Como pais, acredito que aprendemos constantemente a lidar não só com as frustrações deles, mas com as nossas também, diariamente. Seja quando eles caem num embate daquele de moder, bater e/ou puxar o cabelo, e nós que queremos ensinar que não pode brigar, nem gritar daquele jeito com o outro acabamos acometidos por uma raiva daquela situação, acabamos gritando também e tendo que respirar umas dez vezes para conversar e ensinar, administrar os conflitos. Desapegar de tantos conceitos pré-concebidos, idéias e regras é muito difícil, um exercício diário que tentamos fazer por aqui.
Hoje saímos para andar de bicicleta com as meninas até a biblioteca. Cada uma com a sua, Francisco no carrinho. A Maria andando super bem. A Bella ainda não conseguia fazer a volta completa no pedal, vai até metade, volta e vai até metade de novo. Uma coisa natural e que a Maria fazia também até um dia ver alguém andando de bicicleta e fez. Mas hoje a Bella foi ficando pra atrás e a Maria voando na frente. Então, a gente tentou ajudar ela a fazer, e percebemos que ela estava se frustando ão consegui fazer e a gente também porque não conseguia passar aquilo pra ela. Até que, no auge dos seus 3 anos e 10 meses, ela diz:
- "Mamãe, eu quero fazer do meu jeito".
Eu e o Marco nos entreolhamos e sorrimos. Aquela frase veio do nada, mas não era surpresa pra gente já que tentamos passar justamente isso pra ela: autonomia. Uma coisa que a escola dela também prega, não existe jeito certo ou errado, existe o seu jeito. O jeito dela. Eu percebi que uma parte bem forte de mim também queria continuar a ensinar ele a fazer a volta completa, queria insistir. E foi assim no longo caminho até a biblioteca. A tal da meia volta cansou logo, ainda tentei explicar pra ela como fazia mais uma vez, ela fazia a meia volta e me perguntava: "mamãe, eu tô fazendo?". "Não, Bella, ainda não". Até que ela desistiu da bicicleta. Eu e Marco fomos quase num embate entre essa nossa mania de querer que as crianças façam o "certo" e deixar ela ser, vez ou outra escapava um "tenta de novo?" e até um "você não quer mais a bicicleta?". Mesmo tendo consciência de tudo aquilo, não forçar foi difícil. Ainda na ida ela desistiu da bicicleta. E o Marco teve que carregar ela nas costas, e no meio a Bella queria só a mão dele, reclamou várias vezes que estava cansada. Mas tentamos respeitar o momento, acima de tudo. O tempo dela, o jeito dela. Precisamos perceber também, que nossos filhos são únicos e diferentes (algo que a gente sempre soube aqui mesmo tendo duas "iguais", mas que a vida vive nos mostrando). Como pais, podemos guiar o caminho, mas não comandar a direção. Aprendemos todos os dias a nos desapegar e viver de outros jeitos também.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Filhos: será sempre melhor
Se quando a gente tem filhos a interação social na rua cresce, quando a gente tem gêmeos, é uma loucura. Todo mundo tem um comentário, um frase pronto, e às vezes um desaforo pra te dizer. Dentro desses encontros e conversas com estranhos, eu lembro de uma vez que a gente tava numa loja de brinquedos e uma mulher, que tinha gêmeas também, falou com o Marco: "você vai ver que quando elas completarem uns três anos vai ficar bem mais fácil, é incrível". Aquilo, obviamente, entrou na minha cabeça e eu não esqueci. Pois, vieram os dois anos e todos aqueles desafios de limites, birras, e etc, depois me falaram que os três eram ainda piores que os "terríveis dois". Adoro maternidade terrorista, né? Só que não. Faltando um mês pro terceiro aniversário das meninas, eu percebi algumas mudanças no comportamento na imposição das vontades, nos argumentos, sim. E até cheguei a acreditar nos pessimistas. Mas de uns dias pra cá, me lembrei de novo daquela frase que alguém que eu nem me lembro o rosto disse pra gente. E digo uma coisa para os pais de gêmeos cansados que leem este blog: ela tinha razão.
Ontem, em plena segunda-feira, acordei de manhã com a ideia de irmos pra Água Mineral. É uma piscina pública (quer fizer nem tanto porque a gente paga a entrada) dentro do Parque Nacional de Brasília. Olhei no relógio 7h45. Pensei: "acho que 8h30 consigo sair daqui" e 11h sairíamos de lá porque o Marco tinha que trabalhar. Aproveitei que a faxineira estava aqui em casa e ela tomou conta do almoço. Arrumei as bolsas, as crianças e fomos. Chegando lá ainda tivemos a sorte de encontrar um vendedor ambulante que tinha boias pra todo mundo. Aproveitamos a piscina, fizemos todo o passeio tranquilo, sem choro, curtimos de verdade. Quando a gente fazia o caminho de volta para o carro, as meninas enrolando pra ir embora naquele lenga-lenga básico, empurrando o carrinho do Francisco cheio de bolsas, eu e o Marco nos olhamos e rimos como cúmplices. E ele me perguntou: "Como pode sair com três ser mais fácil que sair com dois?". E a gente se lembrou da última vez que fomos na Água Mineral, as duas deveriam ter 1 ano e meio, e foi super cansativo e caótico. A diferença era clara. Nossas meninas estão crescendo. De fato, vai ficando mais fácil, o trabalho diminui. Há luz no fim do túnel, minha gente! O que fica "mais difícil" é a parte da educação mesmo, que pode ser exaustiva emocionalmente, mas faz parte da nossa responsabilidade como pais e se encaramos dessa forma não vira uma luta. E mais uma coisa para os pais de gêmeos: é verdade, um bebê só não dá trabalho nenhum. hahahahahaha Francisco prova.
Ontem, em plena segunda-feira, acordei de manhã com a ideia de irmos pra Água Mineral. É uma piscina pública (quer fizer nem tanto porque a gente paga a entrada) dentro do Parque Nacional de Brasília. Olhei no relógio 7h45. Pensei: "acho que 8h30 consigo sair daqui" e 11h sairíamos de lá porque o Marco tinha que trabalhar. Aproveitei que a faxineira estava aqui em casa e ela tomou conta do almoço. Arrumei as bolsas, as crianças e fomos. Chegando lá ainda tivemos a sorte de encontrar um vendedor ambulante que tinha boias pra todo mundo. Aproveitamos a piscina, fizemos todo o passeio tranquilo, sem choro, curtimos de verdade. Quando a gente fazia o caminho de volta para o carro, as meninas enrolando pra ir embora naquele lenga-lenga básico, empurrando o carrinho do Francisco cheio de bolsas, eu e o Marco nos olhamos e rimos como cúmplices. E ele me perguntou: "Como pode sair com três ser mais fácil que sair com dois?". E a gente se lembrou da última vez que fomos na Água Mineral, as duas deveriam ter 1 ano e meio, e foi super cansativo e caótico. A diferença era clara. Nossas meninas estão crescendo. De fato, vai ficando mais fácil, o trabalho diminui. Há luz no fim do túnel, minha gente! O que fica "mais difícil" é a parte da educação mesmo, que pode ser exaustiva emocionalmente, mas faz parte da nossa responsabilidade como pais e se encaramos dessa forma não vira uma luta. E mais uma coisa para os pais de gêmeos: é verdade, um bebê só não dá trabalho nenhum. hahahahahaha Francisco prova.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Gêmeos e gereciamento de conflitos
Uma semana antes das meninas completarem dois anos eu comecei a escrever um post sobre o tal "dos terríveis dois" e como ele não era o bicho de sete cabeças que todo mundo pintava. Rá, rá, rá, rá. Dois dias depois de escrever esse texto, que ainda está nos meus rascunhos, elas começaram a brigar, chorar, se jogar no chão por tudo. Oi? Cadê as meninas tranquilas que estavam aqui? Eis que surge aquilo que nós, mães everywhere, chamamos de "fase". O pior eram as brigas entre elas, e aí acho que entramos em algo bem específico para quem tem gêmeos porque é preciso administrar isso, mas resolvi escrever sobre como lidar com isso, já que todos nós, pais de um, dois ou três, temos que saber ensinar nossos filhos a digerir suas frustrações e direcionar seus desejos. O que meio que já entregou a conclusão do texto, mas acho que é basicamente isso, não precisamos gritar, castigar, punir, esses momentos de birra, (não que eu nunca tenho feito nenhuma das anteriores na hora do aperto), mas ensinar a criança a achar um caminho, canalizar suas emoções. Eu sei, tudo muito lindo assim escrito, então vamos pra prática.
Os melhores abraços são esses com força, gente!
Eu acho que essas fases tem suas fases. Explico: primeiro a criança aparece com um comportamento diferente e surgem os choros, muitas vezes inexplicáveis, e as tais das birras. Aí vem a sua reação em relação à isso, que quase sempre é de desespero, você perde a paciência, não sabe o que fazer, começa a digerir aquilo, tenta achar explicação, etc. É quase um túnel escuro onde você fica procurando a luz e não acha. Depois, o comportamento continua, mas você muda (ou pelo menos deveria) respira, começa a ter paciência, não grita porque quer mostrar pra criança que aquela não é a forma de lidar com a situação (leia-se: se você grita, ela também vai gritar, oras, o mesmo acontece com se você bate, ela também vai achar que pode bater), tira o foco da situação, explica, conversa (mas explicações simples e diretas do tipo: "não pode bater na sua irmã porque machuca e ela fica triste"). Eu realmente não sei se é a fase que passa ou se é você que aprende a lidar com ela e, finalmente, ensina alguma coisa para seu filho. O fato é que tudo se ajeita, especialmente, quando a gente respira e consegue administrar a novidade. Tá aí um resumo bem claro de uma das facetas da maternidade. Ponto. Aqui em casa, sinto que já está passando.
Bem, vamos então aos conflitos. Elas começaram a brigar por brinquedo acho que com uns 9/10 meses, e na época alguém me deu um ótimo conselho: "deixe elas se resolverem". E foi o que eu fiz, só fazia alguma intervenção quando alguém puxava o cabelo ou coisa do tipo. E era enfática no "não pode". Depois passou. Eu também li sobre isso no Montessori e segui a coisa de que a criança nessa fase não precisa dividir, a regra é "quem pegou o brinquedo foi ela, espera a sua vez" e dava certo. Agora, depois de tanto tempo, a briga pelo brinquedo voltou de novo. Minha primeira reação àquela "novidade" foi intervir, brigar, etc, ainda respeitando aquela coisa de "quem está com o brinquedo é ela". Depois eu lembrei: "deixe as duas resolverem". Não é que deu certo? Outra coisa: se você coloca muito foco no conflito, na briga, a criança acha que está atraindo ainda mais atenção pra ela. É muito louco, mas no momento que eu deixei as duas se entenderem, elas pararam. Pararam até de empurrar, e serem mais violentas com a outra. Foi incrível! Por isso, minha gente, respirem, se inspirem e gerencie conflitos sem subestimar a capacidade dos pequenos de aprender e lidar com a situação tendo você como guia, afinal é esse o papel. Essas fases e muitas outras vão existir, não adianta ignorar e achar que vai passar, ela só passa quando fazemos o que de fato deveríamos: ensinar.
Os melhores abraços são esses com força, gente!
Eu acho que essas fases tem suas fases. Explico: primeiro a criança aparece com um comportamento diferente e surgem os choros, muitas vezes inexplicáveis, e as tais das birras. Aí vem a sua reação em relação à isso, que quase sempre é de desespero, você perde a paciência, não sabe o que fazer, começa a digerir aquilo, tenta achar explicação, etc. É quase um túnel escuro onde você fica procurando a luz e não acha. Depois, o comportamento continua, mas você muda (ou pelo menos deveria) respira, começa a ter paciência, não grita porque quer mostrar pra criança que aquela não é a forma de lidar com a situação (leia-se: se você grita, ela também vai gritar, oras, o mesmo acontece com se você bate, ela também vai achar que pode bater), tira o foco da situação, explica, conversa (mas explicações simples e diretas do tipo: "não pode bater na sua irmã porque machuca e ela fica triste"). Eu realmente não sei se é a fase que passa ou se é você que aprende a lidar com ela e, finalmente, ensina alguma coisa para seu filho. O fato é que tudo se ajeita, especialmente, quando a gente respira e consegue administrar a novidade. Tá aí um resumo bem claro de uma das facetas da maternidade. Ponto. Aqui em casa, sinto que já está passando.
Bem, vamos então aos conflitos. Elas começaram a brigar por brinquedo acho que com uns 9/10 meses, e na época alguém me deu um ótimo conselho: "deixe elas se resolverem". E foi o que eu fiz, só fazia alguma intervenção quando alguém puxava o cabelo ou coisa do tipo. E era enfática no "não pode". Depois passou. Eu também li sobre isso no Montessori e segui a coisa de que a criança nessa fase não precisa dividir, a regra é "quem pegou o brinquedo foi ela, espera a sua vez" e dava certo. Agora, depois de tanto tempo, a briga pelo brinquedo voltou de novo. Minha primeira reação àquela "novidade" foi intervir, brigar, etc, ainda respeitando aquela coisa de "quem está com o brinquedo é ela". Depois eu lembrei: "deixe as duas resolverem". Não é que deu certo? Outra coisa: se você coloca muito foco no conflito, na briga, a criança acha que está atraindo ainda mais atenção pra ela. É muito louco, mas no momento que eu deixei as duas se entenderem, elas pararam. Pararam até de empurrar, e serem mais violentas com a outra. Foi incrível! Por isso, minha gente, respirem, se inspirem e gerencie conflitos sem subestimar a capacidade dos pequenos de aprender e lidar com a situação tendo você como guia, afinal é esse o papel. Essas fases e muitas outras vão existir, não adianta ignorar e achar que vai passar, ela só passa quando fazemos o que de fato deveríamos: ensinar.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
As vantagens de ter gêmeos
Sim, elas existem e ainda no plural, minha gente! Não é só o tal "nossa, que trabalho, hein?", noites sem dormir, cansaço sem fim, etc, etc, etc,. Existe um lado L, lindoooo, de ter gêmeos e não é só a questão do "amor dobrado". Eu confesso que no início, quando as meninas eram pequenas, não consegui enxergar isso, e pensava "Meu Deus, com um bebê só seria muito mais fácil", pensei mesmo e confesso aqui. Mas hoje eu vejo tudo diferente, eu vejo MUITA coisa boa em ter dois bebês aos mesmo tempo. Tanta coisa que eu aprendi ao longo do caminho e resolvi compartilhar com os futuros pais de gêmeos ou pais de dois filhos de idades diferentes aqui, então vamos lá:
Bella e Maria
Praticidade
Eu acho que me tornei uma mãe muito mais prática e descolada porque tenho dois. Não estou dizendo que mãe de um bebê só não seja prática ou que toda mãe de gêmeos seja, é só um depoimento do que aconteceu comigo. Mas o fato de ter dois me fez pensar mais rápido e estrategicamente. Acorda, troca, dá mamá, faz arrotar, brinca, tal hora dá banho, coloca pra dormir, descansa e repete tudo de novo, em dose dupla, é claro. Você aprende a ter sempre um plano na cabeça sobre o que fazer. E também saber se aquilo não está dando certo, saber mudar de direção.
Rotina é bom, bebê gosta e mamãe agradece e faz parte do caminho da praticidade. Como eu cuido das duas sozinhas, carrinho duplo virou meu melhor amigo, elas aprenderam a ficar no berço brincando e até hoje quando acordam ficam de preguicinha na cama com os brinquedos enquanto eu tomo café e vou adiantando o almoço.
Para não deixar de sair e fazer nossos passeios, sempre levei apenas o necessário e tudo o que coubesse dentro de uma única bolsa grande para as duas. Fralda, roupa e comida. E aí a gente ia se virando.
Insistência
É basicamente o seguinte: com dois, tem que dar certo. Eu tenho uma teoria de que a gente consegue fazer com que a criança de adapte a qualquer rotina ou situação com um pouco de esforço, trabalho e insistência (já falei sobre isso aqui). O problema é que dá trabalho mesmo e muita gente desiste no caminho. Mas eu tento sempre colocar um objetivo e seguir em frente. Seja de ensinar as duas a comerem sozinhas ou dormirem no berço. Se dá trabalho, é porque o resultado vai valer a pena.
Eu tenho uma amiga que me falou uma vez que eu tinha uma vantagem na hora de ensinar ou educar porque dava certo com uma pelo menos, então eu não desistia. E eu nunca tinha pensado nisso, eu simplesmente fazia. Mas eu sempre tentei fazer tudo dar certo pras duas. Tá na hora de comer: todo mundo senta na mesa ou no cadeirão juntas.
"Por que elas ficam tão quietinhas no carrinho?" Já me perguntaram muitas vezes. Porque eu nunca tive a opção de tirar uma que estivesse chorando, pegar no colo e empurrar a outra. Também confesso que não achava justo, então as duas aprenderam a ficar no carrinho. Como? Dava brinquedo, comida, chave, folha, qualquer objeto que distraísse as duas (menos celular que é proibido aqui, mas já foi usado duas vezes em momentos de puro desespero). E elas iam ficando. Ou ia parando a cada 100 metros para consolar e achar outra coisa para elas brincarem.
Eu usei as armas que eu tinha e adaptei tudo a minha realidade, que é como eu acho que toda mãe acaba fazendo.
Foco
Acho que quando a gente tem duas bebês não fica com o foco só em uma coisa, em uma birra, em uma crise. A vida continua, o outro pede atenção, as coisas precisam continuam a funcionar. E isso é bom, porque eu acho que quando a gente não deve focar muito num problema e a criança precisa aprender que o mundo não gira em torno dela. Duro, porém verdade.
Companherismo
Sim, elas fazem companhia uma outra! Elas brincam juntas, ficam juntas, conversam na língua de bebê delas. É lindo. Por isso, também não me importo em deixar as duas brincando no berço sozinhas enquanto eu vou tomar café, por exemplo. Ou, elas brincam na sala, enquanto eu preparo o almoço.
Sem falar que não tem coisa mais linda do que ver essa ligação infinita que as duas têm, uma conexão que talvez eu nunca vá conseguir entender. Desde cedo elas aprenderam a dividir e ainda que, às vezes, brigam pelo mesmo brinquedo ou minha atenção, sabem que vão sempre ter uma a outra. É engraçado que quando uma acorda antes da outra da soneca (casos raros, devo dizer, mas acontece), depois de uns dez minutos, ela corre lá no quarto para acordar a irmã.
Tem pra todo mundo
Sim, tem amor pra todo mundo! Acho que neste aspecto foi super importante pro Marco também que "tinha" que segurar ou cuidar de uma, enquanto eu amamentava a outra, porque ele teve a chance de ser pai cuidador, de colocar a mão na massa mesmo, até hoje.
E tem sempre as fases. Em uma semana Maria só quer colo, na outra é a Bella. Tem uma que abraça mais forte, a outra gosta de fazer carinho no braço enquanto coloca a cabecinha no ombro. Tão iguais e tão diferentes. Cada uma com sua personalidade, seus trejeitos. E
como é bom descobrir cada faceta das meninas. Eu acho que cada filho é de um jeito sim, no entanto aqui a educação e o amor são os mesmos, e as surpresas no caminho não param de chegar.
*Estou reformulando o blog, por isso aguarde mais novidades em breve!
Bella e Maria
Praticidade
Eu acho que me tornei uma mãe muito mais prática e descolada porque tenho dois. Não estou dizendo que mãe de um bebê só não seja prática ou que toda mãe de gêmeos seja, é só um depoimento do que aconteceu comigo. Mas o fato de ter dois me fez pensar mais rápido e estrategicamente. Acorda, troca, dá mamá, faz arrotar, brinca, tal hora dá banho, coloca pra dormir, descansa e repete tudo de novo, em dose dupla, é claro. Você aprende a ter sempre um plano na cabeça sobre o que fazer. E também saber se aquilo não está dando certo, saber mudar de direção.
Rotina é bom, bebê gosta e mamãe agradece e faz parte do caminho da praticidade. Como eu cuido das duas sozinhas, carrinho duplo virou meu melhor amigo, elas aprenderam a ficar no berço brincando e até hoje quando acordam ficam de preguicinha na cama com os brinquedos enquanto eu tomo café e vou adiantando o almoço.
Para não deixar de sair e fazer nossos passeios, sempre levei apenas o necessário e tudo o que coubesse dentro de uma única bolsa grande para as duas. Fralda, roupa e comida. E aí a gente ia se virando.
Insistência
É basicamente o seguinte: com dois, tem que dar certo. Eu tenho uma teoria de que a gente consegue fazer com que a criança de adapte a qualquer rotina ou situação com um pouco de esforço, trabalho e insistência (já falei sobre isso aqui). O problema é que dá trabalho mesmo e muita gente desiste no caminho. Mas eu tento sempre colocar um objetivo e seguir em frente. Seja de ensinar as duas a comerem sozinhas ou dormirem no berço. Se dá trabalho, é porque o resultado vai valer a pena.
Eu tenho uma amiga que me falou uma vez que eu tinha uma vantagem na hora de ensinar ou educar porque dava certo com uma pelo menos, então eu não desistia. E eu nunca tinha pensado nisso, eu simplesmente fazia. Mas eu sempre tentei fazer tudo dar certo pras duas. Tá na hora de comer: todo mundo senta na mesa ou no cadeirão juntas.
"Por que elas ficam tão quietinhas no carrinho?" Já me perguntaram muitas vezes. Porque eu nunca tive a opção de tirar uma que estivesse chorando, pegar no colo e empurrar a outra. Também confesso que não achava justo, então as duas aprenderam a ficar no carrinho. Como? Dava brinquedo, comida, chave, folha, qualquer objeto que distraísse as duas (menos celular que é proibido aqui, mas já foi usado duas vezes em momentos de puro desespero). E elas iam ficando. Ou ia parando a cada 100 metros para consolar e achar outra coisa para elas brincarem.
Eu usei as armas que eu tinha e adaptei tudo a minha realidade, que é como eu acho que toda mãe acaba fazendo.
Foco
Acho que quando a gente tem duas bebês não fica com o foco só em uma coisa, em uma birra, em uma crise. A vida continua, o outro pede atenção, as coisas precisam continuam a funcionar. E isso é bom, porque eu acho que quando a gente não deve focar muito num problema e a criança precisa aprender que o mundo não gira em torno dela. Duro, porém verdade.
Companherismo
Sim, elas fazem companhia uma outra! Elas brincam juntas, ficam juntas, conversam na língua de bebê delas. É lindo. Por isso, também não me importo em deixar as duas brincando no berço sozinhas enquanto eu vou tomar café, por exemplo. Ou, elas brincam na sala, enquanto eu preparo o almoço.
Sem falar que não tem coisa mais linda do que ver essa ligação infinita que as duas têm, uma conexão que talvez eu nunca vá conseguir entender. Desde cedo elas aprenderam a dividir e ainda que, às vezes, brigam pelo mesmo brinquedo ou minha atenção, sabem que vão sempre ter uma a outra. É engraçado que quando uma acorda antes da outra da soneca (casos raros, devo dizer, mas acontece), depois de uns dez minutos, ela corre lá no quarto para acordar a irmã.
Tem pra todo mundo
Sim, tem amor pra todo mundo! Acho que neste aspecto foi super importante pro Marco também que "tinha" que segurar ou cuidar de uma, enquanto eu amamentava a outra, porque ele teve a chance de ser pai cuidador, de colocar a mão na massa mesmo, até hoje.
E tem sempre as fases. Em uma semana Maria só quer colo, na outra é a Bella. Tem uma que abraça mais forte, a outra gosta de fazer carinho no braço enquanto coloca a cabecinha no ombro. Tão iguais e tão diferentes. Cada uma com sua personalidade, seus trejeitos. E
como é bom descobrir cada faceta das meninas. Eu acho que cada filho é de um jeito sim, no entanto aqui a educação e o amor são os mesmos, e as surpresas no caminho não param de chegar.
*Estou reformulando o blog, por isso aguarde mais novidades em breve!
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Amor dobrado
Para futuros pais de gêmeos ou não:
Na semana passada, um texto polêmico escrito por um futuro pai de gêmeos causou comoção nos EUA e entre aqueles que tem uma vida múltipla. O pai, que preferiu permanecer anônimo, escreveu com uma sinceridade bruta sobre como ele e a mulher estavam decepcionados e tristes por estarem esperando gêmeos e chegou a comparar o fato com a mesma situação de alguém que tem câncer terminal e "fica esperando pelo pior". Eu sei, pasmem! Nos comentários alguns aplaudiam a sinceridade, outros tentavam convencê-lo de que não era esse bicho de sete-cabeças e outros ficaram revoltados. Eu acho que me encaixo no último grupo. Eu entendo o medo do desconhecido e do fato de cuidar de dois bebês ao mesmo tempo, mas também não entendo por que tanta gente tem medo de dois bebês. Sério. Sim, é trabalhoso, não é fácil, mas aquele clichê prevalece: trabalho dobrado, amor dobrado. E acho que todos nós temos o poder de nos adaptar, de ir além dos nossos limites pelos nossos filhos. Seja um, dois, três, quatro, cinco, quantos tiverem que ser. Tudo depende de como você vai encarar este desafio. E acho que este é o problema desses futuros pais do artigo, ainda que no fundo eu sinta mais pelas crianças que não pediram para nascer e não tem culpa de tudo isso, mas enfim não quero entrar neste mérito ou falar sobre isto neste post... Apenas, tentar aconselhar outros futuros pais.

Bella e Maria "fazendo carinho"
Quando as meninas nasceram foi como se uma avalanche tomasse conta da nossa vida. Eu e o Marco percebemos bem rápido que a nossa vida não seria nunca mais a mesma (e isso por si só já é um processo) e que nada seria fácil. Eu costumava me comparar com outras pessoas, chegava a pensar "como será com um bebê só?" e depois me sentia culpada e tudo ficava ainda pior. Durantes os primeiros meses pensei muito nisso em como seria diferente com um bebê só, em como estava cansada e como aquela trabalheira toda seria para sempre. Mas não foi. Vou ser sincera: o começo é difícil porque a gente não tem o retorno, o amor dobrado não chega como esperado, são apenas dois bebês que precisam de você. Mas depois o amor dobrado chega e ele é arrebatador.
Não me esqueço de uma noite em que estávamos os dois cansados, acho que Maria e Isabella tinham uns quatro ou cinco meses, era 1 da manhã e elas não queriam saber de dormir e já tínhamos tentado tudo. Então, sentamos as duas no trocador e eu comecei a contar uma história pro Marco e elas coemeçaram a dar garagalhadas juntas. Pela primeira vez e muitas, rindo juntas. E nós dois chorando como loucos! E foi a mesma coisa quando elas se olhavam e davam risada uma pra outra e agora, entramos numa linda e bela fase. Depois de alguns meses de briga entre as duas, agora começou a fase dos abraços. Elas me abraçam, aquele abraço gostoso de criança e se abraçam. Ontem, eu disse: "Bella dá uma abraço na Maria". E lá foi ela agarrar a irmã. É claro que chorei de novo. E desde então o abraço flui aqui em casa e não há nada melhor.
Finalmente, a fase do abraço
São nesses momentos que você percebe que sim, ter múltiplos é trabalhoso, mas tão compensador. São nesses momentos, o do trabalho e do amor, que você percebe que tem algo especial, não melhor ou pior do que os outros, mas diferente. E sim, você vai ficar menos cansada com o tempo, vai sim conseguir dormir a noite inteira, vai conseguir relaxar num domingo à tarde, fazer sexo de novo, comer uma refeição inteira sem interrupções e vai poder fazer parte de um laço inquebrável, uma experiência que poucos na vida consegue viver. E, que sim, tudo vai valer muito a pena.
Amor de irmã
Outros conselhos para futuros pais de gêmeos? Tem aqui e aqui
E também um artigo muito bom na Babble com 10 dicas para os novos membros do clube de múltiplos
Na semana passada, um texto polêmico escrito por um futuro pai de gêmeos causou comoção nos EUA e entre aqueles que tem uma vida múltipla. O pai, que preferiu permanecer anônimo, escreveu com uma sinceridade bruta sobre como ele e a mulher estavam decepcionados e tristes por estarem esperando gêmeos e chegou a comparar o fato com a mesma situação de alguém que tem câncer terminal e "fica esperando pelo pior". Eu sei, pasmem! Nos comentários alguns aplaudiam a sinceridade, outros tentavam convencê-lo de que não era esse bicho de sete-cabeças e outros ficaram revoltados. Eu acho que me encaixo no último grupo. Eu entendo o medo do desconhecido e do fato de cuidar de dois bebês ao mesmo tempo, mas também não entendo por que tanta gente tem medo de dois bebês. Sério. Sim, é trabalhoso, não é fácil, mas aquele clichê prevalece: trabalho dobrado, amor dobrado. E acho que todos nós temos o poder de nos adaptar, de ir além dos nossos limites pelos nossos filhos. Seja um, dois, três, quatro, cinco, quantos tiverem que ser. Tudo depende de como você vai encarar este desafio. E acho que este é o problema desses futuros pais do artigo, ainda que no fundo eu sinta mais pelas crianças que não pediram para nascer e não tem culpa de tudo isso, mas enfim não quero entrar neste mérito ou falar sobre isto neste post... Apenas, tentar aconselhar outros futuros pais.
Bella e Maria "fazendo carinho"
Quando as meninas nasceram foi como se uma avalanche tomasse conta da nossa vida. Eu e o Marco percebemos bem rápido que a nossa vida não seria nunca mais a mesma (e isso por si só já é um processo) e que nada seria fácil. Eu costumava me comparar com outras pessoas, chegava a pensar "como será com um bebê só?" e depois me sentia culpada e tudo ficava ainda pior. Durantes os primeiros meses pensei muito nisso em como seria diferente com um bebê só, em como estava cansada e como aquela trabalheira toda seria para sempre. Mas não foi. Vou ser sincera: o começo é difícil porque a gente não tem o retorno, o amor dobrado não chega como esperado, são apenas dois bebês que precisam de você. Mas depois o amor dobrado chega e ele é arrebatador.
Não me esqueço de uma noite em que estávamos os dois cansados, acho que Maria e Isabella tinham uns quatro ou cinco meses, era 1 da manhã e elas não queriam saber de dormir e já tínhamos tentado tudo. Então, sentamos as duas no trocador e eu comecei a contar uma história pro Marco e elas coemeçaram a dar garagalhadas juntas. Pela primeira vez e muitas, rindo juntas. E nós dois chorando como loucos! E foi a mesma coisa quando elas se olhavam e davam risada uma pra outra e agora, entramos numa linda e bela fase. Depois de alguns meses de briga entre as duas, agora começou a fase dos abraços. Elas me abraçam, aquele abraço gostoso de criança e se abraçam. Ontem, eu disse: "Bella dá uma abraço na Maria". E lá foi ela agarrar a irmã. É claro que chorei de novo. E desde então o abraço flui aqui em casa e não há nada melhor.
São nesses momentos que você percebe que sim, ter múltiplos é trabalhoso, mas tão compensador. São nesses momentos, o do trabalho e do amor, que você percebe que tem algo especial, não melhor ou pior do que os outros, mas diferente. E sim, você vai ficar menos cansada com o tempo, vai sim conseguir dormir a noite inteira, vai conseguir relaxar num domingo à tarde, fazer sexo de novo, comer uma refeição inteira sem interrupções e vai poder fazer parte de um laço inquebrável, uma experiência que poucos na vida consegue viver. E, que sim, tudo vai valer muito a pena.
Outros conselhos para futuros pais de gêmeos? Tem aqui e aqui
E também um artigo muito bom na Babble com 10 dicas para os novos membros do clube de múltiplos
segunda-feira, 4 de março de 2013
Encontro de meninas e um turbilhão aqui dentro
No último sábado aconteceu algo inédito e maravilhoso aqui em casa: um encontro de gêmeas! Mais do que a reunião de seis meninas foi o encontro de três famílias que passam pelos mesmos dilemas, que compartilham sentimentos, lado A, lado B e aquela montanha-russa toda que é ser pais de dois bebês aos mesmo tempo. Ainda estou meio tonta com o nosso café da manhã que foi quase até duas tarde e não paro de pensar em tudo o que a gente conversou, tudo o que nós passamos e o que eles ainda vão passar nessa aventura múltipla.
A turma toda!

Todo mundo misturado

Bella e Margarida no colo das tias

Isabella curtindo um colo
O encontro foi uma oportunidade maravilhosa de conhecer pessoalmente a Grasi e o Rodrigo que quando se descobriram grávidos de gêmeas devoraram o blog e começamos a nós falar virtualmente até o nascimento da Margarida e da Iolanda, que hoje já estão com quase três meses, e depois disso também. Eles vieram para Brasília e marcamos de nos ver aqui em casa. Aproveitamos e convidamos também a Alê e o Gustavo que tiveram a Ana Clara e a Maria Júlia há um mês atrás. Conheci a Alê quando fazia cupcakes pra fora, em uma das minhas loucuras, há dois anos atrás, quando ela fez uma encomenda pro aniversário do filho dela (João Pedro que também participou do encontro!) e enquanto ela também acompanhava minhas aventuras aqui pelo blog se descobriu grávida de duas meninas.

É muito colo!

Não faltou assunto

As boas-vindas
Conversa sem fim
Maria encantada com os bebês e eu também
Pausa para mamar e para brincar

Alê também

Vai um café com bolo?

João de olho na Margarida

Pais em ação
Foi um encontro surreal com todo mundo descobrindo e compartilhando todos os desafios de cuidar de dois bebês. Por algumas horas me senti menos sozinha e quando todo mundo foi embora me deu um aperto no coração por saber que este encontro era único e não podia acontecer sempre. Fiquei com tanto orgulho da Alê e da Grasi que estão se saindo tão bem e tão melhor que eu na mesma situação. Fiquei com vontade de ter me preparado como a Grasi que está amamentando as meninas exclusivamente, com todo foco e doação que ela está tendo. Fiquei com vontade de ter comprado dois slings e carregado as meninas pra tudo quanto é lado nos primeiros meses, ainda que depois o carrinho se tornasse o meu melhor amigo. E queria ter a paciência da Alê e a experiência de um filho já no caminho.

É muita coisa para conversar em tão pouco tempo

Alê linda!
Muitas flores! Ai que saudade que deu!
Super pais
Esse encontro mexeu muito comigo mesmo. Foi como se eu abrisse uma caixa fechada e dela saísse um bando de sentimentos misturados. Me deu ainda mais vontade de ter outro filho, me fez revisar tudo o que aconteceu neste um ano, em como eu me orgulho das minhas escolhas, mas também poderia ter feito diferente, o quanto é uma loucura ter dois bebês, o quanto só quem passa por isso pode te entender e, especialmente, o quanto é bom ter esse blog, não só para compartilhar meus dilemas, mas para conhecer outras pessoas que marcam tanto a vida da gente.
Tudo o que eu desejo é continuar caminhando e que venham muitos outros encontros e surpresas no caminho.
PS: Mudando completamente de assunto, sábado agora tem feira! A Loja da Família Moderna vai estar na E-Nova, das 9h às 17h, ao lado do Balaio Café na 201 Norte, Passem lá nem que seja para dizer um "oi". Vai ter bodies, camisetas, almofadas, babadores, bandeirinhas e muito mais!
A turma toda!
Todo mundo misturado
Bella e Margarida no colo das tias
Isabella curtindo um colo
O encontro foi uma oportunidade maravilhosa de conhecer pessoalmente a Grasi e o Rodrigo que quando se descobriram grávidos de gêmeas devoraram o blog e começamos a nós falar virtualmente até o nascimento da Margarida e da Iolanda, que hoje já estão com quase três meses, e depois disso também. Eles vieram para Brasília e marcamos de nos ver aqui em casa. Aproveitamos e convidamos também a Alê e o Gustavo que tiveram a Ana Clara e a Maria Júlia há um mês atrás. Conheci a Alê quando fazia cupcakes pra fora, em uma das minhas loucuras, há dois anos atrás, quando ela fez uma encomenda pro aniversário do filho dela (João Pedro que também participou do encontro!) e enquanto ela também acompanhava minhas aventuras aqui pelo blog se descobriu grávida de duas meninas.
É muito colo!
Não faltou assunto
As boas-vindas
Alê também
Vai um café com bolo?
João de olho na Margarida
Pais em ação
Foi um encontro surreal com todo mundo descobrindo e compartilhando todos os desafios de cuidar de dois bebês. Por algumas horas me senti menos sozinha e quando todo mundo foi embora me deu um aperto no coração por saber que este encontro era único e não podia acontecer sempre. Fiquei com tanto orgulho da Alê e da Grasi que estão se saindo tão bem e tão melhor que eu na mesma situação. Fiquei com vontade de ter me preparado como a Grasi que está amamentando as meninas exclusivamente, com todo foco e doação que ela está tendo. Fiquei com vontade de ter comprado dois slings e carregado as meninas pra tudo quanto é lado nos primeiros meses, ainda que depois o carrinho se tornasse o meu melhor amigo. E queria ter a paciência da Alê e a experiência de um filho já no caminho.
É muita coisa para conversar em tão pouco tempo
Alê linda!
Esse encontro mexeu muito comigo mesmo. Foi como se eu abrisse uma caixa fechada e dela saísse um bando de sentimentos misturados. Me deu ainda mais vontade de ter outro filho, me fez revisar tudo o que aconteceu neste um ano, em como eu me orgulho das minhas escolhas, mas também poderia ter feito diferente, o quanto é uma loucura ter dois bebês, o quanto só quem passa por isso pode te entender e, especialmente, o quanto é bom ter esse blog, não só para compartilhar meus dilemas, mas para conhecer outras pessoas que marcam tanto a vida da gente.
Tudo o que eu desejo é continuar caminhando e que venham muitos outros encontros e surpresas no caminho.
PS: Mudando completamente de assunto, sábado agora tem feira! A Loja da Família Moderna vai estar na E-Nova, das 9h às 17h, ao lado do Balaio Café na 201 Norte, Passem lá nem que seja para dizer um "oi". Vai ter bodies, camisetas, almofadas, babadores, bandeirinhas e muito mais!
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Sair com gêmeos e os inconvenientes
Não, esse não é um post sobre as milhões de coisas que você tem que levar quando sai com dois bebês, minha gente, mas sobre as coisas que você escuta quando sai com dois bebês. Quem é mãe de gêmeos sabe muito bem do que eu estou falando, a gente vira atração de circo, todo mundo olha ou aponta e sempre, em TODAS as saídas, aparece um pessoa com um comentário inconveniente. Vamos resumir: você é celebridade sem glamour ou tanto dinheiro quanto. Estou nessa há um ano, já me acostumei, tenho listas de comentários incovenientes e histórias do tipo. Então, vamos aos clássicos:

Andando por aí
Eu sei que não sou a pessoa mais social do mundo, mas sempre respondo qualquer pessoa que venha falar comigo com um sorriso, tento ser simpática, passei a entender a curiosidade em relação ao fato de serem gêmeos, etc. Mas eu sempre fui aquela pessoa que se encontrasse um carrinho duplo com duas crianças fofas por aí, provavelmente iria sorrir e continuar meu caminho. Adoro quem faz isso ou quem chega com um comentário sincero e simpático como "fofas, que linda, que bênção" ou similares e até o tal do "deve dá um trabalho, né?", que sempre rola, não ligo. Mas existem pessoas que fazem cara feia e de horror, não estou brincando. E existe o básico:
- São gêmeos? (ah, se eu ganhasse um real por cada vez que escutei isso, estaria em Paris neste momento)
- É um menino e uma menina? (posso colocar dois laços pink e grandes no cabelo das meninas e ainda vou escutar essa pergunta)
- Quando uma chora, a outra chora também? (quando respondo "não", sinto uma decepção tão grande por parte de quem perguntou, que às vezes minto e digo "depende")
E tem aqueles que tentam adivinhar a personalidade do bebê em três segundos e comparar um ao outro sem dó nem piedade: "ah, essa aqui é mais simpática que a outra, não é? essa é a mais alegrinha". Minha resposta: "não, depende do dia", já estou quase no automático com essa.
Não sei porque eu demorei tanto para comentar sobre isso aqui no blog, acho que porque agora eu já não ligo mais, apesar de algumas coisas me incomodarem. Tive uma fase que andava rápido com o carrinho das meninas no shopping porque não queria que as pessoas parassem a gente de tão chato. O fato é que qualquer saída, seja uma volta debaixo do prédio, você sabe que pelo menos três pessoas vão tentar fazer alguma abordagem ou tecer lagum comentário sobre você e seus bebês e é cansativo. Mas isso nunca me impediu de sair, de fato.
A última tendência tem sido encontrar com mães acompanhadas de seus filhos que muitas vezes nem olham pra mim e dizem: "Olha, filho, dois bebês! Imagina mamãe com dois de você lá em casa. Meu Deus, eu ia ficar louca. Socorro." Eu fico olhando pros dois, não digo nada, só fico com meio sorriso no rosto. O que eu poderia dizer? "Realmente, ter gêmeos não é pra qualquer um? E não, você não ia ficar louca ou descabelada. Tá me vendo aqui e olha, eu sobrevivi?" Ou "sim, realmente eu sou louca por isso fique longe da gente". Mas não falo porque sei que a pessoa, algumas vezes, não tem a intenção de me ofender, pelo menos eu prefiro acreditar nisso (apesar de eu me sentir ofendida sim). Por isso, vamos tentar pensar bem no que a gente fala pras mães quando ela está com seu bebê Especialmente, se forem dois.
Acho que os piores foram mulheres que quando viam a gente na rua, olhavam para os seus maridos e diziam: "tá vendo? você reclama? podia ser pior, podiam ser dois bebês!" Gente, esse me deu uma raiva!!! E aconteceu mais de uma vez, mas, de novo, não consegui falar nada porque esses casais já devem ser infelizes. A única vez que fui grossa ou falei alguma coisa foi quando uma senhora pediu pra tirar foto das meninas, foi logo no desembarque depois da nossa primeira viagem de avião pra São Paulo. Ela veio já apontando a máquina, posso tirar uma foto delas? Eu perguntei: "Pra que a senhora quer essa foto?" E ela disse: porque eu gosto de gêmeos. Quase que eu falei: entra lá no meu blog que tem várias fotos delas. Sério, pra quê?
Tenho mil histórias de abordagens malucas, até de velhinhas grossas que seguraram meu carrinho a força pra que eu não fosse embora e dezenas de "gêmeos? Deus me livre!!!" na minha cara, como se ter dois bebês fosse a pior coisa do mundo, o pior castigo ever. Enfim... Mas também tem muita gente que desejou coisas boas, puxou um papo que fosse positivo, pediu conselhos e a gente respondeu da mesma forma. Ainda bem. E agora acho até divertido ter essas histórias pra contar e no meio do caminho também conhecer outras e outros.
Andando por aí
Eu sei que não sou a pessoa mais social do mundo, mas sempre respondo qualquer pessoa que venha falar comigo com um sorriso, tento ser simpática, passei a entender a curiosidade em relação ao fato de serem gêmeos, etc. Mas eu sempre fui aquela pessoa que se encontrasse um carrinho duplo com duas crianças fofas por aí, provavelmente iria sorrir e continuar meu caminho. Adoro quem faz isso ou quem chega com um comentário sincero e simpático como "fofas, que linda, que bênção" ou similares e até o tal do "deve dá um trabalho, né?", que sempre rola, não ligo. Mas existem pessoas que fazem cara feia e de horror, não estou brincando. E existe o básico:
- São gêmeos? (ah, se eu ganhasse um real por cada vez que escutei isso, estaria em Paris neste momento)
- É um menino e uma menina? (posso colocar dois laços pink e grandes no cabelo das meninas e ainda vou escutar essa pergunta)
- Quando uma chora, a outra chora também? (quando respondo "não", sinto uma decepção tão grande por parte de quem perguntou, que às vezes minto e digo "depende")
E tem aqueles que tentam adivinhar a personalidade do bebê em três segundos e comparar um ao outro sem dó nem piedade: "ah, essa aqui é mais simpática que a outra, não é? essa é a mais alegrinha". Minha resposta: "não, depende do dia", já estou quase no automático com essa.
Não sei porque eu demorei tanto para comentar sobre isso aqui no blog, acho que porque agora eu já não ligo mais, apesar de algumas coisas me incomodarem. Tive uma fase que andava rápido com o carrinho das meninas no shopping porque não queria que as pessoas parassem a gente de tão chato. O fato é que qualquer saída, seja uma volta debaixo do prédio, você sabe que pelo menos três pessoas vão tentar fazer alguma abordagem ou tecer lagum comentário sobre você e seus bebês e é cansativo. Mas isso nunca me impediu de sair, de fato.
A última tendência tem sido encontrar com mães acompanhadas de seus filhos que muitas vezes nem olham pra mim e dizem: "Olha, filho, dois bebês! Imagina mamãe com dois de você lá em casa. Meu Deus, eu ia ficar louca. Socorro." Eu fico olhando pros dois, não digo nada, só fico com meio sorriso no rosto. O que eu poderia dizer? "Realmente, ter gêmeos não é pra qualquer um? E não, você não ia ficar louca ou descabelada. Tá me vendo aqui e olha, eu sobrevivi?" Ou "sim, realmente eu sou louca por isso fique longe da gente". Mas não falo porque sei que a pessoa, algumas vezes, não tem a intenção de me ofender, pelo menos eu prefiro acreditar nisso (apesar de eu me sentir ofendida sim). Por isso, vamos tentar pensar bem no que a gente fala pras mães quando ela está com seu bebê Especialmente, se forem dois.
Acho que os piores foram mulheres que quando viam a gente na rua, olhavam para os seus maridos e diziam: "tá vendo? você reclama? podia ser pior, podiam ser dois bebês!" Gente, esse me deu uma raiva!!! E aconteceu mais de uma vez, mas, de novo, não consegui falar nada porque esses casais já devem ser infelizes. A única vez que fui grossa ou falei alguma coisa foi quando uma senhora pediu pra tirar foto das meninas, foi logo no desembarque depois da nossa primeira viagem de avião pra São Paulo. Ela veio já apontando a máquina, posso tirar uma foto delas? Eu perguntei: "Pra que a senhora quer essa foto?" E ela disse: porque eu gosto de gêmeos. Quase que eu falei: entra lá no meu blog que tem várias fotos delas. Sério, pra quê?
Tenho mil histórias de abordagens malucas, até de velhinhas grossas que seguraram meu carrinho a força pra que eu não fosse embora e dezenas de "gêmeos? Deus me livre!!!" na minha cara, como se ter dois bebês fosse a pior coisa do mundo, o pior castigo ever. Enfim... Mas também tem muita gente que desejou coisas boas, puxou um papo que fosse positivo, pediu conselhos e a gente respondeu da mesma forma. Ainda bem. E agora acho até divertido ter essas histórias pra contar e no meio do caminho também conhecer outras e outros.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Uma viagem, um Natal, uma família, muitas fotos
Voltamos ontem para casa depois de uma semana fora em uma pequena aventura em família. Fomos para Gramado passar o Natal com meus pais, meu irmão, minha cunhada e meus dois sobrinhos, Bento (dois meses e meio) e Lucca (nove anos). A viagem foi ótima, mas cansativa. Era o primeiro Natal das meninas, então fomos logo ter uma overdose de Papai Noel, mas no fim nem conseguimos fazer tantos passeios assim. Com três bebês, um calor terrível nos primeiros dias, depois chuva e frio nos últimos, ficou difícil a gente fazer todos os passeios possíveis. Maria, Isabella e Bento saíram da rotina, mas as mamães que se dedicam completamente a eles também e isso foi bom. Tivemos ajuda, fizemos farra, tomamos vinho, comemos muito e bem, e teremos mais histórias para contar nos próximos Natais em família. Espero que todos vocês também tenham tido um Natal maravilhoso, cheio de novas lembranças. Para resumir bem esses nosso dias, vamos lá com mil fotos:

Olá, Gramado!
Olá, Família!
Pedalinho

Aventureira. Só que não

E aí, ganso? Como vai você?

Esses dois companheiros

Bentoca

Marco e Bella
Mural de flores
Amor

A melhor foto da viagem. Maria gulosa, Bella melodramática.
Altos e baixos da viagem
Altos : passar tempo com a minha família que eu amo (óbvio), fondue, pão com linguiça, passear de carrinho pelo condomínio que a gente ficou e sermos presenteados todos os dias com milhares de hortênsias, ver o Lucca brincando com as meninas e acordar com aquele "bom dia, luzes do dia!" que só ele sabe dar, risadas na noite de Natal, pegar o Bentinho no colo, sentir a brisa da serra gaúcha, enxergar as meninas através dos olhos dos meus pais e tomar chocolate quente.
Baixos: calor de 40° e bebês irritadas, bateria da minha máquina acabou e eu não levei carregador, Maria e Isabella fazendo birra como nunca antes, ficar um dia inteiro trancada em casa por causa da chuva e duas meninas acordadas e incomodadas no voo de 2h20 volta para casa.
Primos: juntos pra sempre
Os melhores presentes de 2012
Excursão
de carrinhos
Picolé para espantar o calor
Banho de mangueira
Maria, Bella e alguns dos homens da sua vida

Lucca e a neve

De papo com vovô
Parte prática da viagem: Meus pais alugaram uma casa em Gramado, o que foi ótimo para as meninas. Nos dias de calor rolou até banho de mangueira e a gente passeou muito de carrinho no condomínio fechado. Porém...
Oficialmente descobrimos que a vida não é fácil para pais de gêmeos viajantes (duh!), além das incoveniências óbvias: não podemos ficar um do lado do outro no avião e ponto! Não tem máscaras de despresurização para todo mundo, portanto, só é permitido um bebê por fileira. Rá! O máximo que conseguimos foi ficar cada um de um lado no corredor. Próxima viagem quero cadeira extra e ponto final. Viajar dessa vez foi muito mais cansativo, não sei por quê, ainda estou tentando descobrir. Não conseguimos marcar os voos nos horários da soneca e eles coincidiram com os horários das refeições. E tive que substituir a papinha pela velha e boa mamadeira. Foi difícil entreter as duas na volta, tentamos brinquedinho, livro até guardanapo rasgado, sobrevivemos, não foi tão ruim assim e acho que faz parte das aventuras de sair com dois bebês. Mas no final elas deram umas choradinhas que deu vergonha, confesso. Pais que colocam Galinha Pintadinha pros filhos no voo, não julgo, viu? Mas pelo que a gente viu com as outras crianças no avião, às vezes, nem isso adianta. ;) O jeito é seguir em frente e torcer para a hora passar rápido.

Foto porta-retrato

Foto realidade

Foto paz
Família, o melhor de tudo
Vou me recuperar da viagem e me atualizar no mundo virtual que 2013, vem aí e muita coisa nos espera!
E as fotos no instagram... @tatisabadini





Olá, Gramado!
Aventureira. Só que não
E aí, ganso? Como vai você?
Esses dois companheiros
Bentoca
Marco e Bella
A melhor foto da viagem. Maria gulosa, Bella melodramática.
Altos e baixos da viagem
Altos : passar tempo com a minha família que eu amo (óbvio), fondue, pão com linguiça, passear de carrinho pelo condomínio que a gente ficou e sermos presenteados todos os dias com milhares de hortênsias, ver o Lucca brincando com as meninas e acordar com aquele "bom dia, luzes do dia!" que só ele sabe dar, risadas na noite de Natal, pegar o Bentinho no colo, sentir a brisa da serra gaúcha, enxergar as meninas através dos olhos dos meus pais e tomar chocolate quente.
Baixos: calor de 40° e bebês irritadas, bateria da minha máquina acabou e eu não levei carregador, Maria e Isabella fazendo birra como nunca antes, ficar um dia inteiro trancada em casa por causa da chuva e duas meninas acordadas e incomodadas no voo de 2h20 volta para casa.
Lucca e a neve
De papo com vovô
Parte prática da viagem: Meus pais alugaram uma casa em Gramado, o que foi ótimo para as meninas. Nos dias de calor rolou até banho de mangueira e a gente passeou muito de carrinho no condomínio fechado. Porém...
Oficialmente descobrimos que a vida não é fácil para pais de gêmeos viajantes (duh!), além das incoveniências óbvias: não podemos ficar um do lado do outro no avião e ponto! Não tem máscaras de despresurização para todo mundo, portanto, só é permitido um bebê por fileira. Rá! O máximo que conseguimos foi ficar cada um de um lado no corredor. Próxima viagem quero cadeira extra e ponto final. Viajar dessa vez foi muito mais cansativo, não sei por quê, ainda estou tentando descobrir. Não conseguimos marcar os voos nos horários da soneca e eles coincidiram com os horários das refeições. E tive que substituir a papinha pela velha e boa mamadeira. Foi difícil entreter as duas na volta, tentamos brinquedinho, livro até guardanapo rasgado, sobrevivemos, não foi tão ruim assim e acho que faz parte das aventuras de sair com dois bebês. Mas no final elas deram umas choradinhas que deu vergonha, confesso. Pais que colocam Galinha Pintadinha pros filhos no voo, não julgo, viu? Mas pelo que a gente viu com as outras crianças no avião, às vezes, nem isso adianta. ;) O jeito é seguir em frente e torcer para a hora passar rápido.
Foto porta-retrato
Foto realidade
Foto paz
Vou me recuperar da viagem e me atualizar no mundo virtual que 2013, vem aí e muita coisa nos espera!
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