Quando a gente tem filhos, receita prática e fácil na cozinha é essencial. Aqui se bate aquela vontade de comer um doce (algo que no meu caso acontece constantemente desde a gravidez) tenho uma daquelas receitas deliciosas e vapt-vupt que a gente tanto gosta. Esse brownie tem só cinco ingredientes, não precisa de batedeira, não faz lambança e fica maravilhoso! Já fiz tantas vezes que não demoro nem 15 minutos no processo todo. Portanto, aí vai! E se você tiver aquele ovo de Páscoa sobrando aí em casa, ainda dá pra aproveitar pra essa receita!
Brownie mais fácil do mundo
1 barra de chocolate meio amargo (170g)
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
1 xícara e 1/4 de açúcar
4 ovos
1 xícara de farinha de trigo
Em um bowl de vidro, coloque o chocolate picado (ou basta quebrar os quadradinhos) e a manteiga e derreta no micro-ondas (use a função derreter chocolate), misture de vez em quando. Depois de derretido, adicione os ovos e o açúcar, misture com um fouet (aquela colher aramada). Por último, adicione a farinha. Se quiser, coloque castanhas para completar. Forno pré-aquecido 200°, e fique de olho porque é rápido. Corte em quadrados e se joga!
Coloquei amendoas e chocolate branco derretido em cima da massa antes de ir pro forno.
terça-feira, 22 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Um filme de nós cinco
Poucos dias depois do nascimento do Francisco, tivemos uma oportunidade única de registrar um pouco da nossa rotina, a nossa casa e o nosso dia em família em filme. No fim da minha gravidez, conversei com a Lídia, leitora querida do blog que tinha acabado de abrir uma produtora de vídeo e queria fazer uma filmagem com a gente, sobre fazer um vídeo para capturar os primeiros dias na vida do bebê, uma coisa natural, nós cinco sem muita maquiagem ou firula, mas com certeza algo que a gente gostaria de relembrar no futuro e ver com a família toda no melhor clima "lembra como a gente era quando o Francisco nasceu?". E não é que deu certo?
Então, no nosso primeiro sábado em casa como cinco, a Lídia apareceu aqui com o Paulo, marido dela e super diretor, que é o homem atrás das câmeras, pra gente começar a filmagem. Os dois são pais de um menino lindo de 1 ano e entendem muito bem a dinâmica de uma família, além de terem uma sensibilidade artística incrível. A Lídia, além de editora dos vídeos, ainda por cima é pedagoga e brincou muito com Maria e a Bella inventando brincadeiras para não cansar as duas e tendo uma paciência de anjo com a situação toda. Nos sentimos em casa mesmo, cercado de amigos, e não de câmeras e fios, como num fim de semana tranquilo. Foi lindo e o resultado, mais lindo ainda.
Família Moderna: Ensaio from Infante Filmes on Vimeo.
A Infante Filmes, comandada pelo Paulo e pela Lídia, fica em Belo Horizonte, mas eles têm disponibilidade de viagem, inclusive para Brasília. Eba! Eles fazem não apenas ensaios lindos de família, mas também festas, batizados, comemorações com um olhar mais moderno e original. Vale a pena conferir o trabalho deles aqui e fiquem por dentro das novidades na página deles do Facebook para fazer um orçamento infantefilmes@gmail.com
Então, no nosso primeiro sábado em casa como cinco, a Lídia apareceu aqui com o Paulo, marido dela e super diretor, que é o homem atrás das câmeras, pra gente começar a filmagem. Os dois são pais de um menino lindo de 1 ano e entendem muito bem a dinâmica de uma família, além de terem uma sensibilidade artística incrível. A Lídia, além de editora dos vídeos, ainda por cima é pedagoga e brincou muito com Maria e a Bella inventando brincadeiras para não cansar as duas e tendo uma paciência de anjo com a situação toda. Nos sentimos em casa mesmo, cercado de amigos, e não de câmeras e fios, como num fim de semana tranquilo. Foi lindo e o resultado, mais lindo ainda.
Família Moderna: Ensaio from Infante Filmes on Vimeo.
A Infante Filmes, comandada pelo Paulo e pela Lídia, fica em Belo Horizonte, mas eles têm disponibilidade de viagem, inclusive para Brasília. Eba! Eles fazem não apenas ensaios lindos de família, mas também festas, batizados, comemorações com um olhar mais moderno e original. Vale a pena conferir o trabalho deles aqui e fiquem por dentro das novidades na página deles do Facebook para fazer um orçamento infantefilmes@gmail.com
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Amamentação, a revanche e a livre demanda (Parte 1)
Aqui estou eu, pessoas! Consegui um tempo na vida que acontece por aqui para escrever um post que está na minha cabeça há semanas, mas obviamente o computador está cada vez mais distante de uma mãe de três em adaptação. Porém, vamos aproveitar o tempo disponível, certo?
Amamentar não é fácil. Ponto. Eu amamentei as meninas durante 7 meses e três semanas e foi uma luta. Eu não tinha me preparado pra isso, li uma coisa ou outra na gravidez, mas sempre pensava que era "instintivo", que eu e elas íamos saber o que fazer. Mas não foi bem assim. Como bebês pré-maturos, elas tinham dificuldade para sugar, acabaram recebendo complemento no hospital e eu super mal informada deixei, não procurei um pediatra antes para me orientar, e elas demoraram para pegar no peito e eu sofria. Fomos pegando o jeito com o tempo, mas continuei complementando. No fim de tudo, fiquei com o sentimento que poderia ter feito mais e dessa vez eu sabia que ia ser diferente. Estava preparada para fazer o que a amamentação mais nos exige: entrega, e as meninas me ensinaram isso da primeira vez.
Mama, Fran-chico, mama
Acho que antes de começar a contar como tem sido a minha experiência com o Francisco, precisamos definir uma coisa: livre demanda. Eu me lembro muito bem quando eu ouvi essa expressão, nos primeiros dias no hospital com as meninas, a minha concunhada perguntou: "o pediatra disse para vocês que era pra alimentar de três em três horas ou livre demanda?". Eu olhei pro Marco, ele pra mim, e os dois sem ideia do que aquilo significava ou se o médico tinha falado qualquer coisa do tipo. Pensei: "livre demanda é dar de mamar sempre que o bebê quiser? Então tô fazendo isso". Mas não estava. E livre demanda é muito mais do que isso. É dar de mamar quando o bebê tem fome, quando ele chora, quando ele não tem fome mas quer o peito, uma hora depois de ter mamado, meia hora depois de ter mamado, quatro horas depois de ter mamado, ou independente de quanto tempo ele passou sugando o peito, é não contar as horas (ainda que às vezes a gente conte, é tentar não se importar com elas)
* Para os futuros pais de gêmeos que passam por aqui, fica a dica do que não fazer: com as meninas a gente fez uma tabela com o nome de cada uma para anotar a hora que cada uma mamou e quanto tempo. Eu achando que estava fazendo a coisa mais maravilhosa e esperta do mundo, e achava que ia dar de mamar pra uma e esquecer da outra, mas isso foi um grande erro e atrapalhou muito. Estava focada na fome, na engorda e não no afago, em deixar o leite fluir. Não recomendo ou aconselho fazer tabela.
Com o Francisco estava tão confiante, pensava muito na amamentação durante a gravidez, que senti que até meu peito estava diferente. Fiz um pouco de preparação, mexendo nos mamilos depois do banho, mas não fiquei obsessiva. Quando ele nasceu, foi para a UTI por causa de um desconforto respiratório e nesse primeiro momento já perdi o que eu tanto queria: amamentar na primeira hora de vida. De novo a história se repetia, mais um bebê longe de mim logo depois do nascimento. Fomos visitá-lo e ele estava com a sonda, ele ia ficar mais um tempo em observação porque precisava fazer um exame de sangue pois tinha chance de infecção por conta da bolsa rota, procedimento de hospital. De tarde, tiraram a sonda e eu coloquei ele no peito. Ele deu umas sugadinhas e eu fiquei super feliz. Deixei ele lá com a boca no bico o quanto eu podia. Me falaram que podia voltar em três horas para tentar de novo (olha o tal do tempo lá).
Quando eu voltei, tentei dar o peito de novo e depois a enfermeira pediu pra gente sair um pouco porque ela ia dar o complemento. No caminho, encontrei com o pediatra que disse que ele ia ter alta, tudo ok com os exames. Yay! Demorou pra ele subir pro quartove ainda deram mais um complemento. A enfermeira que levou ele (que é leitora do blog e minha seguidora no instagram, olha que lindo!) me avisou que estava programado mais dois complementos. Nãaooooooooo. Falei pra ela que não queria e ela me apoiou. Ninguém apareceu de madrugada. Ufa. Afinal, se desse complemento ele não ia pegar o peito, oras. A fome é o que ajuda no tal do instinto, que existe sim, mas precisa de um empurrão nosso.
Nessa primeira madrugada juntos, tentei dar o peito depois de umas três horas e ele gorfou feio. Não insisti, achei que ele deveria estar cheio daquele complemento. Deixei ele no meu colo e dormimos mais um pouco assim. No meio da minha jornada como mãe descobri que colo era bom e ajudava na descida do leite, ajudava a fluir. Nada de "ele vai ficar mal acostumado no colo", e lá ficamos nós. Até que só quando estava amanhecendo ele pegou mesmo no peito. E depois foi indo e foi lindo.
Nos dias seguintes meu bico feriu e o peito doeu, mas continuei porque sabia que era assim mesmo, tinha que "calibrar" a coisa toda. O remédio era o próprio leite que eu passava no bico sempre depois das mamadas. Depois o leite desceu, não me lembro quantos dias depois, mas não demorou. E aí venho um outra novidade. Francisco passou uma madrugada toda sem mamar direito, sugava e parava, lutava contra o peito. Fui logo achando que podiam ser gases. Não acordava ele quando ele dormia quatro horas seguidas, mas nesse dia fiquei preocupada porque ele não tinha mamado e estava dormindo muito. Liguei pra minha parteira para me orientar e ela matou a charada. Como o leite desceu, meu bico inchou e mudou o formato, por isso ele tinha que se reacostumar a sugar. Que alívio. Como já sabia o que era foi só insistir um pouco, usei em alguns momentos a concha de amamentação pra dar formato no bico, que ele voltou a pegar. Ufa.
Tivemos altos e baixos, como todas as mães têm. Alguns dias fico mais cansada e desanimada, cheguei a ficar tensa antes de colocar ele no peito algumas vezes porque doía, mas respirei e tentei deixar fluir, afinal era aquilo que eu precisava fazer, eu precisava alimentar meu filho. Em alguns dias, como um bom guloso, ele mama muito, de hora em hora, durante muito tempo em cada peito. E tudo bem, isso é livre demanda. Sei que talvez não seja fome, mas vontade de ficar perto. Em algumas ocasiões ele começou a dar umas reclamadas de leve e já pensei "ih, são gases" ou "por que ele está mamando loucamente desse jeito?". Aí lembrei de um texto do pediatra espanhol Carlos González que eu li há muito tempo atrás e resolvi ler de novo. E vi que estava no caminho certo.
E temos ficado assim. Não tenho ideia de quantas em quantas horas ele mama, às vezes meia hora, mas já chegou a ter cinco horas. É claro que é cansativo, ainda dói vez ou outra, e como bom terceiro filho eu não atendo o Francisco no primeiro chorinho ou barulho que ele faz no berço, mas estou sempre ali disponível com peito e amor. Sem contar as horas, apenas livremente.
Amamentar não é fácil. Ponto. Eu amamentei as meninas durante 7 meses e três semanas e foi uma luta. Eu não tinha me preparado pra isso, li uma coisa ou outra na gravidez, mas sempre pensava que era "instintivo", que eu e elas íamos saber o que fazer. Mas não foi bem assim. Como bebês pré-maturos, elas tinham dificuldade para sugar, acabaram recebendo complemento no hospital e eu super mal informada deixei, não procurei um pediatra antes para me orientar, e elas demoraram para pegar no peito e eu sofria. Fomos pegando o jeito com o tempo, mas continuei complementando. No fim de tudo, fiquei com o sentimento que poderia ter feito mais e dessa vez eu sabia que ia ser diferente. Estava preparada para fazer o que a amamentação mais nos exige: entrega, e as meninas me ensinaram isso da primeira vez.
Mama, Fran-chico, mama
Acho que antes de começar a contar como tem sido a minha experiência com o Francisco, precisamos definir uma coisa: livre demanda. Eu me lembro muito bem quando eu ouvi essa expressão, nos primeiros dias no hospital com as meninas, a minha concunhada perguntou: "o pediatra disse para vocês que era pra alimentar de três em três horas ou livre demanda?". Eu olhei pro Marco, ele pra mim, e os dois sem ideia do que aquilo significava ou se o médico tinha falado qualquer coisa do tipo. Pensei: "livre demanda é dar de mamar sempre que o bebê quiser? Então tô fazendo isso". Mas não estava. E livre demanda é muito mais do que isso. É dar de mamar quando o bebê tem fome, quando ele chora, quando ele não tem fome mas quer o peito, uma hora depois de ter mamado, meia hora depois de ter mamado, quatro horas depois de ter mamado, ou independente de quanto tempo ele passou sugando o peito, é não contar as horas (ainda que às vezes a gente conte, é tentar não se importar com elas)
* Para os futuros pais de gêmeos que passam por aqui, fica a dica do que não fazer: com as meninas a gente fez uma tabela com o nome de cada uma para anotar a hora que cada uma mamou e quanto tempo. Eu achando que estava fazendo a coisa mais maravilhosa e esperta do mundo, e achava que ia dar de mamar pra uma e esquecer da outra, mas isso foi um grande erro e atrapalhou muito. Estava focada na fome, na engorda e não no afago, em deixar o leite fluir. Não recomendo ou aconselho fazer tabela.
Com o Francisco estava tão confiante, pensava muito na amamentação durante a gravidez, que senti que até meu peito estava diferente. Fiz um pouco de preparação, mexendo nos mamilos depois do banho, mas não fiquei obsessiva. Quando ele nasceu, foi para a UTI por causa de um desconforto respiratório e nesse primeiro momento já perdi o que eu tanto queria: amamentar na primeira hora de vida. De novo a história se repetia, mais um bebê longe de mim logo depois do nascimento. Fomos visitá-lo e ele estava com a sonda, ele ia ficar mais um tempo em observação porque precisava fazer um exame de sangue pois tinha chance de infecção por conta da bolsa rota, procedimento de hospital. De tarde, tiraram a sonda e eu coloquei ele no peito. Ele deu umas sugadinhas e eu fiquei super feliz. Deixei ele lá com a boca no bico o quanto eu podia. Me falaram que podia voltar em três horas para tentar de novo (olha o tal do tempo lá).
Quando eu voltei, tentei dar o peito de novo e depois a enfermeira pediu pra gente sair um pouco porque ela ia dar o complemento. No caminho, encontrei com o pediatra que disse que ele ia ter alta, tudo ok com os exames. Yay! Demorou pra ele subir pro quartove ainda deram mais um complemento. A enfermeira que levou ele (que é leitora do blog e minha seguidora no instagram, olha que lindo!) me avisou que estava programado mais dois complementos. Nãaooooooooo. Falei pra ela que não queria e ela me apoiou. Ninguém apareceu de madrugada. Ufa. Afinal, se desse complemento ele não ia pegar o peito, oras. A fome é o que ajuda no tal do instinto, que existe sim, mas precisa de um empurrão nosso.
Nessa primeira madrugada juntos, tentei dar o peito depois de umas três horas e ele gorfou feio. Não insisti, achei que ele deveria estar cheio daquele complemento. Deixei ele no meu colo e dormimos mais um pouco assim. No meio da minha jornada como mãe descobri que colo era bom e ajudava na descida do leite, ajudava a fluir. Nada de "ele vai ficar mal acostumado no colo", e lá ficamos nós. Até que só quando estava amanhecendo ele pegou mesmo no peito. E depois foi indo e foi lindo.
Nos dias seguintes meu bico feriu e o peito doeu, mas continuei porque sabia que era assim mesmo, tinha que "calibrar" a coisa toda. O remédio era o próprio leite que eu passava no bico sempre depois das mamadas. Depois o leite desceu, não me lembro quantos dias depois, mas não demorou. E aí venho um outra novidade. Francisco passou uma madrugada toda sem mamar direito, sugava e parava, lutava contra o peito. Fui logo achando que podiam ser gases. Não acordava ele quando ele dormia quatro horas seguidas, mas nesse dia fiquei preocupada porque ele não tinha mamado e estava dormindo muito. Liguei pra minha parteira para me orientar e ela matou a charada. Como o leite desceu, meu bico inchou e mudou o formato, por isso ele tinha que se reacostumar a sugar. Que alívio. Como já sabia o que era foi só insistir um pouco, usei em alguns momentos a concha de amamentação pra dar formato no bico, que ele voltou a pegar. Ufa.
Tivemos altos e baixos, como todas as mães têm. Alguns dias fico mais cansada e desanimada, cheguei a ficar tensa antes de colocar ele no peito algumas vezes porque doía, mas respirei e tentei deixar fluir, afinal era aquilo que eu precisava fazer, eu precisava alimentar meu filho. Em alguns dias, como um bom guloso, ele mama muito, de hora em hora, durante muito tempo em cada peito. E tudo bem, isso é livre demanda. Sei que talvez não seja fome, mas vontade de ficar perto. Em algumas ocasiões ele começou a dar umas reclamadas de leve e já pensei "ih, são gases" ou "por que ele está mamando loucamente desse jeito?". Aí lembrei de um texto do pediatra espanhol Carlos González que eu li há muito tempo atrás e resolvi ler de novo. E vi que estava no caminho certo.
E temos ficado assim. Não tenho ideia de quantas em quantas horas ele mama, às vezes meia hora, mas já chegou a ter cinco horas. É claro que é cansativo, ainda dói vez ou outra, e como bom terceiro filho eu não atendo o Francisco no primeiro chorinho ou barulho que ele faz no berço, mas estou sempre ali disponível com peito e amor. Sem contar as horas, apenas livremente.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Relato de parto do Francisco
Foram 38 semanas de preparação para um parto em casa. Na verdade, muito antes do bebê número 3 existir, a gente começou a pesquisar sobre o assunto e marcou um encontro com uma parteira para tirar dúvidas e ter certeza da nossa decisão. Dois meses depois, veio o exame de positivo. Pois bem, estávamos grávidos e decididos.
Durante toda a gravidez eu fiz o acompanhamento com o médico obstetra (primeiro um do plano de saúde, e depois um humanizado) e com a parteira. Amava minhas consultas com ela, afinal, não falávamos só do meu estado geral de saúde, mas trabalhávamos medos, relações, entrega e tudo mais que poderia influenciar meu parto. Foi mesmo um processo transformador durante toda a gravidez. E o trabalho de parto, ah, esse me marcou profundamente e confesso que até hoje estou tentando entender tudo o que aconteceu e me sinto grata pelo Francisco e por ele ter me ensinado tanto.
Quando eu fiz 37 semanas a ansiedade chegou. Como eu estava tendo contrações de treinamento há meses, pensei: "esse bebê não vai demorar pra chegar". A cada dia eu pensava: "será que é hoje?". Bem. trabalhei essa ansiedade com a parteira, fui fazer acupuntura e veio uma certa calma. Não existia controle, o jeito era esperar.
Dia 25 de fevereiro, terça-feira
No dia anterior, vieram os pródomos. Contrações de 10 em 10 minutos a tarde toda, mas depois de umas três horas, passou. Amanheceu o dia, e umas seis e pouco da manhã, levanto para fazer xixi e penso: "nossa, dormi tão bem essa noite, zero contração. É, hoje é que não vai ser". Na noite anterior, antes de dormir, rezei um pouco e pedi pra Deus me mandar um sinal de que estava chegando a hora. Meu maior medo era não perceber que o bebê estava chegando, não aproveitar o trabalho de parto. Rá, rá, rá, Tatiana.
Uma hora depois, sete e meia da manhã, acordo com um líquido escorrendo entre as pernas. "Marco, acorda! Minha bolsa estorou!". "Tem certeza?". "Tenho", disse, já levantando e vendo o líquido escorrer pelo chão. "Liga pra Paloma, então". Fui pro banheiro com o celular na mão, sentei na privada para deixar o resto do líquido escorrer e liguei pra parteira. Sabia que aquilo não queria dizer nada, bolsa rota não quer dizer que o bebê fosse chegar sequer naquele dia. Mas eu fiquei empolgada e feliz. Muito feliz porque estava perto de conhecer meu bebê.
Avisei quem tinha que avisar, meus pais, a fotógrafa e uma amiga que poderia vir ficar com as meninas, caso fosse preciso. Fui fazendo as coisas do dia, separando o material do parto e resolvi fazer uma malinha pro bebê, mas não a minha porque eu tinha certeza que não seria necessário. Meus pais chegaram e entraram no modo "arrumação" aqui em casa. E eu ia andando e o líquido descendo, toda hora alguém vinha com um pano para limpar o chão. E nada de contração. Depois do almoço, a minha parteira veio fazer um exame e viu que eu estava com 1 cm de dilatação e me disse uma coisa que ficou na minha cabeça depois que eu contei pra ela a história do sinal que eu tinha pedido: "eu queria entender uma coisa, por quê a pressa?". Eu fiquei brava com ela naquela hora, poxa, como assim, por quê a pressa? Eu quero conhecer meu bebê, oras, não posso querer que ele ou ela venham? O fato é que estava acontecendo.
Ela sugeriu que eu fizesse mais uma sessão de acupuntura para ajudar acelerar o processo, não queria muito fazer porque queria que fosse uma coisa mais natural, mas no fim decidi que não custava nada tentar. E conversamos sobre a coisa do risco de infecção que a bolsa rota traz, alguns médicos esperam apenas 12 horas, já vi gente esperar 10 dias, eu e o Marco estávamos decididos a esperar 48 horas. Saí para caminhar com ele pra ver se ajudava, fomos até a igrejinha que fica aqui perto de casa e rezei por mim, pelas meninas, pelo bebê. Queria abraçar aquilo tudo o que estava acontecendo, todas as mudanças que estavam por vir e queria que meu bebê chegasse bem ao mundo.
No fim da tarde: sessão de acupuntura. Saí de lá já com contrações, mas nada ritmado. Cheguei em casa, demos jantar pras meninas, meus pais e meu irmão estavam aqui, mas tudo o que eu queria era ficar um pouco quieta e sozinha. Eles foram embora, as meninas dormiram e eu e o Marco resolvemos deitar umas dez da noite porque não sabíamos o que poderia acontecer e poderíamos precisar do descanso. Meia-noite e meia senti uma contração bem forte, tão forte que não consegui reagir. Não sei se porque eu estava dormindo ou deitada, mas doeu muito. Esperei virem as próximas pra começar a marcar e elas estavam bem ritmadas e doloridas. Liguei pra parteira e pra fotógrafa e pedi pras duas virem porque tinha chegado a hora.
Elas chegaram e eu parei de marcar as contrações. Elas vinham, eu sentia, e pronto. A noite foi virando madrugada enquanto eles montavam a piscina na sala, eu respirava e fazia minhas caras feias quando as contrações vinham, e as meninas dormiam no quarto. Vomitei algumas vezes também.
Quando começou a amanhecer, fizemos um toque: 4 cm de dilatação. A Paloma sugeriu que eu tomasse um banho com o Marco para relaxar e pensar no que estava tardando o processo. E isso só desacelerou minhas contrações, que começaram a ficar irregulares de novo. Eu comecei a ficar ansiosa e frustrada, por que o trabalho de parto não avançava?
Dia 26 de fevereiro, quarta-feira
Amanheceu e eu liguei pros meus pais e pedi que eles buscassem as meninas. A ideia é que elas participassem do parto, mas na hora achei melhor elas ficarem brincando com os avós, não ia conseguir me concentrar com elas aqui.
A ordem dos acontecimentos fica um pouco embaçada na minha cabeça agora. Em algum momento, comecei a conversar com a Paloma sobre a perda do controle, desliguei o celular para não deixar a ansiedade da família inteira (que já sabia que eu estava em TP). saí para caminhar mais uma vez com o Marco, escutei música, fiz um relaxamento com ajuda da parteira e comecei a chamar pelo bebê.
Mais um toque 6/7 cm. Ufa. Finalmente, pude entrar na piscina. Assim que eu entrei, me bateu uma onda de alívio. Até que eu mesma percebi: para onde foram as contrações. Quinze minutos sem nada!
Então, bora sair da piscina. Na hora que eu ia levantar veio uma contração bem forte e eu senti o bebê descendo. Mas tudo tinha desacelerado de novo. Nãoooooooo! Almocei um sanduíche, cochilei um pouco. Nós quatro, eu, Marco, Paloma e a Ana, a fotógrafa, começamos a ficar cansados e de tempo em tempo alguém dormia uns dez minutos. E até aquele cansaço todo de todo mundo me incomodava também.
Fomos caminhar no corredor de novo e em algum momento, falei com a Paloma: vamos tentar fazer a meditação de novo? E lá fomos nós. Fiquei respirando e chamando o bebê em cima da banqueta de parto. Chorei e disse que não ia desistir, pensei no bebê, foquei mais uma vez na respiração e a coisa engrenou de novo.
No meio da tarde, as contrações começaram a ficar mais doloridas e eu sentia que o bebê estava descendo. Tava indo! Dei uma animada comecei a testar outras posições, vi que em pé as contrações viam melhor e fui sentindo a dor. E doía! E se eu me retraía, a Paloma falava: deixa vir. E eu comecei a deixar.Também comecei a soltar o grito, não tinha mais como conter, na verdade, eu precisa dele. A Paloma colocou um recado na porta pros vizinhos não se assustarem.
A noite foi chegando e as meninas saíram para comer alguma coisa aqui perto de casa, ficámos só eu e o Marco. Cochilamos um pouco, as contrações pararam um pouco quando eu sentava ou relaxava, depois conversamos, nem me lembro o quê, e começamos a ficar em pé pra ver se as contrações vinham. E elas vieram de novo com força, bem perto uma da outra. A parteira e a fotógrafa trouxeram comida japonesa pra gente, consegui comer um pouco e sentei na bola pra sentir as contrações. A parteira foi descansar e ficamos só nós na sala mais uma vez. A Ana tava quase dormindo também e eu ficava "vamos, gente, ânimo! vamos ter esse bebê, não desanima não". Andei, fiquei em pé, senti as dores. Fui percebendo a madrugada chegando e era como se o meu ânimo estivesse indo embora também.
Dia 27 de fevereiro, quinta-feira
Resolvemos ir pro meu quarto. A fotógrafa ficou descansando na sala, o Marco deitou na nossa bola e eu fiquei apoiada na bola com a Paloma nas minhas costas fazendo massagem. E ela dizia: "tenta relaxar, descansar". E eu: "não, eu quero ter esse bebê. Por que ele não tá vindo?". Comecei a me desconectar de novo, não sabia mais o que pensar. Ah, como eu queria ver aquele bebê! E foi aí que eu falei alto pra parteira o que eu não queria admitir: "Paloma, eu não tô conseguindo visualizar ele chegando, não consigo imaginar o expulsivo ou a gente nos hospital, não consigo ver ele nascendo!" A minha sensação é que aqueles momentos de dor e de tentar vencer alguma coisa que eu sequer sabia o que era não ia terminar nunca. Eu estava cansada, todos estavam cansados e naquele momento eu senti que estava tudo desaparecendo da minha frente.
Foi quando a temida conversa, por todo mundo que deseja e quer um parto humanizado em casa, aconteceu. Era hora de ir para o hospital. A minha primeira reação foi, obviamente, dizer não. "Não quero fazer outra cesárea, por que ele não nasce? Eu tô chamando, eu quero que ele venha, eu tô pronta". Conversamos eu, ela e o Marco e no meio de tudo aquilo, eu sabia que não ia ter volta. Pedi pra Paloma fazer mais um exame de toque e os 6/7cm ainda estavam intactos. Isso, é claro, me desanimou horrores e me fez admitir que era hora.
Demoramos um tempo para arrumar as coisas, ligar pro médico e lá fomos nós pro hospital umas 2h e meia da manhã. Foi um longo caminho e as contrações no carro estavam fortes, aproveitei e gritei horrores. Chegamos lá não tinha quarto, ainda tentei conversar com o médico sobre tentar induzir e essa parte ainda ficou meio confusa pra mim, até que eu mesma admiti meu cansaço e falei: tudo bem, vamos lá ter o bebê.
Fizemos todos os procedimentos, anestesia foi horrível e foi tudo tão rápido que quando eu percebi o médico já estava perguntando se ele poderia falar qual era o sexo do bebê ou eu queria descobrir sozinha (quando o pediatra trouxesse pra mim). Eu já tinha combinado com a Paloma que queria que ela falasse assim que ele ou ela nascesse. E foi ela mesmo quem disse primeiro, bem baixinho, enquanto fazia carinho na minha cabeça. "É um menino". Era o Francisco. E essa foi uma das maiores emoções da minha vida. Olhei pro Marco e ele chorava muito, feliz. Nos nossos olhos cansados estava a felicidade pura. Um menino.
Ainda que o parto não tenha sido do jeito que eu queria ou imaginava, aquele era o nascimento do meu filho. Foram nove meses de preparo, cuidado e transformação não somente para parir, mas para recebê-lo nos nossos braços. Para sermos cinco. Não sinto que eu fracassei em relação ao parto, é claro que fiquei triste por não ter parido em casa do jeito que eu tinha sonhado, mas eu tentei. Tentei com todas as minhas forças, tentei muito e não me arrependo. Tentei e mudei, aprendi tanto nessa jornada do parto humanizado, conheci pessoas maravilhosas, enxerguei o outro lado, me senti cheia de vida como grávida e como mãe, tive segurança nas minhas decisões. O mais importante é e sempre foi o Francisco. A gente não se torna mãe apenas quando dá a luz, ser mãe é um processo e é preciso entender isso. O parto é apenas a porta de entrada para um longo, desafiador e pleno caminho. E como estou feliz de fazer isso de novo e para sempre, com Maria, Bella e Francisco.
Preciso ser piegas e escrever mais um pouco:
Não tenho palavras para agradecer o apoio e o carinho da minha parteira, a Paloma, não apenas pelo suporte no dia do parto, mas por ter me ensinado tanto e mostrado diferentes direções durante esses quase nove meses de gestação e que ainda faz parte das nossas vidas. Foi muito bom ter você ao meu lado nesse caminho.
Também ficaremos eternamente agradecidos à Ana Paula por ter tido tanta paciência e por ter ido muito além das fotos no dia do parto, ela fez parte do processo todo e me deu apoio em vários momentos. Tão lindo ver alguém que trabalha com amor.
Obrigada aos meus pais por entenderem minha decisão de tentar um parto em casa e me apoiarem hoje e sempre, e me mostrar o que é o amor incondicional. Sem eles nada disso teria sentido.
Para o Marco, meu agradecimento todos os dias por fazer parte da minha vida, por eu ter tido a sorte de encontrar o amor da minha vida. Por ser meu parceiro e ter mudado junto comigo enquanto esperávamos Francisco. Obrigada por ter me dado a oportunidade de viver meu sonho, de ter uma família do jeito que eu queria, essa é nossa maior realização.
Durante toda a gravidez eu fiz o acompanhamento com o médico obstetra (primeiro um do plano de saúde, e depois um humanizado) e com a parteira. Amava minhas consultas com ela, afinal, não falávamos só do meu estado geral de saúde, mas trabalhávamos medos, relações, entrega e tudo mais que poderia influenciar meu parto. Foi mesmo um processo transformador durante toda a gravidez. E o trabalho de parto, ah, esse me marcou profundamente e confesso que até hoje estou tentando entender tudo o que aconteceu e me sinto grata pelo Francisco e por ele ter me ensinado tanto.
Quando eu fiz 37 semanas a ansiedade chegou. Como eu estava tendo contrações de treinamento há meses, pensei: "esse bebê não vai demorar pra chegar". A cada dia eu pensava: "será que é hoje?". Bem. trabalhei essa ansiedade com a parteira, fui fazer acupuntura e veio uma certa calma. Não existia controle, o jeito era esperar.
Dia 25 de fevereiro, terça-feira
No dia anterior, vieram os pródomos. Contrações de 10 em 10 minutos a tarde toda, mas depois de umas três horas, passou. Amanheceu o dia, e umas seis e pouco da manhã, levanto para fazer xixi e penso: "nossa, dormi tão bem essa noite, zero contração. É, hoje é que não vai ser". Na noite anterior, antes de dormir, rezei um pouco e pedi pra Deus me mandar um sinal de que estava chegando a hora. Meu maior medo era não perceber que o bebê estava chegando, não aproveitar o trabalho de parto. Rá, rá, rá, Tatiana.
Uma hora depois, sete e meia da manhã, acordo com um líquido escorrendo entre as pernas. "Marco, acorda! Minha bolsa estorou!". "Tem certeza?". "Tenho", disse, já levantando e vendo o líquido escorrer pelo chão. "Liga pra Paloma, então". Fui pro banheiro com o celular na mão, sentei na privada para deixar o resto do líquido escorrer e liguei pra parteira. Sabia que aquilo não queria dizer nada, bolsa rota não quer dizer que o bebê fosse chegar sequer naquele dia. Mas eu fiquei empolgada e feliz. Muito feliz porque estava perto de conhecer meu bebê.
Avisei quem tinha que avisar, meus pais, a fotógrafa e uma amiga que poderia vir ficar com as meninas, caso fosse preciso. Fui fazendo as coisas do dia, separando o material do parto e resolvi fazer uma malinha pro bebê, mas não a minha porque eu tinha certeza que não seria necessário. Meus pais chegaram e entraram no modo "arrumação" aqui em casa. E eu ia andando e o líquido descendo, toda hora alguém vinha com um pano para limpar o chão. E nada de contração. Depois do almoço, a minha parteira veio fazer um exame e viu que eu estava com 1 cm de dilatação e me disse uma coisa que ficou na minha cabeça depois que eu contei pra ela a história do sinal que eu tinha pedido: "eu queria entender uma coisa, por quê a pressa?". Eu fiquei brava com ela naquela hora, poxa, como assim, por quê a pressa? Eu quero conhecer meu bebê, oras, não posso querer que ele ou ela venham? O fato é que estava acontecendo.
Ela sugeriu que eu fizesse mais uma sessão de acupuntura para ajudar acelerar o processo, não queria muito fazer porque queria que fosse uma coisa mais natural, mas no fim decidi que não custava nada tentar. E conversamos sobre a coisa do risco de infecção que a bolsa rota traz, alguns médicos esperam apenas 12 horas, já vi gente esperar 10 dias, eu e o Marco estávamos decididos a esperar 48 horas. Saí para caminhar com ele pra ver se ajudava, fomos até a igrejinha que fica aqui perto de casa e rezei por mim, pelas meninas, pelo bebê. Queria abraçar aquilo tudo o que estava acontecendo, todas as mudanças que estavam por vir e queria que meu bebê chegasse bem ao mundo.
No fim da tarde: sessão de acupuntura. Saí de lá já com contrações, mas nada ritmado. Cheguei em casa, demos jantar pras meninas, meus pais e meu irmão estavam aqui, mas tudo o que eu queria era ficar um pouco quieta e sozinha. Eles foram embora, as meninas dormiram e eu e o Marco resolvemos deitar umas dez da noite porque não sabíamos o que poderia acontecer e poderíamos precisar do descanso. Meia-noite e meia senti uma contração bem forte, tão forte que não consegui reagir. Não sei se porque eu estava dormindo ou deitada, mas doeu muito. Esperei virem as próximas pra começar a marcar e elas estavam bem ritmadas e doloridas. Liguei pra parteira e pra fotógrafa e pedi pras duas virem porque tinha chegado a hora.
Elas chegaram e eu parei de marcar as contrações. Elas vinham, eu sentia, e pronto. A noite foi virando madrugada enquanto eles montavam a piscina na sala, eu respirava e fazia minhas caras feias quando as contrações vinham, e as meninas dormiam no quarto. Vomitei algumas vezes também.
Quando começou a amanhecer, fizemos um toque: 4 cm de dilatação. A Paloma sugeriu que eu tomasse um banho com o Marco para relaxar e pensar no que estava tardando o processo. E isso só desacelerou minhas contrações, que começaram a ficar irregulares de novo. Eu comecei a ficar ansiosa e frustrada, por que o trabalho de parto não avançava?
Dia 26 de fevereiro, quarta-feira
Amanheceu e eu liguei pros meus pais e pedi que eles buscassem as meninas. A ideia é que elas participassem do parto, mas na hora achei melhor elas ficarem brincando com os avós, não ia conseguir me concentrar com elas aqui.
A ordem dos acontecimentos fica um pouco embaçada na minha cabeça agora. Em algum momento, comecei a conversar com a Paloma sobre a perda do controle, desliguei o celular para não deixar a ansiedade da família inteira (que já sabia que eu estava em TP). saí para caminhar mais uma vez com o Marco, escutei música, fiz um relaxamento com ajuda da parteira e comecei a chamar pelo bebê.
Mais um toque 6/7 cm. Ufa. Finalmente, pude entrar na piscina. Assim que eu entrei, me bateu uma onda de alívio. Até que eu mesma percebi: para onde foram as contrações. Quinze minutos sem nada!
Então, bora sair da piscina. Na hora que eu ia levantar veio uma contração bem forte e eu senti o bebê descendo. Mas tudo tinha desacelerado de novo. Nãoooooooo! Almocei um sanduíche, cochilei um pouco. Nós quatro, eu, Marco, Paloma e a Ana, a fotógrafa, começamos a ficar cansados e de tempo em tempo alguém dormia uns dez minutos. E até aquele cansaço todo de todo mundo me incomodava também.
Fomos caminhar no corredor de novo e em algum momento, falei com a Paloma: vamos tentar fazer a meditação de novo? E lá fomos nós. Fiquei respirando e chamando o bebê em cima da banqueta de parto. Chorei e disse que não ia desistir, pensei no bebê, foquei mais uma vez na respiração e a coisa engrenou de novo.
No meio da tarde, as contrações começaram a ficar mais doloridas e eu sentia que o bebê estava descendo. Tava indo! Dei uma animada comecei a testar outras posições, vi que em pé as contrações viam melhor e fui sentindo a dor. E doía! E se eu me retraía, a Paloma falava: deixa vir. E eu comecei a deixar.Também comecei a soltar o grito, não tinha mais como conter, na verdade, eu precisa dele. A Paloma colocou um recado na porta pros vizinhos não se assustarem.
A noite foi chegando e as meninas saíram para comer alguma coisa aqui perto de casa, ficámos só eu e o Marco. Cochilamos um pouco, as contrações pararam um pouco quando eu sentava ou relaxava, depois conversamos, nem me lembro o quê, e começamos a ficar em pé pra ver se as contrações vinham. E elas vieram de novo com força, bem perto uma da outra. A parteira e a fotógrafa trouxeram comida japonesa pra gente, consegui comer um pouco e sentei na bola pra sentir as contrações. A parteira foi descansar e ficamos só nós na sala mais uma vez. A Ana tava quase dormindo também e eu ficava "vamos, gente, ânimo! vamos ter esse bebê, não desanima não". Andei, fiquei em pé, senti as dores. Fui percebendo a madrugada chegando e era como se o meu ânimo estivesse indo embora também.
Dia 27 de fevereiro, quinta-feira
Resolvemos ir pro meu quarto. A fotógrafa ficou descansando na sala, o Marco deitou na nossa bola e eu fiquei apoiada na bola com a Paloma nas minhas costas fazendo massagem. E ela dizia: "tenta relaxar, descansar". E eu: "não, eu quero ter esse bebê. Por que ele não tá vindo?". Comecei a me desconectar de novo, não sabia mais o que pensar. Ah, como eu queria ver aquele bebê! E foi aí que eu falei alto pra parteira o que eu não queria admitir: "Paloma, eu não tô conseguindo visualizar ele chegando, não consigo imaginar o expulsivo ou a gente nos hospital, não consigo ver ele nascendo!" A minha sensação é que aqueles momentos de dor e de tentar vencer alguma coisa que eu sequer sabia o que era não ia terminar nunca. Eu estava cansada, todos estavam cansados e naquele momento eu senti que estava tudo desaparecendo da minha frente.
Foi quando a temida conversa, por todo mundo que deseja e quer um parto humanizado em casa, aconteceu. Era hora de ir para o hospital. A minha primeira reação foi, obviamente, dizer não. "Não quero fazer outra cesárea, por que ele não nasce? Eu tô chamando, eu quero que ele venha, eu tô pronta". Conversamos eu, ela e o Marco e no meio de tudo aquilo, eu sabia que não ia ter volta. Pedi pra Paloma fazer mais um exame de toque e os 6/7cm ainda estavam intactos. Isso, é claro, me desanimou horrores e me fez admitir que era hora.
Demoramos um tempo para arrumar as coisas, ligar pro médico e lá fomos nós pro hospital umas 2h e meia da manhã. Foi um longo caminho e as contrações no carro estavam fortes, aproveitei e gritei horrores. Chegamos lá não tinha quarto, ainda tentei conversar com o médico sobre tentar induzir e essa parte ainda ficou meio confusa pra mim, até que eu mesma admiti meu cansaço e falei: tudo bem, vamos lá ter o bebê.
Fizemos todos os procedimentos, anestesia foi horrível e foi tudo tão rápido que quando eu percebi o médico já estava perguntando se ele poderia falar qual era o sexo do bebê ou eu queria descobrir sozinha (quando o pediatra trouxesse pra mim). Eu já tinha combinado com a Paloma que queria que ela falasse assim que ele ou ela nascesse. E foi ela mesmo quem disse primeiro, bem baixinho, enquanto fazia carinho na minha cabeça. "É um menino". Era o Francisco. E essa foi uma das maiores emoções da minha vida. Olhei pro Marco e ele chorava muito, feliz. Nos nossos olhos cansados estava a felicidade pura. Um menino.
Ainda que o parto não tenha sido do jeito que eu queria ou imaginava, aquele era o nascimento do meu filho. Foram nove meses de preparo, cuidado e transformação não somente para parir, mas para recebê-lo nos nossos braços. Para sermos cinco. Não sinto que eu fracassei em relação ao parto, é claro que fiquei triste por não ter parido em casa do jeito que eu tinha sonhado, mas eu tentei. Tentei com todas as minhas forças, tentei muito e não me arrependo. Tentei e mudei, aprendi tanto nessa jornada do parto humanizado, conheci pessoas maravilhosas, enxerguei o outro lado, me senti cheia de vida como grávida e como mãe, tive segurança nas minhas decisões. O mais importante é e sempre foi o Francisco. A gente não se torna mãe apenas quando dá a luz, ser mãe é um processo e é preciso entender isso. O parto é apenas a porta de entrada para um longo, desafiador e pleno caminho. E como estou feliz de fazer isso de novo e para sempre, com Maria, Bella e Francisco.
Preciso ser piegas e escrever mais um pouco:
Não tenho palavras para agradecer o apoio e o carinho da minha parteira, a Paloma, não apenas pelo suporte no dia do parto, mas por ter me ensinado tanto e mostrado diferentes direções durante esses quase nove meses de gestação e que ainda faz parte das nossas vidas. Foi muito bom ter você ao meu lado nesse caminho.
Também ficaremos eternamente agradecidos à Ana Paula por ter tido tanta paciência e por ter ido muito além das fotos no dia do parto, ela fez parte do processo todo e me deu apoio em vários momentos. Tão lindo ver alguém que trabalha com amor.
Obrigada aos meus pais por entenderem minha decisão de tentar um parto em casa e me apoiarem hoje e sempre, e me mostrar o que é o amor incondicional. Sem eles nada disso teria sentido.
Para o Marco, meu agradecimento todos os dias por fazer parte da minha vida, por eu ter tido a sorte de encontrar o amor da minha vida. Por ser meu parceiro e ter mudado junto comigo enquanto esperávamos Francisco. Obrigada por ter me dado a oportunidade de viver meu sonho, de ter uma família do jeito que eu queria, essa é nossa maior realização.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Nasceu!
Para quem ainda não viu no instagram ou no facebook...
Nasceu Francisco. É um menino, gente!
Ele chegou na madrugada do dia 27 de fevereiro com 3,450 kg e 49 cm, em uma cesárea de emergência, depois de dois longos e intensos dias de trabalho de parto e bolsa rota.
Olá, mundo!
Hoje, Francisco completa uma semana e estamos completamente apaixonados por ele, Maria e Isabella em especial. Ainda estamos nos adaptando à rotina com três em casa, mas em breve chego aqui para escrever e contar como ele veio ao mundo.
Primeiro encontro dos três
Saída da maternidade
Maria e Francisco
Bella e Francisco
Francisco é um glutão, ama mamar e é muito paparicado pelas irmãs. E vamos escrever mais um capítulo novo nessa história. Por enquanto, o mundo continua instantâneo pra gente no instagram @familiamoderna, sigam-nos
Nasceu Francisco. É um menino, gente!
Ele chegou na madrugada do dia 27 de fevereiro com 3,450 kg e 49 cm, em uma cesárea de emergência, depois de dois longos e intensos dias de trabalho de parto e bolsa rota.
Olá, mundo!
Hoje, Francisco completa uma semana e estamos completamente apaixonados por ele, Maria e Isabella em especial. Ainda estamos nos adaptando à rotina com três em casa, mas em breve chego aqui para escrever e contar como ele veio ao mundo.
Primeiro encontro dos três
Saída da maternidade
Maria e Francisco
Bella e Francisco
Francisco é um glutão, ama mamar e é muito paparicado pelas irmãs. E vamos escrever mais um capítulo novo nessa história. Por enquanto, o mundo continua instantâneo pra gente no instagram @familiamoderna, sigam-nos
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
A espera de um bebê
Eu já escrevi isso aqui no blog, mas preciso ser repetitiva: essa gravidez tem sido transformadora pra mim. Assim como o nascimento das meninas, mas no caso delas de uma forma muito menos consciente, esta foi uma oportunidade de superar medos, rever conceitos, superar e me descobrir de novo. Nem acabou ainda e já sinto falta, mas tenho certeza que o bebê vai continuar me ensinando muito, assim como as irmãs. Pois bem, chegaram as últimas semanas da gravidez e com ela veio a ansiedade. O desejo de ver o bebê bateu forte, claro, é quase fisiológico e completamente normal sentir isso. Mas como lidar com isso? Na minha primeira gravidez não senti isso porque as meninas nasceram com 34 semanas, então foi algo totalmente novo.
Isso xadrex é minha barriga ;)
No começo da semana, eu comecei a sentir contrações ritmadas, 10 em 10 minutos. Pensei: "eba, será que o bebê já vem?". Mas sabia que provavelmente eram os tais dos pródomos. Mandei mensagem pro médico, doula, avisei marido e ainda liguei pro meu pai pra ele comprar uma última coisa da lista que estavam faltando. Meninas estavam dormindo, então, fui arrumar as gavetas da cômoda do bebê para não ficar pensando no assunto. Depois elas acordaram, recebemos uma visita e no fim da tarde as contrações já tinham passado. Ahhhhhhh. Mas o ciclo da ansiedade já tinha se instalado. Família ficou em polvorosa e eu e o Marco ficamos com aquele pensamento: será que é amanhã? Podia, mas também pode ser na semana que vem ou na outra ainda. Não há controle, minha gente! Mas não interessa, a ansiedade bateu forte e tinha vindo pra ficar.
Então, teve que rolar um processo. Não queria fazer mais nada, manter compromissos, fazer coisas, só esperar o bebê. e isso não estava dando certo Conversei com a minha doula e com o Marco e, comecei a ver as coisas de modo diferente. A primeira coisa foi perceber que são raríssimos os casos em que o bebê nasce com menos de 40 semanas (leia-se: de parto normal). Me apeguei, de novo, ao lema "vivendo um dia de cada vez", fui fazer uma sessão de acupuntura para melhorar as dores no ciático e marcar um encontro com os amiguinhos das meninas. Coloquei na minha cabeça um novo prazo, perto da minha lua, e se não tiver chego até lá, crio um novo prazo. E, milagrosamente, parei de acordar e pensar: "será que vai ser hoje?". Fui fazendo essas pequenas coisas e consegui me libertar. Pode parecer simples mas não é, pode parecer difícil, mas é totalmente possível. E lá fui eu aprendendo mais uma vez.
Isso xadrex é minha barriga ;)
No começo da semana, eu comecei a sentir contrações ritmadas, 10 em 10 minutos. Pensei: "eba, será que o bebê já vem?". Mas sabia que provavelmente eram os tais dos pródomos. Mandei mensagem pro médico, doula, avisei marido e ainda liguei pro meu pai pra ele comprar uma última coisa da lista que estavam faltando. Meninas estavam dormindo, então, fui arrumar as gavetas da cômoda do bebê para não ficar pensando no assunto. Depois elas acordaram, recebemos uma visita e no fim da tarde as contrações já tinham passado. Ahhhhhhh. Mas o ciclo da ansiedade já tinha se instalado. Família ficou em polvorosa e eu e o Marco ficamos com aquele pensamento: será que é amanhã? Podia, mas também pode ser na semana que vem ou na outra ainda. Não há controle, minha gente! Mas não interessa, a ansiedade bateu forte e tinha vindo pra ficar.
Então, teve que rolar um processo. Não queria fazer mais nada, manter compromissos, fazer coisas, só esperar o bebê. e isso não estava dando certo Conversei com a minha doula e com o Marco e, comecei a ver as coisas de modo diferente. A primeira coisa foi perceber que são raríssimos os casos em que o bebê nasce com menos de 40 semanas (leia-se: de parto normal). Me apeguei, de novo, ao lema "vivendo um dia de cada vez", fui fazer uma sessão de acupuntura para melhorar as dores no ciático e marcar um encontro com os amiguinhos das meninas. Coloquei na minha cabeça um novo prazo, perto da minha lua, e se não tiver chego até lá, crio um novo prazo. E, milagrosamente, parei de acordar e pensar: "será que vai ser hoje?". Fui fazendo essas pequenas coisas e consegui me libertar. Pode parecer simples mas não é, pode parecer difícil, mas é totalmente possível. E lá fui eu aprendendo mais uma vez.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Bella e Maria, seus maravilhosos dois e a transformação em três
Estamos aqui em plena expectativa para uma grande mudança em nas nossas vidas e preciso dar uma pausa no movimento "vem, bebê número 3" para escrever um pouco sobre essa fase da Maria e da Bella. E que fase delícia! Enquanto eu escrevo este post, por exemplo, as duas estão aqui no sofá vendo o "tador" comigo e tentando colocar qualquer dedinho na tela e/ou teclado. Como eu consigo explicar pras duas que tudo o que eu quero é deixar registrado esses dias que estamos passando juntas, todas as palavras e frases formadas que às vezes até pra mim é difícil entender, como é bom ver as duas brincando juntas, as risadas, os repentinos "comentários" no meio das nossas conversas, interações que até pouco tempo não existiam. Ontem coloquei as duas para dormir a soneca da tarde, cada uma deitou na sua cama, eu sentada em uma cadeirinha no meio cantando o pai-nosso para as duas adormecerem e mais uma vez, disse "obrigada, obrigada, obrigada, mil vezes obrigada" e chorei um pouquinho de felicidade.
É claro que dois anos, como toda fase, tem seus desafios, mas como é bom também esse interação e a descoberta de duas personalidades se formando e se expressando. Pois bem, antes do seu irmão ou irmã nascer, Maria e Bella, preciso dizer o quanto esses dois anos e um mês foram maravilhosos e surreais na minha vida. Aproveitamos muito e tudo, todos os dias juntas e que sorte a minha! Escrevo isso e as lágrimas não param de escorrer no meu rosto, porque realmente me sinto privilegiada e tão feliz de ter vocês. Bella e seu jeito carinhoso e delicadinho, como eu gosto quando você faz aquela carinha de pidona e diz "mãaaae". Maria super animada e com vontade de tudo, que agora só sabe falar em frases completas, que parecem sair com um esforço enorme da boca. Todos os carinhos, abraços, beijos e pedidos de colo.
Em breve teremos mais um bebê para participar dos nossos dias, do café da manhã, das brincadeiras, das idas ao parquinho e do nosso caos também. Não posso deixar de pensar que as coisas vão mudar e senti, nessas últimas semanas, que estávamos nos despedindo um pouco de uma fase e nos preparando para a próxima de uma forma leve e muitos bons momentos. Como uma boa grávida, uma série de sentimentos transbordam de mim, ansiedade, felicidade, medinho, tudo misturado. E sabe o que? Vou deixar eles chegarem e transbordar. Que venham as cenas do próximo capítulo.
É claro que dois anos, como toda fase, tem seus desafios, mas como é bom também esse interação e a descoberta de duas personalidades se formando e se expressando. Pois bem, antes do seu irmão ou irmã nascer, Maria e Bella, preciso dizer o quanto esses dois anos e um mês foram maravilhosos e surreais na minha vida. Aproveitamos muito e tudo, todos os dias juntas e que sorte a minha! Escrevo isso e as lágrimas não param de escorrer no meu rosto, porque realmente me sinto privilegiada e tão feliz de ter vocês. Bella e seu jeito carinhoso e delicadinho, como eu gosto quando você faz aquela carinha de pidona e diz "mãaaae". Maria super animada e com vontade de tudo, que agora só sabe falar em frases completas, que parecem sair com um esforço enorme da boca. Todos os carinhos, abraços, beijos e pedidos de colo.
Em breve teremos mais um bebê para participar dos nossos dias, do café da manhã, das brincadeiras, das idas ao parquinho e do nosso caos também. Não posso deixar de pensar que as coisas vão mudar e senti, nessas últimas semanas, que estávamos nos despedindo um pouco de uma fase e nos preparando para a próxima de uma forma leve e muitos bons momentos. Como uma boa grávida, uma série de sentimentos transbordam de mim, ansiedade, felicidade, medinho, tudo misturado. E sabe o que? Vou deixar eles chegarem e transbordar. Que venham as cenas do próximo capítulo.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Contagem Materna - 36 semanas e 5 dias
Não, não tive bebê ainda! Estamos aqui, minha gente, firmes e fortes! Como diz o marido, nunca estivemos tão perto de conhecer nosso bebê, mas não tão perto assim porque ainda podemos chegar até 42 semanas. Por isso, segura a ansiedade e a curiosidade. Entre as novidades: estamos, finalmente, preparando nosso ninho, não apenas emocionalmente como eu disse na última contagem materna, mas com coisas práticas tipo lavando roupinhas e arrumando finalmente o quarto. Aleluia! Confesso que tenho tido todos aqueles clichês de reta final de gravidez: fiquei bem ansiosa na semana passada, querendo que chegasse logo, mas consegui reverter focando em outras coisas como na loja, por exemplo, e a vida me deu uma rasterinha boa que conto aí embaixo. Também tenho tido vontade de ficar quietinha, só em casa, nem vontade de escrever ou conversar, aquela coisa mesmo de preparar o ninho (olha ele aí de novo), vide a aparição mínima neste blog.
Pois bem, a minha ansiedade foi embora na semana passada porque a Maria pegou uma virose com febre e aftas na boca e foi um desafio pra gente. Acho que ela nunca tinha ficado tão mal por causa dessas coisas, foi muito chororô, o dia todo, nem me lembrava mais o que era isso. Depois ela teve uma crise alérgica que até hoje a gente não sabe o que foi, mas saímos pra passear debaixo do prédio e ela voltou toda vermelha e cheia de manchas na pele. A Bella teve febre por uns dois dias e depois passou. Ainda bem. Mas pensem no sufoco, bebê número três ficou de lado totalmente.
Agora, com as duas boas novamente, entramos no modo "ação". Estamos tentando organizar a casa e comprar as últimas coisas que faltam, porque a partir de sábado, tá valendo, né? Ainda que a gente saiba que não existe controle de nada, vide meninas doentes a essa altura do campeonato. E, sim, é ele ou ela é quem vai decidir a hora de nascer. Agora pelo menos posso ficar mais tranquila quando sentir minhas contrações de treinamento, sem ter que me preocupar em repousar tanto, ainda que eu mereça o descanso. Dá pra entender? É tipo isso, sem muito sentindo, assim é uma gravidez normal.
O fato é que estamos nos preparando, mas ao mesmo tempo nos deixando levar. Como eu também já disse antes, tenho aprendido muito sobre mim mesma nessa gestação, uma transformação constante. E a coisa de "não ter controle" bateu forte nesses últimos dias, por isso estou tentando viver um dia de cada vez. Sem ficar pensando no que vai ser ou como vai ser. É claro que eu tenho expectativas, penso no parto, no bebê, mas tenho aprendido a não deixar a ansiedade tomar conta sempre. Só de vez em quando. E assim a gente vai chegando lá.
Ah, sim! Só para deixar todo mundo mais curioso: já decidimos o nome, caso seja menina ou menino, mas obviamente só vamos revelar no dia, até por quê podemos mudar de ideia na hora. Veremos.
Para acompanhar mais a gente de perto já que o blog tá meio parado, corre lá no instagram @familiamoderna
Pois bem, a minha ansiedade foi embora na semana passada porque a Maria pegou uma virose com febre e aftas na boca e foi um desafio pra gente. Acho que ela nunca tinha ficado tão mal por causa dessas coisas, foi muito chororô, o dia todo, nem me lembrava mais o que era isso. Depois ela teve uma crise alérgica que até hoje a gente não sabe o que foi, mas saímos pra passear debaixo do prédio e ela voltou toda vermelha e cheia de manchas na pele. A Bella teve febre por uns dois dias e depois passou. Ainda bem. Mas pensem no sufoco, bebê número três ficou de lado totalmente.
Agora, com as duas boas novamente, entramos no modo "ação". Estamos tentando organizar a casa e comprar as últimas coisas que faltam, porque a partir de sábado, tá valendo, né? Ainda que a gente saiba que não existe controle de nada, vide meninas doentes a essa altura do campeonato. E, sim, é ele ou ela é quem vai decidir a hora de nascer. Agora pelo menos posso ficar mais tranquila quando sentir minhas contrações de treinamento, sem ter que me preocupar em repousar tanto, ainda que eu mereça o descanso. Dá pra entender? É tipo isso, sem muito sentindo, assim é uma gravidez normal.
O fato é que estamos nos preparando, mas ao mesmo tempo nos deixando levar. Como eu também já disse antes, tenho aprendido muito sobre mim mesma nessa gestação, uma transformação constante. E a coisa de "não ter controle" bateu forte nesses últimos dias, por isso estou tentando viver um dia de cada vez. Sem ficar pensando no que vai ser ou como vai ser. É claro que eu tenho expectativas, penso no parto, no bebê, mas tenho aprendido a não deixar a ansiedade tomar conta sempre. Só de vez em quando. E assim a gente vai chegando lá.
Ah, sim! Só para deixar todo mundo mais curioso: já decidimos o nome, caso seja menina ou menino, mas obviamente só vamos revelar no dia, até por quê podemos mudar de ideia na hora. Veremos.
Para acompanhar mais a gente de perto já que o blog tá meio parado, corre lá no instagram @familiamoderna
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Chá de Bebê Star Wars - Uma festa faça você mesmo de novo
Fizemos um pequeno chá de fraldas há umas duas semanas atrás para aproveitar o aniversário do Marco. Já estava bem cansada no auge das minhas 33/34 semanas, mas respirei fundo e pensei: "vamos lá, último evento antes do bebê nascer, vai ser bom juntar alguns amigos e fazer aquela festa de quintal que a gente gosta". Então, tentamos manter as coisas simples e contamos de novo com a super ajuda dos meus pais. Fiz um mesa de comida, outra de doces, brinquedos para as crianças e foi super divertido. Ah, sim! Tinha que ter um tema e como foi a comemoração do marido também, como não escolher "Star Wars"? Darth Vader nosso amigo tinha que estar presente. No fim, não consegui tirar tantas fotos quanto eu gostaria, porque esqueci mesmo na hora da festa, mas aí vai um pouco do que a gente aprontou:
A atração da festa foi um cartaz que a gente bolou pedindo pros convidados votarem e tentarem adivinhar o sexo do bebê. É claro que o Luke ganhou disparado, né?
Votação nada acirrada
Mesa decorada com os doces. Na esquerda, bolinhos de beterraba para crianças e biscoitos amanteigados
Bobba Fett e Darth Vader cuidaram muito bem dos doces
Esse mural de papel crepom eu fiz inspirado nesse aqui e foi super fácil!
Nós cinco
Imprimimos uns cartazes com quadrinhos dos livros Darth Vader and Son e Vader´s Little Princess, favoritos aqui em casa
Balões grudados no teto para enfeitar. Minha ideia era encher o teto de balões, mas ventou muito no dia e não deu certo
Mais detalhes da mesa
Sanduíches, saladas e frutas picadas foi o que a gente serviu
Figo com presunto parma (um dos meus desejos de gravidez) e saladinha de tomate que sempre faz sucesso entre as crianças
Marco e Maria
Inseparáveis Maria e Benjoca
Batendo papo
Bella fazendo pose. Fiz esses bodieas pras duas de última hora e hoje em dia elas adoraram!
A cara da Bella com pânico da tocha do parabéns, confesso que eu fiquei com medo de pegar no papel crepom!
Festa agora só ano que vem, pleople!
A atração da festa foi um cartaz que a gente bolou pedindo pros convidados votarem e tentarem adivinhar o sexo do bebê. É claro que o Luke ganhou disparado, né?
Votação nada acirrada
Mesa decorada com os doces. Na esquerda, bolinhos de beterraba para crianças e biscoitos amanteigados
Bobba Fett e Darth Vader cuidaram muito bem dos doces
Esse mural de papel crepom eu fiz inspirado nesse aqui e foi super fácil!
Nós cinco
Imprimimos uns cartazes com quadrinhos dos livros Darth Vader and Son e Vader´s Little Princess, favoritos aqui em casa
Balões grudados no teto para enfeitar. Minha ideia era encher o teto de balões, mas ventou muito no dia e não deu certo
Mais detalhes da mesa
Sanduíches, saladas e frutas picadas foi o que a gente serviu
Figo com presunto parma (um dos meus desejos de gravidez) e saladinha de tomate que sempre faz sucesso entre as crianças
Marco e Maria
Inseparáveis Maria e Benjoca
Batendo papo
Bella fazendo pose. Fiz esses bodieas pras duas de última hora e hoje em dia elas adoraram!
A cara da Bella com pânico da tocha do parabéns, confesso que eu fiquei com medo de pegar no papel crepom!
Festa agora só ano que vem, pleople!
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Contrações de treinamento - o quê, onde, quando, como?
Outro dia postei no instagram (@familiamoderna) perguntando pra todo mundo quem gostava ou não gostava, sentia, sabia, ou queria saber sobre contrações de treinamento e recebi dezenas de respostas diferentes, obviamente. Tinha gente que gostava (como eu), outras que não gostavam e até aquelas que nunca tinham sentido. Eis que resolvi escrever um post sobre isso já que ficam dúvidas e questionamentos no ar quando o assunto são as contrações. Mas a única forma que eu posso comentar sobre isso é contar a minha experiência, afinal, não sou médica nem especialista, mas sou grávida e estou sentindo várias por dia. Também tenho estudo muito sobre o assunto, adorando descobrir e ver o meu corpo trabalhar para o parto. Então, vamos lá:
O quê - O útero contrai e a barriga fica dura. Pode acontecer em diferentes horas do dia e diversas formas. Pode ser quando a bexiga está cheia, você levanta ou muda de posição muito rápido, caminha, anda, respira, basicamente isso. E, sim, elas são normais e não precisam de remédio. Segundo Michel Odent, no livro Renascimento do Parto: "O útero é um músculo e não um receptáculo inerte. As contrações exercitam e fortalecem os músculos uterinos e podem propiciar o estímulo que o bebê necessita". Então, vamos ver pelo lado positivo: seu corpo está se preparando pro parto. Geralmente, essas contrações são espaçadas, ou seja, não são regulares (acontecem de 5 em 5 minutos, por exemplo), elas vão aparecendo ao longo do dia. E já no final da gravidez elas podem se tornar doloridas, seguidas de uma cólica muito parecida com a menstrual. Agora, se elas forem muito perto uma da outras, de 3 a 5 minutos, por exemplo, e mais doloridas, avise para seu médico e repouso!
Eu tive dois episódios de contrações mais fortes. A última na semana passada. As contrações não estavam regulares, mas vinham bem perto uma da outra e eram bem doloridas. Repouso e muita água na hora, fui examinada e nada de dilatação. Ufa. Confesso que fiquei com medo de um parto pré-maturo e por isso estou seguindo as recomendações médicas, mais repouso, menos afazeres doméstico (leia-se lavar várias pias de louça por dia e passar vassoura constantemente ou pegar as meninas no colo, o que me deixa de coração apertado, de fato). Dei uma parada e no mesmo dia melhorou. Ufa! Mas não estou tomando remédio algum, apenas descanso.
Pés pra cima e conhecimento: duas bases para uma gravidez tranquila
Onde - Obviamente, no útero, ué! Eu acho engraçado é que dá pra gente não só sentir o útero contraindo, mas se você sentir a sua barriga ficar dura e colocar as duas mãos (uma de cada lado) na parte baixa da barriga vai sentir o útero contraindo, literalmente fazendo força e é basicamente isso, minha gente. Sinta seu corpo, deixe a contração vir, tudo faz parte de uma ciência mágica e natural que vai te preparar para receber seu bebê, ponto final. Entre os especialistas humanizados, inclusive o Michel Odent, muito se discute sobre como os médicos hoje em dia dão remédios para "parar" essas contrações que fazem parte do processo e servem para ajudar você a dar a luz ao seu bebê, nada mais que isso.
Quando - As mulheres começam a sentir essas contrações de treinamento a partir das 20 semanas de gestação. Muitas sentem apenas no final, outras sequer percebem que estão sentindo contrações.A partir das 30 semanas eu comecei a sentir bastante e elas ficaram mais doloridas.
Como - É claro que se elas ficarem muito doloridas e perto uma da outra, é sinal de que você precisa de repouso, dar uma parada agora resquisitada pelo seu corpo. Mas pense como uma forma de escutar o corpo e deixar o bebê se preparar. Como saber se uma contração é verdadeira e outra de treinamento? Como dizem os médicos, "você vai saber", ou seja elas vão ser bem doloridas.
Além das contrações de treinamento, ainda exista mais um termo que serve como um aviso final para o trabalho de parto, os pródomos são contrações irregulares mais constantes que vem e vão e são o início do trabalho de parto, podem durar dias ou horas apenas.
Minha experiência 1 e 2 - Não é preciso ter medo das contrações, mas pensar justamente por esse lado positivo, é seu corpo em treinamento. Acho que tudo depende da confiança da mãe, a informação que você tem e, claro, da equipe que te acompanha no pré-natal. Outro dia eu estava na fila dos Correios e uma outra gestante que estava do meu lado começou a contar pra todo mundo da fila que tinha sentindo contrações e estava tomando remédios para parar "Um horror, se eu sentir qualquer outra, meu médico disse que eu tenho que ir correndo pro hospital". Eu não disse nada, apenas consenti, mas fiquei pensando que pena que o médico dela não explicou a situação e trata um fenômeno natural como preocupante. Não sei da situação real dela, mas vejo isso acontecendo com muita gente. Médicos que tratam a gravidez como uma doença e não como algo real. Eu digo isso porque na gravidez das meninas senti contrações, o que eu descrevia pra minha médica como "barriga dura" e ela sequer me explicava o que era aquilo, só que era preocupante, "Corre pro consultório agora", me enchia de remédios e nóias na cabeça de uma mãe de primeira viagem, tive até uma internação, que olhando pra atrás acho que foi totalmente desnecessária. É claro que eram duas, mas acho que poderia ser tratado de outra forma. Como eu disse, eu agora tive dois episódios de contrações fortes, muito mais do que na época das meninas, e tratei de forma completamente diferente e fui tratada por quem me atende também. Informem-se porque a melhor coisa de ser uma família moderna nos tempos modernos é ter acesso ao conhecimento e poder fazer escolhas conscientes.
E vocês? Já sentiram as contrações de treinamento? Gostam ou não gostam? Nunca sentiram. Compartilhem também.
O quê - O útero contrai e a barriga fica dura. Pode acontecer em diferentes horas do dia e diversas formas. Pode ser quando a bexiga está cheia, você levanta ou muda de posição muito rápido, caminha, anda, respira, basicamente isso. E, sim, elas são normais e não precisam de remédio. Segundo Michel Odent, no livro Renascimento do Parto: "O útero é um músculo e não um receptáculo inerte. As contrações exercitam e fortalecem os músculos uterinos e podem propiciar o estímulo que o bebê necessita". Então, vamos ver pelo lado positivo: seu corpo está se preparando pro parto. Geralmente, essas contrações são espaçadas, ou seja, não são regulares (acontecem de 5 em 5 minutos, por exemplo), elas vão aparecendo ao longo do dia. E já no final da gravidez elas podem se tornar doloridas, seguidas de uma cólica muito parecida com a menstrual. Agora, se elas forem muito perto uma da outras, de 3 a 5 minutos, por exemplo, e mais doloridas, avise para seu médico e repouso!
Eu tive dois episódios de contrações mais fortes. A última na semana passada. As contrações não estavam regulares, mas vinham bem perto uma da outra e eram bem doloridas. Repouso e muita água na hora, fui examinada e nada de dilatação. Ufa. Confesso que fiquei com medo de um parto pré-maturo e por isso estou seguindo as recomendações médicas, mais repouso, menos afazeres doméstico (leia-se lavar várias pias de louça por dia e passar vassoura constantemente ou pegar as meninas no colo, o que me deixa de coração apertado, de fato). Dei uma parada e no mesmo dia melhorou. Ufa! Mas não estou tomando remédio algum, apenas descanso.
Pés pra cima e conhecimento: duas bases para uma gravidez tranquila
Onde - Obviamente, no útero, ué! Eu acho engraçado é que dá pra gente não só sentir o útero contraindo, mas se você sentir a sua barriga ficar dura e colocar as duas mãos (uma de cada lado) na parte baixa da barriga vai sentir o útero contraindo, literalmente fazendo força e é basicamente isso, minha gente. Sinta seu corpo, deixe a contração vir, tudo faz parte de uma ciência mágica e natural que vai te preparar para receber seu bebê, ponto final. Entre os especialistas humanizados, inclusive o Michel Odent, muito se discute sobre como os médicos hoje em dia dão remédios para "parar" essas contrações que fazem parte do processo e servem para ajudar você a dar a luz ao seu bebê, nada mais que isso.
Quando - As mulheres começam a sentir essas contrações de treinamento a partir das 20 semanas de gestação. Muitas sentem apenas no final, outras sequer percebem que estão sentindo contrações.A partir das 30 semanas eu comecei a sentir bastante e elas ficaram mais doloridas.
Como - É claro que se elas ficarem muito doloridas e perto uma da outra, é sinal de que você precisa de repouso, dar uma parada agora resquisitada pelo seu corpo. Mas pense como uma forma de escutar o corpo e deixar o bebê se preparar. Como saber se uma contração é verdadeira e outra de treinamento? Como dizem os médicos, "você vai saber", ou seja elas vão ser bem doloridas.
Além das contrações de treinamento, ainda exista mais um termo que serve como um aviso final para o trabalho de parto, os pródomos são contrações irregulares mais constantes que vem e vão e são o início do trabalho de parto, podem durar dias ou horas apenas.
Minha experiência 1 e 2 - Não é preciso ter medo das contrações, mas pensar justamente por esse lado positivo, é seu corpo em treinamento. Acho que tudo depende da confiança da mãe, a informação que você tem e, claro, da equipe que te acompanha no pré-natal. Outro dia eu estava na fila dos Correios e uma outra gestante que estava do meu lado começou a contar pra todo mundo da fila que tinha sentindo contrações e estava tomando remédios para parar "Um horror, se eu sentir qualquer outra, meu médico disse que eu tenho que ir correndo pro hospital". Eu não disse nada, apenas consenti, mas fiquei pensando que pena que o médico dela não explicou a situação e trata um fenômeno natural como preocupante. Não sei da situação real dela, mas vejo isso acontecendo com muita gente. Médicos que tratam a gravidez como uma doença e não como algo real. Eu digo isso porque na gravidez das meninas senti contrações, o que eu descrevia pra minha médica como "barriga dura" e ela sequer me explicava o que era aquilo, só que era preocupante, "Corre pro consultório agora", me enchia de remédios e nóias na cabeça de uma mãe de primeira viagem, tive até uma internação, que olhando pra atrás acho que foi totalmente desnecessária. É claro que eram duas, mas acho que poderia ser tratado de outra forma. Como eu disse, eu agora tive dois episódios de contrações fortes, muito mais do que na época das meninas, e tratei de forma completamente diferente e fui tratada por quem me atende também. Informem-se porque a melhor coisa de ser uma família moderna nos tempos modernos é ter acesso ao conhecimento e poder fazer escolhas conscientes.
E vocês? Já sentiram as contrações de treinamento? Gostam ou não gostam? Nunca sentiram. Compartilhem também.
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