sexta-feira, 30 de março de 2012

Nossa vida pelas lentes telefônicas

O tempo corre rápido e os dias são infinitos quando se tem duas pequenas. Por isso é bom ter um iPhone sempre por perto para registrar tudo! Elas estão melhorando do refluxo, porém a luta é diária. Temos dias bons e dias ruins. O jeito é mudar o foco e ir se divertindo no meio do caminho. Continuo fazendo post imaginários e sinto muita falta de escrever, mas aos poucos as coisas vão se ajeitando e começo a me organizar para ter uma vida própria. Minha nova mania agora é enfeitar as duas todos os dias para uma sessão de fotos! Nada melhor para dar um ânimo do que uma ajeitada no look, minha gente! Além disso, temos que usar as roupinhas fashion porque elas estão crescendo rápido. E vamos rumo aos três meses!


Maria e Isabella


Marco, Maria e as listras da Isabella


Tem coisa melhor no mundo do que dois bebês em paz?


Frufrus!


Eu, Mama e Bebella em momento solo

sexta-feira, 23 de março de 2012

Vamos arrotar e derrotar!

As meninas estão oficialmente com refluxo. Fizemos uma ecografia e ficou comprovado que elas têm refluxo moderado. É um saco, devo dizer, acho terrível os bebês terem que sofrer justamente no melhor momento para eles que é o ato de mamar, mas estamos seguindo em frente e dando um passo de cada vez. O exame é bem simples, mas elas tiveram que ficar 24 horas sem o remédio e isso foi sofrível.

Na clínica, encontrei com outra mãe na sala de espera que amamentava o filho de quatro meses enquanto eu também dava de mamar para Maria, que seria a próxima. Ela tinha os olhos cansados, talvez como os meus, e me contou que o filho de quatro meses tinha refluxo desde que nasceu. "Ele chora muito, elas choram muito?". Eu disse que não, "choram um pouco", e quase me senti culpada. Queria ser solidária com ela, dar um abraço, aquela coisa de "eu sei o que você está passando, de todos os medos, etc". Ela já tinha ido em três pediatras e também deu para o bebê a receita clássica dos médicos para o refluxo: motilium e label. Não deu tempo de conversar mais. Não sei qual tinha sido o resultado do exame dele, mas me senti menos sozinha no mundo.

Passamos por uma montanha russa de emoções nestes últimos dias, mas como poderia ser diferente? No dia do exame, elas ficaram muito incomodadas, acho que pela falta do remédio o dia inteiro, e ficamos com elas de nove da noite até as duas e meia da manhã acordadas. Elas choraram, fizeram coco, tomaram banho, mamaram, choraram e choraram, até dormir. No meio de tudo, a gente cantou, embalou, rezou, chorou junto, até passar.

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Eu e Bebella durante o processo de arrotar

Agora, elas estão melhorando. Em alguns momentos mamam bem, em outros não. Quando não dá para mamar no peito, dou o complemento na mamadeira que é mais fácil pra elas. Depois é uma rotina de embalar e colocar para arrotar que pode durar até uma hora. De vez em quando, vem aquele choro, a gente sente quando o leite volta e incomoda, mas o jeito é lidar com a situação. Dar o remédio e o conforto do colo quando elas precisam. Não quero ficar sofrendo por antecipação ou remoendo o que está acontecendo. Estamos focando na solução e na espera dos três meses para ver se melhora o funcionamento digestivo. Às vezes bate o desespero, mas tento manter o pensamento postivo, esquecer um pouco disso e tentar brincar, passear, manter uma rotina com as duas. Também estou tentando tratar com um remédio homeopático. É dificil porque são dois bebês, mas o nível do refluxo podia ser pior. E vamos seguindo em frente!

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Isabella e Maria brincando no berço, sempre

terça-feira, 13 de março de 2012

Maria e Isabella - Dois meses

A minha dupla favorita completou dois meses! Elas estão cada dia mais espertas e gordinhas. Tivemos um grande obstáculo no caminho com o refluxo, mas as coisas começam a se ajeitar.

DOIS MESES

Com mais de 60 dias elas:

- Descobriram o olhar. Acompanham tudo com os olhos, adoram meus quadros coloridos e já fazem pose para a câmera. É uma delícia poder ter essa conexão.

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Olha a câmera!

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Isabella e Maria

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Adivinha quem é a mais animada!

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Mas Maria também não deixa barato

- Finalmente, chegaram os sorrisos. Eles ainda são discretos, acontecem vez ou outra, mas acontecem!

- Isabella derramou sua primeira lágrima. Maria, por enquanto, permanece de resguardo para essas coisas da vida.

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Strike a pose

- As duas sofrem um bocado com refluxo e deixam meu coração apertado. O leite volta constantemente e elas ficam incomodadas com a situação toda. Agora, depois de 4 dias de remédio, as coisas estão melhorando.

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De mãos dadas

- Elas ainda estão mamando no peito. Eba! Com a crise do refluxo, achei que ia ser difícil manter porque elas mamavam um pouco e começavam a chorar de dor, só a mamadeira resolvia. Mas, elas estão firmes e fortes.

- Ficam mais acordadas e, para a nossa alegria, dormem 4 horas seguidas à noite!

- Estão curtindo cada vez mais o bouncer e já até dormem na cadeirinha.

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Relax no bouncer

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Não é a coisa mais linda? Maria ri!

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Isabella também curte

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Essa cadeirinha é ótima, minha gente!

sexta-feira, 9 de março de 2012

A dor e a delícia de ser mãe - a saga continua

Os primeiros três meses têm sido um desafio. Cada dia é uma aventura, o encontro com o desconhecido, a intensidade que chega e não quer ir embora. Quando a gente acha que tá tirando de letra, a página vira. Eu não sei como foi com vocês, mas ninguém me contou que os primeiros meses eram tão intensos. Sim, é um amor que não acaba mais, uma descoberta maravilhosa de um novo ser, porém é um desafio constante e um trabalho sem fim.Cada hora é uma coisa diferente.

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Agora, eu me descobri como uma mãe de coração partido. As meninas começaram a ficar incomodadas de uns dias para cá e não era mais cólica. Acontecia sempre depois das mamadas, especialmente quando elas tomavam o complemento. Desconfiamos de refluxo. Elas choravam, faziam cara feia e tinham dificuldade para arrotar a cada mamada. A Isabella sofria mais. Fomos no pediatra e ele passou uma ecografia para as duas, mas só consegui marcar para o fim do mês. No mesmo dia, elas pioraram. Choraram muito, Isabella vomitou duas vezes e a Maria uma vez. Foi uma madrugada intensa.

No dia seguinte, nenhuma melhora. Isabella não queria comer. Nada de peito ou mamadeira. Elas começavam a chorar muito quando chegavam perto do peito, não era rejeição, e sim de dor.  E acho que, para piorar, mudamos o leite artificial delas, o médico indicou o de soja e elas não se adaptaram. As duas ficaram tão inquietas que eu e o Marco não demos conta sozinhos. Meus pais dormiram aqui em casa ontem e hoje devem fazer o mesmo. Liguei para o médico e ele passou um remédio. E depois outro. Desde então, estamos sofrendo com isso. Elas deram uma melhorada hoje, mas todo o processo é sofrível. Dá um aperto no peito ver as meninas assim. A melhor hora do dia para elas, que é o mamar, ficou difícil. Já chorei com elas, rezei e estou fazendo de tudo para que elas melhorem. E sei que isso vai passar.

O processo não acaba nunca. Primeiro veio a cólica. Resolvemos, as meninas ficaram mais aliviadas e seguimos com a nossa rotina. Eu tava achando que estava bombando na amamentação, que tinha diploma de master, aquela coisa toda, e o que acontece? Tudo muda de uma hora para outra. Há quase uma semana meu bico rachou e fez uma ferida daquelas! Saiu sangue e eu travei. Corri para internet, anunciei no facebook e consegui uma pancada de dicas.

A primeira coisa que eu tentei era obviamente errada: insisti em dar o peito ferido. Saiu tanto sangue que eu fiquei com ânsia de vômito e olha que eu não tenho a mínima frescura com essas coisas. Pobre Maria parecia uma vampira. Chorei, chorei e chorei. E já tinha sentenciado o fim da minha amamentação. Como iria conseguir alimentar as meninas sem um dos seios? O problema, ou melhor, a vantagem é que não dá para desistir tão fácil assim do negócio, o leite ainda tá ali e o peito pede para ser consumido.


Peguei todas aquelas informações que me passaram e tomei como regra as que eu achava que seriam melhor para mim. Resolvi deixar a ferida cicatrizar por 24 horas. As meninas só mamavam em um seio, 10 minutos cada, e depois tomavam a mamadeira. Foi uma loucura. Achei que elas iam querer lagar o peito depois dessa, mas não! Elas ainda estão mamando firme e forte!

Passei o óleo dersani na ferida e no outro bico para prevenir e usei a conchinha de amamentação para não abafar o seio, segundo me aconselharam. Tirei leite do seio ferido, mas mesmo assim ele ficava cheio e o bico ficou sempre úmido de leite, o que foi o melhor remedio para a ferida. O leite materno cura tudo.

No dia seguinte, usei um protetor de bico para amamentar e deu certo. Mas, o outro seio depois de ser muito usado ficou rachado também, é claro. Dei um tempo nele, mas não mais do que mamada. A Isabella não gostou muito do protetor de bico e acabei descartando. No fim, elas estavam mamando bem de novo e os seios estavam menos doloridos. Agora, eu sempre esfrego um pouco de leite depois de cada mamada e estou usando uma pomada de lanolina que uma amiga me deu. E no mais, não quero saber mais de drama na amamentação.

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Sempre juntas e de mãos dadas

É isso. Estamos na luta e a saga continua. E para falar a verdade, apesar do desafio constante, não consigo mais me imaginar fazendo outra coisa a não ser ficar do lado delas. É tão bom cuidar delas. Sinto que amadureci tanto em tampouco tempo e a sensação é boa. E tenho certeza que esta fase vai passar rápido e dias melhores virão.  Amanhã as duas completam 2 meses. Tudo o que eu quero é bolo, guaraná e paz.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Aventuras de Maria e Isabella - 1 mês e 3 semanas

Olá, povo! Olá, blog! Olá, internet! Estamos caminhando cada dia mais um pouquinho e nos tornando cada vez mais uma família moderna. Muita coisa aconteceu e por isso mesmo me falta tempo para postar aqui. Naõ consigo visitar os blogs que eu gosto, muito menos responder e-mails, mas devagar as coisas estão se ajustando. Faço altos posts na minha cabeça, mas nunca consigo sentar e escrever. Então, vamos aproveitar o momento para colocar tudo o que for possível por aqui.

As meninas estão crescendo bem e agora ficam mais tempo acordadas. As duas também começam a perceber o ambiente, olham mais pra gente e interagem mais. Parece até que reagem melhor aos carinhos e beijos que eu não paro de dar nelas. E como adoram o aconchego do colo! Ainda estamos nos adaptando às novas rotinas e o lado positivo é que elas têm dormido mais à noite! Viva!


Passeio debaixo do bloco

Desencanei com a amamentação e por isso a coisa está fluíndo. Passei uns cinco dias bem sofríveis, achando que elas estavam rejeitando o peito. Chorei horrores, questionei tudo, mas era a cólica. Quando relaxei, o leite fluiu, o peito aumentou mais um pouco (socorro) e agora elas mamam super bem.


Mamada em dose dupla

Dou o complemento com leite artificial quando sinto que elas ainda têm fome e à noite. Mas nunca dou apenas a mamadeira, elas sempre pegam o peito primeiro, nem que seja 10 minutos, e depois tomam o complemento. Acho que assim tem dado certo. Mas também desencanei, o que tiver que ser vai ser. Eu sei que estou fazendo o meu melhor e tento deixar com que elas fiquem o máximo com o leite materno que é sempre bom.

E sim, elas estão oficialmente com a temida cólica. Não é tão intenso, mas é bem ruim. Chega o fim da tarde e é aquela coisa. Elas têm muitos gases, às vezes ficam incomodadas porque não conseguem arrotar. Quando elas ficam agitadas é péssimo, e todas as mães devem concordar comigo, porque a gente não conseguem decifrar o que está acontecendo. Não sabe se é dor, fome, calor, desconforto e fica louca.

Quarta-feira passada, foi o pior dia e acho que o incômodo piorou com o calor que tá fazendo nesse cerrado louco. Maria foi a que mais chorou. Tentei de tudo. Fiz massagem, tirei a roupa toda, dei chupeta, dei complemento, dei o peito, liguei para a minha mãe e nada. Isso porque eu tinha dado o remédio que o pediatra passou umas horas antes. Elas estão tomando o milicon para os gases e o pratium para a dor (não sou médica, minha gente, consultem o pediatra de vocês antes de dar qualquer coisa para as crianças).

Chegou uma hora em que eu já estava chorando com ela no colo e resolvi passar a bola para a minha sogra que estava aqui me ajudando e cuidava da Isabella. Às vezes, a troca de colo melhora, porque mãe nervosa é tudo o que uma criança não quer. Mas mesmo assim, ainda foi díficil. Ela acalmou um pouco, mas depois o choro continuou.


No desespero a chupeta acalma

A solução era dar um bom banho nas duas. Mas ainda esperei o meu marido chegar em casa, porque com três pessoas fica mais fácil, né? Olha, o trampo, minha gente! Dei o banho na Maria e depois coloquei no peito. Ela mamou dez minutos e dormiu. Enquanto isso, o Marco e a mãe dele davam o banho na Isabella. Ela mamou também e acompanhou a irmã. As duas dormiram que foi uma beleza! A noite foi maravilhosa e acho que desde que elas nasceram não conseguimos descansar tanto! Acordei super disposta hoje.


Eu e Marco em plena atividade

Ontem as coisas foram ótimas. Dei o remédio de 8/8h e bastante peito. Além disso, taquei o ventilador em casa! Mas quando chegou à noite, elas não dormiram também. É assim mesmo, cada dia uma aventura.

Ah, também tivemos o primeiro susto como pais... mas este é assunto de um post só. Aguardem e confiem

PS: Estou desde ontem escrevendo este post, relevem os erros please

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Descobertas pós-parto

Existem certas coisas que acontecem depois do parto, mas que ninguém fala para você. Todo mundo sabe que muda tudo, que é maravilhoso, amor maior do mundo e que também é uma nova adaptação, mas a prática do negócio todo passa longe dos comentários por aí. Por isso, aí vai uma listinha das bizarrices e peculiaridades desde período louco na vida da gente:

*Leiam com paciência que eu demorei mais de uma semana para fazer esse post! uhu!

- O nascimento é rápido demais. No caso da cesárea, eu achei que o procedimento todo foi como um furacão, não deu nem tempo de absorver. O que demora uma eternidade é tirar a placenta e costurar todas aquelas coisas necessárias. Além disso, a recuperação é terrível e você não pode falar nada. Pra mim, ainda foi pior porque fiquei longe das meninas.

- Sangra demais depois do parto. É fato. As enfermeiras colocaram uma fralda logo depois da cirurgia para segurar o tranco e você só sente aquela coisa descendo como um rio. Até uma semana depois o fluxo é forte. O absorvente enorme que eles dão na maternidade dá conta, depois meu conselho é usar os noturnos. O meu sangramento foi diminuindo, mas durou quase 30 dias.

- Choros compulsivos acontecem. E os mais discretos também. Isso não quer dizer que você está com depressão ou ficou louca de vez. Chora mesmo, deixa o negócio fluir que passa. Eu confesso que fiquei noiada um pouco com isso e prometi par mim mesma que pelo menos um dia ia ficar sem chorar. Agora a coisa é mais ou menos dia sim e dia não.

- Movimentos são limitados. Depois da cesárea é difícil fazer qualquer coisa, ainda bem que nosso único trabalho é amamentar e carregar bebê. O banho era um verdadeiro martírio, eu ficava super cansada. Eu ainda me forcei a andar para ir na UTI menos de 24 horas depois da cirurgia. Depois todas as mães do corredor me odiaram porque as enfeirmeiras me usaram de exemplo "a mãe das gêmeas já andou e você aí de frescura". Socorro. Também demorou os 30 dias para passar o mal-estar e a fraqueza.

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- Cara diferente. Parece loucura, mas a cara da gente muda. Dois dias depois do nascimento das meninas eu me olhei no espelho e me achei diferente. Não por dentro, a fisionomia muda mesmo. Eu ficava me analisando e achei meu olho estranho. Acho que era o inchaço também, mas enfim. Você muda e muito!!!

- Nada de esquecer do marido. Tinham me falado que depois que a gente tem filho descobre um novo amor e acaba se questionando o tanto que amava o marido, " e que nada se compara". De forma alguma isso aconteceu comigo. Meu amor pelo Marco ficou ainda maior e mais forte, é impressionante. Me sinto ainda mais apaixonada e sortuda por estar passando essa experiência do lado dele.

- Oi? Você me conhece? A maternidade não traz apenas o melhor e o pior da gente, mas outras partes desconhecidas e escondidas lá no fundo. É incrível como a gente se livra de alguns conceitos, paga a língua, quebra cara, fica vunerável e forte ao mesmo tempo, mas isso é um papo para outro post. Até lá, quando eu conseguir algum tempinho para escrever aqui.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Primeiro encontro com a multidão

No sábado passado, eu acordei decida a realizar uma tarefa que já estava tentando cumprir há uma semana: passear com as meninas no shopping. Vocês imaginam que se sair com um bebê já dá aquele trabalho todo, com duas é uma pequena aventura, mas que já está super no automático. No começo, o Marco ficava com medo de sair com elas, mas eu tratei logo de tirar essa ideia da cabeça dele. Bem, eu estava louca para respirar novos ares e, vamos para a confissão de shopaholic, comprar alguma coisa! Meu cartão de crédito veio zerado no último mês, como faz? E sair faz bem, né? A gente já fez uns passeios com as meninas, mas eles se limitaram às idas aos médicos e casa dos avós. Agora, era hora de interagir com outras pessoas.

Então, decidimos ir para o shopping. Arrumamos a bolsa com tudo que se tem direito duplamente e ainda com uma garrafa térmica pequena, uma mamadeira e o leite artificial, caso fosse necessário o complemento. Vamos a nossa saga:

Isabella e Maria prontas e arrumadas depois de uma boa mamada

From LemeLeme.

Chegada no estacionamento e o primeiro desafio: o carrinho não abria de jeito nenhum. Não era a primeira vez que a gente estava usando, é claro. Mas o Marco ficou uns 10 minutos tentando ver qual era o problema, a gente já tava desistindo do passeio, até finalmente desemperrar.

From LemeLeme.

Tira as meninas do bebê conforto e ajeita no carrinho.

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Prontas para desfilar

From LemeLeme.

From LemeLeme.

Mal a gente entrou no shopping e eu me senti a mais estranhas das pessoas. Todo mundo olhando pra gente e apontando. E muitos sorrisos também (ufa!). Já sabia que a gente ia ser um pouco atraçaõ de circo, mas foi bem diferente vivenciar isso. Eu como pessoa anti-social que sou, sofri um pouco, fiquei assustada com a quantidade de gente que puxava assunto e queria fazer milhões de perguntas sobre as meninas. Fiquei meio tonta com tanta interação.

Isabella foi a primeira a chorar de fome. Fomos no fraldário do shopping que é maravilhoso e dei o peito. Lá tem quartinhos reservados para os clientes, mas uma mãe sem noção entrou no meu enquanto eu estava amamentando para trocar a filha dela de dois anos, eu fingi que não vi. Ok. Fiquei meio nervosa com a situação de amamentar e fazer a galera esperar, a quantidade de gente que entrava e saía daquele fraldário e resolvi partir para a mamadeira.

Voltamos para o passeio, eu fiquei cansada e paramos para tomar um suco e comer um pão de queijo.

From LemeLeme.
Maria reclamou um pouco, ganhou colo e foi de volta para o carrinho

From LemeLeme.
Isabella alimentada e em paz

O carrinho não passava em todos os corredores das lojas de departamento e isso foi bem complicado. Depois de duas horas eu estava exausta e sem paciência para comprar. Ainda paramos em uma loja de bebê para tentar comprar um presente para o meu futuro sobrinho ou sobrinha que deve nascer, mas enfrentamos aquele velho problema, nada de roupa unissex. Nessa hora então, tudo o que eu queria era ficar mais perto da saída e Maria começava a chorar.

Parei para dar a mamadeira para ela e descansar. Olha minha cara de quem não quer dar o complemento e quer ir embora o mais rápido possível:
From LemeLeme.

Finalmente, chegamos no carro depois de duas horas de aventura. E ainda bem, que com algumas comprinhas!
From LemeLeme.

Aguardem as cenas das próximas saídas!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Maria e Isabella - 1 mês!!!

Maria e Isabella completam um mês de vida hoje! Parece que faz muito mais, mas ao mesmo tempo sinto que estamos nos conhecendo e aprendendo cada vez mais dentro da nossa pequena família moderna

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Com 30 dias de vida elas:

- São pequenas e espertas. Estão com praticamente o mesmo tamanho. Isabella deu um up e conseguiu ultrapassar Maria na balança. As duas estão com mais de 2,4kg. Estão cada vez mais parecidas. A única diferença é que a Maria tem mais cabelo!

- Adoram mamar e dormir. Fase boa da vida é isso, minha gente! Elas ficam grande parte do tempo no carrinho no meu quarto, em breve vamos fazer a transição para o berço.

- Tem força nos braços e nas pernas e adoram agarrar com a mão qualquer coisa que conseguem tocar. Já treinam segurar o pescoço.

- Aprenderam a chorar quando estão com fome, mas continuam discretas, não gostam muito de escândalo. Elas têm uns picos de fome, e às vezes, acordam ao mesmo tempo loucas por leite.

- Quando estão no carrinho, uma do lado da outra, soltam pequenos gritinhos em sicronia, parece que se comunicam.

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Calminhas

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Dançando no berço

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Maria e Isabella

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Rotina e mais mamar

As meninas estão quase completando um mês de vida e, devo dizer, todo dia é diferente. A gente tenta estabelecer uma rotina, mas como, com bebês tão pequenos? O negócio se resume mesmo a dormir e mamar. Eu estou no seguinte modo: a cada três horas, às vezes duas, às vezes uma, amamentação. Nos intervalos eu como, tomo banho, durmo, tiro leite, dou banho nelas e tento entrar no computador (como agora).

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Nossa vida está de pernas para o ar e eu amo!

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Together forever

É uma fase, eu sei, e foi uma escolha minha. Mas deixa eu contar uma coisa para vocês, pessoas: mães reclamam. Fato. E, às vezes, dá um desespero mesmo, a gente cansa, o peito dói, o mamilo fica latejando, é uma coisa. De vez em quando, eu consigo sair. Fui no salão fazer depilação na semana passada (num momento the flash que não durou nem meia hora) e consegui ir na casa da minha mãe e da minha sogra.

Às vezes, coseguimos descer para tomar um banho de sol. No sábado, fui na casa do meu irmão e elas deram um show. Queriam mamar desesperadamente e ao mesmo tempo. Estava quase desistindo de sair, mas fui firme. Dei um pouco do peito para as duas, 10 minutos cada, coloquei no bebê conforto e fui. Quando chegamos lá adivinha? Elas queriam mais. Amamentei mais uma vez e vim para casa. Assim é a vida.

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Com a Isabella em um super sol

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Pose com a vovó

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As meninas têm uns picos de fome durante o dia, e querem ficar mais tempo no peito. Geralmente, é no final da tarde. E parece que nesta hora é quando temos menos leite. A gente chegou a questionar se é fome mesmo ou o tal do chupetar. Fiquei horas conversando com o Marco sobre isso, sofremos e etc. Quando fui no pediatra ele me aconsehlou a dar o complemento com o leite artificial nesta hora e ontem já colquei em prática. E foi um pouco melhor. Estava lutando para dar o tal do leite em pó, mas acho que não vai ter jeito mesmo. O importante é que elas crescam e engordem! E isso já tá acontecendo. Conclusão que a gente chegou até agora: parar de sofrer em relação a fome e dar de mamar toda hora. Vamos na livre demanda mesmo e no instinto. Quer mamar? Então, bora! É claro que cansa, por isso um apoio do marido ou da mãe sempre ajuda nessas horas. Hoje a coisa já foi muito mais tranquila, amanhã quem sabe?

Para quem está passando por esse processo da amamentação queria compartilhar alguns truques que deram certo e errado comigo:

- Não há remédio melhor para o peito do que o próprio leite. Desde do começo, sempre depois das mamadas, eu passava o meu leite no bico do peito para proteger e deu super certo. Tive pouquíssimas rachaduras, quase nada. Hoje, eu nem faço mais isso, mas acho que no início é essencial.

- Para evitar rachaduras também a minha médica indicou o Dersani. Usei só quando apareceram os primeiros incômodos e não usei toda hora. Agora, uso só depois do banho ou quando sinto algum desconforto no bico.

- Eu comprei e usei nos primeiros dias aquela concha de silicone para o bico. Dormia com ela no hospital e acho que ajudou a estimular a coisa. Mas o negócio é bem desconfortável, aboli depois que elas começaram a se virar na amamentação.

- Cadeira de amamentação eu ganhei, usei nos primeiros dias e também aposentei. O braço era muito alto e me dava dor nas costas. As meninas também demoravam a pegar o peito na cadeira. A melhor coisa foi na cama e no sofá da sala. Agora, ela serve apenas para embalar bebês. Também tenho aquela almofada de amamentação e essa achei super útil, uso sempre

- Vamos nos distrair. No início, quando eu dava o mamar, sempre ligava a televisão. Depois, achei melhor ficar mais concentrada. Quando cheguei em casa, voltei a ligar a televisão. Ela é ótima nas mamadas da madrugada quando a gente tá morrendo de sono e ainda uso o relógio da tv para marcar a hora que elas mamam. Às vezes, fico navegando na internet pelo celular.

- Calma e tranquilidade. Mãe infeliz não produz leite. É difícil, mas se manter serena é importante para as coisas fluírem. Já chorei e amamentei ao mesmo tempo? É claro. Mas uma ou duas vezes. Tento sempre deixar o estresse de lado quando chega a hora de mamar, se estiver muito ruim, rezo, respiro. Se elas estiverem agitadas, faço o mesmo. Depois, é só aproveitar aquele momento único e pensar na vida.

Ah, para as mães de gêmeos, vale a pena anotar os horários das mamadas. Fizemos uma tabelinha que ajuda bastante, assim a gente sabe quem mamou e quanto tempo foi. Facilita bastante.