14 meses de vida completados, eu olho pras minhas meninas e vejo duas personalidades completamente diferentes, pra começar. Maria é a mais aventureira, independente e adora uma farra. Isabella é mais sociável, mais meiga e adora um chamego. Eu fico impressionada o quanto elas me entendem, o quanto o desenvolvimento transparece. Aprenderam a subir na poltrona num dia e 48 horas depois já sabiam subir e descer com a maior facilidade. Sem tombos graves (cada uma caiu uma só vez), sem traumas (só o meu, claro, que fiquei apavorada no início achando que elas iriam cair), muita paciência de ficar ali do lado delas e explicar qual era o melhor jeito de descer, no lugar de pegar no colo e tirar.

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Feliz

Elas já tentam falar alguma coisa e eu incentivo conversando muito com elas e repetindo tudo. Incentivo as duas a escolherem a própria roupa (ainda que no fim a decisão seja minha), mas o engraçado é que elas quase sempre escolhem as roupas que são delas mesmo e que estão acostumadas a usar. Me ajudam a guardar os brinquedos nem que seja por 30 segundos e adoram sentar no nosso colo para ler historinhas antes de dormir.

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Me pega!

Com mais de um ano elas estão prontas para gastar energia e querem brincar, querem algo novo todos os dias, ainda que adorem o antigo também, e eu tenho não só manter a rotina como inventar coisas novas para a gente fazer todo dia. Faz sentido? Mas acho que sempre tentei fazer isso, já que ficava em casa com elas, tentava sempre fazer alguma coisa diferente, nem que fosse "enfeitar" as duas para ficar em casa, isso desde os dois meses.

IMG_3976 Minha invenção outro dia: edredon no chão para deitar e rolar

IMG_3989 Duas pequenas meninas grandes

Agora nem tudo são flores e não pense você que ninguém dá trabalho, chora, esperneia e que às vezes eu quero sair correndo pela porta. Porque com 1 ano também é a hora que os bebês dizem "eu sou um ser que tem vontades e não quero fazer tudo o que você quer que eu faça, ok?". Mais do que natural. Porém rolam as birras, as manhas, os tantrums (como dizem os americanos), mas eu prefiro chamar de "mini crise". Acho que isso começou por aqui quando elas tinham uns 10 meses. E eu tenho tentando contornar desde então com muita paciência e dose extra de amor ainda que a vontade seja de arrancar os cabelos.

Continuo na minha filosofia de insistência, então, se alguém não quer sentar no carrinho e faz escândalo, respiro fundo e coloco do mesmo jeito. Dou um brinquedinho pra distrair, dou tempo e volto a insistir e dá certo. Distrair, aliás, é um verbo muito usado nessa fase, vale um post dele mesmo no futuro. E quando começa muito choro é porque elas estão ou com sono ou com fome. Então, tento compreeder as crises e me colocar no lugar delas também, sem perder as estribeiras. A Luíza, do Potencial Gestante, fez um post lindo sobre isso esses dias, cliquem aqui pra ver. Super entendo agora os outros pais quando as crianças tem uma crise de choro em local público, só não entendo os pais que resolvem ignorar o fato ou se descontrolam na raiva.

IMG_3998 Briga por causa de um brinquedo tem todo dia. Quanto menos a gente se mete, melhor, elas se entendem e não rola tanto choro

IMG_3995 Psicodélicas

O engraçado é que a Maria tinha mais mini crises até o mês passado. Este mês Isabella está vencendo no quadro de medalhas e vou dizer uma coisa: ela é muito mais dramática que a irmã. E eu achando que a Maria é que ia me dar trabalho, ah, como as coisas mudam com crianças, essas fases, essas fases. Parece que elas mudam de personalidade de tempo em tempo também, uma com a outra eu digo. Isso desde que nasceram. Da noite pro dia Maria ficou super calma e obediente e agora é a vez da Bella se rebelar. Mas ainda sim, acho as duas bem calminhas, sei que tudo isso faz parte do crescimento e que venham as nossas outras aventuras.

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Bella preguiça

IMG_3961 Maria preguiça

Pessoal, hoje é o último dia de inscrição na Troca Moderna de Livros, a chance da gente presentear outras crianças com livros infantis e conhecer outras pessoas neste solitário mundo da maternidade.

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Para se inscrever, deixe seu email em um comentário neste post. Lá também tem todos os detalhes. Quem já se inscreveu prepare-se para receber uma mensagem amanhã! Obrigada a todos pela participação!

Gostaram dos bodies que as meninas estão usando? Tem lá na Loja da Família Moderna em uma versão para bebês no tamanho de 3 a 6 meses! Corram que fiz poucas peças!


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quarta-feira, 13 de março de 2013

Primeiro corte de cabelo

Maria precisava de um corte de cabelo. A franja já caía no rosto e estava atrapalhando a visão dela. Pois bem, eu pensei em levar no salão, mas ontem, depois do jantar e do banho da noite durante a última brincadeira do dia antes de dormir, eu pensei: "eu vou cortar é agora!". Imagina se eu iria perder a oportunidade de ser a pessoa a fazer o primeiro corte de cabelo da vida delas? Peguei a tesoura de costura e lá fomos nós. O Marco segurou a Maria, passei o pente na franja e sem hesitar (mas quase) fui e cortei. Dei mais uma ajeitada e pronto, acabou! Aí já que eu tinha cortado da Maria, tinha que cortar da Bella também ainda que a franja dela não estivesse tão grande. Fizemos o mesmo processo, só que ela foi bem mais inquieta. Deu certo. Ficou torto? Ficou. Mas tá charmoso e eu fiquei super feliz.

IMG_3942 Maria estilo franjinha

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Bella com o novo look! Vou tentar dar mais uma arrumada no dela hoje porque como ela mexeu muito ficou ainda mais torto

IMG_3930 Ficaram bem estilo Amélie Poulain e eu me arrependi de não ter cortado pra festa

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Bella pensativa

IMG_3955 Estou IN LOVE

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Maria

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Bella

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Indo pro quarto porque estava na hora de dormir

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Segundos depois saindo correndo com os pijamas na mão pra gente vestir. Posso?

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Bella linda!

Acho que quem tem vontade de cortar o cabelo dos seus pequenos tem mais é que se jogar (existem outras loucas como eu por aí, né? espero que sim), mas quem não conseguir relaxar com o cabelo torto melhor nem tentar, gente!

Ah, não se esqueçam da troca de livros moderna! O prazo de inscrição é até sexta! Deixem seus e-mails no comentário do post aí debaixo e divulguem a ideia! Não tem ideia do que é? Leia o post abaixo e se joga!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Encontro de meninas e um turbilhão aqui dentro

No último sábado aconteceu algo inédito e maravilhoso aqui em casa: um encontro de gêmeas! Mais do que a reunião de seis meninas foi o encontro de três famílias que passam pelos mesmos dilemas, que compartilham sentimentos, lado A, lado B e aquela montanha-russa toda que é ser pais de dois bebês aos mesmo tempo. Ainda estou meio tonta com o nosso café da manhã que foi quase até duas tarde e não paro de pensar em tudo o que a gente conversou, tudo o que nós passamos e o que eles ainda vão passar nessa aventura múltipla.

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A turma toda!

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Todo mundo misturado


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Bella e Margarida no colo das tias

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Isabella curtindo um colo

O encontro foi uma oportunidade maravilhosa de conhecer pessoalmente a Grasi e o Rodrigo que quando se descobriram grávidos de gêmeas devoraram o blog e começamos a nós falar virtualmente até o nascimento da Margarida e da Iolanda, que hoje já estão com quase três meses, e depois disso também. Eles vieram para Brasília e marcamos de nos ver aqui em casa. Aproveitamos e convidamos também a Alê e o Gustavo que tiveram a Ana Clara e a Maria Júlia há um mês atrás. Conheci a Alê quando fazia cupcakes pra fora, em uma das minhas loucuras, há dois anos atrás, quando ela fez uma encomenda pro aniversário do filho dela (João Pedro que também participou do encontro!) e enquanto ela também acompanhava minhas aventuras aqui pelo blog se descobriu grávida de duas meninas.

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É muito colo!

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Não faltou assunto

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As boas-vindas

IMG_3754 Conversa sem fim

IMG_3774 Maria encantada com os bebês e eu também

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Alê também

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Vai um café com bolo?

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João de olho na Margarida

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Pais em ação

Foi um encontro surreal com todo mundo descobrindo e compartilhando todos os desafios de cuidar de dois bebês. Por algumas horas me senti menos sozinha e quando todo mundo foi embora me deu um aperto no coração por saber que este encontro era único e não podia acontecer sempre. Fiquei com tanto orgulho da Alê e da Grasi que estão se saindo tão bem e tão melhor que eu na mesma situação. Fiquei com vontade de ter me preparado como a Grasi que está amamentando as meninas exclusivamente, com todo foco e doação que ela está tendo. Fiquei com vontade de ter comprado dois slings e carregado as meninas pra tudo quanto é lado nos primeiros meses, ainda que depois o carrinho se tornasse o meu melhor amigo. E queria ter a paciência da Alê e a experiência de um filho já no caminho.

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É muita coisa para conversar em tão pouco tempo

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Alê linda!

IMG_3758 Muitas flores! Ai que saudade que deu!

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Esse encontro mexeu muito comigo mesmo. Foi como se eu abrisse uma caixa fechada e dela saísse um bando de sentimentos misturados. Me deu ainda mais vontade de ter outro filho, me fez revisar tudo o que aconteceu neste um ano, em como eu me orgulho das minhas escolhas, mas também poderia ter feito diferente, o quanto é uma loucura ter dois bebês, o quanto só quem passa por isso pode te entender e, especialmente, o quanto é bom ter esse blog, não só para compartilhar meus dilemas, mas para conhecer outras pessoas que marcam tanto a vida da gente.

Tudo o que eu desejo é continuar caminhando e que venham muitos outros encontros e surpresas no caminho.

PS: Mudando completamente de assunto, sábado agora tem feira! A Loja da Família Moderna vai estar na E-Nova, das 9h às 17h, ao lado do Balaio Café na 201 Norte, Passem lá nem que seja para dizer um "oi". Vai ter bodies, camisetas, almofadas, babadores, bandeirinhas e muito mais!

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