Sim, elas existem e ainda no plural, minha gente! Não é só o tal "nossa, que trabalho, hein?", noites sem dormir, cansaço sem fim, etc, etc, etc,. Existe um lado L, lindoooo, de ter gêmeos e não é só a questão do "amor dobrado". Eu confesso que no início, quando as meninas eram pequenas, não consegui enxergar isso, e pensava "Meu Deus, com um bebê só seria muito mais fácil", pensei mesmo e confesso aqui. Mas hoje eu vejo tudo diferente, eu vejo MUITA coisa boa em ter dois bebês aos mesmo tempo. Tanta coisa que eu aprendi ao longo do caminho e resolvi compartilhar com os futuros pais de gêmeos ou pais de dois filhos de idades diferentes aqui, então vamos lá:
Bella e Maria
Praticidade
Eu acho que me tornei uma mãe muito mais prática e descolada porque tenho dois. Não estou dizendo que mãe de um bebê só não seja prática ou que toda mãe de gêmeos seja, é só um depoimento do que aconteceu comigo. Mas o fato de ter dois me fez pensar mais rápido e estrategicamente. Acorda, troca, dá mamá, faz arrotar, brinca, tal hora dá banho, coloca pra dormir, descansa e repete tudo de novo, em dose dupla, é claro. Você aprende a ter sempre um plano na cabeça sobre o que fazer. E também saber se aquilo não está dando certo, saber mudar de direção.
Rotina é bom, bebê gosta e mamãe agradece e faz parte do caminho da praticidade. Como eu cuido das duas sozinhas, carrinho duplo virou meu melhor amigo, elas aprenderam a ficar no berço brincando e até hoje quando acordam ficam de preguicinha na cama com os brinquedos enquanto eu tomo café e vou adiantando o almoço.
Para não deixar de sair e fazer nossos passeios, sempre levei apenas o necessário e tudo o que coubesse dentro de uma única bolsa grande para as duas. Fralda, roupa e comida. E aí a gente ia se virando.
Insistência
É basicamente o seguinte: com dois, tem que dar certo. Eu tenho uma teoria de que a gente consegue fazer com que a criança de adapte a qualquer rotina ou situação com um pouco de esforço, trabalho e insistência (já falei sobre isso
aqui). O problema é que dá trabalho mesmo e muita gente desiste no caminho. Mas eu tento sempre colocar um objetivo e seguir em frente. Seja de ensinar as duas a comerem sozinhas ou dormirem no berço. Se dá trabalho, é porque o resultado vai valer a pena.
Eu tenho uma amiga que me falou uma vez que eu tinha uma vantagem na hora de ensinar ou educar porque dava certo com uma pelo menos, então eu não desistia. E eu nunca tinha pensado nisso, eu simplesmente fazia. Mas eu sempre tentei fazer tudo dar certo pras duas. Tá na hora de comer: todo mundo senta na mesa ou no cadeirão juntas.
"Por que elas ficam tão quietinhas no carrinho?" Já me perguntaram muitas vezes. Porque eu nunca tive a opção de tirar uma que estivesse chorando, pegar no colo e empurrar a outra. Também confesso que não achava justo, então as duas aprenderam a ficar no carrinho. Como? Dava brinquedo, comida, chave, folha, qualquer objeto que distraísse as duas (menos celular que é proibido aqui, mas já foi usado duas vezes em momentos de puro desespero). E elas iam ficando. Ou ia parando a cada 100 metros para consolar e achar outra coisa para elas brincarem.
Eu usei as armas que eu tinha e adaptei tudo a minha realidade, que é como eu acho que toda mãe acaba fazendo.
Foco
Acho que quando a gente tem duas bebês não fica com o foco só em uma coisa, em uma birra, em uma crise. A vida continua, o outro pede atenção, as coisas precisam continuam a funcionar. E isso é bom, porque eu acho que quando a gente não deve focar muito num problema e a criança precisa aprender que o mundo não gira em torno dela. Duro, porém verdade.
Companherismo
Sim, elas fazem companhia uma outra! Elas brincam juntas, ficam juntas, conversam na língua de bebê delas. É lindo. Por isso, também não me importo em deixar as duas brincando no berço sozinhas enquanto eu vou tomar café, por exemplo. Ou, elas brincam na sala, enquanto eu preparo o almoço.
Sem falar que não tem coisa mais linda do que ver essa ligação infinita que as duas têm, uma conexão que talvez eu nunca vá conseguir entender. Desde cedo elas aprenderam a dividir e ainda que, às vezes, brigam pelo mesmo brinquedo ou minha atenção, sabem que vão sempre ter uma a outra. É engraçado que quando uma acorda antes da outra da soneca (casos raros, devo dizer, mas acontece), depois de uns dez minutos, ela corre lá no quarto para acordar a irmã.
Tem pra todo mundo
Sim, tem amor pra todo mundo! Acho que neste aspecto foi super importante pro Marco também que "tinha" que segurar ou cuidar de uma, enquanto eu amamentava a outra, porque ele teve a chance de ser pai cuidador, de colocar a mão na massa mesmo, até hoje.
E tem sempre as fases. Em uma semana Maria só quer colo, na outra é a Bella. Tem uma que abraça mais forte, a outra gosta de fazer carinho no braço enquanto coloca a cabecinha no ombro. Tão iguais e tão diferentes. Cada uma com sua personalidade, seus trejeitos. E
como é bom descobrir cada faceta das meninas. Eu acho que cada filho é de um jeito sim, no entanto aqui a educação e o amor são os mesmos, e as surpresas no caminho não param de chegar.
*Estou reformulando o blog, por isso aguarde mais novidades em breve!