sexta-feira, 24 de maio de 2013

Invente, tente, faça um dia diferente

Bebê tem que ter rotina e isso é fato, mas ficar em casa todo dia e acabar na rotina não precisa ser regra. Deu pra entender a diferença? Eu detesto ter que fazer a mesma coisa todo dia e, por isso, estou sempre tentando inventar uma aventura ou outra com as meninas. Desde sempre, e, especialmente, quando eu comecei a ter a liberdade de sair com as duas sozinha (por volta das 4/5 meses) fujo da mesmice. Então, entendam: é bom que a criança tenha horário para comer, dormir, brincar, com certa flexibilidade, e eu respeito esses horários, isso é a rotina delas, mas não quer dizer que temos que fazer todos os dias as mesmas coisas. Eu vejo que eu fico mais frustrada que elas quando isso acontece e se fico mais de dois dias só dentro do apartamento fico "loca, loca, loca" e elas sem paciência. Só que agora tem um agravante a mais: estou sem carro. Então, chamo o povo pra vir me visitar (o que eu adoro) e, além do parquinho nosso de cada dia, tenho descoberto outros passeios interessantes. Há alguns meses, fui andando até a agência dos Correios e descobri uma biblioteca pública infantil! Como as meninas ainda estavam na fase "comedoras de livros", não arrisquei. Mas, hoje fomos lá e elas se divertiram demais. Ah, e esses passeios calmos e tranquilos são a glória, minha gente! Sim, eles existem.

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Primeiro, peguei alguns livros da prateleira e elas leram sentadas na mesa. Me pediram pra ler, folhearam e aí já foi uma boa diversão.

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Sentadas em um das mesas antigas da biblioteca pintadas de laranja. Queria trazer pra casa de tão lindas e vintage

foto(21) Maria e Bella

foto(23) Depois, foram explorar tudo, tiraram os livros da prateleira, olharam o jardim. E eu fiquei encantada com o fato delas estarem gostando do passeio

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Achei esse livro lá sobre dois gêmeos que brigavam por causa de um saco de farinha, acho que era japonês. Problema universal de quem tem múltiplos

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Bella escolhendo um livro para jogar no chão e ler, literalmente

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Carrinho duplo, companheiro de sempre

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Maria e seu livrinho. Este agora é, definitivamente, um dos meus lugares favoritos em Brasília.

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Biblioteca vazia só para gente. E o lugar é lindo com jardins no meio e espaço aberto para os pequenos. Lá também tem atividades como contadoras de histórias e oficinas de arte, mas são para as crianças com mais de 5 anos.

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Ficamos lá uma meia hora e, no fim, Maria achou um pacote de biscoito polvilho dentro do carrinho e chorou até eu abrir e dar um pra ela. Então, eu disse, "é hora de ir embora", afinal já estava perto da hora do almoço. Sentei as duas no carrinho, cada uma com um biscoito na mão e lá fomos nós tranquilas pra casa. Amanhã, o que faremos? Não sei, mas sempre algo diferente, mesmo que esse diferente seja ficar em casa. E que assim seja.

PS1: Eu sei, virei a mãe chata dos filhos que adoram livros. É que fiquei mais feliz por estar fazendo um passeio tranquilo, para ler e que eu sempre sonhei, do que qualquer outra coisa. Mas prometo virar a página.

PS2: Pra quem é de Brasília a biblioteca infantil fica na 104 Sul e vale a pena a visita. Dá pra levar os livros pra casa também.

PS3: Já viram as promoções da Loja da Família Moderna? Babadores por R$ 20, Bodies R$ 25, Camisetas Star Wars R$ 32, Corujinhas R$ 20, Mobile R$ 50, Bandeirinhas R$ 27. Tudo com frete grátis. Visitem www.familiamoderna.tanlup.com

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

M & M - Momentos Modernos

Eis que chega mais um momento moderno, pra quem não conhece é apenas uma forma de dizer tudo o que tem acontecido comigo nos últimos tempos, mas que não valem um post por si só. Então, vamos lá:

- Maria e Isabella estão cada vez mais falantes. Elas passam o dia todo resmungando e falando sem que eu entenda uma palavra, é claro. Mas acho que isso é um bom sinal, né? Daqui a pouco engata. Por enquanto o que dá para entender bem é: mamãe, papai, água, xixi, sapato, qué, oi e peixe. Maria também tá conseguindo falar "Bé", coisa mais fofa ever, quando eu chamo a Isabella e ela chama junto. E outro dia a Bella falou "Ria" mas depois disso, mais nada. Então, vamos com o tempo.

- Eu, às vezes, sinto uma vontade de chegar logo nos 18 meses e depois nos 2 anos. Estou louca para colocar as duas numa caminha, louca para tirar a chupeta, louca para desfraldar, louca que elas me entendam melhor e que a gente possa começar a fase das conversas e do diálogo. Ainda que eu converse bastante com as duas. Eu sei que a gente tem que aproveitar cada fase e que cada parte tem suas maravilhas e dilemas. Mas, eu também estou curtindo bastante essa fase, elas brincam mais sozinhas, adoram um abraço, pedem colo, querem chamego e entendem bem (quando querem e nos dias certos, mas entendem).

- Segunda-feira passada fiquei super frustrada com as meninas porque a soneca durou pouco (meia-hora) e eu estava numa gripe horrível. Fiquei sem paciência com elas, chorei e fiquei frustrada comigo por ficar frustrada com elas. Pode? Depois percebi que eu preciso tanto dessa rotina, mas não posso ser escrava dela. E que as meninas e EU precisamos fazer alguma coisa todos os dias, nem que seja ir para o parquinho, na padaria, etc. Eu não consigo ficar muito em casa. Ponto. Então, todos os dias agora estou me forçando a ir fazer alguma coisa com elas, mas também ficar em casa quando é preciso. No fim, a premissa é sempre a mesma, tudo depende de como nós estamos nos sentindo e isso influencia muito a energia e fluidez da família toda.

Algumas fotos dos últimos dias:

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- Mudando de assunto: estou com umas boas receitas para postar aqui, cheia de ideias e uma máquina de costura nova que ainda não liguei e completamente viciada em Games of Thrones. E, como sempre, onde está o tempo?

- Todo mundo gostou da receita de panquecas do post anterior? Então, vai a dica de um bolinho delícia para o lanche que eu inventei hoje. Fiz a receita de panquecas e misturei com frango desfiado e uma couve flor refogada que sobrou do almoço. Depois coloquei em forminhas de muffins, salpiquei parmesão ralado e foi pro forno médio assar. Ficou uma delícia! E as meninas adoraram. Estou sempre procurando soluções para os nossos lanches e acho que dá para variar bem essa receita, colocar outros legumes ou até fazer com frutas. Façam e me contem!

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- Também estou fazendo um sorteio de uma toalha de piquenique linda lá no instagram! Ainda não segue a gente? Procure @familiamoderna

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- E agora temos uma página no Facebook curtam, curtam, curtam!

- A Loja da Família Moderna também está em promoção, gente! Frete grátis e todos os produtos com preços especiais até acabar o estoque. Babadores por R$ 20, Bodies R$ 25, Camisetas Star Wars R$ 32, Corujinhas R$ 20, Mobile R$ 50, Bandeirinhas R$ 27.

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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Receitinha - Panquecas

Eu sempre achei uma coisa super chique comer panquecas no café-da-manhã, sabe aquela coisa de filme americano? Então, eu queria saber fazer aquela panquecas fofinhas e redondas e comer com blueberry ou jogar aquele negócio que parece mel, mas não é, por cima. Sabe como? Aí a fonte inesgotável dos cozinheiros modernos, Jamie Oliver, ensiou um dia e eu vi que era fácil, fácil. E fiquei viciada, mas fazia todos os domingo pra mim e pro Marco quando éramos só nós dois. Depois as meninas nasceram, aquela loucura, quem tem tempo de fazer panqueca. Mas nos últimos meses, sim, eu tenho conseguido fazer panquecas. E, às vezes, faço de lanche da tarde pra mim e pras meninas. Já inventei outras versões, já coloquei banana e blueberriy na massa e fica uma delícia. Então, vou dividir a receita básica aqui para quem quiser viver uns momentos de filme americano, ou simplesmente, comer panquecas. E é tão fácil que dá para fazer assim, em tardes frias e nubladas acompanhadas de um café ou chocolate quente.

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Panquecas americanas
*Use uma caneca como medida

Ingredientes
- 1 caneca de farinha de trigo
- 1 caneca de leite (por causa das meninas tenho dissolvido o leite em água. 3/4 de água e o resto de leite)
- 1 ovo
- Pitada de sal
- 1 colher de sobremesa cheia de fermento 

Misture tudo em um bowl e bata com um fouet (aquele batedor cheio de arames). Depois use uma concha para ir colocando a massa em uma frigideira com manteiga. Pronto é só servir e dá para comer sem nada ou com requeijão, geleia, nutella, o que você preferir.

IMG_5024 Maria aprova

IMG_5017 Isabella também

IMG_4100 Essa toalha de piquenique é da Loja da Família Moderna!

IMG_5042 Lendo depois de comer as panquecas

Essas camisetas fofas que as meninas estão usando são da Grisino, marca argentina fofa que agora está no Brasil.

A toalha e outros itens vão estar na feira PicNik domingo no CCBB das 14 até 22h! Todos os produtos da Loja da Família Moderna vão estar em promoção apenas na feira, mas quem não mora em Brasília aguarde que segunda-feira teremos novidades!

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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Caixa sensorial em dose dupla

Quando você tem duas bebês super ativas para entreter é preciso ser criativa. Para ser bem sincera, elas não ligam muito para os brinquedos, a não ser que seja um que eu guardei e surge, de repente, como um highlander, ou um e outro favorito. Mas, nada que deixem as duas concentradas por muito tempo. Então, comecei a fazer umas caixas sensoriais que nada mais é do que uma caixa cheia de objetos que as crianças possam ver e tocar, e que ajudam a desenvolver os sentidos e as habilidades motoras. Às vezes, elas são mais complexas com um tema ou material como areia, lã picada, arroz. Mas resolvi fazer a mais simples mesmo. Foi só separar uma caixa cheia de objetos que as meninas nunca tinham brincado antes. E quando elas acordaram da soneca lá estavam duas caixas cheias de coisas para "explorar".

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Bella e Mamá, as exploradoras de caixas

Separei coisas de cozinha, pulseira velha, bolsinhas, etc. Tudo que fosse child friendly, leia-se, que elas pudessem colocar na boca. E que se quebrasse eu não ia ficar triste, vamos combinar.

IMG_4912 Panelinhas, potinhos, escovinhas... A cozinha é um bom lugar para procurar objetos diferentes

IMG_4919 Tudo pronto na caixa para duas meninas espertas explorarem

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"O que tem aí?". Juro que não estou fazendo propaganda da fralda, é que eram as caixas que eu tinha disponível e não sei porque os bebês gostam tanto de caixa de fralda, mas gostam.

IMG_4928 Hum, o que será isso?

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Vai uma panelinha aí?

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Bella e Maria com diversão garantida por 15 minutos pelo menos

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Acho que é uma atividade boa para bebês a partir dos 12 meses, experimentem e me contem!

IMG_4941 Maria querendo ser fada

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Bella soprando a colher achando que era uma flauta que ela adora brincar.
Essas camisetas fofas que as meninas estão usando são da Varalzinho loja linda da minha amiga Ju, passem lá para conferir.

Outras ideias de caixas sensorias no Pinterest nosso de cada dia!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Limites, birras e independência

Eis que chega mais uma fase difícil. E eu achando que a coisa ia ficar fácil, minha gente! "Ha-ha-ha" a maternidade rindo na minha cara. Semana passada foi bem difícil aqui em casa, que eu não sei nem por onde começar. Olhando de fora, eu diria que Maria e Isabella testaram meus limites, choraram quando foram contrariadas, se jogaram no chão, sapatearam, deram risada quando eu dizia "não", não pararam quietas um minuto e eu estava pronta para jogar a toalha. Por que está tão difícil assim? Pode desistir e colocar essas meninas na creche? Tamanho foi meu desespero que eu deixei as duas verem televisão. "Ha-ha-ha" maternidade rindo na minha cara de novo. Mas não durou nem cinco minutos, me senti péssima demais para ir adiante e apertei o off no controle remoto.


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Sim, foi uma loucura. Mas, olhando de dentro, eu vejo que a causa de tudo isso, adivinha de quem é? De quem? De quem? Minha, off course. É sempre culpa da mãe. Era a primeira semana normal depois das férias do marido e eu precisava me acostumar com a nova rotina e elas também. Eu precisava me acostumar com nós três de novo e nossas tardes em casa sem ter uma atividade ou passeio todo dia. E sem a ajuda de mais uma pessoa. E aí eu comecei a ficar agoniada com alguma coisa que eu não sabia o que era, um aperto no peito, aquela vontade de fazer alguma coisa e não conseguir. Mesmo que fosse arrumar a bagunça do armário. Eu estava incomodada e com a cabeça cheia de pensamentos, sem cessar. E veio as mil e uma comparações com a situação de outras mães, com outros bebês e aquela velha coisa de "cuidar de um bebê só é fácil, dois é o caos", que nunca é bonito.

Solução? Desabafar com o marido, conversar com a mãe, filtrar os pensamentos e tentar entender o que estava acontecendo. Me acalmei e parei de desejar que esta fase acabasse logo. Depois resolvi focar na solução dessas birras e manhas e no aumento da minha paciência. Li alguns livros também para ajudar. Tinha um livro aqui em casa, "Infância: A Idade Sagrada", da Evânia Reichert, que ganhei ainda na época que era jornalista na área de saúde e resolvi abrir de vez. Descobri o óbvio e que já sabia: de que crianças nessa idade estão apenas querendo dizer ao mundo "ei, estou aqui e tenho minhas vontades!" Na verdade, elas sempre tiveram. Antes, se estavam com fome, choravam e recebiam o peito. Agora elas podem verbalizar e mostrar o que querem e o quanto ficam contrariada quando não querem. E nós colocamos limites. "Opa, antes era só chorar que eu recebia o que queria e agora tudo é não? Como assim?" Uma coisa que eu já fazia e ajudou muito foi deixar as meninas terem mais independência, o que nem sempre é fácil. Como me disse uma amiga citando outra amiga: "ser didático, cansa!"

Pois bem, resumindo que eu li no livro, essa é uma idade de reconhecimento de si e super importante para o desenvolvimento da pessoa que o seu filho vai ser no futuro. Ser desobediente nessa idade é saudável, porém a criança precisa saber o que é certo e o que errado. É importante colocar limites, mas poucos. Sim, isso mesmo, poucos. Não adianta passar o dia inteiro falando "não, não, não". O "não" é importante, mas também é legal deixar a criança ter suas experiências próprias e enteder seus limites também. Com essa idade, até uns dois anos, elas não assimilam tanto as ordens, por isso a gente tem que ficar repetindo como doida, mas entedem restrições. Exemplo: Maria e Isabella adoram brincar com a porta do quarto. Elas abrem e fecham, dão risada, quando a outra aparece e depois some de novo. Vou ficar eu como a louca: "não pode brincar com a porta, sai daí", se para elas é divertido e depois vai ter todo um chororô desnecessário? Se eu ficar ali supervisionando e segurando a porta também, não vejo problema. Agora é claro que se elas vão brincar com a tomada ou as gavetas da cômoda, eu corto, sem gritar ou brigar, dou outra opção e elas logo esquecem. Ainda que volta e meia tentem brincar com aquilo de novo.

Outra coisa que eu percebi é que eu estava travando um embate com elas na hora das birras, e o livro também fala sobre isso. Faz sentindo ficar discutindo com uma criança de 1 ano? Oi? Mas eu estava. "Não pode fazer isso porque blá, blá, blá. Chega e para de chorar e etc". Tudo no meio da crise. Alguém me escutou? Óbvio que não, elas não assimilam naquele momento. Explique o que é errado antes ou depois do chororô. Preferencialmente, antes. Na hora do chororô, não foque muito sua atenção naquilo, o que é diferente de ignorar, ok? Console, explique, e partimos para outra brincadeira.

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Não sou especialista ou coisa do tipo, vamos combinar, estou apenas compartilhando o que tem dado certo por aqui e percebi como pequenas coisas fazem a diferença no nosso dia a dia. Apesar das dificuldades de ter duas meninas com oito molares nascendo no total (quatro cada), essa semana já foi bem diferente e mais tranquilo porque eu mudei. Dar atenção, amor, carinho é essencial. Esqueça os tapinhas, os gritos, os apertos. Aquela coisa de seja firme, sem perder a ternura. Eu nunca pensei que ia passar apertos com birras, mas isso faz parte de ser criança, de crescer. Todas as mães passam pelo mesmo, o que as diferencia é como tratamos o problema. No fundo, não existe criança "geniosa", "birrenta" ou "difícil", na minha opinão, são apenas crianças querendo mostrar pra que vieram ao mundo e o nosso papel está justamente em guiá-las rumo à vida, e sempre existe uma forma melhor de fazer isso.

Mudando completamente de assunto... Para quem é de Brasília, no domingo, 19 de maio, vou estar no Bazar PicNik com produtos lindos e descolados da Família Moderna. E tudo com desconto! Quem puder passa lá para dar um oi para gente e ver duas meninas se divertirem no jardim!

Flyer para Instagram. PicNik 19.05

sábado, 11 de maio de 2013

Dia das mães para sempre

Eu não gosto dos mimimis dos Dias das Mães, foi mal, minha gente. Sempre quando esta data chega eu me lembro que agora eu posso ir no shopping comprar alguma coisa pra mim e não só a minha mãe e para sogra, então é basicamente isso o que significa. Eu confesso que tenho estado meio cansada (porque já fui muito mais no passado), confusa e até mau-humorada na últimos dias porque não tem sido fácil ser mãe, minha gente. E quando foi? Estamos na fase de birras, mini escândalos, "eu sou uma pessoa no mundo e preciso me auto-afirmar" e coisas do tipo, tudo em dose dupla, por isso não estou me mostrando muito empolgada com as mensagens que envolvem esse dia, ainda que sinta que todas são verdadeiras e que, sim, não há nada melhor no mundo que ser mãe. Fato.

Tenho pensando muito, muito e muito sobre a nossa rotina e confusão que vem acontecendo aqui, mas isso é papo para o próximo post. Hoje eu queria escrever sobre essa coisa louca de ser mãe. E como eu ainda estou no começo da jornada, inclusive das comemorações do Dia das Mães, eu não consigo parar de pensar na minha mãe, nas minhas avós, nas minhas bisavós e tataravós e tudo o que elas passaram, e o caminho que elas escolheram. Uma vida interia dedicada aos filhos e a família um caminho bem parecido do que eu escolhi e tão diferente do que eu sinto ao meu redor. Eu queria conversar com a minha bisavó, mãe do meu avó materno, que teve gêmeos e perdeu os dois no parto, sobre todos os filhos que ela teve e a vida que ela escolheu. Eu tenho o privilégio de ter a minha mãe como melhor amiga e perto de mim, e sei como sou sortuda por isso.

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Nós! O tempo passa rápido e tudo o que resta para as mães é aproveitar muito!

Ontem, a minha única avó que está por aqui, colocou a seguinte mensagem no Facebook (sim, são os tempos modernos): "Queria passar o Dia das Mães com todos meus filhos perto de mim , mas como isto não vai ser possível estarei com eles em meu coração". E lembrei que um dia meus filhos também vão crescer e não estarão sempre perto de mim. Que essas semanas difíceis são apenas uma fase e que vai passar. E que depois eu vou sentir falta de tudo, mas vou ter vivido. E por isso é tão bom estar perto da Maria e Isabella todos os dias, viver intensamente esta fase. Ver cada desenvolvimento, cada novo passo, os momentos de gargalhadas e os momentos de choro até eles partirem, mas continuarem sempre dentro de mim. 

Bom domingo e Dia das Mães pra todo mundo!


E, vamos para a vencedora do sorteio de aniversário: Ana Paula Pereira! Parabéns! Você vai receber um email da Grisino em breve!
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Obrigada a todos que participaram!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Livros para bebês

Desde cedo, eu tentei introduzir o mundo dos livros para as meninas. Primeiro, comprei o livro de banho. Depois fomos ganhando um livro aqui, comprando outro ali e por volta dos oito meses deixava elas sentirem os livros, bricarem de uma forma controlada, ou seja, sem deixar rasgar. Depois li um artigo em algum lugar que mostrava que eu estava fazendo tudo errado, que tinha mais que deixar elas sentirem, rasgar, arrancar, lamber, moder ou seja conhecer o livro da forma que um bebê conhece o mundo.

Então, alguns livros tiveram que ser sacrificados. E também encontrei livros mais resistentes, de plástico ou de pano, que ajudaram muito. Com quase 1 ano, elas estavam comendo demais os livros e eu perdendo a minha paciência nível 10. Então, guardei todos os livros. Um mês depois coloquei de volta os livros no rack da sala e elas iam lá e tiravam (como faziam desde sempre), Mas começaram a sentar e  folhear os livros! Morri de amor! E elas começaram a pedir pra gente ler, sentar no colo e prestar atenção. Morri de amor novo. Resumo da ópera: aqueles livros sacrificados tiveram sua missão e os que resistiram mordidos também. Sim, elas ainda mordem de vez em quando, mas explico que não é o certo, etc, etc (história da minha vida no momento: explicar tudo pacientemente, aka: educar).

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Apaixonadas pelos livros da troca moderna

Gosto muito de livros por isso sempre quis que as meninas também. Como não usamos a televisão, o livro é uma grande ferramenta. A coisa está num nível aqui em casa que elas nem ligam mais pros brinquedos. Acordam, vão pra sala e pegam os livros no móvel. Foi pensando nisso que organizei a troca moderna de livros (para quem não conhece clica aqui) e foi maravilhoso! Primeiro: porque é ótimo receber um pacote pelos Correios com cartinha e todo o carinho de uma pessoa que você sequer conhece. Segundo: porque os livros são super usados e adorados. Alguém colocou amor ali. E acho que todo mundo que participou sentiu isso.

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Desenho feito pela Noelle, minha companheira de troca, que, aliás, tem um blog lindo de culinária, o Mastigando.com

Quando o nosso pacote chegou de Curitiba vibrei demais e as meninas abriram comigo. Ele foi revelando cada detalhe e carinho de outra mãe como eu, que passa pelas mesmas coisas que eu e que tem amor pelos livros também. E quando vi o desenho que o Francisco, filho da Noelle, fez para as meninas meus olhos se encheram de lágrimas. Tem coisa melhor?

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IMG_4774 O desenho do Francisco

Vou fazer outra no fim do mês, só estou tentando melhorar a forma de me organizar e fazer um cadastro permanente de todos que queiram participar. Mas, muita gente já participou e aprovou. Aí estão as fotos que todos compartilharam:

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sorteio de aniversário

Há dois anos atrás fiz esse blog pra mim, para escrever, escrever e escrever, muito além de tudo aquilo que eu já escrevia profissionalmente na época. Uma forma de me comunicar com o mundo e desabafar. Tanta coisa mudou de lá pra cá! Oi? Meu segundo post foi sobre a cobertura do casamento real e aqui estou eu dona de casa, blogueira e mãe. E, sim, muito feliz!

Pois bem, há muitos motivos para comemorar e por isso vamos sortear um produto lindo e exclusivo  da marca argentina Grisino, que faz roupas perfeitas para as crinças se sentirem livres,
confortáveis e felizes, prontas para brincar! Isso mesmo: brincar! E não é isso o que todos estamos querendo fazer desde sempre?

O ganhador (a) leva para casa uma peça linda, que está disponível em diversos tamanhos para crianças de 6 meses a 6 anos! Por isso, mães, pais, tias, tios, dindos e dindas podem se jogar na inscrição!

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Para participar é preciso ser seguidor (a) do blog e preencher o questionário até quinta-feira (09/05)! O resultado do sorteio será divulgado na sexta-feira (10/05). Aproveitei para fazer mais umas perguntas e conhecer um pouco mais sobre quem lê o blog, muito obrigada por todo apoio durante esses dois anos, gente!



 A Grisino é uma marca argentina que foi trazida para o Brasil por uma mãe que estava em busca de peças descoladas para seu filho. As ropas podem sem encontradas em lojas online como a Baby.com.br, Bebe Boutique e Pé de Jujuba e em outros lugares. Veja lista completa aqui

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Amor dobrado

Para futuros pais de gêmeos ou não:

Na semana passada, um texto polêmico escrito por um futuro pai de gêmeos causou comoção nos EUA e entre aqueles que tem uma vida múltipla. O pai, que preferiu permanecer anônimo, escreveu com uma sinceridade bruta sobre como ele e a mulher estavam decepcionados e tristes por estarem esperando gêmeos e chegou a comparar o fato com a mesma situação de alguém que tem câncer terminal e "fica esperando pelo pior". Eu sei, pasmem! Nos comentários alguns aplaudiam a sinceridade, outros tentavam convencê-lo de que não era esse bicho de sete-cabeças e outros ficaram revoltados. Eu acho que me encaixo no último grupo. Eu entendo o medo do desconhecido e do fato de cuidar de dois bebês ao mesmo tempo, mas também não entendo por que tanta gente tem medo de dois bebês. Sério. Sim, é trabalhoso, não é fácil, mas aquele clichê prevalece: trabalho dobrado, amor dobrado. E acho que todos nós temos o poder de nos adaptar, de ir além dos nossos limites pelos nossos filhos. Seja um, dois, três, quatro, cinco, quantos tiverem que ser. Tudo depende de como você vai encarar este desafio. E acho que este é o problema desses futuros pais do artigo, ainda que no fundo eu sinta mais pelas crianças que não pediram para nascer e não tem culpa de tudo isso, mas enfim não quero entrar neste mérito ou falar sobre isto neste post... Apenas, tentar aconselhar outros futuros pais.

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Bella e Maria "fazendo carinho"

Quando as meninas nasceram foi como se uma avalanche tomasse conta da nossa vida. Eu e o Marco percebemos bem rápido que a nossa vida não seria nunca mais a mesma (e isso por si só já é um processo) e que nada seria fácil. Eu costumava me comparar com outras pessoas, chegava a pensar "como será com um bebê só?" e depois me sentia culpada e tudo ficava ainda pior. Durantes os primeiros meses pensei muito nisso em como seria diferente com um bebê só, em como estava cansada e como aquela trabalheira toda seria para sempre. Mas não foi. Vou ser sincera: o começo é difícil porque a gente não tem o retorno, o amor dobrado não chega como esperado, são apenas dois bebês que precisam de você. Mas depois o amor dobrado chega e ele é arrebatador.

Não me esqueço de uma noite em que estávamos os dois cansados, acho que Maria e Isabella tinham uns quatro ou cinco meses, era 1 da manhã e elas não queriam saber de dormir e já tínhamos tentado tudo. Então, sentamos as duas no trocador e eu comecei a contar uma história pro Marco e elas coemeçaram a dar garagalhadas juntas. Pela primeira vez e muitas, rindo juntas. E nós dois chorando como loucos! E foi a mesma coisa quando elas se olhavam e davam risada uma pra outra e agora, entramos numa linda e bela fase. Depois de alguns meses de briga entre as duas, agora começou a fase dos abraços. Elas me abraçam, aquele abraço gostoso de criança e se abraçam. Ontem, eu disse: "Bella dá uma abraço na Maria". E lá foi ela agarrar a irmã. É claro que chorei de novo. E desde então o abraço flui aqui em casa e não há nada melhor.

foto(9) Finalmente, a fase do abraço

São nesses momentos que você percebe que sim, ter múltiplos é trabalhoso, mas tão compensador. São nesses momentos, o do trabalho e do amor, que você percebe que tem algo especial, não melhor ou pior do que os outros, mas diferente. E sim, você vai ficar menos cansada com o tempo, vai sim conseguir dormir a noite inteira, vai conseguir relaxar num domingo à tarde, fazer sexo de novo, comer uma refeição inteira sem interrupções e vai poder fazer parte de um laço inquebrável, uma experiência que poucos na vida consegue viver. E, que sim, tudo vai valer muito a pena.

foto(6) Amor de irmã

Outros conselhos para futuros pais de gêmeos? Tem aqui e aqui 
E também um artigo muito bom na Babble com 10 dicas para os novos membros do clube de múltiplos