quarta-feira, 15 de abril de 2015

Parquinhos de Brasília - um Guia - Para começar: Parque Olhos D' Água


Quem acompanha o blog ou a gente lá no instagram @familiamoderna sabe que por aqui somos super fãs de parquinho. Acho que brincar na areia, subir nos brinquedos e descobrir novos lugares ajudam muito no desenvolvimento da criança, além de ser um ótimo entretenimento pra família toda. As meninas foram a primeira vez pro parquinho quando tinham uns 11 meses, quase 1 ano, e foi uma loucura. Comiam areia, folha e quando fui sozinha com as duas a primeira vez foi uma loucura, cada uma corria pro lado, sufoco total! Mas eu adorava! E elas também. (Aqui um post das antigas sobre como parquinho é legal) E o parque fez parte da nossa rotina diária até elas entrarem na escola com dois anos. E lá elas têm uma hora de parquinho todos os dias também. O Francisco vai pro parquinho desde sempre. Como não, né? Mas o contato com a areia aconteceu agora com 9/10 meses e ele ama! Aliás, não come tanta areia quantos as irmãs faziam. Aleluia!

Esse blábláblá todo foi para dizer que resolvi começar uma série nova aqui no blog. Um guia de parquinhos de Brasília para inspirar pais e mães a se aventurarem pela cidade também. Temos sorte de ter pelo menos um espaço com brinquedos em cada quadra, mesmo que eles não sejam novos ou perfeitos, mas temos muitas opções. Por isso, resolvi compartilhar aqui nossas explorações em terras de parquinhos brasilienses. Pegue seu baldinho, água e frutas, e vamos lá! Essa é apenas uma parte da nossa experiência nesses lugares, por isso saia de casa e descubra o que a nossa cidade tem de melhor também.

Para começar, um parquinho novo! O recém-inaugurado parquinho de areia do Parque Olhos D´Agua, fomos nesse parque nas férias das meninas em dezembro/janeiro e que diferença das crianças de lá pra cá!


Parquinho do Parque Olhos D' Água 

Onde fica: na altura da 213/413 Norte

É legal porque: fica no parque e os brinquedos são de madeira novinhos. Tem sombra de sobra e pouco movimento durante a semana. Tem chuveiro (quando fomos lá o chuveiro não estava funcionando, mas tem outro perto do quiosque) e banheiro por perto, e ainda dá pra explorar o parque. Além disso, fica no centro de Brasília.

Não tão legal assim: é a areia é branca e gruda na pele igual brilhante, mas nós gostamos disso também. Falta opções para estender uma canga e fazer um piquenique, mas ainda sim dá pra improvisar.









 No caminho do parque
No fim do passeio, banho de chuveirão pra tirar a areia grudenta

segunda-feira, 13 de abril de 2015

FranChico, o menino livre

Eu queria escrever algo sobre o Francisco para deixar registrado essa fase que estamos vivendo. Tudo com ele é tão rápido e intenso, é totalmente novo, mas ao mesmo tempo parece que ele sempre esteve aqui, e acabo não deixando registrado. Pois bem, aí vai:

Com 365 dias de vida recém completados, FranChico é um menino livre. Ele começou a andar com 10 meses, por isso vai de lá pra cá e de cá pra lá com a maior desenvoltura. Então, ele se acha no direito de subir em tudo, sofá, cadeiras, poltronas, pessoas. As habilidades de se movimentar e se ambientar no mundo é uma coisa que impressiona a gente e não é coisa de pais babões não, achamos que ele tem duas professoras excelentes e, como não é único, aprendeu que precisa pensar rápido por aqui. Vai e volta e em pouco tempo não só aprendeu a subir, como descer sozinho dos obstáculos. Se eu achava que já deixava as meninas livres para explorarem o mundo, com o FranChico a palavra liberdade atingiu novo nível.

Ele já está na fase que quer brincar com as meninas e isso tem promovido boas brigas. Quer fazer tudo o que elas fazem, adora sair para passear e já reclama quando uma delas está no meu colo. 
Já consegue falar mais de 15 palavras, ainda não contei. Mas fala bem algumas como mamãe, papai, tchau (a favorita), vovô, auau, água, Maria e puiá (pula). Ele soltou Bella algumas vezes, mas ainda não pegou de vez, talvez porque ela sempre brigue muito com ele hahahahahaha Adora balbuciar, dançar e, às vezes, até parece que fica falando sozinho pela casa ou responde a gente com frases completas.




E mais importante: é livre. Gosta de mexer, descobrir e, sim, deixamos ele ir. Se cai, levanta. Se quer tocar, se joga sem medo. Está naquela fase cansativa de mexer em tudo, pegar em tudo e ouve um festival de “não, não pode, aqui não”. Por isso, pela primeira vez tenho acho que ele tá dando mais trabalho que as irmãs. Vai com todo mundo, corre solto pela casa, pelos lugares, pela escola das meninas. É feliz, simpático, ri pra tudo.

Às vezes, Francisco, eu fico pensando que você chegou e teve que se adaptar aos nossos horários, o menino de sonecas curtas porque sempre tínhamos algum lugar para ir, o bebê que precisou se acostumar com o carro para levar e buscar as irmãs na escola, que aprendeu a dormir em qualquer lugar mesmo com tanto barulho, que precisou dividir o espaço desde sempre, assim como as suas irmãs. E eu ficava com o coração partido por você não ter toda atenção que você merece. Mas de uma coisa eu tenho certeza: como você é um menino coberto de amor, nosso e da Maria e da Bella. E nessa jornada da vida, meu filho, você ganhou a sorte grande,porque nunca vai estar sozinho. Podemos não estar ali quando você cair, mas vamos estar sempre por perto para te guiar e te ajudar a levantar. 

sexta-feira, 10 de abril de 2015

AMAmentar depois de um ano

Teve dor, peito rachado, leite vazado, entrega, descoberta, pomadas, ordenha, momentos de paz, momentos de exaustão, mordidas, comida, peito dolorido, madrugadas acordadas, mas, especialmente, felicidade em poder não apenas nutrir, como dar amor em forma de leite. Eis que passou um ano e lá estamos nós no peito. É claro que agora ele come, às vezes nem tanto. Mama menos, mas nem tanto. É algo tão natural que já dá pra sentir falta daqueles momentos que ainda não terminaram, mas um dia vão acabar.



Apesar de ser lindo e você se sentir vitoriosa, depois de um ano, de repente você se sente um pouco sozinha. Tem sempre aqueles comentários “quando você vai desmamar?” ou quando vê uma conhecida já dando mamadeira e saindo livre leve e solta por aí, fica pensando "e eu?". Amamentação prolongada também implica em mais de um ano usando sutiã esquisito de amamentar e pensar em roupas estratégias para dar de mamar. Em junho vou ser madrinha de um casamento e já estou sofrendo pra conseguir achar um modelo aberto. Outro dia fui na emergência porque estava numa gripe daquelas e perguntei pro médico se podia tomar aquele remédio porque estava amamentando e ele desdenhou: "mas ele já não mama mais tanto assim, né? Não tem problema". Oi? Que tal um "que ótimo que você ainda está amamentando". Né? Amamentar depois de um ano também não é fácil, mas como sempre e como tudo, vale a pena. É saúde pro seu filho, é ainda mais amor e carinho. Existem mil artigos sobre isso, procurem, 

Me sinto muito orgulhosa por amamentar o Francisco do jeito que foi. Sem chupeta, sem mamadeira, sem sequer copo especial. Só peito e água, ou suco, em copo de vidro mesmo. Amamentar pode ser solitário, mas quanto mais natural for ficando pra vocês dois, melhor. E isso o tempo traz. Eu geralmente amamento o Francisco assistindo TV, nos conectamos, é claro, mas também preciso me distrair, né? Já fiquei no celular, mas hoje em dia ele fica louco quando vê o aparelho. Ainda acorda de madrugada pra mamar. E lá vou eu com ele pra sala, ligo a TV, pego a almofada e ele mama e dorme em seguida. Se coloco no berço e ele reclama, a gente volta pra sala e ele mama mais até dormir de novo. Eu até gosto dessas madrugadas, amamentar no silêncio com ele em paz. E ele acorda às vezes uma, às vezes duas vezes e raramente três ou quatro. Antes de dormir, todos os dias, vamos para o nosso festival de mamá. Ele mama, mama, brinca, volta e mama, mama, mama, brinca, mama, durante uma hora mais ou menos. Sei que um dia isso vai acabar, que teremos outro jeito de dormir, por isso aproveito. Por isso, mama, Francisco, mama.

Foto: Panoptes Fotografia

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Aniversário no Parquinho – Francisco 1 ano

Para comemorar o aniversário do Francisco a gente queria uma festa para as crianças. Depois da festa de Frozen das meninas, queríamos uma coisa simples, sem muita decoração ou gasto (vamos combinar), mas algo que fosse especialmente divertido pra ele e pras irmãs. A primeira coisa que pensamos foi num parquinho. Um programa que a gente faz sempre e quando chamamos os amigos acabamos levando comidinhas, toalha, fruta, etc. Então, daí surgiu a ideia. Pensamos em vários parquinhos, mas sempre acabamos no problema de infraestrutura, não dá pra ter festa de criança sem banheiro por perto, por exemplo. Aí lembrei que no condomínio da minha mãe tinha o parquinho perfeito! Com banheiro e, de quebra, dois chuveirões maravilhosos. Fiz a lista de convidados, o cardápio simples e cheio de fruta, comprei utensílios, as lembrancinhas foram baldinhos e pás, arrumei uns tecidos típicos de piquenique, fiz uma bandeirinha, marquei a farra para domingo logo cedo e tínhamos uma festa! Foi a melhor festa que já fizemos! E aprendemos que é legal ter uma festa arrumada, boa comidae tal, mas o melhor mesmo é que as crianças brinquem e sejam felizes!








Montamos tudo duas horas antes da festa e meia hora antes do horário marcado no parquinho. Foram umas três viagens de carro, mas valeu a pena. Fizemos espetinhos de fruta e de tomate com pepino, salada de fruta, salada de quinoa (prato favorito do aniversariante) com cenoura e passas, cachorro-quente de carne moída, pastinhas e pães, salada de macarrão com atum da minha sogra e muitos bolos. Só contratamos mais uma vez os sucos da Quitanda Fácil, item indispensável na nossa festa sem refrigerantes. Não tivemos muito tempo para fazer nada do que a gente imaginava, foi tudo muito simples, mas como eu já disse, foi a melhor festa que a gente já fez.





Achei esses brinquedinhos de parquinho no R$ 1,99!

Comendo salada de quinoa com a bisa

Teve café porque festa 9h da manhã tem que ter, né?
Sucos da Quitanda Fácil e copos lindos da Clube BBB Festa, que eu recomendo muito!
Pão pro cachorro-quente de carne móida








Foi lindo! Francisco se divertiu horrores. Pulou a soneca da manhã e no fim da festa apagou. As crianças brincaram e o auge da festa foi a piscina de pirata que colocamos perto do chuveirão. Só de ver essas fotos lindas do Panoptes Fotografia dá vontade de fazer outra festa. O Sávio e a Irmina arrasam com as fotos, foi um sonho ter esse registro feito por eles. 
















terça-feira, 31 de março de 2015

Receitinha - Bolo de chocolate de arroz cozido sem glúten e delicioso

Ontem, estava em casa com uma vontade de fazer um bolo, já que as meninas estão meio doentes ainda e resolvi não mandar pra escola, mas percebi que não tinha nenhuma espécie de farinha no meu armário. E agora? Lembrei que outro dia encontrei no instagram uma receita de bolo sem glúten feita com arroz integral cozido. Procurei, fiz umas adaptações e, em meia hora, o bolo estava no forno. O resultado foi um bolo delicioso! A receita original é do blog Intolerantes na Cozinha, que aliás tem receitas excelentes, mas consegui fiz algumas adaptações para facilitar ainda mais a nossa vida corrida com filhos. Do jeito que eu fiz é só bater tudo no liquidificador e colocar na forma. Sabe aquele arroz que sobra do seu almoço e você não sabe o que fazer com ele? Então, esqueça o mexidão, ele pode se transformar em bolo! Essa receita é fácil e vai mudar a vida de muita dona de casa! Anotem:





Bolo de chocolate de arroz cozido sem glúten e delicioso

Ingredientes:
1 1/2 xíc de arroz cozido
1/2 xíc de amido de milho (maisena)


1/3 xíc de farinha de linhaça (mas pode substituir por quinoa ou aveia)
3 colheres bem cheias de chocolate em pó
3 ovos
1/2 xíc de azeite de oliva ou óleo
1/2 xíc de leite ou leite de coco
1 xíc de açúcar demerara
1 colher de fermento químico

Coloque todos os ingredientes no liquidificador, menos o fermento. Eu não tinha leite de coco em casa, então usei leite mesmo. Bata por uns cinco minutos até ficar bem homogêneo. Eu usei o arroz que eu fiz no almoço temperado com sal e alho mesmo e não ficou com gosto residual algum, mas acho que tem que bater bem porque alguns grãos ficaram percepítveis no bolo.

Pré-aqueça o forno a 200° e unte uma forma pequena de 22 cm com óleo e polvilhe com chocolate em pó. Misture o fermento no resto da massa e coloque na forma.

Calda de chocolate simples 

2 colheres de açúcar demerara
4 colheres de chocolate em pó
8 colheres de água ou leite

Misture tudo numa frigideira até disolver o chocolate por completo, Depois leve ao fogo baixo até ferver e engrossar.






segunda-feira, 30 de março de 2015

Amar é ...

Todo dia a gente acorda, dá o peito, faz café, corta fruta, busca o pão, faz tapioca, faz suco. Troca de roupa, troca a fralda, vamos fazer xixi? Lavo o rosto, negocia a escolha da roupa, veste o sapato, sai pra passear, faz almoço, serve almoço, dá banho, penteia o cabelo, escova os dentes, arruma mochila, prepara lancheira, leva na escola, dá o peito, brinca, busca na escola, dá banho, coloca a roupa, lê um livro, coloca pra dormir, acorda de madrugada várias vezes, para depois começar tudo de novo. Quando a gente se dedica totalmente aos filhos, o cuidado e o dia a dia podem ser exaustivos.  Faça todas essas atividades três vezes durante todos os dias, então. Eu tenho me pegado pensando muito sobre isso nesta semana, em como a gente não pensa nessa trabalheira antes de ter filho. O que a gente pensa, aliás, que eu não consigo nem me lembrar? Uma amiga me contou que quando a filha dela nasceu ela pensou: “mas, peraí, eu vou ter que dar banho nela todo dia?” hahahahaha Acho que isso resume bem o que uma mãe de primeira viagem sente no pós-parto. É uma ruptura que acontece entre o “eu” e a agora “mãe”. É quando a gente percebe que nada mais será o mesmo, que agora sim precisamos nutrir e cuidar. E isso, é amar.


Sim, é uma trabalheira sem fim. Mas sabe o que é o melhor? É que ela entra na sua vida e vai fazendo parte dela sem você perceber. Eu quase nunca lembro que tenho que fazer tudo isso, eu simplesmente faço. Quando eu resolvi ter filhos eu fiz uma escolha. Deixei de ser eu para me encontrar por completo e continuo em processo porque eles me ensinam todos os dias. E isso, é amar.

Um beijo pro meu pai e pra minha mãe que tiveram todos esse cuidado
por mim durante anos! E viva a família!

E que venha mais uma semana de amor para nós

segunda-feira, 9 de março de 2015

Amamentação, a revanche - parte 2

Quando eu penso em amamentação, logo de cara, lembro de mim mesma, grávida de 30 semanas das meninas, sentada num auditório com outras grávidas assistindo um curso sobre amamentação e pensando: “nossa, quanta técnica, por que tão complicado assim? Na hora, vai no instinto”. E eu saí logo em seguida porque estava meio tonta e queria ir pra casa pouco interessada no assunto. Mas acho que no fundo, no fundo, eu estava é com medo e não queria enxergar a realidade que estava na minha frente. No fundo, eu pensava “tá isso dá certo com um bebê, e eu? Como vou fazer com dois?”. Acho que preferi não torcer por antecipação e deixei para lidar com a situação quando ela acontecesse, e quando ela aconteceu eu queria ter me preparado sim. Então, se você está grávida, prepare-se, leia relatos, pegue uma dica aqui e outra ali. E mais importante: entregue-se para aquele momento. Vai doer, vai ser difícil, mas sim, vale muito a pena. O poder de alimentar e acalentar o próprio filho é toda essa maravilha que dizem por aí mesmo. Aqui vai a segunda parte do meu relato de amamentação do Francisco. O primeiro está aqui. Ainda sinto que preciso escrever de novo o relato de amamentação das meninas que pra mim não foi tão bem sucedido como eu queria, mas foi meu e me ensinou muito até chegar aqui.

Bem, se você leu a primeira parte do relato deve saber que: Francisco não mamou nas primeiras horas de vida, deram complemento na maternidade e, assim que ele foi pro quarto, eu recusei e quando o leite desceu o bico do peito inchou e mudou de formato, então tive que trabalhar a pega de novo. Nesse processo aconteceu algo que é bem comum no começo da amamentação: meu bico rachou e ficou ferido. Pode ser sim que a pega do bebê não esteja tão correta, mas pra mim aquilo era parte do processo, o peito precisa ficar calejado para o bebê e o bebê também estava aprendendo a mamar. Por causa das rachaduras e porque o meu peito é grande, eu ficava segurando- o para o Francisco mamar. Fiquei meses segurando o peito com medo do meu bico rachar de novo, e hoje em dia, quando eu vejo que quando ele suga acaba machucando, eu vou lá e seguro de novo. Mas essa coisa de segurar o peito pra mim foi uma barreira também. Fazia isso com as meninas e com o Chico fiz de novo. Eu queria ser daquelas mulheres que abrem a blusa, tiram o peito com a maior facilidade e o bebê já ia direito no mamilo, achava que eu nunca conseguiria ser daquele jeito. Toda vez que eu tirava a mão, ele perdia a mamada e chorava. Achei posições até que consegui me libertar e, mais importante, relaxar. Entrega, entrega, sempre a entrega.
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Pois bem, passado a fase das rachaduras e, quando eu finalmente estava tranquila, veio a dor. Assim que as mamadas terminavam eu sentia uma dor no peito absurda. Era um incômodo terrível e na minha cabeça eu só pensava “isso não pode ser normal” “mas essa agora? Não tava ficando fácil? Mais essa!”. Fiquei preocupada e pensei em mastite e candidíase. Então, fui correr pra minha rede de apoio, amigas virtuais e presentes, para me tranquilizar. Até que descobri que estava produzindo muito leite. Não chegou a ser uma hiperlactação, mas era quase isso. Assim que o Francisco terminava de mamar o meu peito já começava a encher de novo e por isso doía muito. Muita gente me aconselhou a ordenhar, mas cheguei a conclusão que se fizesse só ia atrapalhar o processo. Minha produção de leite precisava se ajustar às necessidades do meu filho. Fiquei mais de uma semana sofrendo, tomei paracetamol pra dor e uma amiga que conheci no instagram (@riotmom) e que mora na Espanha me ajudou muito e me tranquilizou no whatsapp dizendo “calma, que você sabe que vai passar e tudo vai dar certo”. E bem, passou.

Nesse processo de segunda tentativa na amamentação descobri que a gente tem que ser meio índia também. Deixar o bebê mamar tudo o que ele quer e depois quando ele, finalmente, largar o peito, não sair correndo para fechar o sutiã, deixar um pouco o peito pra fora (não precisa ser na frente dos outros). E, mais importante, dar colo, muito colo. Esse aconchego ajuda na amamentação e muito. Ajuda o leite descer e os hormônios do amor. Então, depois que o Francisco mamava eu não tinha pressa de colocar ele no berço, deixava ele no meu colo um bom tempo. E se ele quisesse mamar de novo, tudo bem. Se ele quisesse mamar meia hora depois, tudo bem também. De repente, eu comecei a ver a amamentação não só como uma forma de alimentar, mas como forma de aconchegar. Esqueci quantos mls saem em uma mamada, se ele tinha mamado há duas horas ou dez minutos atrás. Aliás, intervalo de três horas era algo raro aqui em casa. E hoje em dia no auge dos seus 12 meses, a livre demanda persiste.

 Amamentar não é fácil, ainda que parece que está sendo fácil. É entrega, muita entrega. Tem dias que a gente quer desistir, cansa, mas como vale a pena. É uma coisa muito louca mesmo, uma experiência única. Aqui estamos partindo para o segundo ano de amamentação e eu já sinto saudades. Francisco ainda dorme todos os dias no peito, mama quando quer. Se eu mesma tivesse visto este cenário há três anos atrás ia achar inviável e esquisito, mas hoje em dia sei que não há nada de errado em continuar nessa jornada, pelo contrário, só traz benefícios pra mim e pra ele. E que assim seja, amamente enquanto dure e aproveite.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Sobre ser mãe, empreender, escolher, família e um convite

Quem acompanha o blog ou o @familiamoderna no instagram viu que desde o ano passado eu tenho feito bolos. Muitos bolos. E disso nasceu a Komboleria. Era pra ser uma coisa pequena. Depois que o Marco passou a trabalhar seis horas nossa renda familiar caiu bastante e eu estava pensando em um jeito de ajudar um pouco e ganhar um dinheiro a mais. Eu fazia bolo aqui em casa quase toda a semana e ficava inventando receita com o legume ou fruta, que tinha na geladeira. E o melhor: as pessoas gostavam! Então, pensei: “hum, em Brasília não tem uma opção de lugar para comprar um bolo diferente e saudável, que não fosse carregado de açúcar e manteiga”. Pronto, vou fazer bolo pra fora. Coisa pequena, uma encomenda aqui e outra ali, quem sabe em uns dois anos não virava um negócio.

Na mesma época, o meu irmão estava querendo mudar de rumos. Ele tinha comprado uma Kombi e numa dessas conversas depois de um almoço em família, nem me lembro mais quem disse: “a gente podia vender os bolos na kombi”. Aí começamos a viajar num plano de negócio muito louco. Mas, como nada na minha família fica apenas na ideia, a coisa começou a tomar forma de verdade. As encomendas começaram a aumentar e em pouco tempo me vi colocando a minha geladeira na sala para um forno industrial caber na minha cozinha. Desde do começo, a minha ideia era fazer alguma coisa em casa, que eu pudesse ficar com as crianças e sempre perto delas. No papel é lindo e ideal, na vida prática nem tanto. A minha casa ficou um caos, as meninas sempre impacientes, eu só amamentava o Francisco e já colocava ele no tapete pra brincar e ia fazer os bolos. Por outro lado, o negócio estava crescendo e ficava cada vez mais conhecido. Nesse processo todo, eu e meu irmão sofremos com o orçamento restrito, com as incertezas de abrir o negócio. Passamos por altos e baixos todos os dias, muita vontade de desistir várias vezes. Empreender não é fácil mesmo.

Passei meses me questionando enquanto íamos trabalhando. Até que chegou um ponto onde ou gente colocava pra frente ou desistia. Pensei muito e cheguei à conclusão de que com três filhos não dava pra me entregar do jeito que um novo negócio precisava. Não tinha sido essa a minha escolha quando tive filhos e todo esse processo de "faz ou não faz" estava me deixando triste. Eu, confesso, me via atrasando o meu irmão e o desenvolvimento da Komboleria. E me vi no dilema que muitas mães modernas passam, de trabalhar ou ficar em casa, terceirizar ou não a criação do filho e se existia o ideal. Será que era isso que eu queria mesmo? Afinal, o que eu queria fazer? Bem, descobri que para isso não há solução pronta. E se cada pessoa segue seu destino e eu estava percebendo, mais uma vez qual era o meu.

Até que no fim do ano passado, meu irmão resolveu ir além do foodtruck e abrir um espaço gastronômico. E eu vi que não ia conseguir acompanhar, Agora, a família inteira, meu pai, minha mãe e minha cunhada, estão super empenhados pra ver o negócio prosperar. Uma loja para vender os bolos, mas também para servir de encontros criativos, por isso no segundo andar vão acontecer vários cursos por lá. Eu percebi que não posso participar ativamente do processo, mas vou continuar na consultoria de receitas e na agenda dos cursos E vamos ver onde o vento nos leva.
  

Untitled Francisco na loja

Agora vem o convite. No sábado é a inauguração da loja, finalmente, e adoraria ver todo mundo lá! Vai ter muito bolo, foodtrucks, pula-pula pras crianças e diversão para as famílias modernas. Nos vemos lá?
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Soluções para saídas de carro sem choro

Antes de tudo: eu não especialista em bebês. Sou apenas mãe de três que aprende com mil e uma tentativas, acerta quando erra e erra quando acerta. E preciso fazer uma confissão de blogueira: estou particularmente cansada das fórmulas mágicas e posts com guias e soluções para problemas da maternidade. Primeiro, porque eu estou cansada das pessoas verem a maternidade como um problema e segundo porque estou numa premissa louca aqui em casa de que "tudo é fase, tudo vai passar", inclusive todas as coisas lindas que nossos filhos fazem ou têm para nos ensinar. Por isso, estou aproveitando mais e tentando sofrer menos. Mas, eu tenho uma amiga que estava passando por isso, dos choros no carro. Eu já passei por isso e passo ainda com o Francisco, então, resolvi colocar no papel, ou melhor, no computador, algumas coisas que funcionam bem por aqui na esperança de que ajude alguém por aí.

Untitled Meninas lendo, Francisco reclamando e lá vamos nós em mais uma ida pra escola

Outra coisa: às vezes os bebês choram no carro. Às vezes choram muito. Mas é uma fase e, sim, vai passar. As meninas choraram muito quando eram pequenas. O Francisco chorava todos os dias quando eu ia buscar as meninas na escola nas primeiras semanas. Chorava tanto que eu chorava junto. Hoje em dia, no auge dos seus 11 meses, ele reclama toda vez que a gente coloca ele na cadeirinha. E muitas vezes chora porque não quer estar ali. É claro, a gente não pode achar que é colocar a criança ali e ela fica quietinha olhando pro teto, né? Aí eu acabei tentando um milhão de coisas para tentar fazer esses passeios de carro menos aterrorizantes pra eles e pra gente. E sem uso de celulares, dvds ou outras tecnologias. Então, vamos para algumas pequenas soluções que podem ajudar e amenizar essa coisa chata que é ficar sentado na cadeirinha ver todo o movimento lá fora passar. Aí vai:

- Comida é tudo. Se o bebê for mais novinho é sempre bom dar um mamá antes de sair. Amamente e depois saia de casa. É uma estratégia que eu uso até hoje com o Francisco. E para os bebês mais "velhos" leve um lanchinho. Serve alguma fruta ou o bom biscoito de polvilho. Aqui em casa quando o Francisco começa a reclamar no carro, até as meninas já sabem "mamãe, tem biscoito pra ele?". E elas vão lá e dão na mão dele. Aliás, aqui em casa eu nunca saio de mãos vazias. Eu posso esquecer fralda, lencinho, roupa, mas tem sempre algo que eles possam comer na minha bolsa.

- Brinquedo é bom. Com as meninas tinha época que meu carro virou um armário de brinquedos ambulantes. Cada hora era uma coisa pra ver se distraía. Ia tirando da bolsa e dando na mão delas. Com o Chico vale o mesmo, às vezes é uma capinha de celular, uma garrafa de água vazia, o que tiver por perto, e funciona. Com as meninas agora o novo vício são livros. Elas ficam "lendo" as histórias e contando do jeito delas.

- No desespero, pare o carro. Seja pra amamentar ou pegar um brinquedo que caiu. Vale consolar também. Mas quase nunca isso deu certo por aqui. Eles continuaram chorando. O jeito é cantar música pra ver se acalma todo mundo e ir pra casa o mais rápido possível.

- Não desista. A única forma do bebê se acostumar com o carro é continuar andando de carro. Não desanime para sair. É só uma fase e vai passar. Pode ser hoje ou pode ser amanhã. Além disso, tente o que você achar que seu bebê ou filho vá gostar. E assim a gente, como ser natural e mãe que é, vai fazendo a vida acontecer.