segunda-feira, 29 de abril de 2013

Rio de janeiro, Rio de Janeiro

As férias do Marco estão acabando, gente! Já acordei hoje meio agoniada, coração apertado, mas rapidinho entrei na rotina e no modo: vamos aproveitar e resolver tudo que tem pra resolver. Para continuar com o clima de despedida das férias, vamos de Rio de Janeiro.

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Nós na versão praia
Ficamos uma semana no Rio para curtir um pouco a folga e foi ótimo. Como essa foi a terceira viagem da Maria e da Bella já ficamos craques no esquema avião e como carregar um milhão de coisas, então foi tranquilo. Aproveitei muito a casa da minha avó, meus tios e meus primos, fomos na praia, fizemos passeios e ainda deu tempo de encontrar velhas amigas. Tivemos dias de chuva e sol, e recorremos ao bom e velho shopping nos dias nublados. Só achei o trânsito do Rio caótico e como ficamos na Barra foi meio trampo ir até a Zona Sul.

Esta foi a primeira vez das meninas na praia! Como boa mãe de gêmeos é preciso saber que: nem sempre as duas vão curtir o mesmo passeio. O velho são idênticas, mas não são iguais. Maria amou o mar e já foi correndo pra cima da onda. Isabella detestou a água e as ondas, chorou assim que a gente colocou ela na água. Pode? Coisa da vida de múltiplos. Mas no fim, ela já estava curtindo muito. A pessoa que menos gostou da praia foi o Marco que ficou agoniado com a quantidade de areia ingerida pelas meninas. Pode? Então...

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Primeiro encontro da Maria com o mar junto com a minha tia amada

IMG_4350 Maria, a menina da praia

IMG_4376 Isabella na coragem com papai

IMG_4404 Primeiro encontro da Bella com o mar

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Maria e minha tia Wania

IMG_4433 Piscina de plástico: item essencial da bolsa de praia dos bebês

IMG_4448 Biscoito globo com areia. Delícia!

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Marcelo: meu primo e salvador de bebês

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Bella sem maiô e curtindo a praia com a dinda Iky

Um dos melhores passeios foi na Urca e na Praia vermelha, lugar onde eu vivi o início da minha adolescência. E foi lá que reencontrei duas amigas que fiz na época e que continuam na minha vida até hoje. E a gente foi no bondinho do Pão de Açúcar! Marco ainda não tinha ido.

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Foto tirada por uma turista fofa

IMG_4516 Esse carrinho vai para todos lugares, vamos combinar.

IMG_4552 Almoço no clube, e essa vista?

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Suco de manga no Morro

Maria e Isabella tambpem comeram muito a comida da Bisa, se encheram de frutas e biscoito Globo. Elas se acostumaram rápido a domir no berço e foi mais fácil adaptar a rotina das duas. Ainda que ficar na casa da minha avó era meio tenso porque a gente tinha que ficar dizendo "não" o tempo todo, mas depois de uns três dias elas já estavam começando a saber os limites. Tem gente que fala que essa fase é a mais difícil, mas estou achando melhor porque elas entendem muito bem o que a gente quer dizer e estão começando a compreender que existem coisas que "pode" e outras que "não pode". Acho que a parte mais estressante foi entre o engatinhar e o andar, agora aproveitamos essa liberdade delas andarem, no lugar de ficar correndo atrás o tempo todo.

IMG_4499 Comendo banana tirada direto da fruteira da bisa

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Piscina na varanda e música com a avó

Desta vez levamos os dois berços desmontáveis também e foi ótimo! Também foi a primeira vez que colocamos as duas nos carrinhos de shopping e deixamos elas brincarem nesses espaços infantis, e em alguns lugares do Rio, valeu a pena, especialmente no Village Mall (que na minha opinião é o melhor shopping ever em atendimento ao cliente, ainda que eu não tenho dinheiro para comprar nas lojas de lá) e o play do Top Mall é simplesmente perfeito!

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Play do Top Mall, quero esse em casa


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Bella apagada no berço, depois de puxar as roupas do papai e da mamãe da mala

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Passeio

IMG_4606 Brincando na fazendinha do condomínio

IMG_4597 Isabella, finalmente, conheceu a galinha pintadinha!

IMG_4594 Caveirinhas

Outra novidade: conseguimos sair dois dias para jantar com a minha tia e minha avó ficou com as meninas. Vó é tudo de bom, gente! No primeiro dia elas já estavam dormindo, então foi tranquilo. No segundo, elas estava quase dormindo quando a gente saiu e fiquei com o coração apertado, mas logo depois elas apagaram. E como foi bom sair pra jantar e relaxar um pouco!

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Nós dois na "farra"

Viagem foi boa demais, cansativa com duas crianças, como sempre, mas maravilhosa! Mas acho que a gente vai dar um tempo nessas aventuras à distância e começar a poupar para levantar voos mais longos. 

Para quem quiser dicas para viajar com dois bebês tem outro post aqui e aqui

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Lágrimas, suor e bicicletas

Domingo, manhã de sol, hora de andar de bicicleta com as meninas. Compramos as bikes há um mês atrás, depois que vendemos um dos nossos carros frente a nossa nova realidade familiar, mas só agora elas foram montadas direito e tínhamos feito a estreia oficial no sábado. Protetor solar, bolsa com água e um saco de biscoito polvilho e lá fomos nós pro Eixão (para quem não é de Brasília é uma via expressa que fica fechada para ser usada como lazer nos domingos) que fica perto de casa. Eu e Marco estávamos super empolgados com o passeio, quando a gravidez ainda era uma ideia na minha cabeça a gente adorava ver as crianças brincando e andando de bicicleta no Eixão e agora tinha chegado a nossa vez. Mas, para Maria e Isabella... não sei se a empolgação era a mesma, elas gostaram, mas a alegria era toda nossa mesmo.

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Eu e Bella no início do passeio

Resolvemos ir até o final da via e voltar. Na ida uma descida boa, ou seja, volta com subida longa. No meio do caminho, as meninas começaram a ficar irritadas. O biscoito estava no fim e o saco voou da minha mão, portanto, nada de comida para distraí-las. Paramos para dar água e continuamos. Eu e o Marco começamos a ficar com dores nas pernas (olá, pais sedentários!) e a irritação de duas meninas fofas de óculos escuros crescendo. Um chorinho aqui, outro ali. "Espera um pouquinho, já estamos chegando". "Olha, a gente vai parar ali para tomar uma água de coco". E pedala, pedala, chora, para, pedala.

Quando finalmente chegamos na barraquinha, os dois com as coxas queimando, suados e cansados, as duas começaram a chorar de verdade. Primeiro, Isabella com aquele choro alto que faz os pais querer sair correndo de vergonha. O Marco ficou sem ação e eu tentei fazer ela parar e manter a calma. Acho péssimo ignorar nesses casos ou fingir que nada está acontecendo porque se a criança está chorando é por um motivo, mesmo que seja atenção e é para isso que os pais estão ali. E eu sabia o motivo: fome. Elas não quiseram a água de coco, mas queriam pegar o coco desesperadamente. Foi o caos de criança reclamando no meio de um bando de gente. A solução: lidar com o problema e conseguir comida.

Peguei um graveto no chão e dei para a Isabella brincar e ela parou de chorar. Vi ela colocar na boca, mas nessa parte, ignorei, tá? Pelo menos não estava chorando. Aí foi a vez da Maria que estava com o Marco. Ele não pensou duas vezes e começou a se afastar da barraca e ir pra casa com a menina chorando " como loca"na cadeirinha. Oi? Eu comecei a querer brigar com ele, claro. "Dá alguma coisa pra ela se distrair. Espera aí, volta aqui". E vi que eu estava levantando a voz, então era melhor respirar e conversar com ele. Ia se a família inteira fazendo escândalo, não. Dei a chave de casa para a Maria e nada mais de choro. Ufa! Respiramos os dois, também cansados e com fome com aquela cara de: "por que que a gente foi inventar isso mesmo?".

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A outra dupla. Já viram que essa família adora uma cor, né?

Ficamos uns cinco longos minutos tentando atravessar a rua e nada. Explicamos para as duas que estávamos indo para casa e que lá ia ter comida, etc, e por incrível que pareça elas ficaram quietinhas. Resolvemos passar pela passarela subterrânea e quando a gente chegou no final do túnel: nada de rampa! Como assim? Só um fio de concreto no meio da escada. E lá fomos nós empurrar bicicleta pela escada. No caminho de casa já estava pensando nas estratégias: alguém sobe e pega uma fruta, enquanto o outro guarda as bicicletas e fica com as meninas. E no fim deu tudo certo, portanto, lições maravilhosas que a bicicleta deu pra gente até o momento:

- Nunca saia com duas bebês e apenas uma opção de comida, especialmente se uma delas for "voadora".

- Pais sedentários não deve abusar da sorte e do exercício porque energia é necessária sempre e depois do passeios, essencialmente.

- Comprar duas bicicletas foi o melhor investimento deste ano! Pense em dois pais felizes! Acho que em breve as meninas vão ter a mesma empolgação também.

- Passeio de bicicleta, por enquanto, é para nós e não para elas, por isso, vamos entender se elas estiverem sem paciência e nada de caminhos longos. Pausas para brincar no parquinho são bem-vindas!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Decor+ação e paredes para brincar

Eu adoro arrumar a casa, decorar, mudar um móvel de lugar, pendurar um quadro, encontrar inspiração, achar um item essencial, enfim, cuidar bem do ninho que eu criei para as minha filhas. Acho que é uma coisa que herdei da minha mãe que sempre foi uma super decoradora e, como a gente mudava muito de cidade, ela sempre criava novos ambientes para fazer a gente se sentir em casa. Depois que as meninas entraram na nossa vida, é claro, que a arrumação das coisas mudaram, a casa nem sempre está organizada para atingir meu nível de obsessão, mas ainda sim é um lugar decorado, vamos dizer assim. E eu estou sempre inventando, abusando da boa vontade dos meus pais e do marido nos meus projetos "faça você mesmo". Mas, colocar a mão na massa na vida é necessário.

A última invenção foi criar um espaço para as meninas brincarem e ainda ser útil para família inteira. Porque agora meu lema é "tem que ser para a família toda". Portanto, aí vai um tutorial sobre como pintar e transformar uma parede em quadro negro, também conhecido como lousa escolar, no meio da sala. É uma coisa meio batida, eu sei, já é quase item básico de uma casa moderna, mas como não encontrei muitas explicações na web, resolvi compartilhar aqui. E, sim, é super fácil.

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Resultado final: família feliz!

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Antes de tudo: compre a tinta. Perguntei para um vendedor de uma super rede de lojas de material de construção que não sabia me dizer qual era (oi?), então fiz uma pesquisa rápida na internet e descobri que tem que ser uma tinta esmalte sintético (dessas que pintam metal e madeira). Portanto, procure por uma cor escura, algumas marcas já vendem uma cor chamada "verde escolar". Eu achei uma Suvinil, mas tem a Coralit também e de outras marcas.

Você vai precisar de: uma lata de tinta, tiner para misturar, fita crepe para marcar (comprei da azul, que é mais cara, porém, melhor!), uma bandeja, dois rolos (pequeno e médio), jornal velho.

Para pintar aqui em casa usamos a seguinte estratégia: pintura noturna. Esperamos as meninas dormir para começar o processo. Marcamos a área na parede para pintar com a fita crepe e tentamos deixar reto. O correto era marcar tudo direitinho, mas fizemos no olho por pura preguiça, mas até que não ficou tão torto.

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Usamos as instruções da lata para dissolver a tinta com tiner e começamos a pintar. Fizemos a primeira demão. Colocamos o ventilador para secar.

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Demos uma pausa no trabalho lá pelas 21h30. Fizemos um risoto delícia, bebemos uma cerveja cada, assistimos um episódio de Games of Thrones, e depois de volta para pintura. Segunda mão foi ainda mais rápido. Limpamos tudo e fomos dormir antes da meia-noite.

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Como o cheiro da tinta é forte deixamos o ventilador ligado durante a noite e no dia seguinte saímos com as meninas de manhã para evitar alergias e afins. Mas achei que secou bem rápido. Na manhã seguinte fomos na papelaria comprar giz e rabiscamos

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Super aprovado pelas meninas. Isabella, no entanto, tentou comer o giz, então...

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Amei o resultado! Tentamos fazer um vídeo em stop motion com o processo do resultado, ainda não dominei a técnica de edição de vídeo, mas dá para ver alguma coisa, né?



Hoje também estou como colunista lá no blog Quero Ser Vintage, da Maria Fernanda! Amo o blog, as coisas que a Fê faz, tudo o que ela escreve, a família moderna que ela tem, portanto, vou estar lá sempre com alguma dica de DIY ou no melhor portugês "Faça Você Mesmo". E para começar fiz um post sobre como foi a produção da parede de listras da minha sala lá. Uma decor ação dobrada!

blog quero ser vintage


E vamos também para o resultado do Sorteio!
Aqui no blog e no instagram, as vencedoras são:


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Parabéns, Hellen Gomes e Lara Gomides! Aguardem um e-mail com os detalhes!

E, sim, sigam a gente no instagram @familiamoderna!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Guia do banho para dois bebês (ou quase isso)

Uma das minhas coisas favoritas para fazer com as meninas é a parte do banho. Não tem coisa melhor do que brincar na água e depois ter duas bebês limpinhas e cheirosas prontas para dormir ou brincar mais um pouquinho. É claro que dá trabalho, mas aqui em casa já está no automático e eu gosto tanto que parece que não cansa. A minha história com o banho das meninas também faz parte da minha história como mãe e acho que quanto menos a gente tem menos medo e mais prazer ao dar banho, mais a criança vai curtir aquele momento. Aqui passamos por muitas fases e recebo muitas mensagens com a frase: "como você faz para dar banho nas duas sozinha?", por isso, resolvi compartilhar tudo aqui. Aviso: texto longo, vamos comigo, gente!

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Ficamos dez dias no hospital quando as meninas nasceram e lá as enfermeiras davam o banho. Então, no primeiro dia em casa chegou a minha vez. Na verdade, chegou a hora do banho e começou toda uma armação para o processo. Estávamos eu, minha mãe, minha sogra e o Marco prontos para a batalha e, eu, já sem pensar, falei: "mãe, dá você o banho". Mas quando ela chegou perto da banheira com a Maria peladinha enrolada na fralda de pano, ela disse: "será que eu vou conseguir, como é mesmo?". Eu , então, ri, não hesitei e falei: "é assim, deixa que eu dou". Naquele momento eu me senti mãe. Eu tinha visto no hospital, sabia dar o banho e essa era minha função.

Eu não comprei aquelas banheiras de pé porque achava um trambolho. Comprei uma daquelas importadas desmontável para colocar na bancada do meu banheiro e também foi super desnecessário, gente! Tá aí uma coisa do enxoval que eu quase não usei. Sabe qual é banheira boa? Aquela de plástico de R$30 que vende no supermercado. Mas, como as meninas eram muito pequenas, a minha sogra teve a ideia de comprar uma bacia rasa, igual a do hospital, e foi uma ótima! Usei no primeiro mês e valeu a pena. Outra boa compra foi a toalha avental que servia para levar as meninas da banheira até o berço onde já tinha uma outra toalha estendida para cada uma.

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Um dos primeiros banhos na Maria com a bacia pequena

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Detalhe da bacia. Como elas eram pequenas, gente!

Também lembro que quando elas tinham um mês/dois meses, na época das crises de choro e cólica, eu ligava pro pediatra, "Doutor, Maria tá chorando há quase uma hora, o que eu faço?", no melhor modo mãe desesperada de primeira viagem, e ele dizia: "Dá um banhozinho nela". E não é que funcionava. Já dei banho 23h nas meninas, gente! Marco queria me matar porque "dava trabalho", mas de fato acalmava horrores! E nos primeiros meses elas ficavam até uma semana sem fazer cocô, quando vinha era aquela coisa, tinha que dar banho e a bacia pequena funcionou muito de madrugada. Mas, quando a bacia ficou pequena ficamos com a banheira de plástico super barata mesmo.

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Banho na Mamá com a toalha avental e a banheira baratinha

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A vez da Bella, eu adorava colocar as duas sentadinhas antes de tirar para enxugar

Como nos primeiros meses o esquema era esse de tomar banho, mamar e dormir. O processo diário era tenso, mas funcionava. Eu dava banho em uma, levava ela para alguém colocar a roupa, trocava a água e pegava a segunda, depois, enquanto alguém colocava a roupa, eu amamentava a primeira. Ou seja, eu dava o banho sempre. Mesmo quando eu tinha babá, fazia isso. Eu gostava de dar banho. Mas ficava exausta, especialmente, na amamentação e aí comecei a delegar um pouco (mas, bem pouco porque continuava controladora freak. Rá!). Já cansaram, gente? Que trabalheira, né? Até eu cansei de relembrar. Socorro.

Depois, quando elas estava com uns três/quatro meses ainda estava com a babá e comecei a dar banho nas duas juntas para facilitar e não ter que trocar água. Então cada uma pegava uma, colocava uma de um lado da banheira dava banho, colocava a toalha avental, tirava e trocava. A louca que eu sou revezava em quem eu dava banho, uma dia na Maria e no outro na Isabella pra ficar justo, né? De noite, o Marco comecou a fazer isso comigo, mas depois a gente descobriu o banho no chuveiro e foi a glória!

IMG_8988 Banho nas duas juntas com cinco meses, o Marco teve que se virar para segurar as duas e eu tirar a foto. Essa é a banheira dobrável em uma das poucas vezes que eu usei.

Eu sempre achei esse negócio de tomar banho com o bebê no chuveiro meio hippie, mas depois que a gente tentou não quis mais outra coisa. É bom demais, a gente fica em contato com o bebê, é um ato de carinho e amor delicioso e também um tempo único para ficar junto do seu filho/a. É claro que quando eles são mais novinhos é preciso alguns cuidados para não deixar cair muito a água no rosto e tal, mas rapidinho Maria e Isabella já estava com a cabeça debaixo do chuveiro e amamando. Neste caso, o esquema era o seguinte. A gente revezava os dias. Exemplo: o Marco ia lá e tomava o banho dele primeiro, depois eu levava uma bebê, e ele dava o banho. Quando ele terminava, gritava "pronto". E eu já ia com a próxima bebê peladinha, passava pro colo dele e ele segurava as duas, então eu pegava quem já tivesse de banho tomado, colocava a fralda e a roupa e depois já ia pegar a próxima e pronto! Acho que para o pai esse contato, aconchego do banho, também é muito importante, por isso a gente revezava. Era sempre uma disputa por quem ia para debaixo do chuveiro!

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Cadê, Maria?

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Momento com mamãe antes de entrar no chuveiro com papai e banheira já aposentada

Quando elas sentaram, foi ótimo porque facilitou muito! Mas, ficar em cima da bancada ficou mais perigoso. Então, passei a colocar a banheira dentro do box e ligar o chuveiro já que elas estava acostumadas com a água caindo na cabeça. Eu entrava dentro do box de roupa e tudo e passava o sabonete nas duas e depois a babá só me ajudava a enxugar e colocar a roupa. Quando eu fiquei sem babá, fazia o mesmo processo sozinha, na primeira semana sofri com o cansaço, mas depois me acostumei. Quando a faxineira estava em casa, chamava ela para olhar uma das duas enquanto eu pegava uma e ia colocar a fralda e etc. Deixava no berço e ia pegar a outra para continuar o processo.

Quando eu estava sozinha esvaziava a banheira, tirava uma rápido e depois saía correndo para pegar a outra ou pegava as duas no colo ao mesmo tempo e colocava no berço . De vez em quando acontecia alguns acidentes com xixi, mas faz parte. Maior trabalho, né? Ufa. Porém, mãe tem que se virar, ser mãe dá trabalho e pronto, vira a página. Meu lema forever and ever.

IMG_0318 Banho sentadas. ô, delícia! Comprei uma outra banheira baratinha maior para caber as duas sentadas


IMG_0332 Interagindo sempre

Aí elas começaram a levantar e querer escalar a banheira e o processo mudou de novo. Comprei dois tapetes infantis na Tok&Stok e comecei a dar banho no box logo. E facilitou muitooooo. Só que elas também não queriam mais ficar no nosso colo no banho à noite, queriam ir pro chão! Então, agora elas são crianças que tomam banho de chuveiro duas vezes por dia. Rá! No banho nortuno, de vez em quando, a gente entra com elas e toma banho junto que também é bom e dá pra matar a saudade.

Sem título Esquema do banho atual: tapete, chuveiro e muitos brinquedos. Em alguns dias elas choram quando a gente pega a toalha porque não querem sair. Pode?

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Elas no banho e eu dentro para passar o sabonete, é óbvio, de vez em quando me molho toda e tudo bem.

O fato é que elas adoram tomar banho, fazem uma farra sem fim com os brinquedos, eu canto música, incentivo as duas a baterem na água e é uma festa só. Continuo com os dois banhos por dia porque é bom demais. Um depois do almoço e pré-soneca da tarde e outro depois do jantar, aí elas brincam mais um pouco com a gente e vão logo dormir. Ah, delícia!

Não deixem de participar do Sorteio do Kit da Loja da Família Moderna, gente! Vai até domingo a inscrição e anúncio dos vencedores na segunda-feira! Detalhes no post aí embaixo!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sorteio em dose dupla

Pessoas, hoje é um dia feliz porque hoje é dia de sorteio! Demorou, mas, finalmente, vamos começar a agitar as coisas aqui nesse blog, afinal, todo mundo adora um brinde! E vai ser em dose dupla, é claro, porque tudo na Família Moderna é feito em dobro!

Logo na estreia, vou sortear dois kits com produtos descolados e lindos da Loja da Família Moderna (sim, todos feitos por quem vos escreve!) e todo mundo vai ter duas chances de ganhar!

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Kit menina: bandeirinha borboleta, passarito, toalhinha e babador de cupcakes

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Kit Menino: bandeirinha, coruja, toalhinha e babadorbigodón

Um sorteio será feito aqui e para participar é preciso ser seguidor (a) do blog. E o outro sorteio será feito no instagram para os seguidores de lá também. Corre lá no @familiamoderna para saber como participar!

O sorteio começa hoje vai até domingo (21 de abril), por isso corram e se inscrevam. É rápido e fácil! É só preencher esse formulário

Regras básicas: 

- As ganhadoras serão escolhidos através de um sorteio eletrônico no dia 22 de abril (segunda-feira).
- Para participar é preciso ser seguidor do blog e/ou instagram.
- Leitoras residentes em países fora do Brasil também poderão participar.
- Cada pessoa terá apenas uma chance de concorrer em cada meio, seja pelo blog ou instagram. Boa sorte a todas e vamos nessa! Estou louca para saber quem vai levar esses kits feitos com tanto amor para casa!

PS: Quem não tem filho também pode participar, viu? Sobrinhos e afilhados agradecem!

E não deixem de visitar a Loja da Família Moderna! Babadores, bodies e bandeirinhas continuam com frete grátis.

Dúvidas e sugestões? Deixem um comentário!

domingo, 14 de abril de 2013

Adaptação

Criar, cuidar e educar um filho não é tarefa fácil, e isso a gente já sabe, né? Mas, deixa eu contar um segredo, minha gente: não é impossível. Tem dias que a gente acha que não vai dar conta, mas, olha a surpresa: tudo dá certo no final. Muita gente me pergunta, recebo e-mails, escuto comentários na rua, do tipo: "como você cuida de duas meninas sozinha? como você dá conta? nossa deve ser uma trabalheira, hein? e etc, etc, etc". Eu devo dizer que eu também não sei como eu dou conta, eu simplesmente dou. Eu simplementes cuido e isso é ser mãe, não é? A gente faz sem pensar, a gente faz pensando, a gente se joga. E o melhor, a gente se adapta.

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Outro dia estava conversando com uma amiga, ela prestes a ter o segundo filho, eu pensando no terceiro, as duas divagando como a vida seria diferente com mais um. E ela disse uma coisa certa: do mesmo jeito que a gente fez antes, quando não tinha ideia do que estava fazendo com um bebê novo nos braços, a gente faz de novo. Tudo é possível, está aí a maravilha da maternidade. A gente se vira e se adapta, enfrenta o desconhecido de frente, como deveria ser.

Ser mãe é fazer dar certo. E como eu sempre disse aqui: insistir e escolher suas batalhas. Cada mãe escolhe seu caminho, suas armas, faz acontecer do seu jeito. Eu já passei várias fases com as meninas e cada dia continua sendo uma novidade, uma nova adaptação. Acabamos de passar pela enloquecedora fase de começar a andar e pegar em tudo e agora elas estão começando a entender o "não" e impôr suas vontades com muito choro, ô glória, só que não.

Há uns dois dias atrás, Isabella testou minha paciência e do Marco com um choro dramático e inconstante, queria colo o tempo todo e esqueceu como era dormir sozinha no berço. Eu pensei que talvez fosse um resfriado, depois os molares nascendo, a nova rotina de ter o pai em casa e a infâme birra. Não consegui chegar a nenhuma conclusão, só que ela estava me tirando do sério, cheguei a ignorar algumas vezes e fiquei chateada por isso e porque eu não sabia o que fazer. Respirei fundo e pensei: "não sei o que é, mas tem que dar certo". Então resolvi fazer diferente, manter a calma, dar atenção, abraçar, conversar com ela, explicar a situação e, é claro, tudo ficou na paz de novo.

Desde do início dessa louca aventura eu tenho tentando me superar e fazer o que este novo papel me fez ser: mãe. Se é para cuidar, então porque ficar lutando contra isso? Ter filho é trabalhoso e ponto. Vamos nessa!

Outra coisa que também comentam muito e recebo e-mails é sobre a decisão de parar de trabalhar e me dedicar totalmente a maternidade. O que eu posso dizer é minha experiência: definitivamente a melhor coisa que eu já fiz na vida! E da, mesma forma, a gente tem que fazer acontecer, mudar o esquema familiar, se adaptar a um novo orçamento, um novo estilo de vida. E tudo o que eu posso dizer é que vale a pena, nunca fui tão feliz e vejo o peso da minha decisão todos os dias nas minhas filhas e como elas são. No começo, eu achava que o grande dilema era a questão financeira, que muitas mães não podiam largar seus empregos (e ainda acho que isso existe, é claro), mas conheço mães que trabalham porque querem, o salário é sim para pagar creche ou babá, e tudo bem também. Cada um tem suas escolhas e batalhas. Espero não ter que falar sobre esse assunto pela 50° vez no blog, afinal é algo pessoa, quem quer ficar em casa com os filhos consegue, quem quer continuar trabalhando também. E digo e repito: adapta-se, faz dar certo. Se não dá, tente outro caminho, faça outra escolha. O importante é nunca deixar de tentar. E ser feliz no final

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sem leite, com amor e receitinha

No mês passado, acho que eu relatei aqui e no instagram que as meninas estavam com uma saga de cocô mole que já durava quase três semanas. É verdade que eu demorei para procurar o pediatra, tinha mudado de médico e depois voltei para o antigo, fui na emergência, fiz exame de fezes e nada, dei dois remédios e nada, até a gente começar a desconfiar do leite. Cortei o leite completamente e em dois dias elas melhoraram. Íamos viajar pra Rio, então resolvi continuar com a dieta sem leite. Como elas estavam acostumadas a tomar mamadeira três vezes por dia, cortei a da tarde e de manhã e à noite, batia uma vitamina de frutas (geralmente, banana com alguma coisa) e elas ficavam satisfeitas. Quando voltei de viagem, dei o leite de novo e comprovei a teoria.

IMG_4502 Suco no Rio

O fato é que elas têm uma leve alergia ao leite, não é intolerânica à lactose (que são coisas completamente diferentes), mas como é bem de leve eu resolvi chamar de "intolerância ao leite". Lá no Rio mesmo elas comeram biscoito de maizena e não tiveram nenhuma reação. Na minha conversa com o pediatra, disse que preferia deixar as duas sem leite no lugar de fazer uma substiuição com soja, ou outro leite do tipo, e ele disse que era uma boa opção. Achei super tranquilo, não fiquei estressada ou nervosa, porque como elas já têm mais de um ano não precisam tanto do leite e existem outras fontes de cálcio na alimentação delas. Já tinha a experiência de uma amiga que o filho tem alergias alimentares e vi que é possível conviver tranquilamente com isso. E, as duas comem muito bem, e o dia inteiro, se a gente deixar. Então, vamos apenas dar um complemento vitamínico para ajudar e continuar com a vitamina de frutas. 

Já inspirada na nossa nova fase, fui pra cozinha preparar um bolinho saudável para o nosso lanche! É fácil e fica uma delícia, ideal para bebês e sem lactose ou glúten. Inventei na hora e deu certo, aleluia!

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Muffin de Banana e Mirtilo

- 1 xícara e 1/2 de aveia em flocos
- 1/2 xícara de açúcar mascavo
- 1/2 xícara de água
- 2 ovos
- 1 banana prata
- 1 colher de sopa de fermento
- Mirtilo para enfeitar

Não tem segredo: bate tudo no liquidificador, menos o mirtilo. Coloque em forminhas individuais de silicone, jogue o mirtilo para enfeitar e coloque para assar no forno pré-aquecido a 180° por uns 30 minutos ou até a cozinha começar a ficar com aquele cheiro gostoso de bolo. Faça o teste do palito para ver se ele sai limpinho, antes de tirar do forno. E pronto! As meninas aprovaram!

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Para quem quiser se informar sobre as alergias e intolerânicas aqui tem dois sites ótimos www.alergiaaoleitedevaca.com.br e www.semlactose.com. Este texto da da Lu do Potencial Gestante também me ajudou muito.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A louca

Desde que eu fui lá e carimbei minha carteirinha no clube chamado maternidade, uma frase tem acompanhado meu nome constantemente: "Tatiana, você é louca!". É como se a Shakira aparecesse de vez em quando por aqui, no seu melhor biquíni dourado, cantando: "loca, loca, loca". Mas qual mãe é, de fato, normal? Se fosse completamente certa e dentro dos padrões (sejam lá quais eles são hoje em dia) algum problema teria. Eu não sigo o caminho comum dentro das dependências do complexo aquático maternal e algumas das minhas decisões como deixar as meninas aprenderem a subir livremente no sofá ou até mesmo o fato de eu não dar açúcar para as duas são consideradas doidas. Ter mais um filho, então... direto para o hospício!

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Não tem como não ficar louca por essas duas!

Eu digo ainda bem que temos a loucura. Cada vez mais vejo que somos todas parecidas tentando acertar desesperadamente e, às vezes, pegando os caminhos menos convencionais. Acho que a maternidade é cheia de altos e baixo e, em alguns momentos, você pode se sentir mal porque não fez a mesma coisa que sua amiga, não conseguiu amamentar, seu filho ainda não anda ou ainda não dorme a noite toda, mas pode ter certeza que do outro lado da parede o sentimento é o mesmo. Estamos todas loucas com a nossa própria razão.

O melhor a fazer nessa doidera toda que é a maternidade é ter convicção das suas escolhas, abraçar a ideia de que ter filho é uma trabalheira sem fim mesmo, insistir no que você acredita, pesquisar, aprender, melhorar e, sim, loucas amigas, ter segurança no caminho que você escolheu.

Acho que um dos grandes problemas das mães modernas é a insegurança, são tantas informações, tanta gente falando no seu ouvido, tantas opiniões, que é preciso saber escutar você. Sem deixar de perceber que é possível voltar atrás e saber quando a gente errou. Eu tenho confiança nas minhas loucuras, mas já mudei de ideia também. Exemplo: o pediatra passou Mucilon para engrossar o leite das meninas e eu obsessiva com aumentar o peso delas, dei. Não sabia da quantidade de açúcar e acho que ingorei também o fato. Até que decidi que não era certo e cortei há alguns meses.

Hoje na sala de espera do pediatra, uma mãe de primeira viagem com uma bebê de pouco mais de um mês falava sobre como a filha não dormia sozinha no berço e chorava por tudo (ou seja, fome, mas ela ainda vai aprender isso). Uma outra mãe dizia feliz que o único filho sempre dormiu no berço e era tranquilo. Eu, por outro lado, disse pra ela ninar muito a filha dela, deixar o quanto ela quisesse e pedisse pelo colo, e depois ela colocaria no berço, eventualmente, que era bom aproveitar essa fase.  "A minha irmã fala isso também", ela disse. Não sei o que ela vai fazer com toda aquela informação, mas espero que ela escute a voz dela e que pense menos em "coisas normais", faça o que o instinto pede, seja um pouco mais louca.

Também estou louca para postar as fotos da nossa viagem ao Rio, mas estou voltando aos poucos à rotina! Aguardem e confiem!