terça-feira, 27 de agosto de 2013

Desconhecido, mas nem tanto

Eram 10h30 da manhã e a consulta da segunda ecografia do bebê número 3 (a famosa morfológica) estava atrasada. Me bateu um enjoo, uma fome, mas resolvi ignorar e assistir a TV que insistia em continuar em um canal brega na sala da recepção. Chamaram meu nome e lá fui eu ver meu bebê. Ele aparece na tela grande, lindo, coração batendo forte, dois bracinhos, duas perninhas, perfil perfeito. A médica pergunta se eu fiz a sexagem fetal (exame de sangue que faz você descobrir o sexo do bebê a partir da 8° semana, que eu fiz, inclusive, na gravidez das meninas). Eu digo "não, eu não quero saber o sexo, hein doutora?". E ela me fala com cara de assusta: "então, me avisa sempre antes de gente começar, viu? Me avisa!". O-K. (Preciso fazer um post sobre essa escolha maluca que quase ninguém entende, aguardem e confiem).

Me bate uma calma quando faço aquele exame, sei que vai estar tudo bem. Eu me sentia assim com as meninas, mas sempre existia aquele medo que os médicos colocavam na gente de que uma poderia estar se alimentando mais do que a outra porque elas dividiam a placenta e a gravidez de risco, etc. Mas aquele sentimento, o mesmo que eu sinto agora, estava lá. Ao mesmo tempo, me sinto estranha por ver só um bebê dentro de mim naquela tela enorme. Ele lá sozinho, com tanto espaço. É bizarro, eu sei, mas é o que eu sinto. É totalmente diferente, mas a emoção é a mesma. Tudo 100% com o exame, vou esperar a impressão na recepção de novo.

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Olá, eu sou bebê número 3!

A grávida que estava depois de mim é atendida, sai do exame e nada do meu chegar. Vou reclamar, fico um pouco irritada com o atraso, fico pensando que está chegando a hora do almoço das meninas e pedi para o meu sogro e minha sogra ficarem com elas e sei que o horário deles é limitado também, então não consigo relaxar. Aparentemente, a médica esqueceu de colocar uma coisa no exame, mas "já já fica pronto".

A grávida do meu lado recebe o resultado dela com a foto em 4D do bebê e fica toda feliz. "Ai, é a cara do pai! Vou tirar foto e mandar pra todo mundo. Mãe é besta mesmo, né?". Olhei pra ela e sorri. Pensei: "primeiro filho, com certeza!". Sei o que ela está sentindo, mas não consigo me identificar com ela. Será que fiquei cínica demais? Prática demais? Primeiro, porque eu não gosto da ideia dessas ultras 3D, 4D, acho que não dá pra ver o bebê direito e não vejo graça em ver o bebê antes dele nascer, super entendo quem faz, mas não é a minha. Segundo, será que eu não estou curtindo o momento? Será que esse atraso e o fato da minha cabeça estar em casa com as meninas não me deixa curtir o momento como deveria? Terceiro, não consigo me identificar porque eu não criei expectativas ainda e também não quero me prender a elas.

Outro dia estávamos nós quarto brincando no chão, antes das meninas dormirem, e eu pensei: "eu conheço tanto minhas filhas, essa família, como é bom!". E aí me bateu uma coisa: "E o bebê? Como é que ele vai se encaixar nesse quadro perfeito?". Estou numa fase tão boa e tranquila com as meninas, que por alguns momentos não consegui pensar em qualquer coisa diferente daquilo. E esse bebê tão desejado, tão querido, como ele vai ficar entre nós? E aí percebi uma coisa: bateu o medo do desconhecido. De como será nossa vida como cinco. E sabe o quê? Tudo bem. Eu tenho direito de ter o frio na barriga e gosto dele.

Eu tenho não criar expectativas, mas elas existem, e às vezes, não há como evitá-las. Pode ser que elas venham quando os pais querem ver o rosto do bebê para ver com quem ele vai se parecer ou em pensar em como o novo bebê vai encaixar na família. Pois que venham outras possibilidades e, finalmente, a realidade, quando ela, lindamente, acontecer.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Contagem Materna 2 - 11 semanas e 6 dias

Finalmente, estamos chegando nas 12 semanas! É incrível como as coisas já começaram a mudar, o enjoo está passando, dormindo um pouco melhor e tenho tido um pouco mais de energia. Fui no médico no começo da semana, tudo 100% com os exames, mas ainda vou fazer o morfológico na semana que vem. O que mais me surpreendeu foi o fato de eu ter engordado menos 1kg em um mês! Olha já a diferença de uma gestação única para um gemelar, hein? Mas acho que me alimento bem, como muitas frutas junto com as meninas e legumes também. Mas, continuo no doce, sorvetinho, então achei que iria engordar mais. Tenho tido desejos loucos por peixe e sushi. Nem aí pra carne, não sei por quê.

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Estava relendo o post da minha primeira contagem materna com 11 semanas e que diferença! Este, aliás, é o segundo post mais popular do blog, e eu não consigo entender por quê. Mas, foi de agosto também. Há dois anos atrás eu estava tendo essa mesma experiência pela primeira vez, completamente diferente. E a barriga já aparecendo! Agora tá apontando um pouquinho, às vezes sinto ela inchar, mas é bem tranquilo. Também tenho a impressão que sinto o bebê se mexendo, mas sei que é cedo e podem ser apenas gases.

A verdade é que estou louca para que este segundo trimestre chegue logo, aquela época maravilhosa da gravidez que a gente fica cheia de energia, barriga aparecendo, bebê mexendo... Ah, que delícia! Que venhas as cenas do próximo capítulo!

Continuamos firmes e fortes na decisão de não saber o sexo e já até conversamos com a médica que faz a nossa ecografia e ela foi super de boa. Disse que quando aparecer alguma coisa ela avisa e a gente não olha pra tela, simples assim. Às vezes, penso se é menino ou menina, e sempre acho que é menina, mas a ideia é justamente não criar expectativa. Então, é o bebê, o bebê novo.

Penso muito no parto e semana passada vi com o Marco o filme "Renascimento do Parto", chorei horrores, amei o filme! Um excelente retrato do que é a realidade do nascer no Brasil e como existe uma cultura obstétrica totalmente errada por aqui. Acho que toda mãe, futura mãe, gestante, pensante em ser, deveria assistir! Pensando muito, acho que passei por procedimentos desnecessários e que minhas filhas sequer tinham que ter ido para UTI, não posso mudar o passado, mas com certeza estou me preparando pro futuro. E acho que tudo está na escolha dos profissionais. Me emocionei muito com o depoimento da Carol Lobo, que já compartilhou o relato dela aqui no blog, ela teve uma cesárea e depois um parto em casa. Ela aparece logo no início do filme, para quem já viu ;)

Para conhecer o filme veja o trailer:

 

E para saber se passa e quando passa na sua cidade clique aqui.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Receitinha - Kibe de Peixe e saladinha de pepino

Tem dias que eu acordo inspirada, minha gente! E pensar que há dois dias atrás eu estava sofrendo com um pequeno caos por aqui, mas acho que como estou me aproximando das 12 semanas, tenho ficado mais disposta e hoje eu acordei com vontade de cozinhar! Estava sonhando com uma salada de pepino que eu vi o Jamie Oliver fazendo outro dia e um kibe de peixe que eu já tinha feito antes e que é receita da Rita Lobo, como fui no mercado ontem à noite, comprei os ingredientes e hoje pude satisfazer meus desejos de grávida.  Sim, eu me inspiro nos programas de TV de culinária, todos deveríamos, aliás! Eu sei que 9h30 da manhã o kibe já estava no forno! Agora as meninas estão dormindo e eu fazendo esse post vapt-vupt, assim como essas duas receitas, perfeitas para mães ocupadas! Então, vamos lá:

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Kibe de Peixe

- 400g de peixe branco (eu uso o bom e velho Saint Peter)
- 1/2 xícara de coentro
- 1 xícara de trigo para kibe
- raspas de limão e/ou laranja
- 1 cebola
- 1 colher de chá de açúcar
- azeite, sal e pimenta do reino

1° passo: Faça a cebola caramelizada. Corte a cebola em meia-lua e frite com um pouco de azeite em um frigideira bem quente. Coloque um pouco de açúcar e misture Deixe cozinhar por 15 minutos, mexendo de vez em quando, até caramelizar a cebola. Reserve.

2° passo: Você vai precisar de um processador ou criar coragem para cortar tudo na faca. Coloque metade dos filés de peixe no processador e bata, depois coloque o restante com o coentro e bata. Reserve.
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Pegue um pano de prato limpo, e cubra uma uma peneira média e derrame a xícara de kibe dentro e coloque na água corrente para lavar/hidratas. Depois faça um trouxinha com o pano de prato e torça para a água sair do kibe. (Se ficar difícil de visualizar, veja o vídeo da Rita Lobo no link aí embaixo). Coloque o trigo em uma tigela e misture com o peixe, tempere com sal, pimenta, rapas de limão e/ou laranja, misture a cebola e coloque meio copo de água para dar liga. Misture tudo. Coloque em uma forma untada com azeite. Aperte com a mão e com muito carinho, depois passe a faca para formar os quadradinhos. Regue com mais azeite e coloque no forno já pré-aquecido. Sirva frio ou quente, de almoço, lanche ou janta. Fica maravilhoso e a cebola caramelizada faz toda a diferença!

Receita original aqui, ela fez uma salada de pepino com iogurte também, mas eu resolvi fazer essa:

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Salada de Pepino

1 pepino grande
1/2 cebola roxa
8 azeitonas grandes com caroço
Coentro picado
1 colher de geleia de pimenta
1/2 limão
Sal
Azeite
Azeite balsâmico

Essa receita é vapt-vupt! Lave bem o pepino e passe um garfo em toda pele dele, assim ele absorve bem o molho. Corte a cebola em meia-lua e deixe de molho em um pote com água gelada. Corte o pepino em cubos e coloque em uma vasilha onde você vai servir a salada. Na tábua de cortar, amasse as azeitonas com uma faca, tire o caroço e corte um pouco os pedaços ( A dica do Jaime é comprar azeitonas com caroço porque elas tem mais sabor, ele fez com as pretas). Depois jogue na vasilha, escorra a cebola e também misture com o pepino. Tempere com azeite, azeite balsâmico, limão, geléia e sal. E está pronto!

As meninas aprovaram o kibe, mas nem deu tempo delas comerem a saladinha! Mas vou tentar outro dia com menos geleia porque ficou com gostinho picante. Não achei a receita original do Jaime, então inventei na hora. ;)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Razões para ter um filho

Existem mil e uma razões para ter um filho e outras tantas para não tê-lo, mas não é sobre isso que vou escrever aqui. Acho que a decisão de trazer alguém para o mundo é muito pessoal, depende muito do casal, e às vezes o filho chega como surpresa e nem dá tempo de pensar em motivo algum. Eu sempre achei que iria ter dois filhos e só, um casal de preferência, como é o básico e ideal culturalmente falando, nunca me imaginei mãe de três, com menos de três anos, mas tanta coisa muda no meio do caminho e aí está a delícia de viver. Vejo tanta gente com medo de dar o próximo passo, tanta gente me chamando de louca e corajosa (o que eu super concordo, by the way), que gostaria de compartilhar a minha experiência e tentar explicar algo inexplicável: a vontade de ter mais filhos.

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No começo deste ano, estava conversando com um casal que também tem gêmeas e acompanha o blog durante uma visita deles pra Brasília, e a Grasi me fez uma pergunta muito simples: "Mas, você quer ter outro: por quê?". E eu respondi: "Não sei, não sei porque. Acho que me sinto tão feliz, tão completa com duas, e isso deveria bastar, mas quero mais". E no banco de trás do carro, o Rodrigo, marido dela disse: "Mas filho é isso, não precisa de explicação. Se você quer, quer e pronto". E aquilo fez um sentido enorme pra mim! Era isso, eu queria e  bastava, não precisava ficar pensando no trabalho, em como ia ser difícil, no aspecto financeiro e etc. É aquela coisa de se você quer muito, o universo conspira ao seu favor. Pois querer muito era razão suficiente pra mim.

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Existiram outros motivos também, é claro. Depois que as meninas nasceram rolou todo um processo, que é normal entre as mães de primeira viagem, de aceitação do meu papel de cuidadora. E a partir do momento que eu me entreguei, aceitei que ter filho dá trabalho e pronto, que eu não vou poder ir e vir como antes, que eu fiz uma escolha, blá, blá, blá. Ter filho não foi mais algo trabalhoso, ou até mesmo um fardo como muita gente pensa. Fazia parte da nossa família, ser tornou natural pra gente. Elas estão incluídas em tudo e fazem parte do todo. É claro que é cansativo, mas não é um problema. Dá trabalho? Sim. É difícil? É. Mas essa é a nossa família agora e a partir do momento que você para de focar neste aspecto da parte chata, fica divertido e torna-se parte de quem você é também. E eu também tenho a teoria de que com a nossa experiência com duas, um bebê só não vai ser tão difícil assim. Será?

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Existe uma razão muito forte também para não só querer ter outro filho, como ter coragem de pular rumo ao desconhecido, que é o meu marido. Se ele não me ajudasse tanto e fosse um pai tão maravilhoso, com certeza, não estaria nem cogitando essa ideia. É ele quem levanta à noite quando uma delas chora, é ele quem dá o jantar e o último banho do dia, que me ajuda sempre e em tudo. Sem ele, felicidade, você não existiria. Portanto, aqui estamos nós. É porque sou tão feliz como mãe, tão feliz tendo uma família, que queremos mais!

Ah, tem uma coisa que ajuda muito também: dormir a noite toda. Quando os bebê dormem a noite toda, a coragem aumenta! Sério.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Mais amor, por favor

No fim de semana passado, fizemos uma viagem em família para um hotel que fica a duas horas de Brasília. No primeiro dia, tentamos relaxar, curtir a piscina e sabíamos que a rotina não ia ser a mesma, mas como foi difícil abrir mão dela. Fizemos a viagem depois do almoço pra elas dormirem no carro, a Maria dormiu o percurso todo e a Bella metade.  Quando chegou à noite foi caótico, elas não pararam durante o jantar, a gente comeu super rápido e fomos pro quarto com as duas. No caminho até lá, nos perguntamos: qual vai ser estratégia pra dormir? Não sabíamos. Colocamos elas no berço desmontável, ligamos a TV, desligamos a luz e esperamos. Dez e meia da noite e ninguém tinha dormido! As duas super agitadas. Eu e o Marco ficamos super estressados, questionando a todo o tempo o que estávamos fazendo, foi o C-A-O-S pra gente.

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Dia seguinte, resolvemos fazer diferente. Finalmente, nos livramos da rotina, brincamos, fomos pra piscina e resolvemos ir almoçar na cidade. Bella dormiu um pouco antes do almoço e depois não quis saber de soneca quando voltámos pro hotel, enquanto Maria manteve o horário certinho. Deixei o Marco e ela dormindo no quarto (sim, às vezes é preciso deixar os maridos dormirem, minha gente!). E fui pra rede com a Isabella na tentativa de fazer ela descansar e dormir de novo. Ficamos lá uma meia hora, ela não dormiu, mas ficamos de preguicinha, cantando, balançando, foi muito bom. Depois, mais piscina e brincadeira. Meus pais ficaram com elas e a gente foi na cidade jantar, voltamos correndo bem na hora de dormir delas. Demos um banho, colocamos o pijama e fizemos diferente. Deitamos com as duas na cama, cada um abraçado com uma e eu falei: "Agora, vamos dormir". Cantei primeiro a música de sempre: "tá na hora de dormir, não espere mamãe mandar..", depois outras músicas. Elas foram se aninhando, quando ficavam agitadas, a gente ia lá e abraçava mais forte. Bella, já com o olho fechado, pegou a fraldinha, colocou no rosto e disse: "achei!", depois dormiu, puft! Elas lutam até o último minuto!

Colocamos as duas no berço, super orgulhosos do nosso modo diferente de ver as coisas. Ligamos a TV, e depois conversamos baixinho sobre o nosso dia, o que tinha dado certo, o que não, que coisa legal elas fizeram, como a gente faz todas as noites. E percebemos, que mesmo que a gente tenha que ser firme, impor limites, ter horário, educar, a gente também não pode esquecer da ternura. Parece simples, mas na correria do dia a dia, e de manter rotina e de "fazer as coisas darem certo", a gente esquece do básico. Eu sempre achei que meu maior defeito como mãe era não se maleável com a nossa programação, e acho que neste fim de semana, me libertei disso. Como a gente aprende com os filhos e como o nosso comportamento e influencia o deles. Também percebi que, às vezes, as minhas mini-crianças precisam de colo, de aconchego. Parece óbvio, mas podemos nos perder pelo caminho. Que bom que sempre há chance de voltar atrás e escolher o rumo certo.

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Minha Bebellinha
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Maria empolgadíssima com o picolé de uva (uma vez ou outra não tem problema, né? ass: mãe controladora)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Engravidando em dois atos

Resolvi fazer uma comparação do processo de engravidar antes e agora. Completamente diferente, mas não menos interessante. E sim, saibam logo tudo, ou quase tudo, sobre a  minha vida sexual!

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Planejamento

Primeira gravidez - 2011 - Fui na ginecologista disse que queria engravidar. Ela passou exames, receitou ácido fólico. E explicou que como eu tomava pílula anticoncepcional há cinco anos, podia demorar "até o corpo se acostumar" e etc. Queria engravidar durante uma viagem e ela me recomendou parar de tomar a pílula um mês antes.

Segunda gravidez - 2013 - Não fiz meus exames de rotina. Não estava tomando pílula, só na camisinha, queria desesperadamente engravidar, mas resolvemos esperar mais um pouco até que a nossa situação financeira mudasse e as meninas crescessem mais um pouco. Pelo menos, essa era a ideia.

Sexo 

Primeira gravidez - Depois que acabou a menstruação começamos a tentar todos os dias. Marido não achou ruim, é claro! Ficava deitada uns quinze minutos depois do coito, só para garantir, inclusive. Mas depois de duas semanas, deu uma cansada. E aí tive um sangramento, durou um dia inteiro. Quando vi o sangramento, corri pra cama e falei pro Marco: "tô grávida!" Depois, fiquei achando que podia ser o ciclo já louco sem a pílula e fiquei super desanimada, mas continuava tentando.

Segunda gravidez - Eu estava obsessiva em engravidar de novo e meio que falei pro marido: "ah, a gente podia brincar um pouquinho, não planejar dessa vez, deixar a coisa rolar". Maior papinho, né? E ele brincou dizendo que eu queria fazer "roleta russa da vida". E foi o que aconteceu, duas vezes de brincadeira, e "ops!"

Resultado

Primeira gravidez - Eu achava que estava grávida, estava me sentindo inchada, o bico do peito dolorido, mas tudo se confunde com TPM, então a gente fica na dúvida. Fiz exame de farmácia: negativo. Fiz um exame de sangue com três dias de atraso: negativo. Fiquei super triste, mas fui viajar pra Itália com o pensamento em aproveitar e tomar muito vinho!

Dois dias depois comecei a passar mal com umas cólicas terríveis, suava frio de tanta cólica, mas como vinha com uma dor de barriga junto, achei que era a comida de lá e minha gula italiana. Ficamos lá uma semana e a volta de nove horas de avião foram as piores da minha vida, cheia de cólica e a base de remédio.

Fui na emergência no dia seguinte, conversei com o médico e ele disse: "É bem provável que você esteja grávida, mas não vou passar exame não. Procura um ginecologista que ele pede logo um ultrassom pra comprovar isso". Saí de lá puta da vida depois de ter esperado quatro horas pra nada, passei na farmácia, comprei o teste mais caro e fiz por volta da meia noite: positivo! O resto é história...

Segunda gravidez - Algumas semanas depois do "acidente" e umas duas semanas antes da data da menstruação, eu já sabia que estava grávida. Peito inchou que ficou cheio de veias, mamilo cresceu, parte de baixo da barriga dura, comecei a enjoar com cheiro. Eu tinha certeza absoluta! Eu fiz um teste uns quatro dias antes do atraso e a segunda marca ficou meio manchada. Falei pro Marco: "É positivo." Ele: "Não, é negativo, você quer tanto ficar grávida que tá vendo coisa no teste". Resolvemos esperar o atraso chegou. Aí a gente esqueceu e lá pelo quarto dia, ele chega com o teste em casa: positivo! O resto é história que continua por aqui...

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Feliz Dia dos Pais

Não gosto de clichês e de datas comemorativas, mas choro com todas as homenagens. Pois, vem aí mais um Dia dos Pais e eu não poderia deixar de compartilhar meu amor e agradecimento para dois homens que mudaram a minha vida.

Meu pai, de fato meu primeiro amor, o homem que me ensinou como um marido deve ser, e o significado de família, ao lado da minha mãe. Meu faz-tudo, meu porto seguro, que até hoje tem dificuldades em dizer um simples "não" para os filhos. Meu pai que quer abraçar o mundo e que me mostrou que muitas vezes, isso é possível. Obrigada por me mostrar o que é a vida.

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Eu e meu pai, em Natal, agosto de 1982 (sim, eu fui uma bebê obesa)

Meu marido que trilha um caminho lindo ao meu lado e com quem não imaginaria não estar para sempre. Um super pai de duas meninas e, em breve, de um outro bebê que só traz mais amor na nossa vida. Foram tantas noites sem dormir do seu lado, tantos desafios vencidos, tantas loucuras minhas que você entendeu, tanta aceitação com meu jeito diferente de ver a vida, tão lindo ver você se tornar o melhor pai que as minhas filhas poderiam ter. Um obrigado especial por você ter acabado de dar almoço e banho nas duas, no seu dia de folga, enquanto eu escrevo este post.

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E feliz Dia dos Pais pra todo mundo! Beijem muito seus pais, avós, irmãos e maridos! E que venha um lindo feriado em família. Nós estamos saindo em um mini-viagem para Piri com todo mundo! Sigam a gente no instagram @familiamoderna!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Contagem Materna 2 - 9 semanas e 5 dias

Chegamos nas nove semanas. Enjoos continuam. Olá, cansaço que eu já tinha até esquecido que existia! Tenho tido muito sono (antes de ontem dormi 9h30 da noite. Socorro!), mas tenho tido alguns dias com uma boa energia pra cuidar das meninas, o que é muito bom.Vamos no parquinho, saímos para passear, mas geralmente no dia seguinte estou acabada e de noite não sou ninguém, coisas de grávida e mãe de duas. Eu, às vezes, esqueço que estou grávida, mas aí vem todos os sintomas citados anteriormente e eu lembro. Oi? Tem um bebê dentro de mim.

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Peito grande e barriguinha aparecendo: check!

Já estamos começando a planejar o quartinho do bebê. Temos um pseudo quarto aqui em casa, bem pequeno, que acho que originalmente era uma dependência de empregada, que a gente arrancou as portas e fez um escritório. Então, agora, estamos fechando as portas e pensando em tudo de novo. Também estou empolgada em fazer um quarto unissex. Se for menina, eventualmente, vou passar ela pro quarto das irmãs. Berço, obviamente, eu já tenho. O que me leva a pensar em outra coisa: transição das meninas para a caminha. E as outras coisas que precisamos e queremos fazer antes do bebê nascer: desfralde e tchau chupeta. Ainda que algumas coisas já podemos cruzar da lista, já foram a dependência da mamadeira e as duas comem muito bem sozinhas. Amém.

Tenho chorado à toa e me irritado mais ainda. Quando a gente fica grávida parece  que não temos mais medo de briga ou papas na língua, mas tenho conseguido manter a boca fechada e deixar os meus pensamentos comigo mesmo, no lugar de compartilhá-los no Facebook. Rá!

Tenho pensado muito no parto, leio relatos, penso nas dores, nos meus planos, na preparação, em como tudo vai ser diferente e ao mesmo tempo tento não criar expectativas. Para ter um parto normal, ou melhor, natural, é preciso fazer uma certa preparação financeira porque você não vai conseguir nada pelo plano de saúde. Estávamos guardando dinheiro pra isso, mas nem tanto. Então, estou com a seguinte estratégia: estou fazendo esses primeiros exames com um médico do plano, que "dizem que faz parto normal" (mas eu não vou esperar pra ver), e depois vou passar para uma obstetra humanizada.

Em alguns momentos, fico tão empolgada que penso: "aí, quero parir logo!". Mas sei que preciso curtir muito essa gravidez, como curti das meninas. Mas não gosto de pensar que vai ser a minha última, ainda que sei que queremos parar por aqui. Estranho, né? Eu chamo isso de "coisas de grávida", tudo é estranho.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Como ensinar um bebê a escovar os dentes

*Primeiro, preciso dizer que não sou dentista ou especialista, nem sequer levei as meninas no dentista ainda (por pura falta de tempo, grana e também não achar que é tão urgente assim), mas sou mãe de duas meninas com personalidades completamente diferentes e resolvi compartilhar a nossa experiência aqui. Então, vamos lá, como ensinar um bebê a escovar os dentes e ainda amar fazer isso:

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Quando Maria e Bella completaram 1 ano e três meses, resolvi comprar um escova de dentes pras duas, afinal os molares tinham acabado de nascer e achei que era hora. Li algumas coisas sobre qual escova comprar, sobre como não precisava usar pasta de dentes ainda, etc. Enfim, pesquisei, mas bem pouco. Fui no mercado e comprei a primeira que achei "legal", a da Oral B. Duas iguais para não dar briga (estou aprendendo).

Primeiro dia, antes do banho: "Vamos escovar os dentes?" Eu pego a Maria no colo, mostro a escova, finjo que estou escovando os meus dentes e quando vou fazer nela, ela abre o bocão, feliz. E consigo escovar um pouco os dentes. Marco pega Bella no colo e tenta fazer a mesma coisa. Mas, ela não abre a boca de jeito nenhum! O pai tenta pacientemente, mas ela começa a ficar irritada, joga a cabeça pra atrás, não quer de jeito nenhum! A gente se olha, e eu falo: "olha, a loucura que é ter gêmeos", os dois riem.

Tentamos mais umas duas vezes e, obviamente, não dá certo, nada faz com que a Bella aceite. Então, precisamos achar uma outra solução, porque acho terrível ter que forçar, já escutei histórias de crianças que choram, esperneiam, detestam, etc, mas os pais continuam a escovar do mesmo jeito. Acho que insistir é importante, ainda é meu lema, mas não a ponto de fazer com que ela odeie escovar os dentes, chore, etc, e que a experiência faça com que as coisas piorem ainda mais e que ela não queria nunca mais passar por aquilo.

Esquecemos a escova por uns dias. Marco vai escovar os dentes e chama as duas. Eu falo: "vamos dar as escovas na mão delas, pra ver se dá certo?". E deu. Elas olham o pai, se divertem, ficam felizes por estar escovando os dentes! Bella ainda faz o movimento no fundo e na frente. Ponto para nós, high-five para comemorar! E olha que coisa: a solução estava justamente em incentivar a autonomia das duas, sem estresse, sem obsessão, como a gente tem feito. Sem subestimar a capacidade dos bebês.

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Bella e Maria felizes

É claro que elas não fazem a escovação perfeita, mas ensinamos pra frente, pra trás, pra cima e pra baixo. Fazemos na frente das duas e elas adoram! Quando eu falo: vamos escovar os dentes? As duas correm de alegria pro banheiro. Nunca imaginei que ia ser tão simples, mas foi. Ufa! Como a experiência foi tão boa pra gente, resolvi compartilhar aqui. E vamos para os próximos desafios! Esse fim de semana tiramos a última mamada das meninas, conto depois a experiência aqui ainda essa semana, aguardem e confiem.

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Bella

quarta-feira, 31 de julho de 2013

E a terceira cadeirinha, onde vai?

Olá, pessoas! Estamos nós aqui fazendo planos, tentando superar enjoos e sono, chorando com todas essas mensagens lindas de parabéns (obrigada, obrigada, obrigada!), com a visita do Papa ou qualquer comercial bobo na TV. Essa sou eu, 8 semanas e 4 dias. A minha ideia era escrever um post diferente, mas não consigo não compartilhar o que está acontecendo agora. Em parte de nós, também existe preocupação, tivemos que cortar alguns gastos e as contas já estavam apertadas, então como vai ser com esse bebêzinho novo? Não sei, sei que dá um pouco de medo, mas também sei que vai dar tudo certo. Também tá difícil me animar para costurar e isso está me deixando um pouco ansiosa, mas sei que essa é só uma fase e já já vai passar e vou estar cheia de energia.

Maria e Isabella estão super bem, obrigada! Confesso que passei umas duas semanas difíceis com a Bella, em especial, ela chorava por T-U-D-O, queria colo, queria atenção e quando outras pessoas chegavam perto ela não queria saber de mim, o que era louco. Sabia que era só uma fase, mas como foi difícil! Comecei a achar que ela já poderia estar sentindo uma mudança por aí, mas tentei não entrar nessa paranoia. Mas no final de duas semanas, já estava desgastada. Explicava, reprimia, argumentava, tirava aquela paciência extra dentro de mim. Até que "puff", passou. E agora? Maria entrou na onda, só que em um nível mais ameno, mas tudo bem é a vez dela. Porém, mesmo assim, elas estão tão boazinhas nos últimos dias, brincando juntas, descobrindo novas coisas, ficando de preguicinha comigo. Estou achando ótimo. Brincadeiras favoritas das duas no momento: contar até dez ou, no caso, "um, doois, tês, cuato, sete, dez", subir na cadeira e mexer na minha máquina de costura (pelo menos alguém tá usando a dita cuja), ler o livro do Star Wars (gente, já não aguento mais ler o livro! Sério! Isabella já acorda, corre, pega o livro e pede pra ler!).

Quitandoca FotografiaQuatro, por enquanto

 Quitandoca Fotografia

Há alguns meses atrás, tiramos umas fotos em família na bicicleta com a Glau Macedo, amiga querida e a mesma fotógrafa que fez o parto das meninas, do Quitandoca Fotografia. Ontem, ela postou nossa foto no instagram (@quitandoca) dela perguntando: "Tati, e a terceira cadeirinha?". E fiquei pensando nisso e me emocionei de novo por ver as fotos lindas que ela conseguiu capturar em uma tarde de domingo, sem muita pretensão, com luz natural, aqui perto de casa, assim como se faz de amigos.

Quitandoca Fotografia Detalhes
Quitandoca Fotografia Bella e Maria

Acho que não estava grávida ainda quando essas fotos foram tiradas, então é uma foto de nós quatro, como passamos a ser e nos transformamos. E, agora, Deus nos prepara para mais uma transformação. Em breve seremos cinco, com mais uma cadeirinha em uma das bicicletas e com muito amor para pedalar esse caminho. Dá pra acreditar? Porque acho que ainda não caiu a ficha aqui.

Quitandoca Fotografia
Igrejinha, um dos nossos lugares favoritos em Brasília

Quitandoca Fotografia
Nós

Mas, sim, como é bom ser família! Não sei porque aqui no Brasil a gente não tem costume de fazer fotos em família, geralmente é no casamento e como gestante, às vezes, depois que o bebê nasce. Mas é tão bom poder registrar momentos simples assim, de todos juntos. E ter um fotógrafo talentoso faz toda a diferença. E confio no trabalho da Glau de olhos fechados porque ela faz com muito amor. Quem sabe agora ela não vai poder participar do meu segundo parto também. Já estamos planejando. Não deixem de conhecer o trabalho dela e ver todas as fotos lindas que ela faz lá no www.quitandoca.com.br

Quitandoca Fotografia Marco e Bella Quitandoca Fotografia
Eu e Mamá Quitandoca Fotografia
Posso com essa cara?
Quitandoca Fotografia
Tchau!